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12 de junho de 2026

Agro Mato Grosso

Fiscalização resgata 35 trabalhadores em situação análoga à escravidão em fazenda de MT

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Auditores-Fiscais do Trabalho resgataram 35 trabalhadores que estavam em situação análoga à escravidão em uma fazenda produtora de algodão na zona rural de Campo Novo do Parecis, a 402 km de Cuiabá. A operação começou no dia 8 de junho e foi concluída nesta sexta-feira (12).

Os trabalhadores eram de municípios do interior de Minas Gerais e haviam sido contratados para fazer o controle manual de plantas daninhas na lavoura.

Segundo a fiscalização, foram encontradas graves violações aos direitos dos trabalhadores, com condições degradantes de trabalho e moradia, além de restrições à liberdade de locomoção.

Trabalhadores resgatados em situação análoga a escravidão em fazenda de Mato Grosso — Foto: Reprodução

Trabalhadores resgatados em situação análoga a escravidão em fazenda de Mato Grosso — Foto: Reprodução

Ainda de acordo com os auditores, representantes da empresa dificultaram o acesso da equipe ao local onde os trabalhadores atuavam, o que atrasou o início das inspeções.

Os empregados estavam alojados em contêineres de aproximadamente 2,40 metros de largura por 6 metros de comprimento, onde chegavam a ficar até nove pessoas. Os alojamentos ficavam em uma área cercada por grades e arame farpado, sob vigilância constante.

Principais irregularidades apontadas pela fiscalização:

  • Trabalhadores alojados em contêineres superlotados;
  • Área dos alojamentos cercada por grades e arame farpado;
  • Exposição a agrotóxicos durante a jornada de trabalho;
  • Relatos de pulverização aérea próxima aos alojamentos;
  • Falta de equipamentos de proteção individual (EPIs);
  • Queixas de náuseas, falta de ar, irritação e queimaduras na pele;
  • Banheiros em condições precárias de higiene;
  • Falta de estrutura para lavar roupas usadas no trabalho;
  • Ausência de banheiros na área de cultivo;
  • Trabalhadores obrigados a fazer necessidades fisiológicas no campo;
  • Refeições feitas na lavoura, sem local adequado para alimentação;
  • Fornecimento de água sem copos individuais ou descartáveis.

A fiscalização também constatou que os trabalhadores estavam expostos a agrotóxicos. Segundo relatos à Superintendência Regional de Trabalho e Emprego (SRTE-MT), aeronaves realizavam pulverizações nas áreas de cultivo enquanto eles continuavam trabalhando. Houve ainda denúncias de aplicações realizadas próximo aos alojamentos.

Diversos trabalhadores relataram sintomas compatíveis com intoxicação por agrotóxicos, como náuseas, falta de ar, irritação e queimaduras na pele. A situação era agravada porque eles arrancavam plantas daninhas manualmente, sem o uso de equipamentos de proteção.

Próximo aos alojamentos, os auditores encontraram grande quantidade de moscas e forte cheiro de matéria orgânica em decomposição. Os banheiros apresentavam problemas de conservação e higiene, e o sistema de aquecimento de água era insuficiente para atender todos os trabalhadores.

Ao final da operação, a Auditoria-Fiscal do Trabalho formalizou o resgate dos 35 trabalhadores e garantiu o acesso às medidas de proteção previstas na legislação. Entre elas estão o pagamento das verbas trabalhistas devidas e a emissão das guias para solicitação do seguro-desemprego.

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Veja as tendências no agro; Calça jeans, bota e chapéu viraliza entre crossfiteiros MT

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🥾🤠👖Já imaginou fazer agachamentos, levantar peso ou encarar um treino intenso de crossfit usando bota, chapéu e calça jeans? O visual inspirado no universo agro tem chamado atenção nas redes sociais e ajudado a popularizar uma nova tendência entre praticantes da modalidade em diferentes regiões do país.

Vídeos que misturam exercícios de alta intensidade com roupas típicas de peões e cowboys acumulam milhares de visualizações e despertam a curiosidade de quem acompanha o esporte. Apesar da estética inusitada, a proposta vai além da roupa.

Um dos responsáveis por popularizar o movimento é o educador físico e empresário Zanca, de 36 anos, proprietário de academias de crossfit em Cuiabá e São Paulo. Conhecido nas redes sociais pelos vídeos usando chapéu, bota e calça jeans, ele afirma que a ideia surgiu durante uma competição da categoria elite.

Segundo Zanca, a escolha do visual foi uma forma de mostrar a sua essência para o público e se reposicionar dentro do cenário do crossfit.

“Queria levar a mensagem de Deus e reacender a essência do crossfit, que é se divertir, comunidade, amigos. Eu quis resgatar isso, mas não imaginava que tomaria essa proporção a nível nacional”, afirmou.

A imprensa, ele explicou que o uso das peças está mais relacionado à identidade pessoal e à produção de conteúdo do que à prática esportiva em si. Apesar da repercussão, Zanca destaca que a vestimenta não é recomendada para os treinos do dia a dia e tem caráter apenas estético.

Com participações em competições de crossfit em diferentes estados brasileiros, ele acredita que o sucesso dos vídeos está ligado à identificação do público com valores como amizade, diversão e senso de comunidade, características que, segundo ele, fazem parte da essência do esporte.

Zanca, coach de CrossFit e Performance, durante competições de crossfit — Foto: Reprodução/Redes sociais

Zanca, coach de CrossFit e Performance, durante competições de crossfit — Foto: Reprodução/Redes sociais

🤠📲Atletas seguem tendência

 

Atleta de crossfit Lucas Decio durante competição

Atleta de crossfit Lucas Decio durante competição

O fenômeno ganhou força nas redes sociais e fez com que cada vez mais praticantes adotassem a estética country em vídeos e eventos, transformando o visual de cowboy em uma das tendências mais comentadas do mundo fitness nos últimos meses.

Segundo Zanca, muitos de seus alunos passaram a incorporar elementos do estilo em gravações para as redes sociais e em competições da modalidade.

Para ele, a adesão aconteceu de forma espontânea, impulsionada pela identificação dos praticantes com a proposta de valorizar a comunidade do crossfit e a cultura ligada ao agro, que é forte em Mato Grosso.

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Peixe de 2ª se espalha no Rio Teles Pires e acende alerta para pescadores em MT

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A presença de grande quantidade de peixes da espécie conhecida como abotoado em um trecho do Rio Teles Pires tem acendido um alerta entre pescadores e pesquisadores no norte de Mato Grosso. A espécie, considerada por muitos pescadores como carne ‘de segunda’, não desperta o interesse para a pesca esportiva, o que motivou análises sobre seus possíveis efeitos na bacia.

Registros feitos por pescadores da região mostram grandes concentrações da espécie na região de Itaúba a 580 km de Cuiabá.

Em nota, a Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema) informou que os relatórios de monitoramento realizados até o momento não apontam indicadores de infestação da espécie. O órgão afirmou que continua acompanhando a situação e que adotará medidas ambientais cabíveis caso sejam identificadas alterações que exijam intervenção ou ações de manejo.

A pesquisadora e especialista em ictiofauna, Solange Arrolho, que acompanha estudos sobre a fauna aquática do Teles Pires, explicou que o abotoado já fazia parte da bacia, mas ocorria em áreas específicas do rio.

“Ele era natural no Rio Teles Pires, mas abaixo do que a gente chamava na época de Cachoeira das Sete Quedas, que hoje fica a Usina Hidrelétrica de Teles Pires. Quando ele chega no reservatório de Colíder e abaixo da usina, ele se sente confortável, principalmente porque ele é um bicho, além de ser migrador de longa distância, ele não tem grandes exigências alimentares. Ele come qualquer coisa, qualquer porcaria que está no rio, ele come,” explicou.

Segundo a pesquisadora, a ampliação da população da espécie está relacionada a fatores ambientais e à disponibilidade de alimento.

“Quando você tem uma grande quantidade de flutuantes, uma grande quantidade de ceva, que é o que nós estamos vendo, a explosão não é só do abotoado, mas de outras espécies também. Além de ter a ceva, restos de comida jogadas no rio, por exemplo, faz com que tenha um ambiente propício” acrescentou.

Solange afirmou que não existe uma medida imediata para reduzir a presença da espécie e defende o monitoramento contínuo dos peixes da bacia.

“Eles não são vilões, eles só estão atrás de sobreviver. Eles vão continuar se alimentando, continuar reproduzindo se continuar com o mesmo ritmo acelerado de mudanças no ambiente. Ele tem predador? Não. Os únicos predadores que podem tirar ele do rio é o homem” destacou.

A pesquisadora também destaca que o descarte dos peixes capturados não é uma alternativa adequada. Assim, são avaliadas possibilidades de aproveitamento da carne.

‘’Não adianta pescar ele, ficar bravo, tirar o bicho da água e jogar ele no meio do mato. Isso é sacrifício, isso é crime. Então, o certo é a gente tirar ele da água e aproveitar ele pela alimentação,” ressaltou.

 

A espécie

Armal possui uma fileira de espinhos ao longo da lateral do corpo que causam dificuldade no manuseio — Foto: flavioubaid/iNaturalist

Armal possui uma fileira de espinhos ao longo da lateral do corpo que causam dificuldade no manuseio — Foto: flavioubaid/iNaturalist

🔎🐟: Abotoado (Pterodoras granulosus) é um peixe de água doce encontrado nas bacias Amazônica, do Paraná e do Paraguai, em rios nos Estados de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso. Possui uma carapaça resistente e espinhos que servem de defesa. Alimenta-se de moluscos, insetos, frutos e sementes, vive em cardumes e suporta águas com pouco oxigênio. Sua pesca pode ser difícil devido à boca pequena, mas ele costuma voltar a atacar a isca. Apesar de ter baixo valor comercial, é apreciado na culinária ribeirinha.

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Vazio sanitário da soja já está em vigência em Mato Grosso

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Período que proíbe a existência de qualquer estágio vegetativo de soja visa diminuir incidência do fungo causador da ferrugem asiática

O Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea) informa que o período do vazio sanitário da soja em Mato Grosso da safra 2025/26 já está em vigência. O período que proíbe a existência de qualquer estágio vegetativo de soja, visando diminuir incidência da ferrugem asiática, começou na segunda (8.6) e vai até o dia 06 de setembro, conforme previsto na Instrução Normativa Conjunta nº 001/2026 entre o Indea e a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec).

Durante o período de 90 dias de vigência da fase proibitiva de plantio de soja, o Indea realizará fiscalizações nas propriedades produtoras para verificar se o vazio sanitário está sendo cumprido.

A medida fitossanitária foi instituída pelo Indea em 2006, por sugestão de produtores e pesquisadores que perceberam a necessidade de controlar a principal doença da soja, causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, além de outras pragas e doenças da cultura.

O fungo que causa a ferrugem asiática da soja precisa de hospedeiro vivo (plantas vivas de soja) para se desenvolver e multiplicar, ao eliminar as plantas de soja na entressafra quebra-se o ciclo do fungo, retardando o surgimento da doença na safra seguinte.

A ferrugem asiática provoca a desfolha precoce da planta, impedindo a completa formação dos grãos, o que gera redução na produtividade, sendo considerada uma praga de importância econômica para Mato Grosso.

O produtor rural que foi pego descumprindo está sujeito a multa 30 Unidades de Padrão Fiscal (UPFs), no valor atual de R$ 7.855,20, mais 02 UPFs por hectare da área reservada ao plantio.

Produção

Dados do Indea demonstram que a cultura se encontra em expansão no Estado. Na safra 2024/2025 foram cadastradas 16.324 unidades de produção (UPs), com total de área de 11.353.852 hectares. Já na safra 2025/2026 foram cadastradas 16.610 UPs, com uma área de 11.706.361 hectares, resultando em um incremento de 352.509 hectares de soja.

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