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11 de junho de 2026

Agro Mato Grosso

Valtra inaugura concessionária em Luís Eduardo Magalhães

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Nova unidade focará em soluções de alta potência para grãos e algodão, além de atender ao setor pecuário da região

A Valtra inaugura nesta quarta-feira (10/6) uma concessionária na cidade de Luís Eduardo Magalhães, na Bahia. A nova unidade pertence ao parceiro Nossa Valtra, fortalecendo a presença da marca na promissora região do oeste baiano.

O grupo Nossa, que ingressou nos negócios com a Valtra em 2021, chega agora à sua terceira loja na região. Além da nova e moderna estrutura em Luís Eduardo Magalhães, a rede já atende os produtores baianos com unidades consolidadas nas cidades de Santa Maria da Vitória e Correntina.

A nova concessionária, assim como as demais, conta com o portfólio completo de produtos da Valtra, mas com um direcionamento estratégico. Como a região oeste da Bahia destaca-se nacionalmente pela força na produção de grãos e algodão, o foco é voltado para o maquinário de alta potência, como os modernos tratores das séries Q5 e S6, a consagrada plantadeira Momentum, além da linha de pulverizadores e do distribuidor DryBox.

Vale destacar que a região também tem grande importância e tradição no setor da pecuária, e para atender os criadores locais, a concessionária conta com os tratores de baixa e média potência da Valtra, reconhecidos pela economia, robustez e versatilidade no trato com os animais e na manutenção da propriedade.

“A abertura desta nova loja em Luís Eduardo Magalhães representa um marco estratégico para a Valtra. O oeste da Bahia é um polo fundamental para o agronegócio brasileiro e com essa expansão ficaremos ainda mais próximos dos produtores, entregando nosso portfólio completo, que une potência, inteligência e eficiência operacional”, destaca Claudio Esteves, Diretor Comercial da Valtra.

Na nova unidade os produtores rurais da região poderão conhecer de perto as mais novas inovações da marca, como a plantadeira Momentum, que oferece a partir de 18 linhas de plantio, tendo suas versões de 30 e 40 linhas lançadas recentemente. A plantadeira traz a tecnologia embarcada Weight Transfer, que distribui a carga central do chassi para as pontas, proporcionando profundidade homogênea na deposição de sementes e melhora na qualidade de plantio. O Sistema Precision Planting, eleito a melhor tecnologia de singulação do mercado, promove o controle total da população e o monitoramento completo em tempo real.

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Agro Mato Grosso

Venda de milho em Mato Grosso se aproxima de 50%

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Os produtores de Mato Grosso já negociaram 47,32% da produção estimada de milho da safra 2025/26 até o final de maio. O índice representa avanço de 1,02 ponto percentual (p.p) acima do registrado no mesmo período da safra passada. Os dados foram divulgados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) na segunda-feira (8).

De acordo com o instituto, o desempenho reflete o avanço da colheita e a maior disponibilidade do cereal no mercado. Esses dois fatores têm levado os produtores a intensificar as vendas e, ao mesmo tempo, o aumento da oferta tem pressionado as cotações do milho no estado.

Em maio, o preço médio do grão foi de R$ 42,73 por saca em Mato Grosso. Segundo Milena Bezerra, analista de mercado do Imea, o ritmo de comercialização demonstra que os produtores estão ajustando suas estratégias diante da necessidade e cenário de oferta elevada.

“Mato Grosso caminha para mais uma grande safra de milho, o que amplia a disponibilidade do produto tanto para o mercado interno quanto para as exportações”, destaca.

Apesar do avanço nas negociações da safra atual do milho, o cenário para os próximos meses ainda é marcado por incertezas. A comercialização antecipada da safra 2026/27 alcançou 4,77% da produção estimada até maio, crescimento de 2,08 p.p. em relação ao mês anterior. Ainda assim, o percentual permanece 0,82 p.p abaixo do registrado no mesmo período do ano passado.

A cautela dos produtores está relacionada principalmente às dúvidas em torno do comportamento climático no segundo semestre deste ano. A possibilidade de ocorrência de um “super” El Niño tem gerado preocupação no setor, uma vez que o fenômeno pode alterar o regime de chuvas em importantes regiões produtoras e impactar o desenvolvimento da safra seguinte, tanto da soja quanto do milho.

“A previsão de um El Niño mais intenso neste ano pode impactar a soja e, consequentemente, afetar a janela do milho na próxima safraEsse cenário já se reflete nas negociações da safra 2026/27, que tem cerca de 5% da produção comercializada até o momento. Esse percentual é um pouco menor do que o registrado no mesmo período da safra atual, assim como os preços, que seguem mais pressionados”, afirma Milena.

Segundo o Imea, esse conjunto de fatores tem limitado um avanço mais acelerado da comercialização antecipada, mesmo com os preços apresentando relativa estabilidade. No mês de maio, a saca do milho para a safra futura foi negociada, em média, a R$ 45,39, praticamente estável em relação a abril.

Exportação recorde em maio

Mato Grosso foi o principal responsável pelo avanço das exportações brasileiras de milho em maio. O estado embarcou 121,03 mil toneladas do grão, o equivalente a 48,55% de todo o volume exportado pelo Brasil durante o mês.

Conforme os dados divulgados pelo Imea, o resultado representa o 5° maior já registrado para maio e um aumento de 207,36% em relação ao período anterior. O estado já exportou 24,03 milhões de toneladas na safra 2024/25, volume que supera em 1,68% o total registrado em toda a safra passada.

Mesmo com o mês de junho ainda em andamento, o ciclo atual já figura como o terceiro maior da série histórica de exportações de milho do estado.

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Safra recorde reforça importância de MT no agro brasileiro

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Estimativa da Conab aponta produção histórica de grãos no país, impulsionada principalmente por soja e milho; desempenho fortalece papel de Mato Grosso como potência agrícola

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Aos 59 anos, Sérgio Sanches relembra a trajetória de um legado no campo em Tangará da Serra

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Produtor rural recorda continuidade da história familiar na agricultura mato-grossense

Aos 59 anos, Sérgio Rodrigues Sanches segue construindo, com dedicação e amor, o legado que aprendeu desde pequeno com os pais. Nascido em Tangará da Serra, ele atua há 13 anos diretamente na agricultura, dando continuidade à história iniciada pela família ainda na década de 1960, quando chegaram ao município em busca de oportunidades no campo.

Em 1965, a família Sanches deixou sua cidade de origem para tentar a vida em Mato Grosso, em uma época marcada por desafios, dificuldades e muito trabalho manual na lavoura.

“Ele veio conhecer a região, gostou e voltou para buscar a família. Vieram em um pau de arara, como era comum antigamente, para começar uma nova vida aqui. Tudo era muito simples: o plantio era feito na matraca e a colheita no cutelo. Até hoje temos uma trilhadeira antiga que ele trouxe para beneficiar arroz, feijão e milho”, disse.

A trajetória da família mudou de forma repentina após a morte do pai de Sérgio, em 1977. A partir daquele momento, ainda muito jovem, ele passou a aprender sobre a vida no campo ao lado da mãe e dos trabalhadores da propriedade, acumulando experiências que mais tarde seriam fundamentais para sua atuação no agronegócio.

“Meu pai começou trabalhando com lavoura e, depois, também atuou no ramo imobiliário, chegando a construir um loteamento em Tangará da Serra. Mas convivi pouco com ele. Em 1977, quando eu tinha apenas 9 anos, ele faleceu. A partir daí, cresci aprendendo com a minha mãe e com os peões da propriedade. Depois da morte do meu pai, deixamos a agricultura e passamos a trabalhar mais com a pecuária leiteira. Fui aprendendo na prática, tomando decisões junto com a minha mãe, acertando e errando, mas sempre seguindo em frente. Graças a Deus, fomos crescendo e construindo nossa história”, lembrou com carinho.

Apesar da ligação com o campo desde a infância, Sérgio passou a atuar de forma mais intensa na agricultura a partir de 2013, motivado pelo desejo de ensinar ao filho o valor do trabalho e construir uma atividade sólida para a família.

“Em 2013, entrei definitivamente na agricultura. Eu arrendava minha fazenda para o plantio de cana e, depois, para soja, mas não estava satisfeito apenas com o arrendamento. Meu filho já estava crescendo e eu queria ensiná-lo uma profissão. Então comprei maquinário, busquei assessoria e comecei a plantar. Hoje, graças a Deus, a fazenda tem toda a estrutura necessária, com secador e demais equipamentos. O começo foi muito difícil. Em meu primeiro ano na agricultura, enfrentamos excesso de chuva e perdas na soja. Foi um período muito complicado. Se naquele momento alguém tivesse assumido minhas dívidas e ficado com a fazenda, talvez eu tivesse entregue. Mas, graças a Deus, a partir do segundo ano as coisas começaram a melhorar, vieram boas produtividades e conseguimos equilibrar as contas”, disse.

Atualmente, Sérgio atua na produção de soja, milho, pecuária e confinamento, sempre ao lado da família, que participa ativamente da administração e das atividades da propriedade.

“Hoje trabalhamos com soja, milho, pecuária e também confinamento. E tudo isso é feito em família. Tenho três filhos, duas mulheres e um homem, todos formados. Minha esposa trabalha comigo no financeiro, minha irmã também participa, então é realmente um trabalho familiar. Tenho muito orgulho da história construída pela minha família. Meus pais vieram para Tangará da Serra com o sonho de trabalhar e crescer por meio da agricultura, e acredito que estamos dando continuidade a esse legado. Muitas vezes penso que tudo o que construímos hoje era exatamente o sonho que meu pai tinha quando chegou aqui. Tenho certeza de que, lá de cima, ele deve estar feliz em ver tudo isso acontecendo”, ressalta.

Além da atuação no campo, Sérgio destaca a importância do apoio das entidades representativas para auxiliar os produtores rurais nos desafios enfrentados diariamente no setor.

“A Aprosoja MT também é muito importante para nós produtores. Ela representa apoio, estrutura e um lugar onde podemos buscar orientação, trocar ideias e encontrar suporte para enfrentar os desafios da agricultura”, disse.

A história de Sérgio Rodrigues Sanches representa a trajetória de muitas famílias que ajudaram a construir o agronegócio mato-grossense entre desafios, perdas e conquistas. Hoje, ao lado da família, ele dá continuidade ao sonho, demonstrando que trabalho, perseverança e união continuam sendo os principais pilares para o desenvolvimento do campo e das futuras gerações.

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