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1 de junho de 2026

Agro Mato Grosso

Valtra produz a milésima transmissão CVT na Finlândia

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Unidade de Suolahti recebeu investimento de 38 milhões de euros e abastece tratores Valtra, Fendt e Massey Ferguson

A Valtra produziu a milésima transmissão continuamente variável, conhecida como CVT, na fábrica de Suolahti, na Finlândia. O marco ocorre cerca de um ano após o início da produção em série na unidade ampliada. O projeto recebeu investimento de 38 milhões de euros.

A expansão da planta de transmissões integra a estratégia da Valtra e da AGCO para fabricar componentes de powertrain próximos à produção de tratores. As transmissões AGCO CVT produzidas em Suolahti equipam tratores Valtra. Também atendem modelos selecionados das marcas AGCO Fendt e Massey Ferguson.

Segundo a empresa, a unidade ampliada atingiu nível de produção estável e eficiente. O investimento figura entre os maiores da história da Valtra. A companhia aponta Suolahti como centro de manufatura de tratores com tecnologia avançada.

Kullervo Mansikkala, gerente da planta de transmissões da Valtra, afirmou no comunicado da AGCO que o marco demonstra o desempenho da nova expansão. Segundo ele, qualidade, confiabilidade de entrega e eficiência chegaram ao nível planejado.

A produção das transmissões CVT em Suolahti reforça a integração vertical da Valtra. Também amplia a autossuficiência produtiva da empresa na Finlândia. Conforme Mansikkala, a estrutura criada permite escalar e desenvolver a fabricação de transmissões em cooperação com a rede global de manufatura da AGCO.

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Agro Mato Grosso

Mariposa oriental usa brilho para escolher folhas

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Estudo indica preferência de fêmeas de Grapholita molesta por áreas claras mesmo sob luz irregular no dossel

Fêmeas de Grapholita molesta mantêm a capacidade de distinguir brilho e intensidade luminosa em ambientes com luz irregular, sugere estudo de cientistas chineses. O resultado indica uso consistente de pistas visuais na escolha de locais de oviposição, mesmo sob condições semelhantes às encontradas em pomares ao entardecer.

A pesquisa avaliou a preferência de fêmeas entre estímulos verde-claro e verde-escuro. O estudo também comparou a postura em áreas com maior, média e menor intensidade luminosa. Os testes ocorreram sob luz uniforme, luz salpicada simulada e luz salpicada complexa. Os cientistas usaram três níveis de iluminância: cem lux, um lux e zero vírgula zero um lux. Esses valores correspondem a crepúsculo, crepúsculo tardio e luar.

Em todas as condições, as fêmeas depositaram mais ovos sobre o estímulo verde-claro. A preferência ocorreu nos três níveis de iluminância. A luz salpicada não reduziu a discriminação de brilho. O mesmo padrão ocorreu para a intensidade luminosa. As fêmeas concentraram a postura nas áreas de maior intensidade, com frequência superior a sessenta e seis por cento.

Praga em rosáceas

Grapholita molesta ocorre como praga de pessegueiro, pereira, macieira e outras rosáceas. As fêmeas costumam depositar ovos em folhas jovens, localizadas no topo das plantas hospedeiras, durante o entardecer. Estudos anteriores já haviam indicado preferência por maior brilho e maior intensidade luminosa em condições de baixa luz. O novo trabalho avaliou se a luz heterogênea do dossel poderia alterar esse comportamento.

Os pesquisadores montaram os ensaios em caixas de papelão com vinte centímetros por vinte centímetros por trinta centímetros. Retângulos verde-claros e verde-escuros, com cinco centímetros por dez centímetros, ficaram dispostos nas paredes internas. Os estímulos simulavam folhas jovens e velhas de pessegueiro. Uma lâmpada LED branca iluminou o sistema por cima, a mais de cinquenta centímetros da caixa.

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Para simular luz salpicada, os cientistas usaram filtros com manchas verde-claras, verde-escuras e áreas transparentes. No tratamento de luz salpicada complexa, uma segunda camada com faixas verticais foi sobreposta ao padrão inicial. Cada experimento teve dez repetições, com cem mariposas por condição.

Os testes começaram às dezessete horas, três horas antes do início da escotofase. Dez fêmeas acasaladas, com três dias de idade, foram colocadas em cada caixa. Elas tiveram quinze horas durante a noite para ovipositar. Na manhã seguinte, os pesquisadores retiraram as fêmeas e contaram os ovos depositados nos retângulos verde-claros e verde-escuros.

Análise estatística

A análise estatística apontou preferência significativa pelo verde-claro em luz uniforme, luz salpicada e luz salpicada complexa. A resposta ocorreu em cem lux, um lux e zero vírgula zero um lux. O estudo também registrou preferência significativa pelas zonas de maior intensidade luminosa em todas as combinações testadas.

Segundo os cientistas, a estabilidade dessa resposta pode ajudar a espécie a localizar locais adequados para oviposição em pomares, onde ramos e folhas criam distribuição irregular de luz durante boa parte da estação de crescimento. Os pesquisadores também destacam possíveis aplicações no manejo. A compreensão da preferência por brilho pode auxiliar o desenvolvimento de estratégias visuais, como armadilhas ou superfícies repelentes com maior contraste luminoso.

Mais informações em doi.org/10.3390/insects1706055

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Agro Mato Grosso

Governo dos EUA envia comitiva a MT para decifrar a explosão de etanol

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Representantes do USDA realizam visita técnica inédita ao Imea para mapear os dados de biocombustíveis e os impactos do estado no mercado global

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Agro Mato Grosso

Energia trifásica no campo amplia irrigação e armazenagem para o agro em MT

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Membros da Aliança do Setor Produtivo, que reúne Famato, Fecomércio e Fiemt, celebraram a iniciativa

A ampliação da rede de energia trifásica em Mato Grosso, anunciada nesta quinta-feira (28), é vista pela Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) como uma medida estratégica para reduzir gargalos históricos da agropecuária, melhorar a competitividade no campo e criar condições para a instalação de agroindústrias em regiões produtoras.

O Governo de Mato Grosso apresentou o Programa MT Trifásico, instituído por decreto do governador Otaviano Pivetta, com o objetivo de ampliar a distribuição de energia elétrica trifásica nas áreas rurais do Estado, preferencialmente por meio de eixos estruturantes. A parceria com a Energisa prevê R$ 1,4 bilhão em investimentos entre 2026 e 2030.

Do total, R$ 700 milhões serão de responsabilidade do Estado, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec) e da Secretaria de Agricultura Familiar (Seaf), e R$ 700 milhões serão investidos pela Energisa. A participação será dividida igualmente, com 50% para cada parte. Conforme apresentado na reunião, a previsão é implantar 5 mil quilômetros de rede trifásica em Mato Grosso.

Para a Famato, o programa enfrenta um dos principais entraves do setor produtivo no interior, que é a falta de energia com qualidade e estabilidade. Na avaliação do presidente da entidade, Vilmondes Tomain, Mato Grosso tem produção agropecuária em larga escala, mas ainda encontra dificuldade para transformar essa produção dentro do próprio Estado por causa das limitações na distribuição de energia.

“Essa é uma demanda que a gente vem apontando há bastante tempo. Mato Grosso não pode continuar dependendo da estrutura de distribuição de energia que temos hoje. O Estado tem geração, tem produção, mas ainda falta energia de qualidade chegando aos pontos de consumo”, afirmou.

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Segundo Vilmondes, a energia trifásica é fundamental para a verticalização da produção agropecuária. Com uma rede mais robusta, municípios produtores passam a ter melhores condições para receber silos, armazéns, secadores, frigoríficos, laticínios, beneficiadoras e outras unidades ligadas ao agro.

“Temos produtos de alto valor agregado que poderiam ser industrializados aqui dentro. A produção nós temos. O que falta, em muitas regiões, é infraestrutura para atrair empresas e permitir que o valor fique em Mato Grosso, gerando emprego, renda e desenvolvimento”, disse.

A apresentação do programa também apontou impactos diretos para o agronegócio, como a possibilidade de ampliar sistemas de irrigação de alta potência em grandes propriedades, utilizar motores trifásicos em silos e estruturas de armazenagem, reduzir custos operacionais com energia mais eficiente e aumentar a produtividade e a competitividade no campo.

Para a Famato, esses pontos são decisivos em um estado de grandes distâncias e com produção distribuída em diferentes regiões. A falta de energia, conforme o presidente da Famato, não afeta apenas a propriedade rural, mas toda a cadeia logística e econômica.

“Para ter armazém, precisa de energia. Quando não há armazenagem suficiente perto da produção, os caminhões rodam mais, as estradas ficam mais sobrecarregadas e o custo aumenta. A falta de energia reflete em várias pontas”, pontuou.

A irrigação também foi destacada como uma das frentes mais importantes. Em cenários de crise hídrica ou de expansão da produção, a ausência de energia adequada limita a instalação de pivôs centrais e de outros sistemas modernos de irrigação. Para o setor produtivo, isso compromete a segurança produtiva e reduz a capacidade de resposta do produtor diante da irregularidade das chuvas.

Além do impacto direto no agro, o Programa MT Trifásico prevê reflexos na indústria, no comércio e na agricultura familiar. A expansão da rede deve viabilizar agroindústrias em municípios pequenos, favorecer a instalação de frigoríficos, laticínios e beneficiadoras, fomentar o turismo rural e ecológico e gerar empregos diretos e indiretos nas regiões atendidas.

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Na avaliação da Famato, o planejamento técnico será essencial para direcionar os investimentos às regiões com maior demanda e potencial produtivo. O programa contará com um comitê gestor multissetorial, responsável por definir critérios de seleção dos eixos, cronogramas, planos de trabalho e condições dos aportes financeiros.

“Temos novas fronteiras agrícolas, municípios em crescimento e regiões de altíssima produtividade que precisam dessa estrutura. Com critérios técnicos, esse investimento pode atender o maior número possível de produtores, trabalhadores e famílias”, finalizou. (com Assessoria Famato)

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