Sustentabilidade
Crédito rural registra redução nas contratações ao final do Plano Safra 2025/26 – MAIS SOJA

O encerramento do Plano Safra 2025/26 confirma um cenário de maior restrição ao crédito rural em Mato Grosso do Sul. O ciclo foi concluído com R$ 14,64 bilhões contratados, volume 22,3% inferior ao registrado na safra anterior.
Segundo levantamento da Aprosoja/MS, foram contratados R$ 943,8 milhões em junho de 2026 no Estado, resultado 22,3% inferior ao registrado em maio do mesmo ano e 40,1% menor em comparação com junho de 2025.
O ambiente financeiro mais restritivo observado no encerramento da safra é resultado da redução das operações de custeio, investimento e, principalmente, comercialização, refletindo uma maior seletividade na concessão de crédito rural.
O Plano Safra 2026/27 iniciou seu ciclo em 1º de julho, com crescimento de 1,7% no volume total de recursos em relação ao ciclo anterior, totalizando R$ 622,4 bilhões. No entanto, esse aumento não supera a inflação acumulada no período, o que resulta em redução do volume de crédito em termos reais.
Assim, apesar da redução das taxas de juros nas principais linhas oficiais, a ampliação do acesso ao crédito dependerá da disponibilidade de recursos subsidiados, da capacidade de equalização pelo Governo Federal e da situação financeira dos produtores. Esses fatores continuarão sendo determinantes para o ritmo das contratações ao longo da safra 2026/27.
O boletim completo pode ser acessado aqui.
Fonte: Aprosoja/MS
Autor:Crislaine Oliveira (Assessoria de Comunicação da Aprosoja/MS)
Site: Aprosoja/MS
Sustentabilidade
Quais são as biotecnologias disponíveis na cultura da soja e como tem revolucionado a cultura. – MAIS SOJA

A partir de 1996, surgiu a primeira biotecnologia para a cultura da soja, inicialmente as biotecnologias erão desenvolvidas focadas no controle de plantas daninhas, por esse motivo, atualmente, existe uma grande quantidade de biotecnologias aprovadas no Brasil com essa característica. Posteriormente, outras biotecnologias foram desenvolvidas transferindo a planta outras qualidades para auxiliar os produtores no controle de insetos, doenças e mitigação ao déficit hídrico. Hoje, as principais tecnologias disponíveis no mercado são:
- Roundup Ready® (RR): Confere tolerância ao herbicida glifosato por meio da inserção do gene CP4-EPSPS, permitindo o controle eficiente de plantas daninhas de folhas estreitas e largas.
- Intacta RR2 PRO® (IPRO): Combina tolerância ao glifosato com resistência a lagartas por meio da proteína Cry1Ac.
- Intacta 2 Xtend® (Xtend): Apresenta resistência a um número maior de lagartas por meio das proteínas Cry1Ac, Cry1A.105 e Cry2Ab2, além de tolerância aos herbicidas glifosato e dicamba, ampliando as opções de manejo de plantas daninhas.
- Conkesta Enlist E3® (CE): Tolerância aos herbicidas glifosato, glufosinato de amônio e 2,4-D sal colina, expressa as proteínas Cry1F e Cry1Ac.
- HB4®: Desenvolvida para aumentar a tolerância ao estresse hídrico (seca).
- Liberty Link® (LL): Confere tolerância ao herbicida glufosinato de amônio por meio do gene PAT.
- Cultivance® (CV): Proporciona tolerância aos herbicidas do grupo das imidazolinonas, por meio do gene CSR1-2.
- STS (Sulfonylurea Tolerant Soybean): Confere maior tolerância aos herbicidas do grupo das sulfonilureias.
- BLOCK®: Tecnologia desenvolvida pela EMBRAPA voltada ao aumento da tolerância à ferrugem-asiática da soja.
A figura 1 apresenta um resumo geral das principais biotecnologias genéticas da soja no Brasil e suas respectivas resistências ou tolerâncias.
De modo geral, é fundamental que produtores e técnicos compreendam a interação entre cultivar, ambiente e manejo, buscando informações confiáveis geradas por pesquisas, assistência técnica, empresas de sementes e experimentos em campo (on farm), avaliando na sua lavoura as principais cultivares de soja semeadas na região e os novos lançamentos, criando assim um banco de dados que servirá como base para uma escolha mais assertiva da cultivar ideal.
Referências bibliográficas.
WINCK, J.E.M et al. Ecofisiologia da soja visando altas produtividades. 3era Edição, 202

Sustentabilidade
Estudo analisa os impactos da infraestrutura logística sobre a produção agrícola de Mato Grosso do Sul – MAIS SOJA

Mato Grosso do Sul representa aproximadamente 9% da produção nacional de soja, consolidando-se como o 5º maior produtor do grão no Brasil. Em relação ao milho segunda safra, o Estado ocupa a 4ª posição no ranking nacional, sendo responsável por cerca de 8,1% da produção brasileira. Apesar da relevância da produção de soja e milho no cenário nacional, a infraestrutura logística ainda representa um dos principais desafios para o escoamento da produção agrícola em Mato Grosso do Sul. Conforme análise apresentada pela Aprosoja/MS, o custo do frete pode representar até 60% do valor do milho e até 25% do valor da soja.
Atualmente, o Estado escoa cerca de 80% da produção agrícola por rodovias, 2% por ferrovias e o restante por hidrovias. De acordo com estudo elaborado por economistas da Aprosoja/MS, essa concentração no modal rodoviário eleva os custos logísticos, aumenta a demanda sobre a malha viária e reduz a competitividade da produção sul-mato-grossense.
A análise também indica que os modais ferroviário e hidroviário apresentam vantagens estruturais em relação ao modal rodoviário. Entretanto, a competitividade desses modais depende de fatores como a infraestrutura disponível, o estágio de desenvolvimento da malha logística, o processo de devolução de concessões e o nível de concorrência entre os diferentes modais de transporte.
Com investimentos estimados em R$ 50 bilhões até 2035, estão previstas a duplicação e as melhorias da BR-163, a implantação da Nova Ferroeste, ligando Maracaju (MS) ao Paraná, a concessão da Hidrovia do Rio Paraguai e os projetos associados à Rota Bioceânica. Conforme estimativas apresentadas no estudo, essas iniciativas possuem potencial para reduzir em até 26% os custos de transporte.
Ainda conforme a análise apresentada no estudo, a execução desses projetos poderá contribuir para ampliar a eficiência do transporte de cargas, reduzir os custos logísticos e fortalecer a competitividade da produção de soja e milho em Mato Grosso do Sul.
O estudo completo pode ser acessado aqui.
Fonte: Aprosoja/MS
Autor:Carolina Toffanetto (estagiária de Comunicação Aprosoja/MS)
Site: Aprosoja MS
Sustentabilidade
Margens apertadas impulsionam novo modelo de acesso a insumos no agro – MAIS SOJA

Com margens mais apertadas, preços voláteis e safras que exigem planejamento cada vez mais preciso, o acesso a insumos ganhou peso estratégico no Brasil. Empresas que conectam produtores, revendas, cooperativas e fornecedores nacionais e internacionais passaram a ocupar um espaço central na cadeia do agronegócio.
É nesse contexto que a AgriConnection vem consolidando sua atuação como uma rede de acesso ao mercado, oferecendo soluções que aproximam a indústria do campo e ampliam o acesso dos produtores às tecnologias. A empresa atua em três frentes: proteção de cultivos, fertilizantes e um amplo portfólio de nutrição vegetal, biológicos e especialidades, que reúne microelementos, adjuvantes, bioestimulantes e bioinsumos.
A AgriConnection estará presente durante o 17º Brasil AgrochemShow, realizado em 3 e 4 de agosto de 2026, no Centro de Eventos São Luís, em São Paulo. A programação do evento reunirá especialistas, empresas e representantes do setor para debater registro de produtos, legislação, judicialização, sustentabilidade, tecnologia de aplicação, cadeia global de suprimentos, distribuição e tendências regulatórias para o mercado de agroquímicos e bioinsumos.
De acordo com Daniel Dias, presidente do Conselho de Administração da AgriConnection e referência em negociações internacionais, a empresa é uma ponte entre a indústria e o produtor rural. “Nosso papel é facilitar o acesso a tecnologias confiáveis, com segurança regulatória, suporte técnico e soluções que atendam às necessidades do agricultor em diferentes sistemas de produção”, diz.
Depois de ciclos marcados pela volatilidade dos preços, aumento dos custos de produção e desafios logísticos, produtores e canais de distribuição passaram a buscar modelos de negócio que vão além da simples comercialização de produtos, reunindo portfólio diversificado, inteligência comercial, previsibilidade, conformidade regulatória e eficiência logística.
O Brasil mantém forte dependência das cadeias globais para o abastecimento de insumos agrícolas. Em 2025, segundo dados da CropLife Brasil, as importações brasileiras desses produtos somaram US$ 14,3 bilhões e ultrapassaram 1,8 milhão de toneladas. Os defensivos químicos responderam por 96,3% do valor importado, seguidos pelos produtos biológicos e sementes. China, Índia e Estados Unidos lideraram a origem desses insumos.
Além do preço, qualidade, procedência, disponibilidade, suporte técnico, logística, segurança regulatória e adequação agronômica passaram a ter peso crescente na escolha dos fornecedores, fortalecendo empresas capazes de integrar diferentes elos da cadeia e ampliar o acesso do produtor às melhores alternativas do mercado.
Estratégia
Segundo Dias, o desafio do produtor vai muito além da aquisição do insumo. É preciso garantir disponibilidade no momento correto, suporte técnico qualificado, condições comerciais competitivas e tecnologias compatíveis com a realidade de cada propriedade. “Com um calendário agrícola cada vez mais apertado, atrasos logísticos, indisponibilidade de produtos ou escolhas inadequadas de tecnologia podem comprometer produtividade, rentabilidade e eficiência operacional”, destaca o executivo.
Além de facilitar o acesso às tecnologias, a AgriConnection vem fortalecendo sua estrutura regulatória. Em 2025, a empresa anunciou acordo para aquisição de ativos regulatórios e registros de produtos na área de proteção de cultivos. Após a conclusão da operação, a companhia passará a contar com mais de 30 registros de produtos formulados, além de processos regulatórios em andamento e registros técnicos.
Com o aumento da oferta de produtos equivalentes, genéricos, biológicos e especialidades, torna-se cada vez mais importante combinar velocidade de acesso ao mercado com critérios técnicos, conformidade e responsabilidade no uso das tecnologias. Para o agricultor, essa expansão representa mais opções e competitividade, desde que acompanhadas de orientação técnica, rastreabilidade e boas práticas agrícolas.
Ao conectar a indústria aos canais de distribuição e aos produtores, a AgriConnection busca contribuir para uma cadeia mais eficiente, integrada e preparada para responder aos desafios do agronegócio moderno.
As inscrições para o AgrochemShow podem ser realizadas pelo site mediante a doação de cestas básicas, destinadas à instituição beneficente Crê-Ser. Na edição de 2025, a iniciativa arrecadou 25 mil kg de alimentos, equivalente a aproximadamente R$ 250 mil em doações.
Serviço
- 17º Brasil AgrochemShow
- Data: 3 e 4 de agosto de 2026
- Inscrições, clique aqui.
- Local: Centro de Eventos São Luís: Rua Luís Coelho, 323, São Paulo
- Pontos de referência: Estação Paulista, 150 m; Estação Consolação, 300 m; Avenida Paulista, 300 m
Fonte: Assessoria de imprensa
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