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31 de outubro de 2026

Agro Mato Grosso

Wilson Heidemann: pioneiro relembra a história que ajudou a construir Campo Novo do Parecis

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Produtor rural acompanhou o nascimento do município, participou dos primeiros anos da agricultura na região e acredita que a honestidade foi seu principal legado

A história do agronegócio mato-grossense é formada por milhares de produtores que deixaram suas cidades de origem em busca de novas oportunidades. Entre eles está Wilson Walter Heidemann, um dos pioneiros de Campo Novo do Parecis, que, aos 95 anos, carrega lembranças de uma época em que o município ainda não existia, as estradas eram precárias e a agricultura dava seus primeiros passos na região.

Nascido no Rio Grande do Sul e criado no Paraná, Wilson chegou ao então norte de Mato Grosso na década de 1970, após receber o convite de um sobrinho para conhecer uma área que começava a ser ocupada por agricultores vindos do Sul do país. Na época, ele trabalhava com uma pequena serraria e vivia em Santa Helena (PR), mas a perspectiva de conquistar uma área maior para produzir despertou sua curiosidade.

“Meu sobrinho me chamou para conhecer uma área aqui. Lá onde a gente morava cada um tinha só um pedacinho de terra e não tinha mais para onde crescer. Quando cheguei e vi aquela imensidão, pensei que era terra para nunca mais acabar”, relembra.

A viagem até a região foi muito diferente da realidade encontrada hoje. Segundo Wilson, praticamente não existiam estradas e boa parte do trajeto era feita por caminhos abertos anos antes por seringueiros. Foi durante essa expedição que um topógrafo realizou a medição das primeiras áreas destinadas aos produtores.

“Ele mediu cinco quilômetros para cada um dos produtores que estavam ali e meu sobrinho resolveu me ceder uma parte da área dele. Foi assim que consegui minha primeira terra em Campo Novo.”

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Mesmo tendo conquistado sua propriedade, Wilson conta que o início não foi fácil. Sem máquinas e sem recursos para investir na produção, precisou trabalhar para outros agricultores enquanto preservava a área que havia recebido.

“Eu não tinha trator, não tinha colheitadeira, não tinha dinheiro. Tinha vontade de vencer. Então fui trabalhar para os outros, construindo casas e ajudando onde precisava, enquanto cuidava da minha terra.”

Naquele período, a cooperação entre os produtores era essencial para que a agricultura pudesse se desenvolver. Quem possuía plantadeira ajudava quem tinha colheitadeira e todos compartilhavam equipamentos e mão de obra para viabilizar as primeiras lavouras. “Foi um ajudando o outro. Um plantava, o outro colhia e assim a gente foi começando. Se não fosse essa união, talvez Campo Novo não tivesse crescido da forma como cresceu.”

Segundo Wilson, a soja ainda não fazia parte da realidade da região. Nos primeiros anos, o arroz era a principal cultura cultivada e somente depois começaram a surgir informações sobre a adaptação da soja ao Cerrado brasileiro.

“Ninguém sabia que dava soja aqui. Primeiro nós plantamos arroz. Depois vieram as notícias de Brasília dizendo que a soja podia ser cultivada na região e começamos também a investir nessa cultura.”

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Décadas depois, Campo Novo do Parecis se consolidou como um dos principais polos produtores de grãos do Brasil, realidade que Wilson afirma nunca ter imaginado quando chegou à região.

“Ninguém pensava que isso aqui ia virar um município. A gente queria produzir, construir uma vida melhor para a família. Depois foram chegando mais pessoas, surgiu comércio, vieram as estradas e Campo Novo foi crescendo.”

Ao longo da vida, o produtor ampliou sua área de produção e formou o patrimônio que mais tarde seria repassado aos filhos. Atualmente, eles administram o Grupo Heidemann, criado para dar continuidade ao trabalho iniciado pelo pai.

Apesar das conquistas, Wilson acredita que seu maior patrimônio nunca foi a quantidade de terras ou os bens adquiridos, mas a confiança conquistada ao longo dos anos. Ele lembra de um episódio que considera decisivo para sua trajetória. Depois de administrar uma fazenda para outro produtor e cuidar do gado da propriedade, recebeu a proposta de comprar a área, mesmo sem ter dinheiro para isso.

“Eu disse que não tinha condições de comprar. Mesmo assim ele respondeu que venderia para mim. Primeiro eu pagaria o gado, depois teria alguns anos para pagar a terra. Ele confiava que eu cumpriria a palavra.”

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Para Wilson, foi justamente essa confiança que abriu muitas portas ao longo da vida. “Eu acho que a minha honestidade foi o que mais me ajudou a crescer aqui. As pessoas confiavam em mim, faziam negócio comigo porque sabiam que eu cumpria o que prometia.”

Hoje, aos 95 anos, ele acompanha o trabalho desenvolvido pelos filhos e netos e sente orgulho ao ver que o esforço de uma vida continua produzindo resultados. “Graças a Deus consegui construir alguma coisa e deixar para eles. Isso me deixa muito feliz.”

Ao relembrar sua trajetória, Wilson também deixa uma mensagem para as novas gerações de produtores rurais que continuam escrevendo a história da agricultura mato-grossense.

“O começo foi difícil para todo mundo. Nada veio fácil. Mas, com trabalho, união e honestidade, a gente conseguiu construir uma vida e ajudar a construir uma cidade inteira. É isso que espero que nunca se perca.”

A história de Wilson Walter Heidemann se mistura à própria história de Campo Novo do Parecis. Mais do que testemunhar o desenvolvimento da região, ele participou ativamente da construção de um município que hoje é referência na produção agrícola nacional, deixando como legado valores que seguem tão importantes quanto a terra que ajudou a cultivar: trabalho, cooperação e honestidade.

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Fazenda de 101 hectares vai a leilão em MT com lance inicial de R$ 10,5 milhões

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Uma fazenda de 101 hectares, será leiloada por valores a partir de R$ 3 milhões localizada em Primavera do Leste, a 239 km de Cuiabá. A propriedade, chamada Fazenda Belo Horizonte, terá a primeira etapa do leilão nesta sexta-feira (30), com lance mínimo de R$ 10,5 milhões. Caso não seja vendida, uma nova tentativa será realizada no dia 6 de novembro, com valor inicial de R$ 3 milhões.

O leilão extrajudicial será realizado pela Mega Leilões, sob condução do leiloeiro oficial Fernando José Cerello G. Pereira. Na primeira etapa, marcada para as 15h, o lance mínimo será de R$ 10.576.242,48. Já na segunda fase, também às 15h, o valor será reduzido para R$ 3.078.792,00, correspondente à dívida garantida, acrescida das despesas e dos encargos previstos no edital.

A propriedade tem 101,4818 hectares e está registrada sob a matrícula nº 22.664 no Cartório de Registro de Imóveis de Primavera do Leste. Segundo o edital, a área é georreferenciada e certificada pelo Sistema de Gestão Fundiária (SIGEF), do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

Atualmente, o imóvel está ocupado pelo devedor, que desenvolve atividades agrícolas no local. Conforme as regras do leilão, a responsabilidade pela desocupação será do comprador, assim como outras obrigações relacionadas à regularização documental e às condições físicas da propriedade.

Os interessados poderão participar presencialmente ou pela internet. Para disputar os lances online, é necessário realizar cadastro e habilitação prévia no site da plataforma Mega Leilões.

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Cuiabá tem previsão de chuva e máxima de 34°C em fim de semana com alerta amarelo em MT

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Cuiabá deve ter um fim de semana de calor e pancadas de chuva, enquanto Mato Grosso está sob alerta amarelo para chuvas intensas, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). O aviso de perigo potencial vale para este sábado (31), até as 23h59, e prevê chuva de até 50 milímetros por dia e ventos de até 60 km/h.

Na capital, a previsão para sábado é de muitas nuvens, com pancadas de chuva e trovoadas isoladas durante a manhã e a tarde. À noite, também pode chover. Os termômetros devem variar entre 23°C e 33°C.

No domingo (1º), o cenário deve ser semelhante, com muitas nuvens, pancadas de chuva e trovoadas isoladas. A temperatura mínima prevista é de 25°C e a máxima, de 34°C.

Alerta amarelo

O aviso do Inmet engloba 141 municípios de Mato Grosso e prevê chuva entre 20 e 30 milímetros por hora ou até 50 mm por dia, além de ventos intensos, com velocidades entre 40 e 60 km/h.

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Segundo o instituto, há baixo risco de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e descargas elétricas.

O que fazer em caso de tempestades

Durante o período de alerta, o Inmet recomenda:

  • Não se abrigar debaixo de árvores durante rajadas de vento, devido ao risco de queda e de descargas elétricas.
  • Não estacionar veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda.
  • Evitar usar aparelhos eletrônicos ligados à tomada.
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Agro Mato Grosso

Venda de alimentos cresce até 400% após fim das bets I MT

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Mato Grosso registraram crescimento de até 400% em alguns estabelecimentos após a proibição das apostas on-line, conhecidas como bets, constata a Associação de Supermercados de Mato Grosso (Asmat). O aumento varia conforme o estabelecimento e o produto, com registros de incrementos a partir de 2,5%, pontua o presidente da Asmat, Alessandro Morbeck. O dirigente ressalta que os percentuais mais elevados também podem estar associados a lojas novas que ainda não possuem um volume de vendas estabilizado.

“Realmente aumentou o consumo de alimentos mais básicos porque o pessoal está com mais dinheiro disponível e acaba sempre priorizando, felizmente, a alimentação para a família”, afirma Morbeck.

A percepção do setor em Mato Grosso acompanha o desempenho nacional do varejo alimentar. Levantamento da Associação Brasileira de Supermercados (Abras) aponta alta de 6,5% nas vendas entre 5 e 11 de outubro de 2026, em comparação com o mesmo período do ano anterior.

Na semana seguinte, de 12 a 18 de outubro, o crescimento foi de 6,3% na mesma base de comparação. As duas semanas analisadas são posteriores à publicação da Medida Provisória (MP) nº 1.394/2026, em 25 de setembro, que proibiu as bets no país e determinou a devolução dos saldos aos apostadores.

Para a Abras, a mudança contribui para ampliar o consumo das famílias, especialmente de produtos essenciais. Segundo a entidade, houve crescimento nas compras de itens como arroz, óleo, macarrão e café. O avanço foi observado em diferentes formatos do varejo alimentar, incluindo supermercados, atacarejos e mercearias. Na 1ª semana analisada, o Centro-Oeste registrou alta de 3,6% nas vendas, abaixo da média nacional de 6,5%.

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O maior crescimento foi observado nas regiões Sul e Sudeste, ambas com 10,6%, com destaque para estados como Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo (5,6%). No Nordeste o avanço foi de 6,5%. Na semana de 12 a 18 de outubro, o Centro-Oeste apresentou crescimento de 3,5%, abaixo do resultado nacional (6,3%). A região Sul liderou (9%). A Abras também relaciona o comportamento do consumo a dados do Banco Central (BC) que indicam redução nas transações realizadas por PIX após a proibição das apostas.

De acordo com a Abras, a queda chegou a 10% e, posteriormente, passou a 7%.

 

DEBATE

Supremo Tribunal Federal (STF) realizará audiência pública na próxima terça-feira, 3 de novembro, para discutir a MP que proibiu as bets no Brasil. Convocado pelo ministro Luiz Fux, o encontro reunirá 28 entidades, incluindo clubes de futebol, órgãos públicos e representantes do setor. A discussão integra ação que questiona a constitucionalidade da medida.

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