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14 de outubro de 2026

Business

Demanda aquecida no mercado de soja segura preços firmes; produtor segue retraído

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Foto: Daniel Popov/ Canal Rural

O mercado brasileiro de soja voltou a registrar um dia de preços firmes, embora os produtores continuem limitando as ofertas. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, a combinação de uma nova alta na Bolsa de Chicago, prêmios fortalecidos e valorização do dólar manteve a sustentação das cotações.

Silveira destaca que, apesar do cenário favorável aos preços, não houve registro de negociações em grandes volumes. Segundo ele, o produtor continua segurando a soja, restringindo a oferta disponível no mercado.

O analista observa ainda que o mercado interno segue pressionando as cotações, com compradores elevando suas ofertas para competir com os portos. Ainda assim, a disponibilidade de soja permanece limitada diante da postura dos vendedores.

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No mercado físico, os preços foram os seguintes:

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 141,00 para R$ 142,00
  • Santa Rosa (RS): subiu de R$ 142,00 para R$ 143,00
  • Cascavel (PR): manteve em R$ 136,00
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 130,00
  • Dourados (MS): manteve em R$ 128,50
  • Rio Verde (GO): desceu de R$ 132,00 para R$ 131,00

Nos portos, Paranaguá (PR) manteve a saca em R$ 147,00, enquanto Rio Grande (RS) registrou alta de R$ 147,00 para R$ 148,00.

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja encerraram a quinta-feira em alta na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O avanço foi sustentado pela forte valorização do petróleo, pela boa demanda pela soja norte-americana e pelas preocupações com o clima seco em regiões produtoras dos Estados Unidos. O movimento, porém, foi limitado por realização de lucros e vendas técnicas.

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As renovadas tensões no Oriente Médio impulsionaram o petróleo, que voltou a superar US$ 100 por barril em Londres após alta superior a 8%. O movimento deu sustentação adicional ao complexo da soja, especialmente devido à relação entre o óleo de soja e a produção de biodiesel.

Os exportadores privados dos Estados Unidos informaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 126 mil toneladas de soja para destinos não revelados, com entrega na temporada 2026/27.

Já as exportações líquidas norte-americanas referentes à safra 2025/26 somaram 56,4 mil toneladas na semana encerrada em 16 de julho. Para a temporada 2026/27, o volume alcançou 1,537 milhão de toneladas. O mercado esperava embarques entre 1,1 milhão e 2,2 milhões de toneladas, considerando as duas temporadas.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja para agosto fecharam com alta de 4,50 centavos de dólar, ou 0,36%, a US$ 12,37 1/2 por bushel. O vencimento novembro encerrou cotado a US$ 12,43 3/4 por bushel, avanço de 4,75 centavos, ou 0,38%.

Entre os subprodutos, o farelo para agosto caiu US$ 1,70, ou 0,51%, para US$ 329,90 por tonelada. O óleo de soja para agosto subiu 0,11 centavo, ou 0,14%, encerrando a 75,59 centavos de dólar por libra-peso.

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Câmbio

O dólar comercial fechou a sessão com valorização de 0,62%, cotado a R$ 5,0838 para venda e R$ 5,0818 para compra. Ao longo do dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0698 e a máxima de R$ 5,0923.

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USDA destina US$ 86,6 milhões a projetos para culturas especiais nos EUA

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O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) anunciou nesta quarta-feira (14) a destinação de US$ 86,6 milhões para 609 projetos voltados ao aumento da competitividade de culturas especiais em 56 Estados e territórios do país. Os recursos serão concedidos por meio do Programa de Subvenções para Culturas Especiais (SCBGP), administrado pelo Serviço de Marketing Agrícola (AMS) do USDA.

Segundo o USDA, os projetos contemplados abrangem pesquisa, desenvolvimento de variedades de sementes, combate a pragas e doenças, segurança alimentar, educação nutricional e ações de marketing para ampliar o acesso dos produtores ao mercado.

O programa atende cadeias produtivas de frutas, hortaliças, nozes, frutas secas e plantas ornamentais, entre outras culturas enquadradas como especiais nos Estados Unidos. A proposta é direcionar recursos para iniciativas que fortaleçam a competitividade desses segmentos em diferentes frentes da produção e da comercialização.

Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural!

Entre os valores informados para os beneficiários, o Estado de Michigan receberá mais de US$ 2,64 milhões. A Flórida contará com mais de US$ 4,3 milhões, enquanto o Texas terá mais de US$ 2 milhões e a Geórgia, mais de US$ 1,7 milhão.

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A distribuição dos recursos alcança um conjunto amplo de projetos e territórios, com foco em temas técnicos e comerciais ligados às culturas especiais. Entre os eixos apoiados pelo programa estão medidas voltadas à melhoria de material genético, ao enfrentamento de problemas fitossanitários e à expansão das condições de comercialização para os produtores.

Com o anúncio, o USDA confirma a liberação de US$ 86,6 milhões para 609 projetos do SCBGP, abrangendo 56 Estados e territórios e diferentes cadeias de culturas especiais nos Estados Unidos.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Dólar em baixa pressiona mercado de etanol e açúcar

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Os preços dos derivados da cana-de-açúcar, como o etanol e o açúcar cristal, seguem em trajetória de alta, segundo análise divulgada nesta quarta-feira (14) pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

A valorização do real frente ao dólar tende a reduzir a competitividade dos produtos brasileiros no mercado externo, enquanto as chuvas continuam dificultando a produção de cana-de-açúcar. O cenário também é marcado por expectativas de retração da demanda.

O preço do açúcar já acumula alta de 2,20% no mês, mantendo o crescimento desde julho, porém de forma menos expressiva esta semana. A alta do dólar desfavoreceu as exportações, mas a baixa oferta no exterior ajudou a segurar as cotações na bolsa de Nova York e evitou uma queda. Nacionalmente, por conta da concentração do produto no mercado interno, o saldo foi neutro e os preços praticamente se mantiveram.

Já os preços do etanol hidratado subiram com mais força que os do açúcar no mercado paulista (2,87%). O feriado de 12 de outubro (Dia de Nossa Senhora Aparecida) alavancou a demanda pelo combustível e interrompeu a sequência de ligeiras quedas das últimas semanas. O Cepea também observou uma postura mais firme dos vendedores, distribuidoras precisaram aceitar os preços mais altos para garantir seus estoques.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

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Exportações de soja recuam em setembro, enquanto embarques de algodão avançam em Mato Grosso

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As exportações de soja e algodão de Mato Grosso tiveram movimentos opostos em setembro de 2026. Enquanto os embarques da oleaginosa recuaram 49,71% em relação a agosto, os envios de pluma avançaram 52,17% na mesma comparação, refletindo a sazonalidade da oferta das duas culturas. Os dados são do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgados em boletim semanal.

No caso da soja, a redução mensal não impediu que o estado ampliasse o volume exportado no acumulado do ano. Entre janeiro e setembro, foram enviados ao mercado internacional 30,97 milhões de toneladas, alta de 6,15% em relação ao mesmo intervalo de 2025.

Já o algodão iniciou o ciclo 2026/27 com maior participação nos embarques nacionais. Em setembro, Mato Grosso exportou 94,41 mil toneladas de pluma, o equivalente a 52,52% do volume brasileiro comercializado no exterior no mês.

A diferença entre os resultados está relacionada, principalmente, ao momento de disponibilidade dos produtos. Enquanto a oferta de soja diminui após o período de maior concentração dos embarques, a colheita e o beneficiamento do algodão ampliam a quantidade de fibra disponível para exportação.

A China permanece como principal destino da soja mato-grossense, concentrando 59,13% do volume enviado ao exterior entre janeiro e setembro. No algodão, Índia, Bangladesh e Turquia responderam juntos por 52,80% dos embarques estaduais no acumulado de agosto e setembro, indicando a relevância desses mercados para o escoamento da produção.

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O desempenho do algodão em setembro acompanhou o aumento dos embarques brasileiros. No país, as exportações de pluma somaram 191,55 mil toneladas, crescimento de 80,12% em relação a agosto e de 7,12% na comparação com setembro de 2025. Em Mato Grosso, além da alta mensal, o volume exportado ficou 18,17% acima do registrado no mesmo mês do ano passado.

A maior disponibilidade da fibra após a colheita da safra 2025/26 e o avanço do beneficiamento ajudam a explicar o resultado. A competitividade do algodão brasileiro também favorece a comercialização internacional, embora a cautela dos compradores ainda seja um fator a acompanhar.

Considerando agosto e setembro, primeiros meses do ciclo 2026/27, o Brasil exportou 297,89 mil toneladas de pluma, aumento de 16,24% em relação ao mesmo período do ciclo anterior. Mato Grosso respondeu por 156,46 mil toneladas, com avanço de 30,07% na comparação anual.

A evolução dos embarques estaduais reforça o peso de Mato Grosso no comércio exterior da fibra. A continuidade desse desempenho, contudo, dependerá da capacidade de a demanda internacional absorver a produção disponível, fator que será determinante para o resultado das exportações ao longo do ciclo.

Para a soja, a perspectiva é de perda de ritmo nos próximos meses, diante da redução sazonal da disponibilidade do grão. Apesar disso, o volume acumulado até setembro sustenta a expectativa de que Mato Grosso encerre 2026 com exportações próximas às registradas no ano passado.

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A trajetória das duas culturas, portanto, deve seguir condicionada a fatores distintos: a oferta disponível para embarque, no caso da soja, e a evolução da demanda externa, especialmente importante para o algodão no início do novo ciclo comercial.


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