Business
Demanda aquecida no mercado de soja segura preços firmes; produtor segue retraído

O mercado brasileiro de soja voltou a registrar um dia de preços firmes, embora os produtores continuem limitando as ofertas. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, a combinação de uma nova alta na Bolsa de Chicago, prêmios fortalecidos e valorização do dólar manteve a sustentação das cotações.
Silveira destaca que, apesar do cenário favorável aos preços, não houve registro de negociações em grandes volumes. Segundo ele, o produtor continua segurando a soja, restringindo a oferta disponível no mercado.
O analista observa ainda que o mercado interno segue pressionando as cotações, com compradores elevando suas ofertas para competir com os portos. Ainda assim, a disponibilidade de soja permanece limitada diante da postura dos vendedores.
- Fique por dentro das principais notícias sobre a soja: acesse a comunidade Soja Brasil no WhatsApp!
No mercado físico, os preços foram os seguintes:
- Passo Fundo (RS): subiu de R$ 141,00 para R$ 142,00
- Santa Rosa (RS): subiu de R$ 142,00 para R$ 143,00
- Cascavel (PR): manteve em R$ 136,00
- Rondonópolis (MT): manteve em R$ 130,00
- Dourados (MS): manteve em R$ 128,50
- Rio Verde (GO): desceu de R$ 132,00 para R$ 131,00
Nos portos, Paranaguá (PR) manteve a saca em R$ 147,00, enquanto Rio Grande (RS) registrou alta de R$ 147,00 para R$ 148,00.
Soja em Chicago
Os contratos futuros da soja encerraram a quinta-feira em alta na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O avanço foi sustentado pela forte valorização do petróleo, pela boa demanda pela soja norte-americana e pelas preocupações com o clima seco em regiões produtoras dos Estados Unidos. O movimento, porém, foi limitado por realização de lucros e vendas técnicas.
As renovadas tensões no Oriente Médio impulsionaram o petróleo, que voltou a superar US$ 100 por barril em Londres após alta superior a 8%. O movimento deu sustentação adicional ao complexo da soja, especialmente devido à relação entre o óleo de soja e a produção de biodiesel.
Os exportadores privados dos Estados Unidos informaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 126 mil toneladas de soja para destinos não revelados, com entrega na temporada 2026/27.
Já as exportações líquidas norte-americanas referentes à safra 2025/26 somaram 56,4 mil toneladas na semana encerrada em 16 de julho. Para a temporada 2026/27, o volume alcançou 1,537 milhão de toneladas. O mercado esperava embarques entre 1,1 milhão e 2,2 milhões de toneladas, considerando as duas temporadas.
Contratos futuros de soja
Os contratos da soja para agosto fecharam com alta de 4,50 centavos de dólar, ou 0,36%, a US$ 12,37 1/2 por bushel. O vencimento novembro encerrou cotado a US$ 12,43 3/4 por bushel, avanço de 4,75 centavos, ou 0,38%.
Entre os subprodutos, o farelo para agosto caiu US$ 1,70, ou 0,51%, para US$ 329,90 por tonelada. O óleo de soja para agosto subiu 0,11 centavo, ou 0,14%, encerrando a 75,59 centavos de dólar por libra-peso.
Câmbio
O dólar comercial fechou a sessão com valorização de 0,62%, cotado a R$ 5,0838 para venda e R$ 5,0818 para compra. Ao longo do dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0698 e a máxima de R$ 5,0923.
O post Demanda aquecida no mercado de soja segura preços firmes; produtor segue retraído apareceu primeiro em Canal Rural.
Business
USDA destina US$ 86,6 milhões a projetos para culturas especiais nos EUA

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) anunciou nesta quarta-feira (14) a destinação de US$ 86,6 milhões para 609 projetos voltados ao aumento da competitividade de culturas especiais em 56 Estados e territórios do país. Os recursos serão concedidos por meio do Programa de Subvenções para Culturas Especiais (SCBGP), administrado pelo Serviço de Marketing Agrícola (AMS) do USDA.
Segundo o USDA, os projetos contemplados abrangem pesquisa, desenvolvimento de variedades de sementes, combate a pragas e doenças, segurança alimentar, educação nutricional e ações de marketing para ampliar o acesso dos produtores ao mercado.
O programa atende cadeias produtivas de frutas, hortaliças, nozes, frutas secas e plantas ornamentais, entre outras culturas enquadradas como especiais nos Estados Unidos. A proposta é direcionar recursos para iniciativas que fortaleçam a competitividade desses segmentos em diferentes frentes da produção e da comercialização.
Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural!
Entre os valores informados para os beneficiários, o Estado de Michigan receberá mais de US$ 2,64 milhões. A Flórida contará com mais de US$ 4,3 milhões, enquanto o Texas terá mais de US$ 2 milhões e a Geórgia, mais de US$ 1,7 milhão.
A distribuição dos recursos alcança um conjunto amplo de projetos e territórios, com foco em temas técnicos e comerciais ligados às culturas especiais. Entre os eixos apoiados pelo programa estão medidas voltadas à melhoria de material genético, ao enfrentamento de problemas fitossanitários e à expansão das condições de comercialização para os produtores.
Com o anúncio, o USDA confirma a liberação de US$ 86,6 milhões para 609 projetos do SCBGP, abrangendo 56 Estados e territórios e diferentes cadeias de culturas especiais nos Estados Unidos.
Fonte: Estadão Conteúdo
Business
Dólar em baixa pressiona mercado de etanol e açúcar

Os preços dos derivados da cana-de-açúcar, como o etanol e o açúcar cristal, seguem em trajetória de alta, segundo análise divulgada nesta quarta-feira (14) pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
A valorização do real frente ao dólar tende a reduzir a competitividade dos produtos brasileiros no mercado externo, enquanto as chuvas continuam dificultando a produção de cana-de-açúcar. O cenário também é marcado por expectativas de retração da demanda.
O preço do açúcar já acumula alta de 2,20% no mês, mantendo o crescimento desde julho, porém de forma menos expressiva esta semana. A alta do dólar desfavoreceu as exportações, mas a baixa oferta no exterior ajudou a segurar as cotações na bolsa de Nova York e evitou uma queda. Nacionalmente, por conta da concentração do produto no mercado interno, o saldo foi neutro e os preços praticamente se mantiveram.
Já os preços do etanol hidratado subiram com mais força que os do açúcar no mercado paulista (2,87%). O feriado de 12 de outubro (Dia de Nossa Senhora Aparecida) alavancou a demanda pelo combustível e interrompeu a sequência de ligeiras quedas das últimas semanas. O Cepea também observou uma postura mais firme dos vendedores, distribuidoras precisaram aceitar os preços mais altos para garantir seus estoques.
*Sob supervisão de Hildeberto Jr.
Business
Exportações de soja recuam em setembro, enquanto embarques de algodão avançam em Mato Grosso

As exportações de soja e algodão de Mato Grosso tiveram movimentos opostos em setembro de 2026. Enquanto os embarques da oleaginosa recuaram 49,71% em relação a agosto, os envios de pluma avançaram 52,17% na mesma comparação, refletindo a sazonalidade da oferta das duas culturas. Os dados são do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgados em boletim semanal.
No caso da soja, a redução mensal não impediu que o estado ampliasse o volume exportado no acumulado do ano. Entre janeiro e setembro, foram enviados ao mercado internacional 30,97 milhões de toneladas, alta de 6,15% em relação ao mesmo intervalo de 2025.
Já o algodão iniciou o ciclo 2026/27 com maior participação nos embarques nacionais. Em setembro, Mato Grosso exportou 94,41 mil toneladas de pluma, o equivalente a 52,52% do volume brasileiro comercializado no exterior no mês.
A diferença entre os resultados está relacionada, principalmente, ao momento de disponibilidade dos produtos. Enquanto a oferta de soja diminui após o período de maior concentração dos embarques, a colheita e o beneficiamento do algodão ampliam a quantidade de fibra disponível para exportação.
A China permanece como principal destino da soja mato-grossense, concentrando 59,13% do volume enviado ao exterior entre janeiro e setembro. No algodão, Índia, Bangladesh e Turquia responderam juntos por 52,80% dos embarques estaduais no acumulado de agosto e setembro, indicando a relevância desses mercados para o escoamento da produção.
O desempenho do algodão em setembro acompanhou o aumento dos embarques brasileiros. No país, as exportações de pluma somaram 191,55 mil toneladas, crescimento de 80,12% em relação a agosto e de 7,12% na comparação com setembro de 2025. Em Mato Grosso, além da alta mensal, o volume exportado ficou 18,17% acima do registrado no mesmo mês do ano passado.
A maior disponibilidade da fibra após a colheita da safra 2025/26 e o avanço do beneficiamento ajudam a explicar o resultado. A competitividade do algodão brasileiro também favorece a comercialização internacional, embora a cautela dos compradores ainda seja um fator a acompanhar.
Considerando agosto e setembro, primeiros meses do ciclo 2026/27, o Brasil exportou 297,89 mil toneladas de pluma, aumento de 16,24% em relação ao mesmo período do ciclo anterior. Mato Grosso respondeu por 156,46 mil toneladas, com avanço de 30,07% na comparação anual.
A evolução dos embarques estaduais reforça o peso de Mato Grosso no comércio exterior da fibra. A continuidade desse desempenho, contudo, dependerá da capacidade de a demanda internacional absorver a produção disponível, fator que será determinante para o resultado das exportações ao longo do ciclo.
Para a soja, a perspectiva é de perda de ritmo nos próximos meses, diante da redução sazonal da disponibilidade do grão. Apesar disso, o volume acumulado até setembro sustenta a expectativa de que Mato Grosso encerre 2026 com exportações próximas às registradas no ano passado.
A trajetória das duas culturas, portanto, deve seguir condicionada a fatores distintos: a oferta disponível para embarque, no caso da soja, e a evolução da demanda externa, especialmente importante para o algodão no início do novo ciclo comercial.
Clique aqui, entre em nosso canal no WhatsApp do Canal Rural Mato Grosso e receba notícias em tempo real.
Featured20 horas agoProfessor Breno foi morto com 13 facadas, aponta laudo da Politec
Business21 horas agotecnologia brasileira ganha espaço no campo
Featured24 horas agoSine de Cuiabá abre centenas de vagas com salários de até R$ 5,5 mil; veja como se candidatar
Sustentabilidade20 horas agoMILHO/CEPEA: Baixa do dólar e retração compradora mantêm preços em queda – MAIS SOJA
Business16 horas agoMilho brasileiro tende a seguir pressionado pelo baixo preço do cereal norte-americano
Business19 horas agoUnipar conclui segunda fase de ampliação de fábrica na Bahia
Agro Mato Grosso21 horas agoBayer destaca inovação e sustentabilidade do algodão brasileiro
Featured18 horas agoMato Grosso exporta US$ 2,1 bilhões em setembro para 115 países; milho lidera embarques

















