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22 de setembro de 2026

Agro Mato Grosso

Frete e portos pressionam exportações do agro e elevam custos MT

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Os desafios logísticos do agronegócio brasileiro voltaram ao centro do debate nesta semana, com destaque para dois pontos críticos: o aumento expressivo das multas no transporte rodoviário de cargas e a limitação da infraestrutura portuária. Os temas foram discutidos durante reunião da Comissão Nacional de Logística e Infraestrutura da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), realizada na terça-feira (5).

No transporte rodoviário, os números chamam atenção. Segundo dados apresentados pela entidade, somente em 2025 foram registrados 67 mil autos de infração relacionados ao piso mínimo do frete. Já entre janeiro e abril de 2026, esse número saltou para 161 mil autuações. A média diária chega a 1.304 multas, com projeção de alcançar 476 mil até o fim do ano.

Fiscalização eletrônica amplia multas e gera distorções

O aumento está diretamente ligado ao novo modelo de fiscalização eletrônica implantado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) em 2025. O sistema cruza dados de documentos digitais das transportadoras e aplica autuações automáticas, sem análise individual dos casos.

De acordo com a CNA, esse formato tem provocado distorções, como multas duplicadas, autuações em cadeia e aumento dos custos logísticos. O descumprimento da tabela de frete pode gerar penalidades de até R$ 10 milhões, além da suspensão do registro das empresas.

Diante desse cenário, a entidade ingressou, em novembro de 2025, com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) questionando a política de piso mínimo do frete, sob o argumento de que a medida interfere no mercado e amplia os custos do setor. Em abril deste ano, a CNA também contestou a Medida Provisória 1.343/2026, que tornou obrigatório o registro de todas as operações de transporte com emissão do CIOT.

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Infraestrutura portuária limita crescimento das exportações

Se no transporte rodoviário o problema está nos custos e na regulação, nos portos o gargalo é estrutural. Segundo especialistas que participaram da reunião, o Brasil opera hoje com uma defasagem estimada em 15 anos na capacidade portuária.

A limitação de espaço em terminais, a falta de berços de atracação e a estrutura tarifária considerada inadequada dificultam a operação de navios maiores, o que impacta diretamente a eficiência logística e a competitividade das exportações.

O cenário já apresenta reflexos práticos, como congestionamentos, atrasos no embarque de cargas, filas de caminhões e aumento de custos operacionais. No caso do café, por exemplo, representantes do setor apontaram que, mesmo com recordes de exportação, o desempenho logístico não acompanha o crescimento da demanda.

Competitividade em risco

Para a CNA, os gargalos logísticos — tanto no frete quanto nos portos — comprometem o potencial do agronegócio brasileiro. A entidade defende avanços estruturais, como a retomada de investimentos em terminais portuários e melhorias na regulação do transporte, como forma de reduzir custos e aumentar a eficiência.

O debate reforça que, apesar dos recordes de produção e exportação, o Brasil ainda enfrenta desafios históricos na infraestrutura, que podem limitar o crescimento do setor e reduzir sua competitividade no mercado internacional.

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Fazendeiro é condenado por degradação na Terra Indígena Marãiwatséd, em MT

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O Ministério Público Federal (MPF) obteve a condenação de um fazendeiro a recuperar 145,81 hectares degradados dentro da Terra Indígena Marãiwatsédé, em Mato Grosso. A sentença, da Vara Federal Cível e Criminal de Barra do Garças, também determinou que ele não realize atividades incompatíveis com a recuperação ambiental e fixou indenização por dano moral coletivo.

A ação civil pública apurou o impedimento da regeneração de floresta nativa e a manutenção de lavoura de soja mesmo após o embargo da área. Em 2008, fiscais do Ibama constataram a degradação e aplicaram multa de R$ 7,86 milhões. Em 2010, nova fiscalização encontrou plantação de soja na área embargada, resultando em outra multa, de R$ 1 milhão, e na apreensão de 47 mil sacas do produto.

A área originalmente discutida na ação tinha 1.571,20 hectares. Como 1.425,39 hectares já eram objeto de outro processo, a sentença analisou os 145,81 hectares remanescentes.

O fazendeiro deverá apresentar, em até 90 dias após o trânsito em julgado, um plano de recuperação de área degradada (PRAD) e executá-lo até a completa recuperação da área. A sentença também estabeleceu que eventual indenização por danos materiais será aplicada apenas se a recuperação for tecnicamente impossível ou houver descumprimento injustificado das medidas determinadas.

A indenização por dano moral coletivo foi fixada em 5% do valor da reparação material, a ser calculado posteriormente. Segundo a sentença, a degradação atingiu extensa área de floresta amazônica dentro de terra indígena e continuou mesmo após o embargo, afetando bem ambiental coletivo e território destinado constitucionalmente ao povo Xavante.

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Os valores deverão ser destinados ao fundo previsto na Lei da Ação Civil Pública, com preferência para projetos de recuperação da própria Terra Indígena Marãiwatsédé.

A decisão é de primeira instância e pode ser contestada no Tribunal Regional Federal da 1ª Região.

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Ave rara e ameaçada é registrada em área de preservação em MT

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Uma marianinha-de-cabeça-amarela (Pionites leucogaster), ave ameaçada de extinção, foi registrada nesse fim de semana por uma equipe de monitoramento ambiental na área de preservação do reservatório de uma usina hidrelétrica, entre Nova Canaã do Norte e Colíder, a 696 km e 650 km de Cuiabá, respectivamente.

O registro foi feito durante um trabalho de acompanhamento dos animais que vivem na região. De acordo com a equipe, a identificação da ave ajuda os pesquisadores a conhecer melhor a fauna local e a reunir informações para ações de proteção da espécie.

marianinha-de-cabeça-amarela é classificada como “em Perigo” pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), o que significa que existe um alto risco de extinção. A ave é difícil de ser encontrada e costuma viver nas partes mais altas das árvores da Amazônia.

Com cerca de 23 centímetros, a ave tem cabeça alaranjada, rosto e pescoço amarelos, peito branco e corpo verde. Ela faz parte da mesma família dos papagaios e periquitos e também é conhecida como periquito-d’anta.

A espécie também é encontrada no Peru e na Bolívia. Ela vive principalmente em florestas preservadas e se alimenta de frutos, pétalas e néctar de flores. Ao espalhar sementes, ajuda no crescimento de novas plantas e na renovação das florestas.

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A ave faz seus ninhos em buracos de árvores que ficam entre 15 e 30 metros de altura. A reprodução acontece principalmente em janeiro, quando a fêmea coloca ovos branco-amarelados.

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Avião que buscaria deputado Júlio Campos em MT pousa às margens de rodovia após emergência

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avião que buscaria o deputado Júlio Campos (União) realizou um pouso de emergência em Araguaiana, a 570 km de Cuiabá, na manhã desta terça-feira (22). Conforme informações da assessoria, o parlamentar não estava na aeronave no momento do acidente.

A aeronave faria o translado de Aragarças (GO) para o município de Araguaiana (MT), onde embarcaria o deputado Júlio Campos e assessores para retorno a capital.

“Por motivos ainda desconhecidos a referida aeronave teve que fazer um pouso de emergência as margens da rodovia MT-100, na ocasião a aeronave estava apenas com o comandante a bordo, estamos providenciando comunicado as autoridades competentes. O comandante passou por avaliação médica no local e já foi liberado”, informou a empresa de táxi aéreo.

 

Um vídeo gravado no local mostra a aeronave às margens de uma estrada, próximo a uma fazenda (vídeo abaixo). Alguns carros circulavam na região no momento do pouco, mas nenhum veículo foi atingido.

Avião do deputado Julio Campos parou às margens de estrada em MT — Foto: Reprodução

Avião do deputado Julio Campos parou às margens de estrada em MT — Foto: Reprodução

Segundo a assessoria, a situação foi controlada rapidamente e não há feridos. As circunstâncias que levaram ao pouso de emergência ainda são investigadas.

A aeronave de prefixo PT-VOD é um bimotor de pequeno porte, modelo Neiva EMB-810D Seneca III, usada para táxi aéreo no estado. Segundo o Registro Aeronáutico Brasileiro da Anac, ela foi fabricada em 1991.

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