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7 de agosto de 2026

Sustentabilidade

Ceema/Milho: Chicago recua sob pressão do clima nos EUA e avanço da safrinha trava negócios no Brasil – MAIS SOJA

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O primeiro mês cotado para o milho, em Chicago, igualmente recuou neste início de agosto, com o bushel do cereal atingindo a US$ 4,39 no fechamento da quinta-feira (06), após US$ 4,36 na véspera, contra US$ 4,45 uma semana antes. A média de julho ficou em US$ 4,44/bushel, com aumento de 6,5% sobre a média de junho. Um ano atrás, em julho/25, a média do bushel de milho havia sido de US$ 4,06.

Dito isso, a qualidade das lavouras estadunidenses do cereal recuou, chegando no dia 02/08 a 61% da totalidade entre boas a muito boas. Enquanto isso, as lavouras em condições entre ruins a muito ruins atingiam a 14% do total e outras 25% se apresentavam regulares. Naquela data, 90% das lavouras estavam em fase de pendoamento, contra a média de 87%. Por enquanto, com a melhoria do clima, o mercado espera uma safra cheia nos EUA, com a colheita se iniciando ainda em setembro.

Outro fator que ajudou ao recuo das cotações do milho veio do forte recuo dos preços mundiais do petróleo a partir da possibilidade de um acordo de paz entre Irã e EUA. Dito isso, assim como na soja, o clima no Meio Oeste estadunidense continuará sendo um fator importante para direcionar as cotações em Chicago.

E aqui no Brasil, os preços pouco têm se alterado, com ao saco de 60 quilos oscilando entre R$ 44,00 e R$ 62,00, sendo que no Rio Grande do Sul o valor de R$ 58,00 se tornou uma constante nas principais praças. Segundo o Cepea, o acumulado de julho mostrou o indicador dos preços do milho em avanço de 3% no país.

A pressão da colheita da safrinha se faz sentir neste momento de forma intensa. Neste sentido, no dia 30/07 a mesma havia alcançado a 69% da área cultivada no Centro-Sul do Brasil, contra 60% uma semana antes e 81% um ano atrás. Já em termos de produção, a estimativa atual, segundo a iniciativa privada, é de um volume ao redor de 110,5 milhões de toneladas para a safrinha, contra 113,2 milhões no ano anterior, enquanto a produção total do cereal no país chegaria a 142,8 milhões de toneladas, contra 141,2 milhões no ano anterior. Vale destacar que existem controvérsias entre os diferentes analistas, mas os volumes estimados têm ficado em torno destes números.

Diante disso, os compradores seguem retraídos, acompanhando o avanço da colheita da segunda safra, e o aumento da disponibilidade do cereal. Com isso, os negócios seguem bastante limitados.

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).


FONTE

Autor:Dr. Argemiro Luís Brum/CEEMA-UNIJUÍ

Site: Ceema/Unijuí

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Sustentabilidade

Ceema: Soja recua em Chicago com clima favorável nos EUA e China no radar; prêmios sustentam preços no Brasil – MAIS SOJA

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A cotação da soja, para o primeiro mês cotado, viveu uma semana de baixas nestes primeiros dias de agosto. O retorno das chuvas nas regiões produtoras dos EUA e a nova possibilidade de cessar-fogo entre EUA e Irã, além da confirmação de que a safra continua positiva na América do Norte, trouxeram o mercado para baixo desde o final de julho. Com isso, o bushel da oleaginosa veio a US$ 11,57 no fechamento desta quinta-feira (06), após US$ 11,51 na véspera, contra US$ 11,77 uma semana antes.

Por sua vez, a média do mês de julho fechou em US$ 11,96/bushel, com aumento de 6,2% sobre a média de junho. Um ano atrás, a média de julho/25 foi de US$ 10,09/bushel. Enquanto o mercado espera o novo relatório de oferta e demanda do USDA, previsto para o dia 12/08, ele acompanha a evolução das lavouras estadunidenses, pois o clima continua como elemento central, já que a colheita nos EUA se dará a partir de meados de outubro. Neste sentido, até o dia 02/08, 63% das lavouras de soja estadunidense estavam em condições entre boas a excelentes, outros 28% regulares e apenas 9% ruins a muito ruins.

Lembrando que, em 2025, nesta mesma época, 69% das lavouras estavam em condições entre boas a excelentes. Por outro lado, 88% das lavouras já estavam em fase de floração, contra 84% na média para esta época. A formação de vagens alcançava 62% das lavouras, contra 47% na semana anterior e 55% na média.

Em paralelo, a China voltou a realizar compras de soja nos EUA, dentro do acordo bilateral feito entre os dois países. A empresa estatal Sinograin estaria leiloando uma média de 500.000 toneladas de soja importada visando abrir espaço em seus estoques oficiais para as novas compras. Lembramos que o acordo entre os dois países dá conta de que a China compraria 25 milhões de toneladas de soja estadunidense, anualmente, até 2028. Em tal contexto, é possível que a demanda por soja brasileira diminua devido aos leilões da Sinograin, pois algumas indústrias chinesas de esmagamento podem optar por comprar da estatal.

Esse comportamento da estatal chinesa deve continuar já que há previsão de encontro dos presidentes dos EUA e da China, em setembro, para nova rodada de negociações comerciais. Por enquanto, as recentes compras chinesas foram feitas por compradores do governo, já que importadores comerciais, que normalmente representam cerca de dois terços do total das exportações de soja dos EUA para a China, continuaram comprando da América do Sul (cf. comerciantes chineses). Pelo sim ou pelo não, o fato é que os embarques brasileiros para a China permanecem mais baratos do que os embarques dos EUA.

E no Brasil, os preços recuaram um pouco, com praças gaúchas trabalhando ao redor de R$ 123,00/saco no balcão, enquanto no restante do país os preços oscilaram entre R$ 120,00 e R$ 126,00/saco nas diferentes praças pesquisadas.

Dito isso, a futura safra de soja 2026/27, cujo plantio apenas se inicia no próximo mês de setembro, está projetada, inicialmente, em 183,1 milhões de toneladas, com leve aumento sobre o colhido neste último ano. Este crescimento se deve ao aumento de 0,76% previsto para a área a ser semeada, com a mesma passando a 49,5 milhões de hectares.

Em clima normal, a produtividade média poderá atingir a 3.700 quilos/hectare (cf. StoneX). A questão será combinar com o clima para que tais projeções se concretizem. Por outro lado, diante do forte recuo em Chicago e de um câmbio relativamente estável, ao redor de R$ 5,10 por dólar, o que vem segurando os preços nacionais da soja são os prêmios elevados para a oleaginosa disponível. Os mesmos continuam no melhor momento do ano, girando entre US$ 1,40 e US$ 1,60/bushel, porém, o ritmo de negócios, neste início de agosto, diminuiu em relação a julho. Assim, os produtores que ainda possuem soja, necessitando de caixa, estão realizando negócios (cf. Brandalizze Consulting).

Enfim, se o clima continuar positivo nos EUA, durante o mês de agosto, não se descarta novas baixas em Chicago. Diante disso, o que favorecerá o mercado será a manutenção das compras chinesas, o que ainda não é uma certeza, apesar dos sinais positivos dos últimos dias.

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).


FONTE

Autor:Dr. Argemiro Luís Brum/CEEMA-UNIJUÍ

Site: Ceema/Unijuí

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Agro Mato Grosso

Bianca Guimarães reforça equipe de biológicos da Corteva

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Agrônoma passa a responder pelo desenvolvimento de mercado e pela estratégia de marketing do portfólio de biológicos em MG

A Corteva Agriscience nomeou a engenheira agrônoma Bianca Guimarães para o cargo de Market Development Leader – Biologicals. Baseada em Uberaba (MG), a profissional passa a atuar no desenvolvimento de mercado do portfólio de produtos biológicos da companhia em Minas Gerais.

Entre suas atribuições estão a definição da estratégia de marketing para a área de biológicos, o posicionamento e a gestão do ciclo de vida dos produtos, a elaboração de estratégias de acesso ao mercado, a identificação de oportunidades para expansão do portfólio e o relacionamento com parceiros estratégicos. Também será responsável por representar a empresa em eventos e fóruns técnicos.

Bianca chega à Corteva após passagem pela Vitales Brasil, onde exerceu a função de coordenadora de Marketing e P&D. Na empresa, participou da revisão estratégica do portfólio de biológicos, conduzindo análises de investimentos, planejamento de portfólio, precificação, previsão de demanda, suprimentos e processos regulatórios.

A executiva iniciou sua trajetória profissional na Juliagro, atuando como pesquisadora em nematologia e fitopatologia de solo, com foco em ensaios de campo e laboratório para registro de defensivos químicos e produtos biológicos.

Formada em Agronomia pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU), também concluiu mestrado em Agronomia na mesma instituição, com ênfase em nematologia agrícola.

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Sustentabilidade

Ceema/Trigo: Chicago recua com cenário global, enquanto quebra da safra eleva alerta no Brasil – MAIS SOJA

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A cotação do trigo, para o primeiro mês cotado, deu continuidade ao recuo iniciado na semana anterior. O bushel do cereal fechou a quinta-feira (06) em US$ 6,31, contra US$6,63 uma semana antes. A média de julho ficou em US$ 6,48, contra US$ 5,89 em junho, o que representa um aumento de 10% no período. Já a média de julho de 2025 ficou em US$ 5,40/bushel.

Assim, em Chicago, o bushel de trigo, após ter atingido a um recorde recente em 22/07, ao bater em US$ 7,05, recuou fortemente nos dias seguintes, atingindo a US$ 6,31 no dia 06/08. A nova possibilidade de um acordo de paz entre EUA e Irã, e a liberação do estreito de Ormuz, puxou o mercado para baixo. Ao mesmo tempo, o movimento de recuo reflete a expectativa de boas safras nos principais países exportadores e o avanço da colheita no Hemisfério Norte, fatores que continuam aumentando a disponibilidade do cereal no mercado internacional e pressionando as cotações, apesar de uma safra menor nos EUA.

Já na Argentina, os preços na posição dezembro oscilaram entre US$ 220,00 e US$225,00/tonelada, tendo alcançado até US$ 230,00 no final de julho. E no Brasil, com graves problemas climáticos (excesso de chuvas, granizo e temporais) no sul do país, o mercado já considera que a produção final nacional possa nem chegar aos 6 milhões de toneladas, devendo ficar entre 5,5 e 5,8 milhões.

Assim, os preços internos do cereal se mantiveram entre R$ 70,00/saco no Rio Grande do Sul e R$ 75,00 junto às principais praças do Paraná. Com isso, as importações de trigo, por parte do Brasil, podem, muito bem, ultrapassar as 8 milhões de toneladas no ano comercial 2026/27. Vale destacar que, no Paraná, as cotações do trigo voltaram aos patamares observados em agosto de 2025, em termos reais, refletindo a restrição da oferta disponível no mercado a pronta entrega.

Diante da necessidade de recompor estoques, compradores elevaram gradualmente suas ofertas em busca de lotes de melhor qualidade. No entanto, os vendedores seguem com disponibilidade limitada de trigo da safra 2025, mantendo as negociações pontuais (cf. Cepea).

Enfim, o setor moageiro brasileiro de trigo lançou um alerta nesta semana, com forte preocupação com a queda na oferta da safra nacional no corrente ano. “Segundo dados do mercado, a combinação de fatores internacionais e domésticos intensificam a pressão sobre os custos da cadeia de moagem, com possíveis reflexos em toda a indústria de alimentos”. Para o setor, a elevada dependência de importações, sobretudo da Argentina, torna o país particularmente sensível às oscilações do mercado internacional.

Outro fator de impacto na cadeia tritícola está no mercado do farelo de trigo. A queda nos preços do milho reduziu o valor do farelo de trigo, comprometendo as margens dos moinhos. Com isso, cresce a pressão sobre os custos de produção e sobre a formação dos preços da farinha. “Quando o farelo perde valor, parte importante da receita da indústria é afetada. Isso acaba pressionando o custo final da farinha e, por consequência, de diversos alimentos consumidos diariamente pela população (cf. Abitrigo).

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).


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Autor:Dr. Argemiro Luís Brum/CEEMA-UNIJUÍ

Site: Ceema/Unijuí

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