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22 de setembro de 2026

Agro Mato Grosso

Município mais novo do Brasil nasceu depois das fazendas e hoje tem 93% da economia movida pelo campo

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Boa Esperança do Norte é o caçula dos municípios brasileiros, mas sua história começou muito antes da instalação oficial, em 2025. Antes da prefeitura, das ruas asfaltadas e das mais de 470 empresas instaladas atualmente, chegaram famílias de produtores rurais que transformaram uma pequena comunidade em um dos polos agrícolas mais promissores de Mato Grosso, com produções voltadas para milhosoja algodão.

Fonte: Estimativa elaborada pela Secretaria Municipal de Agricultura e Desenvolvimento Econômico a pedido do g1.

O município possui um Produto Interno Bruto (PIB) estimado em R$ 4,7 bilhões — dos quais R$ 4,4 bilhões vêm do agronegócio, segundo levantamento feito pela Secretaria Municipal de Agricultura e Desenvolvimento Econômico a pedido do g1 (veja no gráfico acima).

🔍Ao longo de três meses, o g1 ouviu pioneiros, produtores rurais, comerciantes, pesquisadores e lideranças para reconstruir a história de Boa Esperança do Norte, mostrando como uma agricultura baseada na conservação do solo ajudou a transformar uma comunidade rural no município mais novo do Brasil.

Entre essas histórias está a do produtor rural Moacir Antônio Guarnieri, que chegou em 1998, acompanhado da esposa, dos três filhos, da irmã e do cunhado. À época, encontrou uma comunidade com apenas 11 casas, energia gerada por motor, água de poço e estradas de terra. Quase 30 anos depois, diz sentir orgulho ao caminhar pelas ruas da cidade que ajudou a construir.

Moacir Antônio Guarnieri fez as primeiras lavouras em Boa Esperança do Norte (MT) — Foto: Arte g1

Moacir Antônio Guarnieri fez as primeiras lavouras em Boa Esperança do Norte (MT) — Foto: Arte g1

Dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) mostram que, somente na última safra, o município produziu 906 mil toneladas de soja1,34 milhão de toneladas de milho e 135 mil toneladas de algodão. Isso mostra o seguinte cenário de Boa Esperança do Norte frente aos outros 141 municípios do estado:

O cenário do agronegócio em Boa Esperança do Norte (MT)

PRODUÇÃOPOSIÇÃO NO RANKING DE MT
🌽Milho
🌱Soja17ª
☁️Algodão15ª

Mas a transformação da cidade não foi impulsionada apenas pelo aumento da produção agrícola. Ela também foi resultado de uma forma de produzir que buscou conservar o solo desde os primeiros anos de ocupação da região.

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Plantio diretocobertura permanente do solo e rotação de culturas fazem parte da rotina da maioria dos produtores de Boa Esperança, conforme apurado pela reportagem. Além de reduzir a erosão, preservar a umidade e melhorar a fertilidade da terra, essas técnicas ajudam a garantir uma produção mais estável, mesmo diante de extremos climáticos.

Para o pesquisador da Embrapa Agrossilvipastoril, Silvio Spera, que há 35 anos estuda o manejo de solos tropicais, esses sistemas conservacionistas foram determinantes para a expansão da agricultura no norte de Mato Grosso e, por consequência, para o desenvolvimento das cidades.

“Os sistemas conservacionistas não somente beneficiam a natureza, mas garantem a sustentabilidade da agricultura. Sem essa tecnologia, o Nortão ainda seria uma enorme pastagem com pouco gado e baixa produtividade. Sem essa agricultura viável e sustentável, o crescimento das cidades seria restringido”, ressaltou.

Oficializado após a emancipação, o Sindicato Rural representa um setor que cresceu junto com Boa Esperança do Norte. Para o presidente da entidade, Paulinho Fontão, o desenvolvimento da cidade é resultado da forma como a agricultura foi conduzida ao longo das últimas décadas.

“Hoje o produtor entende que cuidar do solo é garantir o futuro da própria atividade. O desenvolvimento de Boa Esperança do Norte aconteceu porque a produção cresceu de forma responsável, com tecnologia, manejo adequado e pensando nas próximas gerações. A cidade cresceu junto com esse trabalho desenvolvido dentro das propriedades”, explicou.

 

Das fazenda à criação do município caçula do Brasil — Foto: Arte/g1

Das fazenda à criação do município caçula do Brasil — Foto: Arte/g1

🌇Mudança de vida e de paisagem

O desenvolvimento da cidade começou com famílias que decidiram permanecer. Vindas principalmente do Sul do país, elas enxergaram no potencial agrícola da região uma oportunidade para construir uma nova vida.

A decisão de Moacir Guarnieri de deixar o Paraná, por exemplo, foi acompanhada de muitas incertezas, mas, segundo ele, a família apostou no potencial da área mesmo sabendo que encontraria uma realidade bem diferente da que havia deixado para trás. Os primeiros anos foram de adaptação, com infraestrutura limitada e uma rotina que exigia paciência e persistência.

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Segundo o produtor, os primeiros meses foram suficientes para mostrar como seria a nova vida. Em uma viagem para fazer compras no município de Sorriso (MT) os três filhos surpreenderam o produtor ao pedir apenas laranjas, bergamotas e mexericasNão queriam brinquedos nem doces.

Quando eles viram as frutas, disseram: ‘Pai, compra isso pra nós’. Na Boa Esperança não tinha isso naquela época. A maior dificuldade era conseguir frutas e verduras. A gente não passava necessidade, mas era tudo muito mais difícil”
— Moacir Guarnieri

Primeira árvore plantada por Moacir Guarnieri e os dois filhos, na década de 90 — Foto: Arquivo pessoal

Primeira árvore plantada por Moacir Guarnieri e os dois filhos, na década de 90 — Foto: Arquivo pessoal

Apesar dos desafios, voltar nunca foi uma opção. A família acreditava que o potencial agrícola da região compensaria os sacrifícios dos primeiros anos. Junto com outros produtores, Moacir ajudou a abrir novas áreas de cultivo e viu a pequena comunidade crescer aos poucos, até se transformar no município que existe hoje.

Segundo Moacir, havia uma preocupação que o acompanhava desde o Paraná. Ele não queria repetir no cerrado mato-grossense problemas que já havia observado em outras regiões agrícolas. Por isso, ainda nos primeiros anos na propriedade, adotou práticas que hoje são consideradas fundamentais para a agricultura sustentável, como o plantio direto, a cobertura permanente do solo e a rotação de culturas.

“Já viemos com essa ideia. Aprendemos muito no Paraná e trouxemos esse conhecimento para cá. O solo precisava continuar produzindo, não só para nós, mas para quem viesse depois”, ressaltou.

Hoje, ao olhar para a propriedade e para a cidade que ajudou a construir, ele diz que o maior legado não está apenas na produção. “A maior satisfação é ver que deixamos uma terra melhor para os filhos e netos e ajudamos a construir um lugar onde as famílias têm oportunidade de viver e crescer”.

A trajetória de Guarnieri não foi uma exceção. Ela se repete, com diferentes detalhes, entre dezenas de famílias que chegaram a Boa Esperança do Norte nas décadas de 1980 1990. Cada uma ajudou a construir um pedaço da cidade, seja abrindo novas áreas de cultivo, fortalecendo a comunidade ou criando os primeiros negócios que sustentariam o crescimento do município.

Muito antes de Boa Esperança do Norte se tornar município, outro produtor rural que ajudava a construir a comunidade entre as lavouras é Moacir Zanatta. Pioneiro na região, ele participou da criação da Cooperativa Agropecuária Mista Boa Esperança (Coambe), colaborou com entidades locais e acompanhou de perto o crescimento da agricultura e da cidade. Hoje, quem relembra essa trajetória é o filho, Joelso Zanatta.

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Ele contou que cresceu vendo o pai dividir o tempo entre a propriedade rural e o trabalho comunitário, em uma época em que produzir não era suficiente. Era preciso criar as bases para que outras famílias também permanecessem na região.

Meu pai sempre dizia que uma cidade não cresce só com lavoura. Era preciso construir escola, fortalecer a cooperativa, incentivar o comércio. Todo mundo precisava fazer a sua parte
— Joelso Zanatta

Segundo Joelso, esse espírito coletivo explica por que Boa Esperança conseguiu crescer de forma organizada. “Os produtores entenderam desde cedo que, se a cidade crescesse, todo mundo cresceria junto. Foi isso que aconteceu”.

Hoje, ao caminhar pelas ruas de Boa Esperança do Norte, Zanatta, de 78 anos, afirmou que sente orgulho por tudo o que foi construído com a família. Entre as muitas realizações, uma das que mais o emocionam é ouvir pessoas simples dizerem que sonham em ser fazendeiros um dia, inspiradas pela trajetória daqueles que ajudaram a construir a história da região.

Moacir Zanatta sentado ao lado da esposa e a família que construiu em Boa Esperança do Norte (MT) — Foto: g1

Moacir Zanatta sentado ao lado da esposa e a família que construiu em Boa Esperança do Norte (MT) — Foto: g1

Essa organização vinculada a amigos e famílias também ajudou a fortalecer uma das instituições mais antigas da comunidade. Criada há mais de três décadas, a Cooperativa Agropecuária Mista Boa Esperança nasceu para facilitar o acesso dos produtores a crédito, assistência técnica e insumos. Hoje, atende cerca de 320 famílias e também desenvolve ações sociais, como doações para escolas da região.

Os reflexos desse crescimento não ficaram restritos às propriedades rurais e, pouco a pouco, começaram a aparecer também os primeiros estabelecimentos comerciais. Foi justamente observando esse movimento que Sirlei Neuhaus decidiu apostar no próprio negócio, em 2002.

Enquanto muitos enxergavam apenas um pequeno distrito cercado por lavouras, ela viu uma oportunidade. No início, lembra que vendia de tudo um pouco para atender às necessidades de uma comunidade ainda em formação.

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“Quando cheguei, praticamente tudo estava começando. Cada casa construída, cada barracão levantado, cada novo morador significava também um cliente entrando pela porta”, relembrou.

Com o passar dos anos, Sirlei viu o perfil da cidade mudar. Se antes a maior parte das vendas era destinada diretamente aos produtores rurais, hoje a clientela é formada também por comerciantes, prestadores de serviço, trabalhadores da construção civil e famílias que decidiram viver em Boa Esperança.

Sirlei Neuhaus empreendeu em Boa Esperança do Norte (MT) com o surgimento dos primeiros plantios — Foto: Arte/g1

Sirlei Neuhaus empreendeu em Boa Esperança do Norte (MT) com o surgimento dos primeiros plantios — Foto: Arte/g1

O crescimento da economia também mudou a rotina de quem trabalha no setor de serviços. É o caso da empresária Josielly Cristine Peters, proprietária de um hotel no município. Peters contou ao g1 que o movimento vindo de representantes comerciais, técnicos agrícolas, transportadores, prestadores de serviço e investidores mantêm o hotel em funcionamento o ano inteiro.

Josielly Cristine Peters, proprietária de um hotel no município — Foto: Arte g1

Josielly Cristine Peters, proprietária de um hotel no município — Foto: Arte g1

Para onde Boa Esperança está caminhando

Boa Esperança do Norte já nasceu grande para os padrões brasileiros. Com pouco mais de 5,8 mil habitantes, o município estreou superando quase 1,9 mil cidades em população, segundo o IBGE. Para além das lavouras, o desafio agora é transformar esse crescimento em desenvolvimento de longo prazo.

Para o prefeito Calebe Francio, que também é produtor rural e pioneiro na região, a cidade ainda vive os primeiros capítulos da própria história. Entre as prioridades estão a ampliação da infraestrutura urbana:

  • 🏘️novos loteamentos;
  • 🏪atração de empresas;
  • 🗺️consolidação como um polo regional de desenvolvimento.

 

A localização ajuda. Cortado pela MT-140 e próximo ao traçado previsto da Ferrovia de Integração Centro-Oeste (FICO) e da BR-242, o município aposta na logística como um dos fatores que podem impulsionar ainda mais a economia nos próximos anos.

Boa Esperança do Norte (MT) — Foto: Edson Vitor

Boa Esperança do Norte (MT) — Foto: Edson Vitor

Mas quem nasceu ou cresceu na cidade sabe que desenvolvimento não depende apenas de estradas. Depende, principalmente, de pessoas. É justamente aí que a história de André Elias Fensk, que cresceu na cidade, se cruza com a de tantos outros moradores.

Filho de uma família que viveu diferentes fases do agronegócio, André chegou a Boa Esperança do Norte em 2002, quando ainda era criança. O pai decidiu investir no distrito mesmo sem saber se o município sairia do papel. Em poucos meses, abriu uma pequena empresa de lubrificantes voltada aos produtores rurais.

“A gente fez o investimento sem saber o que ia acontecer. Meu pai dizia que nós íamos acreditar no lugar e crescer junto com ele. E foi exatamente isso que aconteceu”, ressaltou.

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André acompanhou praticamente todas as transformações da cidade. Estudou na escola local, viu o asfalto chegar, a estrada até Sorriso deixar de ser um percurso quase intransitável e o comércio ampliar a oferta de produtos e serviços. Mais tarde, voltou à cidade depois da faculdade para trabalhar na empresa da família e abrir um escritório de contabilidade.

André Elias Fensk foi criado pelos pais em Boa Esperança do Norte (MT) — Foto: Arquivo pessoal

André Elias Fensk foi criado pelos pais em Boa Esperança do Norte (MT) — Foto: Arquivo pessoal

Quando Boa Esperança finalmente conquistou a emancipação, decidiu participar da construção de outro capítulo da história do município. Foi um dos fundadores da Associação Comercial, ajudou na organização dos primeiros partidos políticos locais, assumiu a Secretaria de Finanças durante a implantação da prefeitura e hoje ocupa uma cadeira na Câmara Municipal como vereador.

Segundo ele, o momento agora exige planejamento. “A gente está correndo contra o tempo. Enquanto outros municípios tiveram décadas para se estruturar, Boa Esperança precisa construir essa base em poucos anos. É um desafio grande, mas também uma oportunidade enorme de fazer as coisas do jeito certo”, pontuou.

O legado que vai além da produção

Embora a agricultura seja a principal atividade econômica, os moradores fazem questão de lembrar que o desenvolvimento da cidade nunca significou abrir mão da natureza. Nos fins de semana, um dos destinos preferidos continua sendo o Salto Magessi.

Localizado no Rio Teles Pires, o conjunto de corredeiras e quedas d’água está preservado e se tornou um símbolo de Boa Esperança do Norte. O acesso é gratuito e o local recebe moradores e visitantes para banho, pesca esportiva e acampamentos.

Não por acaso, o Salto Magessi foi citado espontaneamente por produtores, comerciantes e lideranças ouvidos pelo g1 como um dos maiores patrimônios do município. Para eles, a paisagem resume a identidade da cidade: uma região onde a produção agrícola ocupa as áreas destinadas ao cultivo, enquanto espaços naturais continuam preservados e fazem parte da vida da comunidade.

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Foi esse equilíbrio que também chamou a atenção do pesquisador da Embrapa Silvio Spera ao longo de mais de três décadas acompanhando a agricultura mato-grossense. Segundo ele, conservar o solo não significa apenas produzir melhor. Significa criar condições para que as próximas gerações continuem vivendo e trabalhando no campo.

Talvez seja por isso que, ao olhar para trás, os produtores ouvidos pela reportagem não falem primeiro da produção recorde, das máquinas ou dos números da economia. Eles preferem falar das pessoas, dos filhos, dos netos e da cidade.

Os pioneiros pagaram mais caro. Sofreram mais. Mas valeu a pena. Hoje a gente anda por Boa Esperança e vê que tudo aquilo fez sentido. A cidade cresceu, criou oportunidades e continua crescendo”
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Agro Mato Grosso

Entenda por que os combustíveis estão mais caros em Mato Grosso

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Quem abasteceu o carro nas últimas semanas percebeu que os combustíveis ficaram mais caros em Mato Grosso. Segundo o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis de Mato Grosso (Sindipetróleo-MT), a alta ocorre em meio à pressão sobre diferentes etapas da cadeia de abastecimento, influenciada pelo preço do petróleo, pelos custos do etanol e por dificuldades no fornecimento de diesel.

Os principais fatores apontados pelo setor são:

  • Disparada do barril de petróleo no mercado internacional, afetando diretamente os custos na origem;
  • Encerramento da safra de cana-de-açúcar no Sudeste, aliado ao aumento do preço do açúcar no mercado externo, o que pressiona os custos do etanol;
  • Aumento do percentual obrigatório de etanol na gasolina A;
  • Redução drástica das importações de óleo diesel, gerando gargalos severos no suprimento nacional.

O movimento também aparece nos dados mais recentes da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Entre 13 e 19 de setembro, a média em Cuiabá do litro da gasolina comum chegou a R$ 6,97etanol ficou na média de R$ 4,17 na capital, enquanto o diesel S-10 pode ser encontrado por R$ 7,57.

Mas por que o preço aumenta nas bombas?

1. Alta do petróleo no mercado internacional

Segundo o sindicato, o preço do petróleo é um dos principais componentes da formação dos preços dos combustíveis. Quando as cotações internacionais sobem, os custos de aquisição e importação de derivados também podem aumentar.

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No caso do diesel, a pressão tem sido maior. Segundo dados divulgados pela ANP, o preço do produto avançou na última semana pesquisada para R$ 6,65 na média nacional.

2. Etanol mais caro pressiona a gasolina

Outro fator apontado pelo Sindipetróleo-MT é o preço do etanol. O biocombustível é utilizado na composição da gasolina vendida nos postos e, por isso, alterações no preço do etanol podem influenciar o custo da gasolina.

Desde 1º de agosto, a gasolina comercializada no país passou a ter 32% de etanol na mistura, contra 30% anteriormente. Em setembro, o governo autorizou o início dos testes para aumentar a mistura de etanol na gasolina comum, chegando a 35%

O sindicato também aponta o encerramento da safra de cana-de-açúcar no Sudeste e a valorização do açúcar no mercado externo como fatores que pressionam os custos do etanol.

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3. Diesel e dificuldades de abastecimento

O Sindipetróleo-MT afirmou ainda que houve redução nas importações de óleo diesel, provocando dificuldades no suprimento e restrições no atendimento de pedidos às distribuidoras.

🔎 O diesel é especialmente importante para Mato Grosso, onde é utilizado em larga escala no transporte de cargas e nas atividades do agronegócio.

4. Quem define o preço na bomba?

preço pago pelo consumidor não é formado apenas pelo valor cobrado pelo produtor ou importador. A cadeia envolve diferentes etapas, como produção ou importação, refino, distribuição, transporte e revenda.

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O Sindipetróleo-MT apontou que os postos não são responsáveis pela formação dos preços e atuam como o último elo da cadeia, repassando os custos recebidos das distribuidoras.

5. O que diz o Sindipetróleo-MT?

Em nota divulgada nesta semana, o sindicato afirmou que os aumentos recebidos pelos postos são consequência de fatores que ocorrem antes da chegada do combustível à revenda.

A entidade também criticou cobranças direcionadas exclusivamente aos postos durante o período eleitoral e defendeu que eventuais fiscalizações sobre a formação de preços alcancem todos os elos da cadeia.

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MT responde por 15,6% do Valor Bruto da Produção Agropecuária do país

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Estimativa do Mapa aponta VBP de R$ 218,2 bilhões para Mato Grosso; soja, milho e pecuária estão entre os principais componentes do resultado nacional

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Resistência de Diabrotica virgifera reduz eficácia do refúgio no milho Bt

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Estudo aponta herança não recessiva da resistência a Gpp34/Tpp35Ab1 e custos de aptidão na praga

A resistência de Diabrotica virgifera virgifera ao milho Bt que expressa as proteínas Gpp34/Tpp35Ab1 é herdada de forma não recessiva. Segundo os autores, isso provavelmente reduz a capacidade da estratégia de refúgio de retardar a evolução da resistência e aumenta o risco de que ela ocorra. Pesquisadores da Iowa State University e do USDA-ARS avaliaram duas linhagens de laboratório, DBQ e WAT, derivadas de populações de campo com resistência evoluída e comparadas com uma linhagem suscetível de fundo genético semelhante.

Os valores de dominância genética (h) foram de 0,76 na DBQ e de 0,72 na WAT. Em ambas as linhagens, os heterozigotos sobreviveram no milho Bt significativamente mais que os suscetíveis, embora menos que no milho não Bt. A WAT apresentou resistência completa, sem diferença significativa de sobrevivência entre milho Bt e não Bt, enquanto a DBQ apresentou resistência incompleta. As razões de resistência foram de 124 para a WAT e de 38 para a DBQ.

O trabalho também identificou custos de aptidão associados à resistência, medidos em milho não Bt e em indivíduos homozigotos resistentes. Os percentuais abaixo são reduções relativas em comparação com a linhagem suscetível. Na DBQ, as fêmeas produziram 44,4% menos ovos viáveis (efeito significativo, mas de margem estreita: P = 0,044 em teste unicaudal), e nenhum outro custo foi detectado.

Na WAT, a sobrevivência até a fase adulta foi 17,1% menor, o desenvolvimento durou 2,81% mais e a largura da cápsula cefálica (indicador de tamanho corporal) foi 0,81% menor. Esses custos podem contrabalançar em parte o efeito da herança não recessiva, ao selecionar contra os alelos de resistência na ausência de pressão do milho Bt. Os autores ressalvam, porém, que os custos, sozinhos, podem não garantir um atraso duradouro da resistência sem refúgios maiores e manejo integrado.

Para reduzir o risco de evolução da resistência, os autores apontam refúgios maiores e abordagens de manejo mais diversificadas. Em locais onde a resistência a Gpp34/Tpp35Ab1 ainda não está amplamente disseminada, a rotação de culturas e o plantio de milho não Bt também podem aumentar a proporção de insetos suscetíveis na população e retardar a evolução da resistência (doi 10.1002/ps.71301).

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