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21 de setembro de 2026

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Sob protestos, governo Milei recua e Senado barra venda de terras incendiadas

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Pacote de leis sobre propriedade privada teve aprovação parcial após 12 horas de sessão. Regras mais duras para despejo de inquilinos avançam para a Câmara

Em meio à repressão contra protestos nas ruas, o governo de Javier Milei excluiu da votação no Senado, nesta quinta-feira (6), o capítulo de projeto que previa a possibilidade de vender terras em áreas afetadas por incêndios florestais.  

Esta é a segunda derrota da semana da Casa Rosada no Senado do país. O capítulo que ampliava os limites para venda de terras a estrangeiros também foi retirado de pauta após pressão popular.

Os dois projetos compõem um pacote de mudanças chamado pelo governo de Lei da Inviolabilidade da Propriedade Privada.

Apesar das derrotas, a Casa Rosada conseguiu aprovar duas mudanças, por 37 votos contra 33: uma que facilita e reduz os prazos para despejos de inquilinos inadimplentes e outra que dificulta as expropriações por parte do Estado.

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A líder do governo Milei no Senado, Patricia Bullrich, ao final da votação, justificou que as derrotas foram motivadas pelo tempo excessivo para tramitação da matéria devido ao escândalo de corrupção envolvendo o ex-chefe de gabinete de Milei, Manuel Adorni, e a Copa do Mundo.

“50% do projeto de lei foram aprovados, enquanto os outros 50% não. Decidimos recuar nas questões em que sentimos não ter os votos necessários. É assim que a democracia funciona”, disse em entrevista ao canal argentino TN.

Após quase 12 horas de sessão no Senado, os temas aprovados agora seguem para análise da Câmara dos Deputados.

Incêndios florestais

Atualmente, a legislação argentina proíbe a venda, por 60 anos, de áreas de bosques ou de vegetação úmida afetadas por incêndios. Se a área for destinada a agropecuária e regiões semiurbanas, a proibição para venda é de 30 anos.

A Lei de 2020 tem o objetivo de inibir o uso dos incêndios criminosos para especulação imobiliária – quando se coloca fogo em determinadas áreas para facilitar a mudança no uso daquele solo –, que pode ser um bosque nativo, por exemplo.

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A Casa Rosada argumentou que a regra tem prazos “extremamente prolongados”, afetando o “exercício do direito à propriedade”. Para o governo Milei, a Lei também não tem resultado em proteção ao meio ambiente.

“Por um lado, eles [os proprietários] sofrem prejuízos decorrentes do incêndio e, por outro, ficam impedidos, durante décadas, de adaptar o uso de suas terras – o que limita severamente sua capacidade de recuperação econômica e reduz significativamente o valor de suas propriedades”, argumenta um comunicado do governo enviado ao Senado.

Movimentos sociais e populares têm criticado a mudança. O militante ambientalista Hernán Hougassian, professor de agronomia da Universidade de Buenos Aires, disse à Agência Brasil que ela fragilizaria a proteção ambiental:

“Pelo projeto, grandes proprietários de terras e grandes empresários podem incendiar florestas nativas, áreas úmidas e regiões ambientalmente sensíveis e, então — uma vez que as chamas se apaguem e as cinzas sejam removidas —, realizar empreendimentos imobiliários e dedicá-las a atividades comerciais especulativas.”

No início de 2026, regiões da Patagônia argentina foram afetadas por incêndios florestais de grandes proporções que, segundo satélites da Nasa, devastaram 17,5 mil hectares em poucos dias. A área queimada é maior que o município de Niterói (RJ), que têm 13,4 mil hectares.

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Repressão à protestos

A votação do projeto no Senado foi marcada por cenas de repressão policial contra manifestações em torno do prédio Legislativo. Em meio a chuva, milhares de pessoas e as forças de segurança protagonizaram cenas de violência em meio a gases lacrimogênios e jatos de água.

Um repórter fotográfico foi ferido na cabeça e dezenas de trabalhadores da imprensa foram alvos de gases da polícia, segundo informou o Sindicato de Imprensa de Buenos Aires (SiPreBA).

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Favorito absoluto! Pivetta deixa Wellington para trás e domina corrida pelo Governo de MT

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Pesquisa MT Dados mostra vantagem no primeiro turno e nas simulações de confronto direto

Otaviano Pivetta (Republicanos) consolidou-se como o favorito absoluto na disputa pelo Governo de Mato Grosso. Pesquisa do instituto MT Dados divulgada nesta segunda-feira (21) mostra o governador com 34% das intenções de voto, oito pontos percentuais à frente do senador Wellington Fagundes (PL), que soma 26%.

A vantagem representa uma mudança significativa no cenário eleitoral. Na rodada anterior, realizada em agosto, Pivetta e Wellington estavam empatados com 27%. Desde então, o republicano avançou sete pontos, enquanto o senador oscilou um ponto para baixo.

Doutora Natasha Slhessarenko (PSD) ocupa a terceira posição, com 14%, mantendo uma trajetória gradual de crescimento. Em maio, a médica tinha 7%; passou para 10,6% em julho e chegou a 12% em agosto. Apesar do avanço, ela continua 12 pontos atrás de Wellington e 20 pontos distante de Pivetta.

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Sargento Laudicério aparece com 2%, enquanto Rafael Milas tem 1%. Outros 17% dos entrevistados disseram estar indecisos e 5% pretendem votar em branco ou anular o voto.

A liderança de Pivetta ocorre justamente enquanto diminui o número de eleitores sem candidato. O percentual de indecisos caiu de 24% para 17% entre agosto e setembro. Nesse intervalo, o governador foi quem mais cresceu, indicando que absorveu uma parcela relevante do eleitorado que começou a definir o voto.

Pivetta também domina o segundo turno

A posição de favorito se repete nas simulações de segundo turno. Contra Wellington Fagundes, Pivetta vence por 38% a 28%, abrindo uma vantagem de dez pontos. Nesse cenário, 24% ainda estão indecisos e 10% votariam em branco ou nulo.

Diante de Natasha, a diferença é ainda maior: Pivetta alcança 45%, contra 18% da candidata do PSD. Já Wellington venceria Natasha por 41% a 19% em um confronto sem a presença do atual governador.

Os resultados colocam Pivetta na liderança isolada do primeiro turno e à frente em todos os confrontos diretos nos quais seu nome foi testado. Wellington permanece como o principal adversário, mas perdeu terreno justamente no momento em que a campanha começa a ganhar maior atenção do eleitorado.

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Evolução desde maio

A série histórica do MT Dados mostra crescimento contínuo de Pivetta. Ele tinha 20% em maio, avançou para 25,2% em julho, chegou a 27% em agosto e agora registra 34%.

Wellington apresenta maior estabilidade: marcou 27% em maio, 24,3% em julho, voltou aos 27% em agosto e aparece agora com 26%. Os números indicam que, enquanto o senador permanece praticamente no mesmo patamar, Pivetta ampliou sua base em 14 pontos desde o início da série.

A pesquisa ouviu 3.080 eleitores entre os dias 11 e 17 de setembro. Foram realizadas entrevistas presenciais em 45 municípios e coleta pela internet em 131 cidades, abrangendo as sete regiões de Mato Grosso. A margem de erro é de três pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número MT-00691/2026.

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Polícia Civil prende assaltante foragido da Justiça durante ação em Várzea Grande

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Suspeito de 34 anos tem longo histórico de crimes e foi localizado por equipe da Derf no bairro Água Limpa

A Polícia Civil de Mato Grosso cumpriu, neste domingo (20.9), um mandado de prisão em aberto contra um homem de 34 anos, suspeito da prática de roubo, em Várzea Grande.

A ação ocorreu durante investigações da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Várzea Grande (Derf-VG) na Avenida Castelo Branco, no bairro Água Limpa. O suspeito já é conhecido no meio policial por possuir registros anteriores relacionados a crimes como roubo e furto.

A equipe encontrou o suspeito na região do bairro, o abordou e, ao realizar uma consulta nos sistemas policiais disponíveis, constatou a existência de uma ordem judicial de prisão pendente contra ele.

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O mandado foi expedido pela 2ª Vara Criminal, decorrente do crime de roubo. Após a confirmação da ordem judicial vigente, foi dada voz de prisão ao suspeito, sendo-lhe informados seus direitos e o motivo da medida.

O investigado foi conduzido à sede da Derf de Várzea Grande para a formalização do cumprimento do mandado e a adoção das demais providências de polícia judiciária cabíveis, ficando à disposição da Justiça.

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Blitz simultânea prende sete motoristas bêbados e remove mais de 40 veículos na Avenida das Torres

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Fiscalização flagrou condutores sem CNH e com documentação atrasada em Cuiabá. Força-tarefa realizou mais de 160 testes do bafômetro

Duas Operações Lei Seca, realizadas de forma simultânea entre a noite de domingo (20.9) e a madrugada desta segunda-feira (21), em Cuiabá, terminaram com sete presos por embriaguez ao volante, 41 veículos removidos e 47 veículos autuados. As abordagens ocorreram na Avenida das Torres, nos bairros Santa Cruz II e Recanto dos Pássaros.

Todos os sete presos foram autuados por embriaguez ao volante. Dois deles também foram enquadrados no artigo 298, inciso III, do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), por dirigir sem possuir Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

Durante as duas ações, foram abordados 161 veículos e realizados 165 testes de alcoolemia. Ao todo, foram confeccionados 64 Autos de Infração de Trânsito (AITs) e 47 veículos foram autuados.

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Do total de infrações, 25 foram aplicadas a condutores que dirigiam veículos sem registro ou não licenciados, 13 por condução sob efeito de álcool, oito por dirigir sem Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e quatro por recusa ao teste de alcoolemia. Outras 14 infrações foram registradas por diferentes irregularidades previstas no CTB.

Dos 41 veículos removidos para o pátio, 25 eram carros e 16 motocicletas.

As fiscalizações contaram com a atuação integrada de equipes do Gabinete de Gestão Integrada da Secretaria de Estado de Segurança Pública (GGI/SESP), Batalhão de Trânsito da Polícia Militar (BPMTran), Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito (Deletran), Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MT), Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob), Sistema Socioeducativo, Corpo de Bombeiros Militar, Polícia Penal e Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).

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