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Paranavaí recebe treinamento técnico sobre prevenção ao greening na citricultura

Paranavaí, no Paraná, receberá no dia 19 de novembro um Treinamento Técnico sobre o greening, promovido pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná) e pela Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar). O encontro ocorre em um cenário de avanço da citricultura na região, que lidera o ranking estadual do Valor Bruto da Produção (VBP) de mudas cítricas e registrou crescimento na produção de laranja em 2025.
Paranavaí ocupa a primeira posição no VBP 2025 de mudas cítricas no estado, com R$ 4,2 milhões em valor de produção. O resultado fica à frente de Curitiba, com R$ 2,9 milhões, e de Maringá, com R$ 2,6 milhões.
Na produção de laranja, a região alcançou 413 mil toneladas em 2025, ante 398 mil toneladas em 2024, alta de 3,8%. A área cultivada passou de 9,7 mil hectares para 12 mil hectares no período, avanço de 23,7%. O VBP da cultura chegou a R$ 731 milhões em 2025, frente a R$ 728 milhões no ano anterior.
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O treinamento será voltado a produtores, técnicos e especialistas. A programação prevê a apresentação dos resultados das ações realizadas na região e dos levantamentos de amostras para definir o nível de infestação do greening nos citros. Também serão discutidos os critérios de eliminação das plantas atingidas pela bactéria, conforme a Portaria 105/2026 da Adapar.
Segundo levantamento da Adapar, até dezembro de 2025, plantações em 164 municípios tiveram registro da doença. O greening é apontado como uma das doenças mais graves da citricultura mundial, por comprometer a produtividade e a vida útil dos pomares.
Com liderança estadual em mudas cítricas e crescimento na produção de laranja, Paranavaí concentra uma atividade de peso para a economia regional e reúne, em novembro, produtores e técnicos para discutir medidas de prevenção e manejo do greening.
Fonte: agricultura.pr.gov.br
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USDA em Pequim eleva para 110 milhões de toneladas a importação chinesa de soja em 2026/27

O escritório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em Pequim elevou para 110 milhões de toneladas a projeção de importações chinesas de soja em 2026/27. A estimativa representa alta de 1,8% ante o relatório anterior, que apontava cerca de 108 milhões de toneladas. Mesmo com o ajuste, o volume segue abaixo das 114 milhões de toneladas projetadas para 2025/26 pelo próprio escritório.
A nova projeção foi divulgada pelo escritório do Serviço Agrícola Estrangeiro (FAS) em Pequim e difere da estimativa oficial do USDA para 2026/27, fixada em 115 milhões de toneladas. Também há distância em relação ao sistema de perspectivas agrícolas do Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais da China (Casde), que prevê compras de 95,5 milhões de toneladas, recuo de 11,6% ante sua própria estimativa para 2025/26. Duas fontes privadas citadas pelo FAS trabalham com volumes de 101,2 milhões e 111,5 milhões de toneladas.
Segundo o relatório, a estabilidade relativa das importações está ligada ao crescimento contido da demanda por esmagamento e aos esforços de Pequim para reduzir a dependência externa. O escritório manteve em 106 milhões de toneladas a previsão de processamento de soja em 2026/27, abaixo das 108 milhões estimadas para o ciclo anterior.
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O consumo de farelo, principal derivado do esmagamento usado em rações, enfrenta demanda mais fraca da suinocultura e mudanças na formulação da alimentação animal. O rebanho chinês de matrizes suínas somava 36,02 milhões de cabeças em setembro, queda de 10,7% na comparação anual, segundo dados do governo reproduzidos no documento. O escritório também prevê redução moderada da produção de suínos em 2027, com compensação parcial por ganhos de produtividade.
Em setembro, Pequim reforçou a política de rações com menor teor de proteína e menor dependência de insumos importados. A participação média do farelo de soja nas formulações caiu para 13,6% ao fim de 2025, recuo de 4,1 pontos porcentuais desde o início do plano quinquenal anterior.
Na produção doméstica, o FAS manteve a previsão chinesa em 20,1 milhões de toneladas para 2026/27. O preço médio da soja local chegou a 4.679 yuans por tonelada, equivalentes a US$ 698, quase 8% acima de um ano antes. O governo chinês deverá seguir incentivando o uso de soja nacional pelas esmagadoras, especialmente as estatais.
O relatório também cita incertezas do lado da oferta externa e afirma que eventos climáticos extremos em 2027, como um super El Niño, podem limitar a oferta exportável de soja dos países sul-americanos. No quadro atual, a projeção do FAS em Pequim indica importações chinesas maiores que as previstas anteriormente, mas ainda abaixo do volume estimado para 2025/26.
Fonte: Estadão Conteúdo
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Experiências com Ronaldo Fenômeno vão a leilão para financiar projetos de educação em MT

Jantar ou partida de tênis com Ronaldo Fenômeno, ingressos para o Grande Prêmio de Mônaco de Fórmula 1 e para o Miami Open, acompanhados de passagens em classe executiva e hospedagem, estão entre os itens colocados à disposição dos participantes do 2º Leilão Amigos do GEMTE, nesta sexta-feira (6), em Cuiabá. A proposta é transformar experiências e produtos exclusivos em recursos para financiar projetos de educação pública em Mato Grosso.
A iniciativa tem origem na mobilização de empresários mato-grossenses, muitos deles ligados ao agronegócio, que decidiram participar da discussão sobre os rumos da educação no estado. Há cerca de sete anos, o grupo passou a apoiar governos estadual e municipais na elaboração de estratégias para melhorar a gestão educacional.
O desafio atual é manter esse trabalho e ampliar sua presença nos municípios. Para isso, o leilão passou a integrar a estratégia financeira do Grupo Empreendedor Mato-grossense em Evolução (GEMTE), que busca criar um patrimônio cujos rendimentos possam custear as atividades da organização no longo prazo.
A primeira edição, em 2025, arrecadou mais de R$ 15 milhões. Neste ano, a iniciativa reúne 25 lotes e conta com 54 patrocinadores, entre empresas de diferentes setores. O evento será realizado no Allure, a partir das 18h, com expectativa de receber 800 convidados.
“Para que isso possa acontecer, nós temos que viabilizar, além do orçamento mensal que é bancado pelos nossos mantenedores, um fundo patrimonial que viabiliza essa oportunidade de expansão ao longo desses anos”, explica Guilherme Alves, diretor de parcerias institucionais do GEMTE.
Expansão exige estrutura financeira de longo prazo
A meta estabelecida pelo grupo é alcançar pelo menos 70% dos 142 municípios mato-grossenses até 2035. Para viabilizar esse avanço, a organização pretende constituir um fundo patrimonial de R$ 30 milhões, que deverá financiar as iniciativas por meio dos rendimentos.
Atualmente, 28 empresários e empreendedores são mantenedores do GEMTE. As contribuições mensais sustentam a estrutura da entidade, enquanto os recursos arrecadados nos leilões são direcionados à formação desse patrimônio. A intenção é separar o financiamento da expansão do custeio regular das atividades.
A organização atua hoje em parceria com a rede estadual e 12 municípios, apoiando o planejamento educacional, o acompanhamento de indicadores e a implementação de políticas públicas. Entre as iniciativas está o Plano EducAção 10 Anos, elaborado com participação do GEMTE, que reúne 30 políticas públicas e mais de 130 projetos, da primeira infância ao ensino médio.
A ampliação dos acordos com prefeituras é um dos movimentos recentes dessa atuação. Entre 2025 e 2026, o número de municípios parceiros passou de oito para 12. O desafio colocado para os próximos anos é ampliar esse alcance sem comprometer a continuidade do acompanhamento das políticas educacionais. É nesse cenário que a arrecadação do leilão ganha importância para o grupo, segundo a organização.
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ApexBrasil vê etanol brasileiro como solução para crise energética global

O etanol brasileiro pode ganhar espaço no mercado internacional diante da crise energética e da busca por alternativas aos combustíveis fósseis. Para transformar esse potencial em oportunidades comerciais, porém, o Brasil precisa avançar na promoção do biocombustível no exterior, enfrentar barreiras regulatórias e ampliar a articulação entre governo e setor privado.
A avaliação é de Paula Soares, da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), que participou do 6º Fórum Planeta Campo, realizado pelo Canal Rural nesta sexta-feira (6). Segundo ela, o cenário internacional abre espaço para o Brasil apresentar sua experiência com biocombustíveis como uma alternativa para outros países.
“Contra a crise energética, existe uma arma secreta: o etanol brasileiro”, afirmou Paula, ao citar uma manchete publicada pelo jornal britânico The Economist, em março de 2026.
Para a representante da ApexBrasil, o desafio agora é transformar o reconhecimento do potencial brasileiro em uma estratégia consistente de promoção internacional. Isso envolve mostrar os benefícios do etanol, ampliar o diálogo com mercados compradores e trabalhar para que outros países avancem na adoção de misturas de biocombustíveis aos combustíveis fósseis.
Quatro oportunidades para o etanol brasileiro
Durante o painel, Paula apontou quatro frentes que podem favorecer a expansão internacional do biocombustível: o transporte marítimo, a crise energética, a revisão das metas de descarbonização e os avanços nas discussões sobre a mistura de etanol à gasolina na União Europeia.
No transporte marítimo, a executiva destacou o reconhecimento, em maio, pela Organização Marítima Internacional (IMO, na sigla em inglês), de critérios relacionados à intensidade de carbono dos combustíveis. Na avaliação dela, esse movimento abre espaço para alternativas de menor emissão, embora a expansão do uso de biocombustíveis nesse segmento dependa de avanços regulatórios e comerciais.
A crise energética também pode favorecer o etanol brasileiro. Paula citou o peso das contas de energia para consumidores europeus como exemplo da necessidade de buscar alternativas e defendeu que o Brasil se apresente como parte da solução.
“É uma oportunidade das crises energéticas ou das crises em geral: a gente também nasce em oportunidades”, afirmou.
A terceira frente está relacionada à revisão das metas de descarbonização. Segundo Paula, há sinais de maior flexibilidade nas discussões europeias sobre os objetivos estabelecidos, o que pode abrir espaço para novas soluções energéticas.
Por fim, ela destacou as sinalizações em torno da adoção de uma mistura de 20% de etanol à gasolina (E20) na União Europeia. Embora cada país do bloco possa seguir caminhos diferentes, o avanço dessa discussão seria relevante para ampliar a presença do biocombustível e influenciar decisões em outros mercados.
Barreiras regulatórias e desinformação
Apesar das oportunidades, a ampliação das exportações depende de superar obstáculos que vão além da capacidade brasileira de produção. Entre eles estão as restrições regulatórias, a concorrência com outras fontes de energia e a circulação de informações equivocadas sobre a relação entre biocombustíveis, produção de alimentos e desmatamento.
Paula ressaltou que parte da resistência ao etanol está associada a interesses econômicos de setores já estabelecidos, como as indústrias automotiva e petrolífera. Por isso, segundo ela, não basta apresentar argumentos técnicos sobre as vantagens ambientais do produto.
“É nosso papel, como Apex, como governo, como setor privado, não só falar que realmente emite menos, mas, ao mesmo tempo, se colocar como uma contribuição”, disse.
A estratégia, na avaliação da executiva, deve combinar dados, comunicação e articulação internacional. Ela citou o reconhecimento de que determinadas rotas de produção de etanol apresentam emissões inferiores às dos combustíveis fósseis como um argumento que precisa ser comunicado de forma mais ampla.
A resposta à desinformação também exige uma atuação coordenada. Paula defendeu que o setor apresente informações consistentes sobre a produção brasileira, incluindo o uso de áreas agrícolas, a legislação ambiental e os sistemas de produção integrados.
Para ela, a comunicação precisa ser construída de forma conjunta, com a participação de empresas, entidades representativas e governo. A intenção é evitar que o Brasil dependa de iniciativas isoladas para responder a questionamentos feitos no exterior.
ApexBrasil aposta em articulação internacional
A atuação da ApexBrasil inclui a participação em fóruns internacionais e o desenvolvimento de iniciativas com entidades do setor para promover os biocombustíveis brasileiros. Paula citou a presença da agência nas discussões sobre transição energética e projetos desenvolvidos em parceria com representantes da indústria.
Entre as frentes de trabalho, ela destacou a articulação com a União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica) e a União Nacional do Etanol de Milho (Unem), além das iniciativas bilaterais para incentivar a adoção de misturas de biocombustíveis em outros países.
A Índia e o Sudeste Asiático estão entre os mercados que merecem atenção. Segundo Paula, a Índia já avançou na ampliação da mistura de etanol à gasolina, enquanto outros países da região também apresentam oportunidades de desenvolvimento do setor.
Ela mencionou, ainda, uma missão às Filipinas prevista para breve, com a modernização da produção local de etanol entre os temas de interesse.
A estratégia, portanto, não se limita à venda direta do produto brasileiro. Também envolve compartilhar a experiência regulatória e produtiva do país para incentivar políticas que ampliem o uso de biocombustíveis em outros mercados.
“Essa mudança começou aqui, mas a gente pode exportar o pensamento que fez a gente chegar até aqui para combater essa crise energética”, afirmou Paula.
Para a ApexBrasil, a combinação entre promoção comercial, cooperação internacional e defesa dos benefícios ambientais do etanol pode ajudar o país a ampliar sua participação no mercado global de energia renovável.
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