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Plantio de milho na Argentina atinge 50,5% e soja chega a 4,7%

O plantio de milho da safra 2026/27 na Argentina alcançou 50,5% da área projetada de 8,4 milhões de hectares na última semana, informou na quinta-feira (5) a Bolsa de Cereais de Buenos Aires. O avanço semanal foi de 3,2 pontos porcentuais. Já a semeadura de soja chegou a 4,7% dos 17 milhões de hectares previstos, com alta de 2,4 pontos porcentuais no período.
Segundo a Bolsa de Cereais de Buenos Aires, o plantio do milho precoce está praticamente concluído na região agrícola argentina. Restam apenas algumas áreas a serem implantadas no sul da província de Buenos Aires.
No caso da soja, os trabalhos estão 2,9 pontos porcentuais à frente do registrado no mesmo período da temporada anterior. A bolsa informou que o plantio da soja de primeira safra avança em bom ritmo, com maior progresso nas duas regiões núcleo e no norte de La Pampa-oeste de Buenos Aires. Nessas áreas, as condições de umidade superficial favoreceram o início das operações.
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A colheita de trigo, por sua vez, avançou 1,8 ponto porcentual na semana e atingiu 8,5% da área apta. Os trabalhos seguem concentrados no norte da região agrícola, onde o calor dos últimos dias acelera a maturação das lavouras.
Ao mesmo tempo, a bolsa relatou que chuvas em algumas áreas têm dificultado a entrada de máquinas nas lavouras e atrasado o ritmo da colheita. O rendimento médio nacional do trigo está em 2,18 toneladas por hectare.
A estimativa de produção de trigo foi mantida em 23,4 milhões de toneladas.
Os dados mais recentes mostram avanço do plantio de milho e soja na Argentina, enquanto a colheita de trigo segue em ritmo mais lento, com produtividade média nacional de 2,18 toneladas por hectare e produção estimada em 23,4 milhões de toneladas.
Fonte: Estadão Conteúdo
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ApexBrasil vê etanol brasileiro como solução para crise energética global

O etanol brasileiro pode ganhar espaço no mercado internacional diante da crise energética e da busca por alternativas aos combustíveis fósseis. Para transformar esse potencial em oportunidades comerciais, porém, o Brasil precisa avançar na promoção do biocombustível no exterior, enfrentar barreiras regulatórias e ampliar a articulação entre governo e setor privado.
A avaliação é de Paula Soares, da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), que participou do 6º Fórum Planeta Campo, realizado pelo Canal Rural nesta sexta-feira (6). Segundo ela, o cenário internacional abre espaço para o Brasil apresentar sua experiência com biocombustíveis como uma alternativa para outros países.
“Contra a crise energética, existe uma arma secreta: o etanol brasileiro”, afirmou Paula, ao citar uma manchete publicada pelo jornal britânico The Economist, em março de 2026.
Para a representante da ApexBrasil, o desafio agora é transformar o reconhecimento do potencial brasileiro em uma estratégia consistente de promoção internacional. Isso envolve mostrar os benefícios do etanol, ampliar o diálogo com mercados compradores e trabalhar para que outros países avancem na adoção de misturas de biocombustíveis aos combustíveis fósseis.
Quatro oportunidades para o etanol brasileiro
Durante o painel, Paula apontou quatro frentes que podem favorecer a expansão internacional do biocombustível: o transporte marítimo, a crise energética, a revisão das metas de descarbonização e os avanços nas discussões sobre a mistura de etanol à gasolina na União Europeia.
No transporte marítimo, a executiva destacou o reconhecimento, em maio, pela Organização Marítima Internacional (IMO, na sigla em inglês), de critérios relacionados à intensidade de carbono dos combustíveis. Na avaliação dela, esse movimento abre espaço para alternativas de menor emissão, embora a expansão do uso de biocombustíveis nesse segmento dependa de avanços regulatórios e comerciais.
A crise energética também pode favorecer o etanol brasileiro. Paula citou o peso das contas de energia para consumidores europeus como exemplo da necessidade de buscar alternativas e defendeu que o Brasil se apresente como parte da solução.
“É uma oportunidade das crises energéticas ou das crises em geral: a gente também nasce em oportunidades”, afirmou.
A terceira frente está relacionada à revisão das metas de descarbonização. Segundo Paula, há sinais de maior flexibilidade nas discussões europeias sobre os objetivos estabelecidos, o que pode abrir espaço para novas soluções energéticas.
Por fim, ela destacou as sinalizações em torno da adoção de uma mistura de 20% de etanol à gasolina (E20) na União Europeia. Embora cada país do bloco possa seguir caminhos diferentes, o avanço dessa discussão seria relevante para ampliar a presença do biocombustível e influenciar decisões em outros mercados.
Barreiras regulatórias e desinformação
Apesar das oportunidades, a ampliação das exportações depende de superar obstáculos que vão além da capacidade brasileira de produção. Entre eles estão as restrições regulatórias, a concorrência com outras fontes de energia e a circulação de informações equivocadas sobre a relação entre biocombustíveis, produção de alimentos e desmatamento.
Paula ressaltou que parte da resistência ao etanol está associada a interesses econômicos de setores já estabelecidos, como as indústrias automotiva e petrolífera. Por isso, segundo ela, não basta apresentar argumentos técnicos sobre as vantagens ambientais do produto.
“É nosso papel, como Apex, como governo, como setor privado, não só falar que realmente emite menos, mas, ao mesmo tempo, se colocar como uma contribuição”, disse.
A estratégia, na avaliação da executiva, deve combinar dados, comunicação e articulação internacional. Ela citou o reconhecimento de que determinadas rotas de produção de etanol apresentam emissões inferiores às dos combustíveis fósseis como um argumento que precisa ser comunicado de forma mais ampla.
A resposta à desinformação também exige uma atuação coordenada. Paula defendeu que o setor apresente informações consistentes sobre a produção brasileira, incluindo o uso de áreas agrícolas, a legislação ambiental e os sistemas de produção integrados.
Para ela, a comunicação precisa ser construída de forma conjunta, com a participação de empresas, entidades representativas e governo. A intenção é evitar que o Brasil dependa de iniciativas isoladas para responder a questionamentos feitos no exterior.
ApexBrasil aposta em articulação internacional
A atuação da ApexBrasil inclui a participação em fóruns internacionais e o desenvolvimento de iniciativas com entidades do setor para promover os biocombustíveis brasileiros. Paula citou a presença da agência nas discussões sobre transição energética e projetos desenvolvidos em parceria com representantes da indústria.
Entre as frentes de trabalho, ela destacou a articulação com a União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica) e a União Nacional do Etanol de Milho (Unem), além das iniciativas bilaterais para incentivar a adoção de misturas de biocombustíveis em outros países.
A Índia e o Sudeste Asiático estão entre os mercados que merecem atenção. Segundo Paula, a Índia já avançou na ampliação da mistura de etanol à gasolina, enquanto outros países da região também apresentam oportunidades de desenvolvimento do setor.
Ela mencionou, ainda, uma missão às Filipinas prevista para breve, com a modernização da produção local de etanol entre os temas de interesse.
A estratégia, portanto, não se limita à venda direta do produto brasileiro. Também envolve compartilhar a experiência regulatória e produtiva do país para incentivar políticas que ampliem o uso de biocombustíveis em outros mercados.
“Essa mudança começou aqui, mas a gente pode exportar o pensamento que fez a gente chegar até aqui para combater essa crise energética”, afirmou Paula.
Para a ApexBrasil, a combinação entre promoção comercial, cooperação internacional e defesa dos benefícios ambientais do etanol pode ajudar o país a ampliar sua participação no mercado global de energia renovável.
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Mato Grosso concentra 25,6% das exportações brasileiras de carne bovina e busca espaço na Ásia

A participação de Mato Grosso no comércio internacional de carne bovina foi um dos pontos apresentados a representantes do mercado asiático durante um encontro realizado em Hong Kong, na segunda-feira (2). Entre janeiro e agosto de 2026, o estado exportou 564,1 mil toneladas da proteína, o equivalente a 25,6% de todo o volume embarcado pelo Brasil no período. A receita alcançou US$ 3,2 bilhões, segundo dados da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec).
O volume coloca Mato Grosso em posição de destaque no fornecimento brasileiro de carne bovina ao exterior e reforça a dimensão econômica da atividade para o estado. A busca por compradores em diferentes mercados também envolve a necessidade de atender a padrões específicos de produção e processamento, conforme as características de cada destino.
Nesse contexto, o mercado halal entrou na pauta das discussões realizadas em Hong Kong. A modalidade segue preceitos da tradição islâmica e estabelece requisitos para a produção e o processamento de alimentos, incluindo a carne bovina. A certificação é necessária para comercializar proteínas em diversos mercados consumidores muçulmanos.
A possibilidade de ampliar a presença nesse segmento passa pela aproximação com representantes comerciais e instituições que atuam no mercado asiático. Hong Kong foi o local escolhido para reunir esses interlocutores e discutir as oportunidades de negócios relacionadas ao comércio de alimentos.
Para o diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Bruno de Jesus Andrade, a capacidade produtiva do estado é um dos aspectos que podem favorecer essa aproximação. “Mato Grosso tem uma posição de destaque na produção de carne bovina e reúne condições para atender diferentes mercados internacionais, tanto em volume quanto em qualidade”, afirma.
Certificação e relacionamento comercial
Além do volume disponível para exportação, o acesso aos mercados halal depende do cumprimento das exigências estabelecidas para a produção e o processamento da proteína. A certificação funciona como um requisito comercial e pode permitir que frigoríficos brasileiros atendam compradores que seguem as normas alimentares islâmicas.
A discussão sobre esse segmento também amplia o olhar sobre os destinos da carne mato-grossense. A aproximação com representantes asiáticos abre espaço para apresentar a estrutura da pecuária estadual e os investimentos realizados pelos produtores em tecnologia e qualidade.
O encontro foi promovido pelo Imac em parceria com o Conselho de Desenvolvimento do Comércio de Hong Kong (HKTDC). A iniciativa também contou com a participação do Invest Mato Grosso, do Sistema Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-China de Sorriso, além de outras instituições ligadas ao setor produtivo.
Entre os representantes locais estavam integrantes do Islamic Community Fund of Hong Kong, organização ligada à comunidade islâmica, e da empresa Tai Po Chun Hing. A presença desses participantes colocou em contato instituições brasileiras e representantes com atuação no ambiente comercial de Hong Kong.
Na avaliação de Bruno de Jesus Andrade, a aproximação internacional também permite apresentar os investimentos realizados na atividade pecuária. O diretor destaca que o diálogo com representantes de mercados estratégicos é importante para mostrar o trabalho desenvolvido pelos produtores e as condições de fornecimento do estado.
“Estar em Hong Kong é uma oportunidade de apresentar o trabalho desenvolvido pelos nossos pecuaristas, mostrar os investimentos em tecnologia e fortalecer o diálogo com representantes de um mercado que tem grande importância para as exportações brasileiras”, pontua.
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CNA debate regras corporativas para emissões e metas climáticas em Brasília

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) realizou, na quinta-feira (5), em Brasília, o Workshop sobre Contabilização de Emissões Corporativas de Gases de Efeito Estufa (GEEs) e Metas Climáticas. O encontro reuniu diferentes áreas do Sistema CNA/Senar para discutir metodologias e ferramentas usadas na elaboração de inventários de emissões e na definição de metas climáticas.
Segundo a CNA, a iniciativa buscou promover uma discussão sobre as principais referências internacionais de contabilização de emissões e de definição de metas de redução. A proposta, de acordo com a entidade, é fortalecer a atuação do setor agropecuário diante dos desafios e das oportunidades ligados à agenda climática e ao mercado de carbono.
A confederação defendeu que o setor agropecuário brasileiro integra as soluções para o enfrentamento das mudanças climáticas. Ao mesmo tempo, destacou que os indicadores e critérios de contabilização das emissões de GEEs no país precisam considerar a realidade da produção agropecuária nacional.
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As discussões do workshop tiveram como base os indicadores internacionais GHG Protocol e SBTi FLAG. O consultor Fábio Marques apresentou os dois temas e abordou também critérios para permanência de créditos de carbono.
O GHG Protocol estabelece padrões e diretrizes para a contabilização e o relato de emissões de gases de efeito estufa por organizações, servindo de referência para a elaboração de inventários corporativos. Já a SBTi FLAG é voltada à definição de metas de redução de emissões associadas aos setores florestal, de uso da terra e agropecuário.
O workshop realizado pela CNA concentrou o debate em referências internacionais para mensuração de emissões corporativas e definição de metas climáticas, com foco na aplicação desses critérios ao contexto da agropecuária brasileira.
Fonte: cnabrasil.org.br
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