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6 de novembro de 2026

Sustentabilidade

Falta de chuva preocupa safra de soja em Mato Grosso – MAIS SOJA

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Apesar do avanço da semeadura da soja em Mato Grosso, a escassez de chuvas acende um alerta para o desenvolvimento das lavouras na safra 2026/27. O estado registra o segundo início de temporada mais seco dos últimos 27 anos, conforme levantamento da EnsoAg/SmartCampo, elaborado para a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), com base em dados de satélite da NASA.

Chuvas ficam abaixo da média histórica

Entre 1º de setembro e 27 de outubro, foram registrados apenas 186 milímetros de chuva no estado, volume 33% inferior à média histórica de 276 milímetros. O resultado fica atrás somente do observado em 2024, quando a estiagem foi ainda mais intensa.

No período de 28 de setembro a 27 de outubro, a precipitação média foi de 124 milímetros, enquanto o esperado era de 189 milímetros, representando um déficit de 34%. Em 66% do território mato-grossense, as chuvas ficaram mais de 25% abaixo da média histórica. Dos 23 municípios analisados, 22 apresentaram volumes inferiores ao padrão para o período.

Regiões produtoras concentram déficits

A parte Oeste do estado, especialmentea região dos Parecis, registraram as maiores deficiências hídricas. Campos de Júlio contabilizou 89 milímetros de chuva, 56% abaixo da média e o menor volume da série histórica para o intervalo. Em Brasnorte, a redução chegou a 54%; em Comodoro, a 52%; e em Sapezal, a 47%. Já Campo Novo do Parecis apresentou déficit de 39%. No Médio-Norte, o cenário também preocupa, com reduções de 44% em Lucas do Rio Verde, 35% em Sorriso e 33% em Nova Mutum.

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Lavouras já sentem os efeitos da estiagem

Segundo o presidente da Aprosoja MT, Lucas Costa Beber, o avanço da semeadura não significa garantia de uma boa colheita. Algumas lavouras plantadas antecipadamente já alcançaram a fase reprodutiva e começam a sentir os efeitos da baixa umidade do solo.

A irregularidade das precipitações, associada às temperaturas elevadas, intensifica o estresse hídrico das plantas. O Índice de Severidade de Seca (ISSE), calculado pelo modelo de balanço hídrico da EnsoAg, alcançou média estadual de 0,60 entre 21 e 27 de outubro. Esse foi o segundo maior resultado para a semana em toda a série histórica. Naquele período, 52% da área estadual apresentou índice superior a 0,6, classificação considerada moderadamente seca. No mesmo intervalo, o indicador chegou a 0,65 no Oeste/Parecis, 0,69 no Sudeste e 0,68 no Centro-Sul.

Chuvas recentes não revertem o quadro

As precipitações registradas entre 28 de outubro e 1º de novembro proporcionaram algum alívio, mas não foram suficientes para reverter o cenário. A média estadual foi de 28 milímetros, volume 22% inferior ao esperado para os cinco dias. Nas regiões Oeste/Parecis e Médio-Norte, os índices permaneceram mais de 25% abaixo da média histórica.

Equipes da Aprosoja MT que percorreram áreas de produção entre Gaúcha do Norte, Sorriso, Médio-Norte e Oeste também identificaram lavouras com baixa disponibilidade de umidade.

Custos de produção também preocupam

Além dos impactos sobre o desenvolvimento da soja, o clima seco pode dificultar o manejo das propriedades, especialmente o controle de plantas daninhas e pragas, dependendo das condições de aplicação. A situação exige acompanhamento mais frequente e pode elevar os custos de produção.

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A entidade ressalta que ainda não existem elementos para dimensionar eventuais perdas ou antecipar uma redução na produção. Entretanto, considera prematuro tratar as estimativas otimistas de safra como resultados garantidos.

Mato Grosso é o maior produtor de soja do país e tem participação decisiva no abastecimento nacional. Para a Aprosoja MT, o ritmo do plantio precisa ser analisado em conjunto com as condições efetivas das lavouras, uma vez que a área semeada não determina, por si só, o volume que será colhido.

Autor/Fonte:  Por Larissa Machado / larissamachado@sna.agr.br – Com informações da Aprosoja MT
FONTE

Autor:SNA

Site: SNA

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Sustentabilidade

CEEMA: Trigo em Chicago rompe piso de US$ 6,00 por bushel impulsionado por fraqueza na demanda e recuo global – MAIS SOJA

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O bushel do trigo, em Chicago, voltou a cair abaixo do piso de US$ 6,00 nesta semana, batendo em US$ 5,98 no dia 04/11. Na sequência, a quinta-feira (05) fechou em US$ 5,99, contra US$ 6,03 uma semana antes. A média de outubro ficou em US$ 6,39/bushel, perdendo 11% de seu valor em relação à média de setembro. Já em outubro de 2025 a média mensal havia sido de US$ 5,11/bushel. Lembrando que, após ter alcançado US$ 7,64 no dia 1º de setembro, em pouco mais de dois meses o trigo perdeu 21,6% de seu valor em dólares em Chicago.

Enquanto isso, o plantio do trigo de inverno, nos EUA, até o dia 1º de novembro, atingia a 83% da área, contra 84% na média. Já 65% do trigo plantado estava germinado naquela data, ficando exatamente na média histórica. Por sua vez, as exportações de trigo por parte dos EUA atingiram a 849.800 toneladas na semana encerrada em 29 de outubro. Este foi o maior volume semanal registrado até o momento no ano comercial. As Filipinas lideraram as compras, com 226.300 toneladas, seguidas por Coreia do Sul, com 154.000, Indonésia, com 140.000, Vietnã, com 100.700, e México, com 93.300 toneladas. Para o ano comercial 2027/28 foram registradas vendas adicionais de 22.000 toneladas, destinadas ao Peru.

Por outro lado, os números da indústria mostraram redução na utilização do cereal nos EUA. Segundo o relatório trimestral Flour Milling, divulgado pelo USDA, o processamento de trigo para fabricação de farinha alcançou 6,2 milhões de toneladas entre julho e setembro, volume 119.724 toneladas abaixo do mesmo trimestre de 2025. Em paralelo, na Rússia, as exportações deverão ficar em 39,5 milhões de toneladas em 2026/27 (cf. IKAR).

E no Brasil, mesmo com a enorme quebra da safra de trigo, tanto em volume quanto em qualidade, não ocorre elevação dos preços do cereal como o esperado diante de tais circunstâncias. No Rio Grande do Sul, o produto tipo 1 gira ao redor de R$ 72,00/saco neste momento, perdendo um pouco de força, enquanto no Paraná o valor permanece em torno de R$ 80,00/saco.

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O recuo das cotações em Chicago ajuda nas importações, embora o câmbio continue mais negativo por aqui. Todavia, a formação dos preços internos também dependerá das condições de oferta e qualidade do trigo nacional e da competitividade do produto importado, especialmente da Argentina. Entretanto, o produto para exportação ganha com a desvalorização do Real.

Enfim, confirmando a difícil realidade da atual produção nacional de trigo, o Sindicato da Indústria do Trigo de São Paulo informou que as chuvas ao longo de setembro provocaram perda acentuada de qualidade, sendo que apenas entre 10% e 15% de todo o trigo colhido possa ser classificado como tipo 1 naquele Estado. Ao mesmo tempo, a produção total de trigo paulista deverá ficar abaixo de 20% do total esperado inicialmente, que era de 350.000 toneladas.

Já em toda a região Sul do país, agentes de moinhos relatam dificuldade para encontrar trigo com a qualidade necessária à produção de derivados. Parte das indústrias segue negociando os remanescentes de trigo das safras anteriores, cuja boa qualidade tem mantido elevados os preços pedidos por vendedores. No caso do “trigo novo” (colheita atual), mesmo a parcela classificada como tipo 1 tem apresentado, com frequência, parâmetros de qualidade fora do padrão, o que dificulta a comercialização aos moinhos. Já os lotes classificados como fora de tipo têm sido destinados à alimentação animal, tanto no mercado interno quanto para exportação (cf. Cepea).

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).

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FONTE

Autor:Dr. Argemiro Luís Brum/CEEMA-UNIJUÍ

Site: Ceema/Unijuí

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Sustentabilidade

Monitoramento da cigarrinha-do-milho: a importância do manejo nas lavouras – MAIS SOJA

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A busca por maiores níveis de produtividade na cultura de milho passa, cada vez mais, pela capacidade de antecipar problemas e tomar decisões baseadas em informação técnica. Nesse contexto, a Emater/RS-Ascar e a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (SEAPI) desenvolvem uma ação de monitoramento do inseto-praga
cigarrinha-do-milho em 40 municípios do Rio Grande do Sul.

Os resultados obtidos nas últimas semanas de acompanhamento evidenciam um aumento populacional do inseto, especialmente nos municípios da Fronteira Oeste, conforme demonstrado no mapa disposto na seção da cultura neste Informativo. Essa tendência merece a atenção dos produtores, uma vez que a cigarrinha é reconhecida pelos prejuízos associados à transmissão dos agentes causadores dos enfezamentos, doenças que não possuem controle e que podem comprometer o desenvolvimento das plantas e reduzir o rendimento das lavouras.

Mais do que registrar a presença do inseto, o monitoramento permite compreender sua dinâmica nas diferentes regiões produtoras e fornece subsídios para a adoção de medidas preventivas. Essa capacidade de antecipação é fundamental para reduzir riscos e proteger o investimento realizado pelos agricultores ao longo da safra.

Diante do cenário observado, recomenda-se intensificar o monitoramento das lavouras, especialmente nos estádios iniciais de desenvolvimento da cultura. As avaliações frequentes permitem identificar a presença da praga, acompanhar sua evolução e subsidiar
decisões de manejo.

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Também é fundamental que os produtores fiquem atentos à ocorrência de sintomas compatíveis com os enfezamentos, realizem o acompanhamento das áreas e adotem as medidas de controle recomendadas para cada situação. A tomada de decisão no momento adequado é um dos fatores mais importantes para reduzir perdas e preservar o potencial produtivo das lavouras.

Em uma agricultura cada vez mais dependente de decisões rápidas e precisas, monitorar significa antecipar riscos. E, quando o objetivo é proteger a produtividade e a rentabilidade da cultura do milho, a informação técnica continua sendo uma das ferramentas mais importantes à disposição dos produtores.

Fonte: Emater/RS



 

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Sustentabilidade

Colheita da canola entra em fase final no RS, mas excesso de chuvas reduz produtividade – MAIS SOJA

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A colheita da canola avança para a finalização e já está concluída em várias regiões do Estado. O tempo firme auxiliou o avanço da operação, mas restam áreas cultivadas tardiamente.

Os rendimentos têm variado consideravelmente, dependendo da localidade em que incidiram os eventos climáticos da safra. O excesso de umidade durante o ciclo é apontado como principal causa da redução do potencial produtivo inicialmente estimado. A ocorrência
localizada de granizo e de chuvas excessivas provocou perdas expressivas nas áreas atingidas, e os dias nublados e as precipitações frequentes ao longo do ciclo comprometeram a formação das estruturas reprodutivas e a uniformidade da maturação.

A área cultivada no Estado está estimada em 353.397 hectares, com produtividade média projetada de 1.619 kg/ha.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, a colheita apresentou avanço na Fronteira Oeste. Em Maçambará, restam apenas 20% dos 13.868 hectares cultivados, com produtividades de 700 a 1.100 kg/ha e algumas poucas áreas superando 1.500 kg/ha. Em São Borja, a colheita alcança 95% da área cultivada, restando apenas as lavouras com semeadura atrasada ou onde foi necessário replantio. Em Bagé, as lavouras estão em fase de maturação, e o excesso de umidade durante o ciclo é apontado como a principal causa da redução de 15% no potencial produtivo inicialmente estimado.

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Nas regiões de Frederico Westphalen, Passo Fundo e Soledade, a colheita foi finalizada. Na de Ijuí, a colheita está em fase de conclusão na maioria dos municípios. Restam apenas algumas áreas pontuais implantadas tardiamente. Na de Pelotas, as lavouras apresentam bom estande de plantas. Estão 15% na fase de enchimento de grãos, 60% em maturação e 25% colhidos. Na de Santa Maria, em Tupanciretã, a colheita está praticamente encerrada, com produtividades entre 1.020 e 1.920 kg/ha. Em Santiago, as áreas colhidas apresentam médias bem abaixo do esperado em decorrência de perdas por chuvas e granizo, com rendimento médio em torno de 1.100 kg/ha, mas se esperavam 1.966 kg/ha.

Na de Santa Rosa, as fases de desenvolvimento estão distribuídas em 6% de lavouras maduras e 94% colhidos.

Comercialização (saca de 60 quilos)

O preço médio praticado na região de Bagé é de R$ 143,00 (Dom Pedrito); na região de Ijuí, de R$ 143,67; e na de Santa Rosa, de R$ 144,66.

Fonte: Emater/RS



 

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