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USDA registra venda de 136 mil toneladas de soja dos EUA para a China

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou nesta sexta-feira (6) a venda de 136 mil toneladas de soja por exportadores privados norte-americanos para a China. A entrega está prevista para o ano comercial 2026/27. No mesmo comunicado, o órgão também registrou a venda de 101 mil toneladas de milho para destinos desconhecidos, com entrega no mesmo período.
Segundo o USDA, as duas operações foram reportadas por exportadores privados dos Estados Unidos dentro do sistema de divulgação obrigatória de vendas externas.
No caso da soja, o volume negociado foi de 136 mil toneladas, com a China como destino comprador. Para o milho, a operação somou 101 mil toneladas, classificada pelo departamento como venda para destinos desconhecidos.
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As duas cargas têm entrega prevista para o ano comercial 2026/27. O USDA informou ainda que exportadores dos Estados Unidos são obrigados por lei a comunicar qualquer venda de 100 mil toneladas ou mais de uma commodity realizada em um único dia, ou vendas de 200 mil toneladas ou mais para um mesmo destino até o dia útil seguinte.
O registro dessas operações integra o monitoramento oficial das exportações agrícolas norte-americanas e acompanha negócios de maior volume no mercado internacional de grãos.
Com isso, o USDA confirmou nesta sexta-feira (6) uma venda de soja para a China e uma venda de milho para destinos desconhecidos, ambas com entrega prevista para o ano comercial 2026/27.
Fonte: Estadão Conteúdo
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Calor acima da média aumenta demanda hídrica no Matopiba durante início da safra 26/27

O avanço do El Niño, associado a temperaturas acima da média e à irregularidade das chuvas, aumenta a demanda hídrica nas áreas produtoras de soja do Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia). O cenário exige atenção dos produtores no início da safra 2026/27, período em que a disponibilidade de água no solo é fundamental para a semeadura e o estabelecimento das lavouras.
De acordo com dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), as temperaturas máximas médias em setembro superaram a climatologia em mais de 2 °C em diversas localidades da região. Em Jacobina (BA), a anomalia chegou a 3 °C, enquanto em Morro do Chapéu (BA) atingiu 3,6 °C. Em outubro, o calor persistiu, com desvios de 3 °C em Cruz das Almas (BA) e 3,2 °C em Araguaína (TO). As temperaturas elevadas intensificam as perdas de água por evaporação e aumentam a necessidade de chuva para recuperar a umidade do solo.
O cenário ocorre em meio ao fortalecimento do El Niño no Oceano Pacífico Equatorial. Segundo o Centro de Previsão Climática (CPC), da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), a anomalia da temperatura da superfície do mar na região Niño 3.4 chegou a +2,47 °C em outubro de 2026. A previsão divulgada em 8 de outubro indicava a permanência do fenômeno nas categorias forte a muito forte até o trimestre de janeiro a março de 2027.
Apesar das condições de calor e da distribuição irregular das precipitações, houve avanço na recuperação da umidade do solo entre setembro e outubro, principalmente no Tocantins, onde os índices de armazenamento de água superaram 30% em alguns pontos. Os maiores volumes de chuva foram registrados no oeste e norte do estado e no sul da Bahia. Ainda assim, a recuperação hídrica permanece parcial em determinadas áreas, especialmente diante da elevada demanda atmosférica.
No oeste da Bahia, onde há áreas de cultivo de soja sob irrigação, o cenário exige acompanhamento da disponibilidade de água e ajustes no manejo, principalmente durante a emergência e o estabelecimento das plantas. Uma análise histórica da produtividade entre 1996 e 2025 mostra que o El Niño não está necessariamente associado à queda dos rendimentos no Matopiba. Na Bahia e no Piauí, por exemplo, 50% dos anos sob influência do fenômeno registraram produtividades acima da média histórica. No Tocantins, houve equilíbrio entre resultados na média e acima dela, enquanto no Maranhão predominaram rendimentos próximos à média.
Para a safra 2026/27, os possíveis impactos estão relacionados principalmente às condições de implantação das lavouras, com reflexos sobre o avanço da semeadura, a uniformidade da emergência e a formação do estande de plantas. O desempenho final da soja dependerá da evolução das chuvas e das temperaturas nos próximos meses, especialmente durante a floração e o enchimento de grãos, fases de maior sensibilidade ao estresse hídrico. Por isso, o monitoramento climático e da umidade do solo será fundamental para orientar o manejo e reduzir os riscos ao longo do ciclo.
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Norte Show inicia preparativos para 2027 com 110 espaços comercializados e novas iniciativas

A preparação para a Norte Show 2027 já movimenta o mercado de feiras agropecuárias em Sinop. Cerca de seis meses antes da abertura do evento, a organização contabiliza aproximadamente 110 terrenos com contratos assinados e cinco patrocinadores da edição de 2026 que já confirmaram participação no próximo ano. A feira será realizada de 20 a 23 de abril e chega à oitava edição em um cenário de incertezas econômicas que pode influenciar o volume de negócios.
O lançamento comercial ocorreu nesta quinta-feira (5), quando a Associação dos Criadores do Norte de Mato Grosso (Acrinorte) e o Sindicato Rural de Sinop apresentaram as primeiras definições para o evento. Com o tema “Os novos desafios do amanhã”, a organização pretende ampliar as oportunidades de negociação e aproximar produtores de informações que auxiliem nas decisões dentro das propriedades.
Apesar do início positivo da comercialização, ainda não há uma estimativa fechada para o volume financeiro que a feira poderá movimentar. O presidente da Acrinorte, Moisés Debastiani, condiciona essa projeção ao comportamento da economia brasileira nos primeiros meses de 2027, principalmente às condições de crédito disponíveis para o setor.
Segundo ele, as taxas de juros e as condições dos financiamentos terão influência direta na disposição dos produtores para realizar investimentos. A avaliação deverá ficar mais clara entre janeiro e março, período que antecede a feira.
“Vai depender muito de janeiro, fevereiro e março para que lá em abril, durante a feira, a gente saiba como é que vão estar as taxas de juros, as questões dos financiamentos”, afirma Moisés. Mesmo diante das incertezas, a expectativa da organização é manter pelo menos os resultados da edição anterior.
Empresas de fora ampliam alcance da feira
A participação de empresas de diferentes regiões é uma das características da Norte Show. De acordo com Moisés, aproximadamente 60% dos expositores são de fora de Sinop, o que faz da infraestrutura do município um fator importante para a realização do evento.
Com cerca de 220 mil habitantes, Sinop concentra serviços utilizados por municípios do entorno, especialmente nas áreas de saúde, educação e transporte aéreo. Essa estrutura, pontua o presidente da Acrinorte, facilita o deslocamento de empresas, profissionais e visitantes que participam da feira, além de atender produtores de outras regiões.
O alcance do evento também ultrapassa as fronteiras de Mato Grosso. A organização recebe visitantes do sul do Pará, incluindo produtores de Novo Progresso, ampliando a conexão entre empresas fornecedoras e regiões de produção agropecuária.
Na edição anterior, a Norte Show registrou circulação de aproximadamente 120 mil pessoas e reuniu mais de 400 expositores. O movimento alcançou o comércio e o setor de serviços de Sinop, além das atividades realizadas no parque de exposições.
A concentração de fabricantes, revendas, instituições financeiras e empresas de insumos permite que o produtor encontre diferentes alternativas comerciais em um mesmo espaço. A exposição reúne máquinas, implementos, veículos, sementes, fertilizantes, defensivos e serviços, com possibilidade de comparar produtos e condições de negociação.
Tecnologia e informação acompanham as mudanças no campo
A velocidade das transformações tecnológicas no agronegócio também deverá influenciar a programação de 2027. Equipamentos com novas tecnologias embarcadas e mudanças nos produtos utilizados nas lavouras estão entre os segmentos que devem apresentar novidades durante a feira.
Para Moisés, o intervalo entre uma edição e outra já é suficiente para modificar a oferta de soluções disponíveis no mercado. Até abril, quando o evento será realizado, a expectativa é que novos produtos e tecnologias sejam incorporados à exposição.
A programação também terá a renovação da parceria com o Empreende Brazil, responsável por contribuir com a agenda de palestras. Os conteúdos deverão abordar perspectivas econômicas, movimentos de mercado, oportunidades comerciais e temas relacionados à gestão dos negócios.
A proposta é aproximar especialistas dos produtores e empresários que precisam avaliar investimentos e estratégias em um ambiente de mudanças. A organização considera que a participação na feira deve ir além da compra de equipamentos e insumos, incluindo acesso a informações que ajudem a interpretar o mercado.
Esse direcionamento acompanha o próprio tema escolhido para a próxima edição. Em vez de tratar os desafios do setor apenas como obstáculos, a organização pretende discutir alternativas para que os produtores identifiquem oportunidades e adaptem suas decisões às condições econômicas e produtivas.
Feira amplia projetos educacionais e ambientais
A programação de 2027 também terá iniciativas que não estão diretamente relacionadas às negociações comerciais. Entre elas está o Norte Show Sustentável, projeto apresentado no lançamento e que estabelece a meta de reciclar 100% dos resíduos gerados durante o evento.
A iniciativa passa a integrar a organização da feira com uma proposta de ampliar a destinação adequada dos materiais produzidos durante os quatro dias de programação. O projeto também se relaciona às ações sociais desenvolvidas pela Acrinorte junto a entidades de Sinop.
Na área educacional, serão mantidos o Norte Show Kids, voltado às crianças; o Campus Norte Show, direcionado aos universitários; e o Norte para o Seu Futuro, destinado aos estudantes do terceiro ano do ensino médio. As atividades aproximam diferentes públicos do setor agropecuário e de suas possibilidades profissionais.
A ampliação dessas frentes ocorre em uma edição que terá como pano de fundo os desafios econômicos, tecnológicos e ambientais do agronegócio. Para Moisés, a construção do evento depende do envolvimento de empresas, entidades e profissionais que participam da organização.
O presidente destaca que a feira é resultado de um trabalho coletivo e que a expectativa para 2027 é manter a participação registrada nos anos anteriores. “É por isso que a feira acaba sendo mostrada e entregue da maneira que é. Porque não são apenas algumas poucas pessoas que desenvolvem isso. É um grupo muito grande de pessoas engajado nessa entrega da feira”.
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USDA em Pequim eleva para 110 milhões de toneladas a importação chinesa de soja em 2026/27

O escritório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em Pequim elevou para 110 milhões de toneladas a projeção de importações chinesas de soja em 2026/27. A estimativa representa alta de 1,8% ante o relatório anterior, que apontava cerca de 108 milhões de toneladas. Mesmo com o ajuste, o volume segue abaixo das 114 milhões de toneladas projetadas para 2025/26 pelo próprio escritório.
A nova projeção foi divulgada pelo escritório do Serviço Agrícola Estrangeiro (FAS) em Pequim e difere da estimativa oficial do USDA para 2026/27, fixada em 115 milhões de toneladas. Também há distância em relação ao sistema de perspectivas agrícolas do Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais da China (Casde), que prevê compras de 95,5 milhões de toneladas, recuo de 11,6% ante sua própria estimativa para 2025/26. Duas fontes privadas citadas pelo FAS trabalham com volumes de 101,2 milhões e 111,5 milhões de toneladas.
Segundo o relatório, a estabilidade relativa das importações está ligada ao crescimento contido da demanda por esmagamento e aos esforços de Pequim para reduzir a dependência externa. O escritório manteve em 106 milhões de toneladas a previsão de processamento de soja em 2026/27, abaixo das 108 milhões estimadas para o ciclo anterior.
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O consumo de farelo, principal derivado do esmagamento usado em rações, enfrenta demanda mais fraca da suinocultura e mudanças na formulação da alimentação animal. O rebanho chinês de matrizes suínas somava 36,02 milhões de cabeças em setembro, queda de 10,7% na comparação anual, segundo dados do governo reproduzidos no documento. O escritório também prevê redução moderada da produção de suínos em 2027, com compensação parcial por ganhos de produtividade.
Em setembro, Pequim reforçou a política de rações com menor teor de proteína e menor dependência de insumos importados. A participação média do farelo de soja nas formulações caiu para 13,6% ao fim de 2025, recuo de 4,1 pontos porcentuais desde o início do plano quinquenal anterior.
Na produção doméstica, o FAS manteve a previsão chinesa em 20,1 milhões de toneladas para 2026/27. O preço médio da soja local chegou a 4.679 yuans por tonelada, equivalentes a US$ 698, quase 8% acima de um ano antes. O governo chinês deverá seguir incentivando o uso de soja nacional pelas esmagadoras, especialmente as estatais.
O relatório também cita incertezas do lado da oferta externa e afirma que eventos climáticos extremos em 2027, como um super El Niño, podem limitar a oferta exportável de soja dos países sul-americanos. No quadro atual, a projeção do FAS em Pequim indica importações chinesas maiores que as previstas anteriormente, mas ainda abaixo do volume estimado para 2025/26.
Fonte: Estadão Conteúdo
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