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Chuvas dificultam manejo, mas trigo avança bem no Rio Grande do Sul

As lavouras de trigo no Rio Grande do Sul apresentam bom desenvolvimento, segundo a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater). Na semana, as chuvas mantiveram o solo úmido e dificultaram o tráfego de máquinas, as adubações nitrogenadas em cobertura e as aplicações fitossanitárias nas áreas cultivadas.
De acordo com a Emater, nas lavouras mais desenvolvidas, o aumento da radiação solar no fim do período favoreceu a retomada do crescimento e o avanço para as fases reprodutivas iniciais, que já representam 3% da área. As áreas implantadas mais tardiamente, que somam 97%, seguem em desenvolvimento vegetativo e perfilhamento.
O quadro indica evolução da cultura em diferentes estágios no Estado, com predominância de lavouras ainda em fase vegetativa. Nas áreas em estágio mais avançado, a melhora das condições de radiação contribuiu para o desenvolvimento das plantas após o período de maior umidade no solo.
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Na região de Santa Rosa, 6% das lavouras de trigo ingressaram na fase de floração. Em Santo Antônio das Missões, um episódio de granizo provocou o acamamento das plantas. Ainda assim, a Emater registra expectativa de recuperação da maior parte do potencial produtivo.
O cenário da semana no Rio Grande do Sul combina bom desenvolvimento das lavouras de trigo com limitações operacionais provocadas pelas chuvas, enquanto parte das áreas mais avançadas já inicia fases reprodutivas e de floração.
Fonte: Estadão Conteúdo
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Agro Mato Grosso
Recorde na safra de milho e cana reduz valor do biocombustível no varejo de MT

Safra recorde reduz preço do etanol em Mato Grosso para R$ 3,74 nos postos. Confira os dados de produção e o impacto da nova mistura E32.
Agro Mato Grosso
Milho bate recorde em MT e soja segue sob influência do clima

Imea projeta produção histórica de milho e acompanha impactos das altas temperaturas sobre a safra dos EUA
O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou novos relatórios de mercado para soja e milho, destacando o avanço da demanda doméstica pelo cereal em Mato Grosso e a atenção do mercado internacional às condições climáticas nos Estados Unidos, fator que segue influenciando as perspectivas para a soja.
No caso da soja, o Imea ressalta que as altas temperaturas registradas nas últimas semanas nos Estados Unidos anteciparam a floração das lavouras na região do Corn Belt, reduzindo a classificação das áreas consideradas em boas ou excelentes condições. Segundo dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), esse índice passou de 70,25% no mesmo período de 2025 para 64,25% neste ano.
Apesar da deterioração das condições das lavouras, as projeções permanecem positivas. O relatório WASDE mantém a expectativa de uma safra recorde de 131,6 milhões de toneladas, 1,2 milhão de toneladas acima da estimativa divulgada no mês anterior. Ainda assim, agosto é considerado um período decisivo para a definição do potencial produtivo da soja norte-americana, mantendo o clima no centro das atenções do mercado.
Em Mato Grosso, a saca de soja encerrou a semana cotada, em média, a R$ 122,88, valorização de 0,99% em relação à semana anterior, sustentada pela menor oferta do grão no estado. Em sentido oposto, os contratos da oleaginosa na Bolsa de Chicago recuaram 3,51%, pressionados pela queda das cotações do petróleo Brent. Já o óleo de soja registrou valorização semanal de 0,91%, alcançando média de R$ 5.964,49 por tonelada, impulsionado pela demanda externa.

Margem de esmagamento diminui
O Imea também aponta que a alta no preço da soja reduziu a rentabilidade da indústria de esmagamento em julho. A cotação média da saca atingiu R$ 116,74, maior valor registrado em 2026 até o momento, com alta de 9,49% frente a junho e de 3,91% na comparação anual.
Como consequência, a margem bruta de esmagamento caiu 20,52% em relação ao mês anterior, encerrando julho em R$ 435,43 por tonelada. Embora os preços do farelo e do óleo tenham avançado 4,46% e 0,22%, respectivamente, os reajustes não foram suficientes para compensar o aumento do custo da matéria-prima.
Segundo o Instituto, a menor disponibilidade de soja durante a entressafra deve manter os preços elevados no estado. Caso os coprodutos não acompanhem esse movimento, a tendência é de continuidade da pressão sobre as margens da indústria.
Demanda por milho cresce com expansão do etanol
No mercado de milho, o Imea revisou para cima a demanda pela safra 2024/25 em Mato Grosso, estimada agora em 54,98 milhões de toneladas, avanço mensal de 0,85%. O principal fator foi o aumento do consumo pelas usinas de etanol de milho, o que reduziu a projeção dos estoques finais para 974,03 mil toneladas, queda de 32,14% em relação à estimativa anterior.
Para a safra 2025/26, o Instituto projeta continuidade da expansão do consumo interno. A demanda doméstica foi estimada em 22,10 milhões de toneladas, crescimento de 9,12% sobre o ciclo anterior, também impulsionada pela ampliação da capacidade industrial das usinas de etanol.
Além disso, a menor oferta em outros estados deve elevar o consumo interestadual para 11 milhões de toneladas, aumento de 6,18%. Em contrapartida, as exportações foram projetadas em 24,10 milhões de toneladas, redução anual de 1,09%, refletindo a maior absorção da produção pelo mercado interno.
No mercado, os contratos do milho na CME Group recuaram 2,04% na semana, encerrando cotados a US$ 4,49 por bushel, diante das expectativas de ampla oferta global favorecida pelas boas condições das lavouras norte-americanas. Na B3, o cereal fechou a R$ 69,71 por saca, baixa semanal de 0,41%, acompanhando o avanço da colheita no Brasil.

Produção recorde em Mato Grosso
O Imea consolidou a área cultivada de milho da safra 2025/26 em Mato Grosso em 7,43 milhões de hectares, aumento de 2,41% sobre a temporada anterior e 7,53% acima da média dos últimos cinco anos. O volume representa a segunda maior área da série histórica do Instituto, atrás apenas da safra 2022/23.
A produtividade foi estimada em 128,67 sacas por hectare, praticamente estável em relação ao levantamento anterior. Segundo o Instituto, as boas condições climáticas ao longo do ciclo, especialmente a distribuição favorável das chuvas, sustentaram o elevado potencial produtivo.
Com isso, a produção estadual foi projetada em 57,39 milhões de toneladas, alta de 3,53% frente à safra passada e 23,85% acima da média dos últimos cinco anos, estabelecendo um novo recorde para a série histórica do Imea.
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Distância dos centros leva Acrimat a criar rota de capacitação para pecuaristas

Para muitos pecuaristas de Mato Grosso, participar de eventos técnicos significa enfrentar quilômetros de estrada até os grandes centros. Para aproximar esse conhecimento das propriedades, seis distritos do interior do Estado vão receber, entre agosto e setembro, encontros voltados a decisões que influenciam diretamente o resultado da pecuária.
A programação faz parte do Acrimat Sem Fronteiras, que terá duas rotas pelo Norte e Noroeste de Mato Grosso. A primeira começa em Guariba, distrito de Colniza, no dia 16 de agosto, e segue por Conselvan, em Aripuanã (19 de agosto), e Gleba Tibagi, em Brasnorte (22 de agosto).
Em setembro, a iniciativa chega a Paranorte, distrito de Juara; Japuranã, em Nova Bandeirantes; e comunidade São Pedro, em Paranaíta.
A proposta é levar para essas localidades discussões que fazem parte das escolhas diárias do produtor. “Queremos estar presentes onde a pecuária acontece, levando conhecimento, promovendo o diálogo e contribuindo para que os pecuaristas tenham acesso a informações que possam gerar resultados dentro da propriedade”, afirma o presidente da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Nando Conte.
Escolhas dentro da fazenda e força coletiva
Um dos temas que será levado aos produtores é a genética. O diretor da Acrimat, Francisco Manzi, vai abordar como o melhoramento do rebanho pode ser uma ferramenta para aumentar produtividade e eficiência.
A discussão passa por uma das decisões que mais impactam a atividade: definir quais animais serão utilizados na produção e como essas escolhas podem refletir no desempenho da fazenda ao longo do tempo.
Outro ponto da programação será o associativismo. O gerente de relações institucionais da Acrimat, Nilton Mesquita, vai tratar da importância da organização dos produtores para ampliar a participação do setor nas discussões que envolvem a pecuária.
Com encontros em localidades fora dos principais polos, a iniciativa também cria um espaço para que os produtores apresentem dificuldades específicas de cada região. A ideia, segundo a Acrimat, é que o contato direto ajude a aproximar as demandas do campo das discussões da entidade.
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