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7 de agosto de 2026

Agro Mato Grosso

Milho bate recorde em MT e soja segue sob influência do clima

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Imea projeta produção histórica de milho e acompanha impactos das altas temperaturas sobre a safra dos EUA

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou novos relatórios de mercado para soja e milho, destacando o avanço da demanda doméstica pelo cereal em Mato Grosso e a atenção do mercado internacional às condições climáticas nos Estados Unidos, fator que segue influenciando as perspectivas para a soja.

No caso da soja, o Imea ressalta que as altas temperaturas registradas nas últimas semanas nos Estados Unidos anteciparam a floração das lavouras na região do Corn Belt, reduzindo a classificação das áreas consideradas em boas ou excelentes condições. Segundo dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), esse índice passou de 70,25% no mesmo período de 2025 para 64,25% neste ano.

Apesar da deterioração das condições das lavouras, as projeções permanecem positivas. O relatório WASDE mantém a expectativa de uma safra recorde de 131,6 milhões de toneladas, 1,2 milhão de toneladas acima da estimativa divulgada no mês anterior. Ainda assim, agosto é considerado um período decisivo para a definição do potencial produtivo da soja norte-americana, mantendo o clima no centro das atenções do mercado.

Em Mato Grosso, a saca de soja encerrou a semana cotada, em média, a R$ 122,88, valorização de 0,99% em relação à semana anterior, sustentada pela menor oferta do grão no estado. Em sentido oposto, os contratos da oleaginosa na Bolsa de Chicago recuaram 3,51%, pressionados pela queda das cotações do petróleo Brent. Já o óleo de soja registrou valorização semanal de 0,91%, alcançando média de R$ 5.964,49 por tonelada, impulsionado pela demanda externa.

Margem de esmagamento diminui

O Imea também aponta que a alta no preço da soja reduziu a rentabilidade da indústria de esmagamento em julho. A cotação média da saca atingiu R$ 116,74, maior valor registrado em 2026 até o momento, com alta de 9,49% frente a junho e de 3,91% na comparação anual.

Como consequência, a margem bruta de esmagamento caiu 20,52% em relação ao mês anterior, encerrando julho em R$ 435,43 por tonelada. Embora os preços do farelo e do óleo tenham avançado 4,46% e 0,22%, respectivamente, os reajustes não foram suficientes para compensar o aumento do custo da matéria-prima.

Segundo o Instituto, a menor disponibilidade de soja durante a entressafra deve manter os preços elevados no estado. Caso os coprodutos não acompanhem esse movimento, a tendência é de continuidade da pressão sobre as margens da indústria.

Demanda por milho cresce com expansão do etanol

No mercado de milho, o Imea revisou para cima a demanda pela safra 2024/25 em Mato Grosso, estimada agora em 54,98 milhões de toneladas, avanço mensal de 0,85%. O principal fator foi o aumento do consumo pelas usinas de etanol de milho, o que reduziu a projeção dos estoques finais para 974,03 mil toneladas, queda de 32,14% em relação à estimativa anterior.

Para a safra 2025/26, o Instituto projeta continuidade da expansão do consumo interno. A demanda doméstica foi estimada em 22,10 milhões de toneladas, crescimento de 9,12% sobre o ciclo anterior, também impulsionada pela ampliação da capacidade industrial das usinas de etanol.

Além disso, a menor oferta em outros estados deve elevar o consumo interestadual para 11 milhões de toneladas, aumento de 6,18%. Em contrapartida, as exportações foram projetadas em 24,10 milhões de toneladas, redução anual de 1,09%, refletindo a maior absorção da produção pelo mercado interno.

No mercado, os contratos do milho na CME Group recuaram 2,04% na semana, encerrando cotados a US$ 4,49 por bushel, diante das expectativas de ampla oferta global favorecida pelas boas condições das lavouras norte-americanas. Na B3, o cereal fechou a R$ 69,71 por saca, baixa semanal de 0,41%, acompanhando o avanço da colheita no Brasil.

Produção recorde em Mato Grosso

O Imea consolidou a área cultivada de milho da safra 2025/26 em Mato Grosso em 7,43 milhões de hectares, aumento de 2,41% sobre a temporada anterior e 7,53% acima da média dos últimos cinco anos. O volume representa a segunda maior área da série histórica do Instituto, atrás apenas da safra 2022/23.

A produtividade foi estimada em 128,67 sacas por hectare, praticamente estável em relação ao levantamento anterior. Segundo o Instituto, as boas condições climáticas ao longo do ciclo, especialmente a distribuição favorável das chuvas, sustentaram o elevado potencial produtivo.

Com isso, a produção estadual foi projetada em 57,39 milhões de toneladas, alta de 3,53% frente à safra passada e 23,85% acima da média dos últimos cinco anos, estabelecendo um novo recorde para a série histórica do Imea.

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Agro Mato Grosso

Recorde na safra de milho e cana reduz valor do biocombustível no varejo de MT

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Safra recorde reduz preço do etanol em Mato Grosso para R$ 3,74 nos postos. Confira os dados de produção e o impacto da nova mistura E32.

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Agro Mato Grosso

Governo Federal confirma Leilões Ferroviários com impacto direto em MT

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O cenário logístico do país caminha para uma transformação histórica. Com o objetivo de baratear o custo do frete e tirar do papel antigos sonhos de integração nacional, o Ministério dos Transportes anunciou um pacote robusto de investimentos e concessões para o setor metroferroviário.

Anúncio Estratégico: Durante panorama apresentado pelo ministro dos Transportes, George Santoro, o governo confirmou a realização de oito leilões ferroviários ao longo de 2026, abrangendo trechos fundamentais localizados no Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, São Paulo, Bahia, Mato Grosso, Ceará e Pernambuco.

A estratégia federal busca corrigir distorções históricas na matriz de transporte brasileira. O ministro destacou que o custo logístico para escoar a produção — como a de grãos partindo do coração de Mato Grosso em direção aos portos — precisa deixar de ser um peso desproporcional para a competitividade do país.

Hoje, as pessoas voltaram a sonhar com um Brasil grande, um Brasil que tenha logística eficiente, em que a carga não vai poder custar no transporte, por exemplo, do Mato Grosso para Santos, mais caro que de Santos para Xangai. A gente precisa acabar com isso”, pontuou Santoro.

Metas Ambiciosas e Investimentos Bilionários

Atualmente, o modal ferroviário responde por 17,7% da movimentação de cargas no Brasil. A meta estipulada pelo Plano Nacional de Logística (PNL 2035) é dobrar essa participação, elevando a fatia dos trilhos para 34,6% até 2035.

Para viabilizar essa expansão, a expectativa é que os projetos mobilizem cerca de R$ 600 bilhões em investimentos combinando recursos públicos e privados nos próximos anos. O governo assumiu o protagonismo regulatório e financeiro, reconhecendo que grandes malhas ferroviárias globais contam com o apoio direto do Estado em sua estruturação inicial.

O Modelo de “Ferrovias Inteligentes”

Para agilizar a implantação de novos trechos e atrair investidores com maior rapidez, o Ministério dos Transportes aposta no conceito de “ferrovias inteligentes”. Mapeamentos recentes identificaram cerca de 25 mil quilômetros de trilhos ociosos em todo o território nacional.

⚙️ Inovação Bureaucrática: Enquanto uma concessão tradicional levava de três a quatro anos para ser desenhada, o novo formato reduz o prazo de estruturação para apenas um ano, com o governo aportando recursos prévios para facilitar a recuperação dos ativos antes da entrega à iniciativa privada.

Nova Linha de Crédito e apoio Internacional

Para sustentar o apetite do mercado por esses novos trechos, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) prepara uma linha de financiamento específica voltada ao setor ferroviário, com condições diferenciadas e prazos estendidos.

A iniciativa tem potencial direto para atrair fundos e construtoras estrangeiras, incluindo investidores europeus e asiáticos, consolidando o Brasil como um dos principais mercados globais em infraestrutura de transporte e logística integrada.

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APAE de Querência recebe terceira edição da Cozinha Experimental da Aprosoja MT

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A iniciativa ensina diferentes formas de utilizar a bebida de soja doada pelo projeto Agrosolidário

A bebida de soja é um alimento rico em nutrientes e pode ser utilizada em diversas preparações, doces e salgadas. Para ampliar as possibilidades de consumo do alimento distribuído pelo projeto Agrosolidário, a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) criou a Cozinha Experimental, ação que ensina novas receitas às instituições beneficiadas. Nesta quarta-feira (05.08), a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) de Querência reuniu 25 mães de alunos e colaboradoras para um momento de aprendizado.

Durante a oficina, as participantes aprenderam receitas de pão de queijo, bolo de chocolate e torta salgada preparadas com a bebida de soja. O delegado coordenador do núcleo de Querência, Anderson Frizzo, destacou que a iniciativa contribui para diversificar a alimentação e aumentar a aceitação do alimento entre as crianças.

“É de fundamental importância trazer essa ação para o município, junto com a APAE, porque conseguimos diversificar a alimentação das crianças. Com o tempo, elas podem criar uma resistência ao consumo da bebida de soja, e a Cozinha Experimental vem justamente para apresentar novas formas de utilizar esse alimento”, disse.

A coordenadora da APAE, Fátima Hermann, afirmou que a Cozinha Experimental amplia as possibilidades de utilização da bebida de soja na alimentação diária e fortalece a qualidade nutricional oferecida às famílias.

“A Cozinha Experimental apresenta receitas que mostram que a bebida de soja pode ser utilizada de diferentes formas, além do consumo tradicional. Para nós, é uma grande satisfação receber essa ação e proporcionar esse conhecimento aos nossos assistidos”, afirmou.

A nutricionista responsável pelo desenvolvimento das receitas, Jaqueline Oliveira, explicou que apresentar a bebida de soja em diferentes preparações favorece a aceitação do alimento pelas crianças. Segundo ela, as receitas são simples, podem ser reproduzidas no dia a dia das famílias e agregam valor nutricional à alimentação.

“Buscamos uma forma de diversificar o uso da bebida de soja, para que ela não seja consumida apenas como bebida, mas também incorporada a diferentes receitas. Ela é um alimento rico em proteínas, que contribui para o crescimento e o desenvolvimento saudável das crianças, além de beneficiar outros públicos, como os idosos”, destacou.

Uma das participantes da oficina, Maria Soares dos Santos, contou que mora na comunidade rural Brasil Novo, a mais de 130 quilômetros de Querência, e percorre esse trajeto todas as semanas para que o filho receba atendimento na APAE. Segundo ela, participar da Cozinha Experimental foi uma oportunidade de aprender novas receitas que poderão ser incorporadas à rotina da família.

“Foi muito bom participar da Cozinha Experimental. Meu filho tem intolerância à lactose e alergia à proteína do leite, então essas receitas com a bebida de soja vão contribuir bastante. Vou levar para casa e fazer”, contou.

Além de ensinar novas receitas, a oficina proporciona autonomia às famílias atendidas pelas instituições beneficiadas. Ao conhecer diferentes formas de preparo, pais e responsáveis conseguem incluir a bebida de soja em refeições do dia a dia, tornando a alimentação mais diversificada e adequada às necessidades nutricionais das crianças.

O Agrosolidário segue levando os benefícios da produção do campo para quem mais precisa. Por meio da solidariedade dos produtores rurais e da parceria com instituições de todo o estado, o programa fortalece a segurança alimentar, promove qualidade de vida e amplia o alcance das ações sociais em Mato Grosso.

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