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Safra recorde faz cadeia da soja e biodiesel crescer quase 12% em 2025

A cadeia produtiva da soja e do biodiesel encerrou 2025 com crescimento de 11,72% no Produto Interno Bruto (PIB) em relação ao ano anterior. O dado foi divulgado nesta quinta-feira (7) pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) e pela Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove).
Segundo a pesquisadora do Cepea, Nicole Rennó, o resultado representa um dos maiores avanços já registrados pela série histórica do levantamento. “Esse foi o quinto maior avanço da série histórica desde 2010”, afirmou.
O desempenho foi puxado principalmente pela recuperação da safra de soja, após as perdas climáticas registradas no ciclo anterior, além do aumento do processamento industrial e da demanda por derivados.
Safra recorde impulsiona resultado
O segmento da soja teve o maior crescimento dentro da cadeia, com avanço de 23,41% no PIB. Rennó explicou que o resultado reflete o aumento da produção, favorecido pela expansão de área e pela recuperação da produtividade.
“A gente teve expansão de área, intensificação no uso de insumos e o alcance de uma safra recorde”, disse.
A pesquisadora ressaltou que parte do crescimento expressivo também representa uma recuperação após a quebra da safra anterior. Segundo ela, isso ajuda a explicar por que o avanço do PIB ficou acima do crescimento da produção de soja.
“O PIB mede volume agregado. Quando a produção cresce muito por causa da recuperação da safra, mas o uso de insumos não aumenta na mesma proporção, o resultado do PIB acaba sendo mais intenso”, explicou.
Rennó destacou ainda que o avanço da cadeia não ficou restrito à produção dentro da porteira.
“Quando a soja é exportada diretamente, a geração de PIB para ali. Quando ela é direcionada para processamento, há continuidade da geração de renda e atividade econômica na indústria e nos serviços”, afirmou.
Agroindústria ganha força com biodiesel
A agroindústria registrou crescimento de 5,21% em 2025. Dentro do segmento, o destaque ficou para o biodiesel, cujo PIB avançou 8,51%. Segundo a pesquisadora do Cepea, o aumento do processamento foi estimulado pela maior oferta de soja e pela demanda firme pelos derivados.
No caso do biodiesel, ela destacou que a ampliação da mistura obrigatória do biodiesel no diesel, do B14 para o B15, em agosto do ano passado, ajudou a impulsionar a produção.
Já o esmagamento e refino avançaram 5,15%, enquanto o segmento de rações cresceu 2,8%, puxado principalmente pela demanda da avicultura.
Cadeia amplia número de trabalhadores
O levantamento também apontou aumento de 5,52% na população ocupada da cadeia da soja e do biodiesel entre 2024 e 2025. O número de trabalhadores passou de 2,26 milhões para 2,38 milhões de pessoas.
De acordo com Rennó, o crescimento foi puxado principalmente pelos agrosserviços, que registraram alta de 9,91% no período.
“O principal efeito veio dos agroserviços. Quando a produção de soja e o processamento aumentam, cresce também a necessidade de transporte, armazenagem, comercialização e uma série de serviços ligados à cadeia”, afirmou.
O segmento de insumos também apresentou crescimento nas contratações, com avanço de 3,43%. “Com a expansão da área e a intensificação da produção, há estímulo para as indústrias que vêm antes da porteira, como fertilizantes, defensivos, sementes e máquinas”, explicou.
Produção cresce, mas mão de obra recua no campo
Apesar da supersafra, a produção de soja registrou queda de 6,86% no número de trabalhadores. Na agroindústria, a retração foi de 3,35%. Segundo Rennó, o movimento é considerado estrutural na agricultura brasileira, devido ao avanço tecnológico e aos ganhos de produtividade.
“Na agricultura, a correlação entre produção e emprego é muito baixa. O que a gente observa historicamente é aumento da produção com redução gradual da mão de obra”, afirmou. Ela destacou ainda que parte importante do avanço da safra em 2025 ocorreu pela melhora climática, sem exigir crescimento proporcional do número de trabalhadores.
No caso da indústria, Rennó afirmou que uma das hipóteses para a redução da mão de obra é o aumento da eficiência operacional.
“Pode ter ocorrido um melhor aproveitamento da capacidade ociosa das fábricas ou ganhos de produtividade que permitiram ampliar a produção sem elevar o número de trabalhadores”, disse.
Preços pressionam renda da cadeia
Apesar do crescimento do PIB em volume, o PIB-renda da cadeia da soja e do biodiesel caiu 0,55% em 2025 frente a 2024. Segundo o levantamento, o resultado foi influenciado pela piora dos preços relativos ao longo do ano.
Os preços recuaram 10,08% na cadeia como um todo, afetando principalmente agrosserviços e segmentos ligados ao processamento.
Ainda assim, o valor movimentado pela cadeia alcançou R$ 691,9 bilhões em 2025, equivalente a 21,6% do PIB do agronegócio brasileiro e 5,4% do PIB nacional.
Além disso, a cadeia respondeu por 10,2% das pessoas ocupadas no agronegócio e por 2,34% dos trabalhadores da economia brasileira.
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Moto furtada em Cuiabá é localizada pela Guarda Municipal em Várzea Grande

Crônicas Policiais
Veículo estava estacionado em frente a comércio no Jardim Potiguar; GM utilizou monitoramento e patrulha ostensiva
A Guarda Municipal de Várzea Grande recuperou, na noite desta terça-feira (5), uma motocicleta Honda Bros que havia sido furtada no dia 12 de abril, em Cuiabá. O veículo foi localizado durante patrulhamento na região do bairro Jardim Potiguar, nas proximidades do Zero KM.Os GM’s identificaram a motocicleta estacionada em frente a um estabelecimento comercial. Após checagem, foi constatado que se tratava de produto de furto. Ainda conforme as informações, o crime foi praticado mediante o rompimento do miolo da ignição, método comumente utilizado por criminosos para subtrair motocicletas.Diante da confirmação, o veículo foi removido por meio de guincho e encaminhado à Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Veículos (DERFVA), em Cuiabá, onde ficará à disposição para devolução ao proprietário.O comandante da Guarda Municipal, Juliano Lemos, destacou que o patrulhamento tem sido intensificado tanto na região central de Várzea Grande quanto nos bairros adjacentes, com o objetivo de coibir a criminalidade e reforçar a segurança da população.“A Guarda Municipal segue atuando de forma preventiva e ostensiva, além de estarmos atentos através das câmaras de segurança onde observamos a cidade diretamente do nosso Centro de Inteligência Municipal de Segurança, mantendo o compromisso e o empenho com a segurança da população”, disse Lemos.Com Assessoria
Agro Mato Grosso
Agrishow: de ‘trator que fala’, veja máquinas com IA que operam sozinhas

Máquinas que ‘falam’ com operador e trabalham sem ninguém na cabine foram destaques na maior feira de tecnologia agrícola do país em Ribeirão Preto (SP).
Fazer uma pergunta para um trator e receber a resposta na hora ou ver uma máquina trabalhando sozinha na lavoura, sem ninguém na cabine. O que parece cena de filme futurista já é realidade foram destaques da Agrishow 2026, em Ribeirão Preto (SP), impulsionados pela inteligência artificial.
Com a proposta de ajudar o produtor a tomar decisões mais rápidas, aumentar a produtividade e reduzir custos, empresas apostam em tecnologias inovadoras que devem se tornar cada vez mais comuns no campo.
Trator que ‘fala’ a língua do produtor
Um dos destaques é o “Talking Tractor”, da Valtra. O modelo usa inteligência artificial para interagir diretamente com o operador, por voz ou texto, e ajudar na tomada de decisão. (assista no vídeo acima)
“A nossa maior intenção com esse projeto é fazer com que o uso da tecnologia, que hoje é infinita, para que o homem e máquina se conectem para a melhor tomada de decisão em tempo real. Ele ajuda o produtor a tomar as melhores decisões, já que a máquina fala a língua do produtor”, comenta Claudio Esteves, diretor de vendas da Valtra.
Na prática, o produtor pode perguntar desde informações simples, como consumo de combustível, até orientações técnicas detalhadas.
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Trator ‘falante’ é uma das novidades da Agrishow 2026 em Ribeirão Preto (SP). — Foto: Érico Andrade/g1
A tecnologia ainda está em fase de testes, mas chama atenção do público. Segundo a empresa, o sistema aprende com o uso e armazena dados históricos da operação, permitindo consultas sobre atividades realizadas até meses antes.
“A gente tem todo o dado de telemetria, tem todo o manual técnico dele ali dentro, então não só ajudar na tomada de decisão, mas em qualquer ajuste que ele precisar, técnico, ele vai poder fazer a pergunta. E claro, ele vai gravar também toda a operação. (…) Por exemplo: um ano atrás eu plantei e quero saber quanto eu gastei de combustível, tudo isso ela consegue ajudar.”
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Painel do trator ‘falante’, que promete facilitar a vida do produtor rural, na Agrishow, em Ribeirão Preto (SP). — Foto: Érico Andrade/g1
Agro Mato Grosso
Agro e biodiesel reforça mudança de perfil de Mato Grosso

Em Mato Grosso, esse movimento vem sendo puxado pela indústria de biocombustíveis. Dados divulgados pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) mostram que o estado alcançou, em março, o maior volume de produção de biodiesel da série histórica, consolidando-se como principal polo nacional do segmento.
As usinas mato-grossenses produziram 228,36 mil metros cúbicos no período, o equivalente a cerca de 26% de todo o biodiesel fabricado no país. O avanço foi impulsionado principalmente pela ampliação da mistura obrigatória do biocombustível ao diesel, atualmente em 15% (B15), o que elevou a demanda da indústria.
Na avaliação de Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA), o crescimento da agroindústria representa uma mudança estrutural para o setor. “O agro brasileiro começa a entrar em uma nova fase. Não basta mais apenas produzir volume. O grande diferencial econômico passa a ser a capacidade de industrializar, transformar e agregar valor àquilo que é produzido no campo”, afirma.
Segundo ele, Mato Grosso simboliza esse processo ao integrar produção agrícola e geração de energia renovável. “Quando o estado transforma soja em biodiesel, ele deixa de exportar apenas matéria-prima e passa a capturar uma fatia maior da riqueza gerada pela cadeia. Isso significa mais empregos, arrecadação, investimentos e fortalecimento da economia regional”, diz.
Rezende também destaca que a industrialização ajuda a reduzir a vulnerabilidade do produtor às oscilações externas. “Uma agroindústria forte cria demanda interna mais consistente e diminui a dependência exclusiva do mercado internacional. Isso dá mais estabilidade para o produtor e fortalece toda a cadeia produtiva”, avalia.
O avanço do biodiesel em Mato Grosso está diretamente ligado à forte integração entre a produção de grãos e a indústria de energia renovável. Segundo o Imea, o óleo de soja respondeu por 84% da matéria-prima utilizada pelas usinas no mês, mantendo a oleaginosa como principal base do setor.
Além do biodiesel, os dados do instituto apontam cenário positivo para outras cadeias relevantes do estado. No milho, a produtividade da safra 2025/26 foi revisada para 118,78 sacas por hectare, elevando a projeção de produção para 52,66 milhões de toneladas, favorecida pelo bom regime de chuvas em parte das regiões produtoras.
No algodão, a área cultivada foi ajustada para 1,38 milhão de hectares, enquanto a produção segue estimada em 6,14 milhões de toneladas de algodão em caroço, mantendo Mato Grosso na liderança nacional da cultura.
Na pecuária, o mercado apresentou movimentos distintos em abril. O boi gordo registrou valorização, com arroba média de R$ 350,11, sustentada pela menor oferta de animais para abate. Já o suíno perdeu força diante da demanda doméstica mais fraca, encerrando o mês com média de R$ 5,96 por quilo ao produtor.
Para Rezende, o avanço da indústria ligada ao agro deve ganhar ainda mais relevância nos próximos anos. “O mundo busca alimentos, energia renovável e produtos de menor impacto ambiental. Mato Grosso reúne escala, produção e capacidade de processamento para ocupar posição estratégica nesse cenário. O futuro do agro passa cada vez mais pela industrialização”, conclui.
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