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7 de agosto de 2026

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Eucalipto em Mato Grosso: técnica define sucesso na floresta

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Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

O avanço do eucalipto em Mato Grosso abre uma nova frente de produção no campo, especialmente em áreas arenosas e menos competitivas com grãos. Apesar do potencial, especialistas alertam que o sucesso da cultura não acontece por acaso e depende diretamente de planejamento, conhecimento técnico e decisões assertivas desde a implantação.

Em meio à expansão do setor florestal no estado, produtores têm buscado diversificar a produção e aproveitar áreas antes consideradas marginais. Ainda assim, o manejo exige atenção aos detalhes, como escolha do material genético, preparo do solo e condução da floresta ao longo do ciclo produtivo.

A base de tudo, conforme o engenheiro florestal Ranieri Souza, é entender que o eucalipto não foge à lógica das demais culturas agrícolas. “A cultura florestal é como qualquer outra cultura. Ela demanda planejamento e, principalmente, conhecimento técnico ou no mínimo básico”, afirma, ao destacar que fatores como tipo de solo, regime de chuvas e potencial produtivo da área precisam ser analisados antes de qualquer decisão.

Esse diagnóstico inicial se torna ainda mais relevante em Mato Grosso, onde há grande diversidade de ambientes. Segundo ele, o produtor precisa conhecer bem a área para evitar erros que podem comprometer o desenvolvimento da floresta logo nos primeiros anos.

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Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

Escolha do clone e adaptação

A definição do clone é outro ponto-chave para o sucesso da produção. Ranieri explica que o estado apresenta diferentes condições climáticas e de solo, o que exige atenção redobrada na escolha do material genético. “Quando a gente fala de Mato Grosso, é uma colcha de retalhos. Tem várias nuances climáticas dentro do estado”, diz em entrevista ao programa Direto ao Ponto.

Na prática, isso significa que nem todo clone vai performar bem em qualquer região. Ele ressalta que já existem materiais mais versáteis, além de opções específicas para determinadas áreas, o que amplia as possibilidades de cultivo. “A gente tem clones que podem ser plantados em todos esses ambientes e clones mais adaptados a cada micro região”, pontua, ao reforçar a importância de evitar escolhas generalistas.

Essa definição impacta diretamente na produtividade e na sanidade da floresta, já que alguns materiais podem ser mais suscetíveis a doenças ou menos adaptados a determinadas condições de solo e clima.

engenheiro florestal Ranieri Souza Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso
Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

Solo, espaçamento e manejo

Com a expansão do eucalipto sobre solos arenosos, o manejo da fertilidade e da correção química se torna indispensável. Apesar de a cultura apresentar certa tolerância à acidez, o engenheiro destaca que a produtividade está ligada ao bom preparo do solo. “Por mais que o eucalipto seja tolerante a solos ácidos, quando a gente faz uma calagem, eu tenho maior aproveitamento do fertilizante”, explica ao Canal Rural Mato Grosso.

O espaçamento entre plantas também precisa ser bem ajustado para equilibrar crescimento e sanidade da floresta. Conforme Ranieri, a recomendação gira em torno de mil a 1.100 plantas por hectare, evitando extremos que possam comprometer o desenvolvimento. “Quando eu tenho uma floresta muito adensada, posso ter problemas com doenças. E quando eu tenho um estande mais ajustado, também reduzo o risco no período seco”, afirma.

Além disso, práticas como preparo adequado do solo, uso de pré-emergentes e atenção ao plantio das mudas fazem diferença no estabelecimento inicial, fase considerada crítica para o sucesso do cultivo.

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Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

Controle de pragas e implantação

O cuidado com pragas começa antes mesmo do plantio, sendo a formiga apontada como o principal desafio na silvicultura. Ranieri é direto ao tratar do tema: “Formiga é a maior e pior praga da silvicultura no Brasil. Então é indispensável que assim que você entre na área, faça o controle”.

Ele explica que a negligência nesse ponto pode comprometer toda a implantação da floresta, já que o ataque ocorre justamente no estágio inicial das mudas. Por isso, o manejo preventivo e contínuo é considerado essencial dentro do sistema produtivo.

Outras práticas também entram nesse pacote de cuidados, como o controle da matocompetição e o uso correto de insumos, que garantem melhores condições para o crescimento das plantas.

Produtividade em alta

Com o avanço tecnológico e o uso de materiais genéticos mais adaptados, o eucalipto em Mato Grosso tem apresentado ganhos expressivos de produtividade nos últimos anos. A combinação entre clima favorável, com bom volume de chuvas, e manejo adequado tem impulsionado os resultados no campo.

“A gente busca produtividade entre 420 e 520 metros estéreos no ciclo de seis anos”, afirma Ranieri, ao destacar que o estado reúne condições para alcançar esses patamares com consistência.

Ele reforça que, apesar do cenário positivo, atingir esses números exige investimento em tecnologia e acompanhamento técnico ao longo de todo o ciclo. “A gente tem tecnologia e material genético que vão permitir chegar próximo disso”, diz.

Nesse contexto, a assistência técnica aparece como fator determinante para reduzir riscos e garantir eficiência. “É importante buscar conhecimento e pessoas que já têm know-how na região para que você tenha sucesso na cultura”, conclui.

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Soja: veja como ficaram as cotações no fechamento de hoje

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Foto: Pixabay/montagem

O mercado brasileiro de soja encerrou a semana com pouco reporte de negócios, mantendo o ritmo observado nos últimos dias. De acordo com o analista da Safras & Mercado Rafael Silveira, as cotações oscilaram entre estáveis e mais altas no mercado físico, sustentadas pela demanda local em algumas regiões.

Silveira destaca que o basis favoreceu a alta das cotações em algumas praças, como Minas Gerais, movimento também observado em outras regiões.

Em Chicago, a sessão foi marcada por oscilações contidas, enquanto o dólar recuou e os prêmios permaneceram firmes, praticamente nos mesmos níveis registrados ao longo da semana.

“Sem muitas novidades, com o relatório da próxima semana pela frente, ninguém quis fazer grandes movimentos”, resume o analista.

Preço da saca de soja hoje

  • Passo Fundo (RS): caiu de R$ 139 para R$ 138
  • Santa Rosa (RS): passou de R$ 140 para R$ 139
  • Cascavel (PR): permaneceu em R$ 134,00
  • Rondonópolis (MT): subiu de R$ 127 para R$ 129
  • Dourados (MS): caiu de R$ 129 para R$ 128
  • Rio Verde (GO): subiu de R$ 127 para R$ 129
  • Porto de Paranaguá (PR): permaneceu em R$ 145
  • Porto de Rio Grande (RS): seguiu em R$ 145

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em baixa nesta sexta-feira, na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), ampliando as perdas semanais – a posição novembro teve queda semanal de 0,95%. Em dia volátil, a previsão de clima favorável para o cinturão produtor dos Estados Unidos acabou preponderando e pressionou as cotações.

As perdas foram limitadas pela recuperação do petróleo e pela boa demanda chinesa pela soja americana, o que colocou os contratos boa parte do dia no território positivo.

Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 238.000 toneladas de soja à China, que serão entregues na temporada 2026/27.

As importações de soja em grão pela China no mês de julho somaram 11,48 milhões de toneladas, 1,6% inferior ao mesmo mês de 2025. No acumulado de 2026, as importações chinesas somaram 60,51 milhões de toneladas, ante 61,05 milhões em igual momento de 2025, o que representa um aumento de 0,7%.

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 1,50 centavo de dólar, ou 0,12%, a US$ 11,76 1/4 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 11,91 1/4 por bushel, com retração de 1,50 centavo de dólar ou 0,12%.

Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 3,20 ou 1,01% a US$ 313,40 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 67,88 centavos de dólar, com ganho de 0,51 centavo ou 0,75%.

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Chuvas dificultam manejo, mas trigo avança bem no Rio Grande do Sul

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As lavouras de trigo no Rio Grande do Sul apresentam bom desenvolvimento, segundo a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater). Na semana, as chuvas mantiveram o solo úmido e dificultaram o tráfego de máquinas, as adubações nitrogenadas em cobertura e as aplicações fitossanitárias nas áreas cultivadas.

De acordo com a Emater, nas lavouras mais desenvolvidas, o aumento da radiação solar no fim do período favoreceu a retomada do crescimento e o avanço para as fases reprodutivas iniciais, que já representam 3% da área. As áreas implantadas mais tardiamente, que somam 97%, seguem em desenvolvimento vegetativo e perfilhamento.

O quadro indica evolução da cultura em diferentes estágios no Estado, com predominância de lavouras ainda em fase vegetativa. Nas áreas em estágio mais avançado, a melhora das condições de radiação contribuiu para o desenvolvimento das plantas após o período de maior umidade no solo.

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Na região de Santa Rosa, 6% das lavouras de trigo ingressaram na fase de floração. Em Santo Antônio das Missões, um episódio de granizo provocou o acamamento das plantas. Ainda assim, a Emater registra expectativa de recuperação da maior parte do potencial produtivo.

O cenário da semana no Rio Grande do Sul combina bom desenvolvimento das lavouras de trigo com limitações operacionais provocadas pelas chuvas, enquanto parte das áreas mais avançadas já inicia fases reprodutivas e de floração.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Agro Mato Grosso

Recorde na safra de milho e cana reduz valor do biocombustível no varejo de MT

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Safra recorde reduz preço do etanol em Mato Grosso para R$ 3,74 nos postos. Confira os dados de produção e o impacto da nova mistura E32.

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