Sustentabilidade
Trigo fecha em baixa em Chicago com expectativas de maior oferta e diplomacia no Mar Negro – MAIS SOJA

A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou a sessão com preços mais baixos. O mercado foi pressionado pelas expectativas de maior disponibilidade de oferta globalmente e por novos esforços diplomáticos para reduzir as tensões entre Rússia e Ucrânia.
O Kremlin informou que houve novos contatos sobre uma proposta da Turquia para garantir a passagem segura de grãos pelo Mar Negro. Os ataques contra portos e embarcações, contudo, continuam limitando as expectativas de retomada dos embarques. Ao mesmo tempo, a Rússia busca rotas alternativas para as exportações, com o porto de Murmansk, no Ártico, preparando equipamentos para movimentar trigo a partir do próximo mês.
Na Ucrânia, a colheita de grãos alcançou 33 milhões de toneladas em 7 milhões de hectares, equivalentes a 61% da área semeada, até 22 de setembro. Chuvas intensas devem predominar em grande parte do país nos próximos sete dias, atrasando a colheita de grãos tardios e oleaginosas, segundo analistas da UAC.
Nos Estados Unidos, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) informou que a colheita do trigo de primavera alcançou 96% da área até 20 de setembro, em linha com o mesmo período do ano passado e com a média dos últimos cinco anos. O plantio do cereal de inverno avançou para 17%, abaixo dos níveis de referência.
Os contratos com entrega em dezembro fecharam cotados a US$ 7,17 1/4 por bushel, com baixa de 9,50 centavos de dólar, ou 1,30%, em relação ao fechamento anterior. Já os contratos com vencimento em março de 2027 encerraram a US$ 7,33 1/4 por bushel, com recuo de 9,50 centavos de dólar, ou 1,27%.
Fonte: Agência Safras
Sustentabilidade
Dessecação pré-semeadura requer planejamento para evitar fitotoxicidade na soja – MAIS SOJA

O controle eficiente das plantas daninhas é indispensável para preservar o potencial produtivo da soja. Essas espécies competem com a cultura por recursos essenciais, como água, radiação solar e nutrientes, podendo reduzir significativamente a produtividade da lavoura. Nesse contexto, estabelecer a cultura “no limpo” e manter um controle adequado das plantas daninhas durante a pós-emergência da soja são estratégias fundamentais para a obtenção de elevadas produtividades.
Além da competição direta com a cultura, as plantas daninhas podem atuar como ponte verde para a sobrevivência e multiplicação de pragas e patógenos que acometem a soja, potencializando os danos à lavoura. Dessa forma, o manejo eficiente dessas espécies constitui uma importante estratégia dentro do sistema de produção, envolvendo a utilização de herbicidas na pré-semeadura e na pós-emergência da cultura, de acordo com as características das espécies presentes e das condições da área.
Entretanto, algumas espécies de plantas daninhas apresentam elevado grau de dificuldade de controle, especialmente em situações de resistência a determinados mecanismos de ação. Nesses casos, pode ser necessária a utilização de herbicidas não seletivos à soja durante o período de pré-semeadura, buscando aumentar a eficiência do manejo. Esses produtos podem ser utilizados de forma isolada ou em associação, inclusive por meio de aplicações sequenciais. Dependendo do herbicida empregado, da dose, das condições ambientais e do intervalo entre a aplicação e a semeadura, podem ocorrer efeitos indesejados sobre a emergência e o desenvolvimento inicial da soja em decorrência da fitotoxicidade.
Nesse sentido, compreender o intervalo necessário entre a aplicação dos herbicidas e a semeadura da soja, assim como realizar um planejamento adequado das pulverizações, é fundamental para reduzir o risco de injúrias à cultura. Pesquisas conduzidas pela Fundação Rio Verde avaliaram, na safra 2025/26, os intervalos de segurança entre a aplicação de diferentes herbicidas em pré-semeadura e a implantação da soja.
Conforme destacado por Pengo et al. (2026), alguns dos herbicidas avaliados apresentam maior potencial de causar fitotoxicidade à cultura (Tabela 1), demandando maior intervalo entre a aplicação e a semeadura para reduzir o risco de danos à soja. Por outro lado, os resultados apresentados por Pengo et al. (2026) indicam que, para os herbicidas avaliados, de modo geral, um intervalo de 20 dias entre a aplicação e a semeadura esteve associado a baixo risco de fitotoxicidade à soja.
Tabela 1. Fitotoxicidade aos 35 dias após a emergência (DAE) da cultura da soja em função dos herbicidas e momentos de aplicação avaliados. Fundação Rio Verde, 2026.
Embora o intervalo entre a dessecação pré-semeadura e a semeadura da soja possa variar em função do herbicida utilizado, da dose aplicada e das condições ambientais, Hermani (2021) recomenda que a dessecação pré-semeadura seja realizada, preferencialmente, com antecedência de 15 a 20 dias em relação à semeadura da soja. Entretanto, algumas moléculas apresentam particularidades quanto ao intervalo necessário entre a aplicação e a implantação da cultura. Para determinados herbicidas, como mesotriona, atrazina e iodosulfurom, esse período pode ser significativamente maior, chegando a até 90 dias, como forma de reduzir o risco de fitotoxicidade e favorecer o adequado estabelecimento da soja.
Ainda assim, o intervalo entre a aplicação e a semeadura não deve ser definido de maneira isolada, uma vez que a persistência e a disponibilidade dos herbicidas no ambiente são influenciadas pelo produto utilizado, dose, condições ambientais e características do solo e da área. Dessa forma, é fundamental observar as recomendações específicas para cada herbicida e seguir as orientações técnicas descritas em bula, respeitando os intervalos de segurança estabelecidos para a cultura.
Confira, a seguir, outros intervalos recomendados entre a dessecação e a semeadura da soja para alguns dos principais herbicidas utilizados no manejo de plantas daninhas da cultura.
Figura 1. Intervalo entre a aplicação de herbicidas e a semeadura das culturas do milho, trigo, soja e feijão.

Veja mais: Dessecação sequencial contribui para o manejo de plantas daninhas de difícil controle

Referências:
PENGO, R. et al. INTERVALOS DE SEGURANÇA DE HERBICIDAS EM PRÉ-SEMEADURA DA SOJA: SAFRA 2025/26. Fundação Rio Verde, 2026. Disponível em: < https://fundacaorioverde.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Intervalos-de-Seguranca-de-Herbicidas-Soja-2.pdf >, acesso em: 23/09/2026.
HERMANI, L. C. SISTEMA PLANTIO DIRETO: SUBSISTEMA SOJA. Embrapa, 2021. Disponível em: < https://www.embrapa.br/en/agencia-de-informacao-tecnologica/tematicas/sistema-plantio-direto/agrossistemas/sistema-santanna/producao/subsistema-soja?_ga=2.52221152.813319080.1701776449-1900144807.1687386007 >, acesso em: 23/09/2026.

Sustentabilidade
Mercado brasileiro de soja deve seguir com ritmo limitado com Chicago em baixa – MAIS SOJA

O mercado brasileiro de soja deve seguir com pouca força nesta quarta-feira (23), apesar da valorização de mais de 0,50% do dólar. Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos operam em baixa, com os agentes adotando cautela antes do encontro entre Estados Unidos e China, previsto para quinta-feira (24). A reunião pode trazer novos sinais sobre a demanda chinesa pela soja norte-americana, fator relevante para a formação dos preços internacionais e para a competitividade do Brasil, um dos principais fornecedores globais da oleaginosa.
Ontem (22), o mercado brasileiro de soja teve pouca movimentação nesta sexta-feira (18), em uma sessão marcada pela queda das cotações na Bolsa de Chicago. O analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, destaca que o grão acompanhou o recuo do farelo e sentiu a pressão exercida pelo avanço da colheita americana sobre os preços.
No mercado brasileiro, os recuos foram mais perceptíveis nos portos, acompanhando a paridade. Ainda assim, Silveira ressalta que o mercado permanece bastante nominal e que não houve grandes perdas de valor no grão.
Os vendedores seguem pressionando os compradores, com pedidas elevadas, enquanto as ofertas de compra apresentam pouca alteração, apesar de já estarem em níveis considerados fortes.
“Seguimos com um spread forte no mercado disponível, de até R$ 7,00 por saca, dependendo da praça, mas sem movimentos”, destaca Silveira.
No mercado físico, em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos recuou de R$ 154,50 para R$ 154,00, enquanto em Santa Rosa (RS) caiu de R$ 155,50 para R$ 154,00. Em Cascavel (PR), as cotações passaram de R$ 152,00 para R$ 151,00. Em Rondonópolis (MT), os preços seguiram em R$ 147,00, enquanto em Dourados (MS) a saca também permaneceu em R$ 147,00. Já em Rio Verde (GO), a cotação aumentou de R$ 148,00 para R$ 149,00.
Nos portos, em Paranaguá (PR), a saca recuou de R$ 163,00 para R$ 162,00. Em Rio Grande (RS), as referências também caíram de R$ 163,50 para R$ 162,00.
CHICAGO
- A Bolsa de Mercadorias de Chicago opera com baixa de 0,86%, o contrato novembro/26 está cotado a US$ 13,14 por bushels.
- O mercado segue em compasso de espera antes da reunião de quinta-feira (24) entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente chinês, Xi Jinping, em Washington. A grande expectativa é se Pequim concordará com novas compras e retirará a tarifa de importação de 10% sobre a soja dos EUA.
- A Sinograin, estatal chinesa responsável pelas reservas, anunciou na terça-feira seu segundo leilão de grande escala de soja importada em setembro, vendendo mais de meio milhão de toneladas.
- Completa o quadro negativo a alta do dólar frente a outras moedas correntes.
CÂMBIO
- O dólar comercial registra ganho de 0,50% a R$ 5,1284. O Dollar Index registra avanço de 0,26% a 100,864 pontos.
INDICADORES FINANCEIROS
- As principais bolsas da Ásia operaram mistas. Xangai, -0,39%. Japão, feriado.
- As principais bolsas na Europa operam com perdas. Paris, -0,40%. Frankfurt, -0,70%. Londres, -0,05%
- O petróleo opera em alta. Novembro do WTI em NY: US$ 91,26 o barril (+0,26%).
AGENDA
Quarta-feira (23/09)
- 11:30 – EUA: Relatório Semanal de Petróleo da EIA.
Quinta-feira (24/09)
- 08:00 – Relatório de Política Monetária (RPM) do 3o trimestre/BC.
- 09:00 – Estimativa de safra de café do Brasil/Conab.
- 09:30 – Dados de exportação semanal de grãos dos EUA/USDA.
- 15:00 – Relatório de condições das lavouras da Argentina – Ministério da Agricultura.
- 15:00 – Dados de desenvolvimento das lavouras argentinas – Bolsa de Cereais de Buenos Aires.
- 16:00 – Dados de desenvolvimento das lavouras no RS – Emater, na parte da tarde.
- Reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN).
- EUA: Presidente Donald Trump recebe o presidente da China, Xi Jinping, para visita de Estado.
Sexta-feira (25/09)
- China: Feriado; mercados financeiros fechados.
- 09:00 – IPCA-15 de setembro/IBGE.
- 16:00 – Dados de evolução das lavouras do Mato Grosso – Imea.
Fonte: Agência Safras
Autor:Ritiele Rodrigues – ritiele.rodrigues@safras.com.br (Safras News)
Site: Agência Safras
Sustentabilidade
IMEA: Safra 26/27 de algodão: área e produção crescem, mas incertezas climáticas e custos pressionam margens – MAIS SOJA

A Conab divulgou, na última semana, a perspectiva para a safra 26/27 de algodão brasileiro. De acordo com os dados da Companhia, a área cultivada deve crescer 3,68% ante a registrada no ciclo 25/26, alcançando 2,09 mi de ha. Entre os estados, os maiores incrementos percentuais são esperados em Rondônia (28,79%), Maranhão (9,48%) e Piauí (8,29%).
Em Mato Grosso, principal produtor nacional, a expansão projetada é de 3,38%, o que representa, em hectares, o maior aumento entre os estados. Para a produtividade, a estimativa aponta uma redução de 3,23% em relação à projeção para a safra 25/26, cenário relacionado às incertezas quanto aos possíveis impactos climáticos associados ao El Niño sobre as lavouras do país. Por fim, apesar da menor produtividade, a ampliação da área cultivada deve compensar parte dessa queda e sustentar o aumento da produção, prevista em 10,05 milhões de t de algodão em caroço, volume 0,33% superior ao estimado para a temporada 25/26.
Confira os principais destaques do boletim:
- ELEVAÇÃO: o dólar corrente registrou aumento de 1,15% na semana, refletindo a maior aversão global e as incertezas fiscais e institucionais no Brasil.
- RECUO: com o avanço do beneficiamento, e consequentemente a maior disponibilidade do caroço no mercado, a cotação do coproduto recuou 4,35% na semana.
- DESVALORIZAÇÃO: diante da baixa semanal no contrato de jul/27 na bolsa de NY, a paridade de exportação, para o mesmo contrato, exibiu queda de 2,85% na semana.
Em ago/26, de acordo com o projeto CPA-MT¹, o custeio estimado da safra 26/27 ficou em R$ 10.617,82/ha, recuo de 0,11% no mês.
Apesar do recuo no custeio, o COE ficou em R$ 15.250,61/ha, alta de 0,13% no mês, puxada pelas despesas com arrendamento, que subiu 4,72%. O COT e o CT ficaram previstos em R$ 16.264,37/ha e R$ 18.709,02/ha, com altas mensais de 0,25% e 0,21%, respectivamente. Considerando a produtividade média dos últimos três anos, de 126,86 @/ha de pluma, o produto deve ser negociado a, no mínimo, R$ 120,06/@ para cobrir o COE, R$ 128,20/@, o COT, e R$ 147,47/@, o CT.
Assim, com o preço médio ponderado da comercialização da safra 26/27 até ago/26, em R$129,67/@, é possível cobrir o COE e o COT, porém com margem apertada. Por fim, apesar das altas nos preços nos últimos meses, a rentabilidade do cotonicultor segue pressionada, reforçando a importância de uma gestão eficiente no planejamento da próxima temporada.
Fonte: IMEA
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