Sustentabilidade
IMEA: Início da semeadura de soja em MT atinge 1,15%, mas irregularidade das chuvas exige cautela – MAIS SOJA

Soja: Em ago/26 o custeio da safra 26/27 ficou estimado em R$ 4.326,01/ha, ou 38,69 sc/ha, ajuste de 0,06% em relação ao último mês. Apesar de a consolidação do custo vir apenas no próximo mês, esse já é um resultado próximo do resultado final (dado que as compras de insumos para a temporada já estão praticamente encerradas) e já está 2,08% acima do observado na safra 25/26, cujo custeio ficou consolidado em 37,90 sc/ha.
Dessa forma, com o custo mais elevado e diante do cenário climático de El Niño para este ano, que deve pressionar a produtividade da oleaginosa, o produtor mato-grossense deve se atentar, especialmente, ao 3º pilar da rentabilidade, ou seja, o preço de venda através da comercialização do grão, aproveitando as oportunidades oferecidas pelo mercado. Chicago já apresentou boas janelas de negociação, com vencimentos futuros acima de ¢US$ 13,00/bu, o que se reflete no ritmo de comercialização da safra 2026/27, que está acima do observado nas safras mais recentes.
Confira os principais destaques do boletim:
- QUEDA: o basis da soja no estado segue se fortalecendo, com recuo de 8,05% frente à semana passada, refletindo os ganhos mais intensos do grão no mercado interno.
- VALORIZAÇÃO: o preço da saca de soja em Mato Grosso apresentou alta de 1,63% em relação à semana passada, acompanhando, em partes, a alta em Chicago.
- INCREMENTO: impulsionada pelo aumento da aversão ao risco global e às incertezas fiscais no Brasil, a moeda norte-americana encerrou a semana na média de R$ 5,16/US$.
Semeadura da oleaginosa avança em MT, mas condições climáticas limitam ritmo no campo.
A semeadura da safra 26/27 de soja no estado atingiu 1,15% dos 13,05 milhões de hectares previstos para a temporada, na última semana (18/09), ficando 0,60 p.p. acima do registrado no mesmo período da safra 25/26 e 0,21 p.p. acima da média dos últimos cinco anos. Apesar do avanço, o ritmo dos trabalhos segue condicionado à regularização da umidade do solo, mantendo os sojicultores cautelosos diante das condições para o desenvolvimento inicial da cultura e o avanço das atividades a campo.
Entre as regiões do estado, Oeste e Médio-Norte seguem como as mais adiantadas, com 2,19% e 2,16% das áreas semeadas, respectivamente, cenário favorecido pelas precipitações pontuais. Para os próximos sete dias, as projeções do NOAA indicam um cenário de chuvas limitadas em Mato Grosso, o que mantém a atenção voltada às condições de umidade do solo e ao avanço da semeadura no estado.
Fonte: IMEA
Sustentabilidade
Soja/ Avanço tímido no campo: com 0,5% semeado, seca restringe máquinas em MT e chuvas favorecem o Sul – MAIS SOJA

Soja/BR: 0,5% semeado. Em MT, a semeadura segue praticamente restrita às áreas irrigadas por pivô central. No sequeiro, o avanço das máquinas permanece contido, já que as chuvas registradas até o momento são insuficientes para reverter o baixo armazenamento hídrico do solo.
Em MS, há boas condições de umidade no solo para o início da semeadura em quase todo o estado, exceto pontos do extremo norte sem precipitação. No PR, algumas regiões saíram do vazio sanitário e iniciaram o plantio. As áreas já semeadas apresentam bom desenvolvimento.
Previsão Agrometeorológica (21/09/2026 a 28/09/2026)
N-NE: Na Região Norte, os maiores acumulados estão previstos para o Noroeste da região, especialmente, no Oeste e no centro do AM, com valores que podem ultrapassar 80 mm em algumas áreas. Já na Região Nordeste, as chuvas devem ficar restritas à faixa litorânea entre a BA e AL, com acumulados máximos previstos em torno de 20 mm. No interior da região Nordeste, o tempo deve permanecer estável, sem previsão de chuva significativa. A falta de chuvas manterá a restrição hídrica para os cultivos de terceira safra em estádio reprodutivo em ambas as Regiões. Contudo, a maturação e a colheita das lavouras de algodão, milho segunda e terceira, feijão terceira e trigo serão favorecidos pelo clima seco e quente.
CO: Os acumulados mais expressivos devem ocorrer no Sul de MS, podendo superar 50 mm. Ao longo da semana, há indicação de ocorrência de chuvas isoladas em grande parte da Região, inclusive no DF. Já no Norte de GO e parte do Nordeste de MT, o tempo ficará predominantemente estável. As condições serão favoráveis para a finalização da colheita dos cultivos de segunda e terceiras safras, além do início da semeadura da primeira safra 2026/27 em algumas áreas.
SE: A semana inicia com instabilidades na maior parte da Região. Os maiores acumulados são previstos para os estados de SP e RJ, onde os valores podem ultrapassar 80 mm em algumas áreas. Nas demais áreas da Região, não se descarta a ocorrência de chuvas isoladas, no entanto, com acumulados semanais menos expressivos. No Norte de MG, as condições serão estáveis ao longo do período. As condições serão favoráveis para a maturação e colheita das lavouras de inverno, segunda e terceira safras.
S: A semana começa com forte instabilidade, sobretudo na Serra Gaúcha. No início da semana, as áreas com acumulados mais expressivos podem avançar para o Norte do RS, SC e algumas áreas do PR. No decorrer da semana, o tempo permanecerá estável, sem acumulados significativos, e as temperaturas devem reduzir com possibilidade de ocorrência de geadas em parte de SC e RS. O tempo voltará a ficar instável durante o final de semana, no Leste da Região. O excesso de chuva pode restringir o desenvolvimento, florescimento e enchimento de grãos, bem como a maturação e colheita dos cultivos de inverno em parte da Região.
Fonte: Conab

Sustentabilidade
Panorama do trigo 26/27: Colheita atinge 21,6% no país sob alerta sanitário e climático no Sul – MAIS SOJA

Trigo/BR: 21,6% colhido. No RS, o tempo seco favoreceu a entrada das máquinas para os manejos. A boa luminosidade e as temperaturas adequadas favoreceram o desenvolvimento. As geadas da semana não atingiram as regiões em que as lavouras estão em fase reprodutiva.
No PR, as lavouras apresentam bom desenvolvimento no geral. A colheita é priorizada nos intervalos sem chuva. A produtividade encontra-se baixa até o momento. Em SC, no Oeste e Extremo Oeste, as áreas mais precoces estão em espigamento, florescimento e enchimento de grãos, sendo as mais sensíveis à continuidade das chuvas. No Meio-Oeste, nos Planaltos e na Serra, predominam o alongamento e o emborrachamento. A pressão fitossanitária segue elevada, com atenção à giberela, à ferrugem, ao oídio e às manchas foliares.
Em SP, as chuvas e as temperaturas baixas geram grande preocupação, observando-se grãos com germinação na própria planta nas regiões com excesso de chuva. Em MG, a colheita está bastante adiantada, sem perdas causadas pelas chuvas na fase final de maturação e colheita.
Em GO, restam alguns pivôs para o encerramento da colheita, sem perdas causadas pelas chuvas recentes. Em MS, apesar do período chuvoso, a colheita foi finalizada. Na BA, a colheita segue conforme as lavouras atingem o ponto de colheita.
Fonte: Conab
Sustentabilidade
IMEA: Custos de produção do milho avançam em MT, enquanto Conab projeta safra maior em 26/27 – MAIS SOJA

Segundo o Projeto Custo de Produção Agropecuário MT (Senar/Imea), em ago/26, o custeio do milho da safra 26/27 em MT foi estimado em R$ 3.780,59/ha, alta de 0,05% frente a jul/26 e de 13,89% ante a safra 25/26. Apesar da relativa estabilidade mensal, o avanço anual do custeio ainda reflete os patamares mais elevados dos principais insumos da cultura, em um cenário de volatilidade no mercado internacional de fertilizantes.
Entre os principais componentes, os defensivos apresentaram o maior aumento anual de 23,37%, para R$ 910,23/ha, seguidos pelas sementes e pelos fertilizantes e corretivos, ambos com alta de 9,08%, para R$ 848,08/ha e R$ 1.550,94/ha, respectivamente. Juntos, esses três grupos representam 87,53% do custeio. O Custo Operacional Efetivo (COE) foi estimado em R$ 5.507,85/ha, alta de 14,60% ante a safra 25/26, enquanto o Custo Total (CT) atingiu R$ 7.378,56/ha, avanço de 9,70% ante à safra passada, mantendo as margens do produtor pressionadas diante do avanço dos custos.
Confira os principais destaques do boletim:
- VALORIZAÇÃO: o preço do milho em Chicago avançou 4,21% frente à semana passada, encerrando o período cotado a US$ 5,32/bu, sustentado pela piora das condições das lavouras nos EUA.
- ALTA: o dólar compra Ptax avançou 1,15% ante à semana passada, encerrando o período cotado a R$ 5,16/US$, diante do aumento da aversão ao risco global e das incertezas fiscais no Brasil.
- QUEDA: o preço da saca de milho na bolsa Cepea apresentou baixa de 1,30% ante a semana passada, encerrando a semana cotada a R$ 69,43/sc.
Em set/26, a Conab projetou a produção BR de milho da safra 25/26 em 144,01 mi de t, alta anual de 1,27%.
A área cultivada alcançou 22,60 mi de ha em 25/26, avanço de 3,49% ante 24/25, enquanto a produtividade média recuou 1,42%, para 106,20 sc/ha. O menor rendimento em alguns estados limitou a produção, mas a expansão da área sustentou a oferta. Na demanda, o consumo doméstico foi projetado em 98,20 mi de t, alta de 7,82%, impulsionada pela maior absorção pelas usinas. As exportações cresceram 5,49%, para 43,92 mi de t, ampliando o escoamento e mantendo os estoques em 15,65 mi de t. Para 26/27, a produção foi projetada em 148,00 mi de t, avanço de 2,77%, sustentado pela expansão da área, enquanto o rendimento dependerá das condições climáticas e das janelas de semeadura.
O consumo interno deve crescer 6,73%, para 104,81 mi de t, apoiado pelo maior uso para ração, entrada de novas usinas e ampliação da moagem, enquanto as exportações avançam 4,78%, para 46,02 mi de t. Com a maior absorção do cereal, os estoques finais tendem a recuar para 14,53 mi de t.
Fonte: IMEA
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