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23 de setembro de 2026

Sustentabilidade

Mercado brasileiro de soja deve seguir com ritmo limitado com Chicago em baixa – MAIS SOJA

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O mercado brasileiro de soja deve seguir com pouca força nesta quarta-feira (23), apesar da valorização de mais de 0,50% do dólar. Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos operam em baixa, com os agentes adotando cautela antes do encontro entre Estados Unidos e China, previsto para quinta-feira (24). A reunião pode trazer novos sinais sobre a demanda chinesa pela soja norte-americana, fator relevante para a formação dos preços internacionais e para a competitividade do Brasil, um dos principais fornecedores globais da oleaginosa.

Ontem (22), o mercado brasileiro de soja teve pouca movimentação nesta sexta-feira (18), em uma sessão marcada pela queda das cotações na Bolsa de Chicago. O analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, destaca que o grão acompanhou o recuo do farelo e sentiu a pressão exercida pelo avanço da colheita americana sobre os preços.

No mercado brasileiro, os recuos foram mais perceptíveis nos portos, acompanhando a paridade. Ainda assim, Silveira ressalta que o mercado permanece bastante nominal e que não houve grandes perdas de valor no grão.

Os vendedores seguem pressionando os compradores, com pedidas elevadas, enquanto as ofertas de compra apresentam pouca alteração, apesar de já estarem em níveis considerados fortes.

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“Seguimos com um spread forte no mercado disponível, de até R$ 7,00 por saca, dependendo da praça, mas sem movimentos”, destaca Silveira.

No mercado físico, em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos recuou de R$ 154,50 para R$ 154,00, enquanto em Santa Rosa (RS) caiu de R$ 155,50 para R$ 154,00. Em Cascavel (PR), as cotações passaram de R$ 152,00 para R$ 151,00. Em Rondonópolis (MT), os preços seguiram em R$ 147,00, enquanto em Dourados (MS) a saca também permaneceu em R$ 147,00. Já em Rio Verde (GO), a cotação aumentou de R$ 148,00 para R$ 149,00.

Nos portos, em Paranaguá (PR), a saca recuou de R$ 163,00 para R$ 162,00. Em Rio Grande (RS), as referências também caíram de R$ 163,50 para R$ 162,00.

CHICAGO
  • A Bolsa de Mercadorias de Chicago opera com baixa de 0,86%, o contrato novembro/26 está cotado a US$ 13,14 por bushels.
  • O mercado segue em compasso de espera antes da reunião de quinta-feira (24) entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente chinês, Xi Jinping, em Washington. A grande expectativa é se Pequim concordará com novas compras e retirará a tarifa de importação de 10% sobre a soja dos EUA.
  • A Sinograin, estatal chinesa responsável pelas reservas, anunciou na terça-feira seu segundo leilão de grande escala de soja importada em setembro, vendendo mais de meio milhão de toneladas.
  • Completa o quadro negativo a alta do dólar frente a outras moedas correntes.
CÂMBIO
  • O dólar comercial registra ganho de 0,50% a R$ 5,1284. O Dollar Index registra avanço de 0,26% a 100,864 pontos.
INDICADORES FINANCEIROS
  • As principais bolsas da Ásia operaram mistas. Xangai, -0,39%. Japão, feriado.
  • As principais bolsas na Europa operam com perdas. Paris, -0,40%. Frankfurt, -0,70%. Londres, -0,05%
  • O petróleo opera em alta. Novembro do WTI em NY: US$ 91,26 o barril (+0,26%).
AGENDA

Quarta-feira (23/09)

  • 11:30 – EUA: Relatório Semanal de Petróleo da EIA.

Quinta-feira (24/09)

  • 08:00 – Relatório de Política Monetária (RPM) do 3o trimestre/BC.
  • 09:00 – Estimativa de safra de café do Brasil/Conab.
  • 09:30 – Dados de exportação semanal de grãos dos EUA/USDA.
  • 15:00 – Relatório de condições das lavouras da Argentina – Ministério da Agricultura.
  • 15:00 – Dados de desenvolvimento das lavouras argentinas – Bolsa de Cereais de Buenos Aires.
  • 16:00 – Dados de desenvolvimento das lavouras no RS – Emater, na parte da tarde.
  • Reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN).
  • EUA: Presidente Donald Trump recebe o presidente da China, Xi Jinping, para visita de Estado.

Sexta-feira (25/09)

  • China: Feriado; mercados financeiros fechados.
  • 09:00 – IPCA-15 de setembro/IBGE.
  • 16:00 – Dados de evolução das lavouras do Mato Grosso – Imea.

Fonte: Agência Safras



 

FONTE
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Autor:Ritiele Rodrigues – ritiele.rodrigues@safras.com.br (Safras News)

Site: Agência Safras

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Sustentabilidade

Trigo fecha em baixa em Chicago com expectativas de maior oferta e diplomacia no Mar Negro – MAIS SOJA

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A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou a sessão com preços mais baixos. O mercado foi pressionado pelas expectativas de maior disponibilidade de oferta globalmente e por novos esforços diplomáticos para reduzir as tensões entre Rússia e Ucrânia.

O Kremlin informou que houve novos contatos sobre uma proposta da Turquia para garantir a passagem segura de grãos pelo Mar Negro. Os ataques contra portos e embarcações, contudo, continuam limitando as expectativas de retomada dos embarques. Ao mesmo tempo, a Rússia busca rotas alternativas para as exportações, com o porto de Murmansk, no Ártico, preparando equipamentos para movimentar trigo a partir do próximo mês.

Na Ucrânia, a colheita de grãos alcançou 33 milhões de toneladas em 7 milhões de hectares, equivalentes a 61% da área semeada, até 22 de setembro. Chuvas intensas devem predominar em grande parte do país nos próximos sete dias, atrasando a colheita de grãos tardios e oleaginosas, segundo analistas da UAC.

Nos Estados Unidos, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) informou que a colheita do trigo de primavera alcançou 96% da área até 20 de setembro, em linha com o mesmo período do ano passado e com a média dos últimos cinco anos. O plantio do cereal de inverno avançou para 17%, abaixo dos níveis de referência.

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Os contratos com entrega em dezembro fecharam cotados a US$ 7,17 1/4 por bushel, com baixa de 9,50 centavos de dólar, ou 1,30%, em relação ao fechamento anterior. Já os contratos com vencimento em março de 2027 encerraram a US$ 7,33 1/4 por bushel, com recuo de 9,50 centavos de dólar, ou 1,27%.

Fonte: Agência Safras


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Sustentabilidade

IMEA: Safra 26/27 de algodão: área e produção crescem, mas incertezas climáticas e custos pressionam margens – MAIS SOJA

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A Conab divulgou, na última semana, a perspectiva para a safra 26/27 de algodão brasileiro. De acordo com os dados da Companhia, a área cultivada deve crescer 3,68% ante a registrada no ciclo 25/26, alcançando 2,09 mi de ha. Entre os estados, os maiores incrementos percentuais são esperados em Rondônia (28,79%), Maranhão (9,48%) e Piauí (8,29%).

Em Mato Grosso, principal produtor nacional, a expansão projetada é de 3,38%, o que representa, em hectares, o maior aumento entre os estados. Para a produtividade, a estimativa aponta uma redução de 3,23% em relação à projeção para a safra 25/26, cenário relacionado às incertezas quanto aos possíveis impactos climáticos associados ao El Niño sobre as lavouras do país. Por fim, apesar da menor produtividade, a ampliação da área cultivada deve compensar parte dessa queda e sustentar o aumento da produção, prevista em 10,05 milhões de t de algodão em caroço, volume 0,33% superior ao estimado para a temporada 25/26.

Confira os principais destaques do boletim:
  • ELEVAÇÃO: o dólar corrente registrou aumento de 1,15% na semana, refletindo a maior aversão global e as incertezas fiscais e institucionais no Brasil.
  • RECUO: com o avanço do beneficiamento, e consequentemente a maior disponibilidade do caroço no mercado, a cotação do coproduto recuou 4,35% na semana.
  • DESVALORIZAÇÃO: diante da baixa semanal no contrato de jul/27 na bolsa de NY, a paridade de exportação, para o mesmo contrato, exibiu queda de 2,85% na semana.

Em ago/26, de acordo com o projeto CPA-MT¹, o custeio estimado da safra 26/27 ficou em R$ 10.617,82/ha, recuo de 0,11% no mês.

Apesar do recuo no custeio, o COE ficou em R$ 15.250,61/ha, alta de 0,13% no mês, puxada pelas despesas com arrendamento, que subiu 4,72%. O COT e o CT ficaram previstos em R$ 16.264,37/ha e R$ 18.709,02/ha, com altas mensais de 0,25% e 0,21%, respectivamente. Considerando a produtividade média dos últimos três anos, de 126,86 @/ha de pluma, o produto deve ser negociado a, no mínimo, R$ 120,06/@ para cobrir o COE, R$ 128,20/@, o COT, e R$ 147,47/@, o CT.

Assim, com o preço médio ponderado da comercialização da safra 26/27 até ago/26, em R$129,67/@, é possível cobrir o COE e o COT, porém com margem apertada. Por fim, apesar das altas nos preços nos últimos meses, a rentabilidade do cotonicultor segue pressionada, reforçando a importância de uma gestão eficiente no planejamento da próxima temporada.

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Fonte: IMEA



 

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Sustentabilidade

IMEA: Início da semeadura de soja em MT atinge 1,15%, mas irregularidade das chuvas exige cautela – MAIS SOJA

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Soja: Em ago/26 o custeio da safra 26/27 ficou estimado em R$ 4.326,01/ha, ou 38,69 sc/ha, ajuste de 0,06% em relação ao último mês. Apesar de a consolidação do custo vir apenas no próximo mês, esse já é um resultado próximo do resultado final (dado que as compras de insumos para a temporada já estão praticamente encerradas) e já está 2,08% acima do observado na safra 25/26, cujo custeio ficou consolidado em 37,90 sc/ha.

Dessa forma, com o custo mais elevado e diante do cenário climático de El Niño para este ano, que deve pressionar a produtividade da oleaginosa, o produtor mato-grossense deve se atentar, especialmente, ao 3º pilar da rentabilidade, ou seja, o preço de venda através da comercialização do grão, aproveitando as oportunidades oferecidas pelo mercado. Chicago já apresentou boas janelas de negociação, com vencimentos futuros acima de ¢US$ 13,00/bu, o que se reflete no ritmo de comercialização da safra 2026/27, que está acima do observado nas safras mais recentes.

Confira os principais destaques do boletim:
  • QUEDA: o basis da soja no estado segue se fortalecendo, com recuo de 8,05% frente à semana passada, refletindo os ganhos mais intensos do grão no mercado interno.
  • VALORIZAÇÃO: o preço da saca de soja em Mato Grosso apresentou alta de 1,63% em relação à semana passada, acompanhando, em partes, a alta em Chicago.
  • INCREMENTO: impulsionada pelo aumento da aversão ao risco global e às incertezas fiscais no Brasil, a moeda norte-americana encerrou a semana na média de R$ 5,16/US$.
Semeadura da oleaginosa avança em MT, mas condições climáticas limitam ritmo no campo.

A semeadura da safra 26/27 de soja no estado atingiu 1,15% dos 13,05 milhões de hectares previstos para a temporada, na última semana (18/09), ficando 0,60 p.p. acima do registrado no mesmo período da safra 25/26 e 0,21 p.p. acima da média dos últimos cinco anos. Apesar do avanço, o ritmo dos trabalhos segue condicionado à regularização da umidade do solo, mantendo os sojicultores cautelosos diante das condições para o desenvolvimento inicial da cultura e o avanço das atividades a campo.

Entre as regiões do estado, Oeste e Médio-Norte seguem como as mais adiantadas, com 2,19% e 2,16% das áreas semeadas, respectivamente, cenário favorecido pelas precipitações pontuais. Para os próximos sete dias, as projeções do NOAA indicam um cenário de chuvas limitadas em Mato Grosso, o que mantém a atenção voltada às condições de umidade do solo e ao avanço da semeadura no estado.

Fonte: IMEA

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Agro MT