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7 de novembro de 2026

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Facção criminosa usava distribuição de cestas básicas para lavar dezenas de milhões em MT

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Polícia Civil cumpre mandados em quatro cidades e bloqueia bens. Investigação aponta que empresa de fachada movimentou R$ 13 milhões em Várzea Grande

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quarta-feira (23.9), a Operação Janus para cumprir ordens judiciais contra integrantes de uma facção criminosa investigada por usar cestas básicas para lavagem de dinheiro obtido com ações criminosas.

Na operação, são cumpridas 14 ordens judiciais, sendo 11 mandados de busca e apreensão, além do sequestro de bens móveis e imóveis relacionados aos fatos apurados. Os suspeitos são investigados pelos crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa.

As ordens judiciais foram deferidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias – Polo Cuiabá, com base em investigações conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado e pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco).

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As ordens judiciais são cumpridas em Cuiabá, Várzea Grande e Rondonópolis, além de Goiânia, capital de Goiás. Os trabalhos contam com o apoio de equipes da Delegacia Regional de Rondonópolis, da Delegacia Especializada de Crimes Fazendários (Defaz) e da Polícia Civil de Goiás.

Núcleo criminoso

Iniciada a partir da análise de materiais apreendidos em ações anteriores da GCCO/Draco, a investigação permitiu identificar a atuação de integrantes de uma facção criminosa, inclusive pessoas que, mesmo custodiadas, participavam da articulação de atividades ilícitas.

A investigação identificou que empresas formalmente constituídas para o comércio de alimentos e cestas básicas eram utilizadas pelo núcleo do grupo criminoso como instrumento para movimentar e dar aparência de legalidade a recursos obtidos por meio das ações criminosas.

Durante a apuração dos fatos, foi possível identificar a movimentação de recursos e o papel desempenhado por diferentes integrantes do grupo.

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Dinâmica de assistencialismo

Segundo as investigações, o núcleo criminoso utilizava a distribuição de cestas básicas como uma forma de assistencialismo voltada a integrantes e simpatizantes do grupo criminoso.

Os elementos apurados apontam que os recursos utilizados na aquisição dos alimentos seriam provenientes, direta ou indiretamente, de atividades criminosas, especialmente tráfico de drogas e golpes virtuais. Posteriormente, os valores eram inseridos em operações comerciais simuladas, com o objetivo de ocultar ou dissimular sua origem.

Alguns integrantes eram responsáveis pela obtenção e movimentação dos recursos, enquanto outros atuavam na aquisição dos produtos e na logística de distribuição das cestas básicas.

Um dos investigados era apontado como responsável pela logística de distribuição das cestas básicas e pela tentativa de fortalecimento territorial do grupo criminoso por meio do assistencialismo.

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Lavagem de dinheiro

A apuração também identificou empresas utilizadas para dar suporte à distribuição dos alimentos. Uma delas, sediada em Várzea Grande, movimentou R$ 13,2 milhões em quatro anos, segundo os elementos analisados no processo, apesar de não apresentar estrutura física compatível com a atividade empresarial declarada.

A investigação patrimonial identificou movimentações financeiras consideradas incompatíveis com a capacidade econômica declarada de alguns dos investigados. Entre os casos analisados, há registro de movimentações superiores a R$ 36 milhões em contas de uma das investigadas e de mais de R$ 4,7 milhões em contas de outro alvo.

Descapitalização financeira

A operação tem como objetivo avançar na identificação e constrição do patrimônio relacionado ao grupo criminoso, interrompendo o fluxo financeiro utilizado para manter as atividades ilícitas e o chamado assistencialismo da facção criminosa.

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Entre as ordens judiciais determinadas estão o sequestro de um veículo e de um imóvel localizado em Goiânia (GO), medidas voltadas à preservação de patrimônio que, segundo os elementos apresentados na investigação, pode estar relacionado ao produto ou proveito das atividades criminosas.

As investigações continuam com o objetivo de reunir os elementos necessários à conclusão do inquérito policial e à responsabilização dos envolvidos.

Nome da operação

O nome Janus faz referência ao deus romano Jano, tradicionalmente representado com duas faces.

A denominação remete à dupla finalidade identificada na atuação do núcleo investigado: de um lado, a aparência de assistencialismo proporcionada pela distribuição de cestas básicas; de outro, a utilização dessa estrutura para movimentar recursos de origem ilícita e tentar fortalecer o grupo criminoso e ampliar sua influência territorial.

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Bombeiros salvam bebê de dois meses engasgada com leite materno no interior de MT — O Livre

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Mãe buscou socorro diretamente no quartel da 13ª CIBM na manhã deste sábado; manobra de tapotagem desobstruiu as vias aéreas da criança

O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) socorreu, na manhã deste sábado (7.11), uma bebê de dois meses após um episódio de engasgo em Lucas do Rio Verde (a 332 km de Cuiabá).

Familiares da criança procuraram ajuda diretamente na sede da 13ª Companhia Independente Bombeiro Militar (13ª CIBM), por volta das 7h29. Conforme relato da mãe, a bebê havia se engasgado com leite materno.

Diante da situação, os bombeiros realizaram rapidamente manobras de desengasgo por meio de tapotagem. O procedimento desobstruiu as vias aéreas e restabeleceu a respiração normal da criança.

Em seguida, a bebê foi encaminhada ao Hospital São Lucas, acompanhada pela mãe.

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PGR pede ao STF suspensão nacional de processos contra proibição das “bets” — O Livre

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Paulo Gonet alegou insegurança jurídica diante da proliferação de liminares e solicitou sobrestamento das ações até decisão definitiva do Supremo

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu nesta sexta-feira (6) ao Supremo Tribunal Federal (STF) a suspensão nacional de todas as ações que contestam a decisão do governo federal que proibiu o funcionamento de plataformas de jogos online, as chamadas bets.

Gonet afirmou ao Supremo que a proliferação de decisões judiciais que autorizam a liberação de casas de apostas gera insegurança jurídica.

Para o procurador-geral, os processos devem ficar suspensos até que o STF tome uma decisão definitiva sobre a questão.

“A Procuradoria-Geral da República entende, portanto, ser caso de deferimento da medida excepcional de suspensão de processos, para sobrestar, em âmbito nacional, o trâmite de todos os feitos que tenham por objeto a constitucionalidade da Medida Provisória 1.394/2026, até o julgamento definitivo da controvérsia constitucional pelo Supremo Tribunal Federal”, afirmou Gonet.

A petição da PGR foi encaminhada ao ministro Luiz Fux, relator de quatro ações que contestam a constitucionalidade da medida provisória que proibiu as bets.

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Na quinta-feira (5), a segunda instância da Justiça Federal em São Paulo derrubou uma liminar que autorizava o funcionamento de três casas de apostas online.

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Gisela prestigia SuperChef e destaca força da Educação em MT — O Livre

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Competição promovida pela Seduc reuniu 13 finalistas e premiou receitas nutritivas elaboradas por profissionais da rede estadual de ensino

A vice-governadora eleita Gisela Simona (União) – que assumiu a Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania de Mato Grosso – participou da final da 4ª edição do SuperChef da Educação, em Cuiabá. Criado pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc), o concurso realizado nesta última quinta-feira (05.11), reconhece o talento, a dedicação e a importância dos profissionais responsáveis pela alimentação dos estudantes da rede estadual de ensino, valorizando uma atividade que, embora muitas vezes aconteça longe dos olhos da comunidade, tem papel fundamental no cotidiano e no desenvolvimento das escolas.

“Participei da cerimônia de premiação da 4ª edição do SuperChef da Educação, um concurso que valoriza o talento e a dedicação das merendeiras e dos merendeiros da rede estadual. Foi um momento especial de reconhecimento a profissionais que, no dia a dia, dão o seu melhor e assumem uma responsabilidade enorme, que é cuidar da alimentação de milhares de crianças e adolescentes. A iniciativa criada pela Seduc é uma demonstração concreta de reconhecimento do Estado a pessoas que, com tanto zelo e dedicação, fazem a diferença na vida dos nossos estudantes”, afirmou Gisela.

Para Gisela, o concurso também representa uma concepção mais ampla de educação pública, que reconhece o papel de todos os profissionais envolvidos na formação dos estudantes, dentro e fora das salas de aula. A iniciativa integra uma das 30 políticas que compõem o Plano EducAção 10 Anos, estratégia do Governo do Estado voltada à melhoria dos indicadores de aprendizagem e à consolidação de uma rede pública de ensino mais qualificada.

“Sem dúvida, o conjunto das ações desenvolvidas pela Seduc mostra como a educação de Mato Grosso avançou, saindo da 22ª posição, em 2019, para a 6ª colocação no ranking nacional do Ideb. E que ações como esta competição gastronômica vão além da homenagem às merendeiras. Muito antes reflete a valorização dos profissionais que sustentam a educação para além da sala de aula. Reconhecendo o trabalho coletivo como uma política pública que reposicionou Mato Grosso no cenário nacional”.

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A etapa final da competição reuniu 13 profissionais, representantes das Diretorias Regionais de Educação (DREs), selecionados entre as 373 receitas inscritas nesta edição. Os participantes apresentaram pratos que combinaram criatividade, sabor e valor nutricional, com prioridade para ingredientes naturais e preparações adequadas à alimentação escolar. Os três primeiros colocados receberam premiações individuais e recursos para equipar as cozinhas das respectivas unidades de ensino, ampliando o alcance da iniciativa para além do reconhecimento aos profissionais.

O primeiro lugar ficou com Maria da Conceição dos Santos Silva, da Escola Estadual Cívico-Militar Victorino Monteiro da Silva, de Cuiabá, que recebeu R$ 9 mil pela receita Barquinha de Banana-da-terra Recheada com Pintado ao Cubo. A segunda colocação foi conquistada por Cleonice Soares Barros, da Escola Estadual José Gonçalves dos Santos, de Porto Alegre do Norte, premiada com R$ 7 mil pela Lasanha de Banana-da-terra com Purê de Mandioca. Já Micheli Primão Rauber, da Escola Estadual Ana Neri, de Juína, ficou em terceiro lugar, com a Torta de Abobrinha com Recheio de Carne e Legumes, recebendo R$ 5 mil.

Além da competição gastronômica, a edição deste ano também envolveu os grêmios estudantis, que mobilizaram as comunidades escolares por meio de uma campanha de vídeos sobre o SuperChef. A proposta ampliou a participação dos estudantes e reforçou o caráter coletivo de uma iniciativa que coloca em evidência o trabalho realizado diariamente nas cozinhas das escolas estaduais.

A secretária de Estado de Educação, Flávia Emanuelle Soares, destacou que o concurso evidencia a importância dos profissionais responsáveis pela preparação das refeições e o compromisso com a qualidade nutricional dos alimentos oferecidos aos estudantes. Segundo ela, o desafio desses trabalhadores está em conciliar as orientações nutricionais estabelecidas nos cardápios com o cuidado e a dedicação presentes no preparo diário.

“Mesmo com um cardápio estabelecido, nossos profissionais conseguem colocar ainda mais carinho e dedicação em cada refeição. Esse zelo faz diferença na vida dos estudantes e contribui para o desenvolvimento de cada um deles”, afirmou.

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