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Semeadura da soja em Mato Grosso apresenta leve atraso devido à chuva irregular
A semeadura da soja para o ciclo 2026/2027 em Mato Grosso está levemente atrasada em 0,1% em comparação ao mesmo período do ano passado, conforme informações da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O plantio está restrito principalmente às áreas irrigadas por pivô central, enquanto no sequeiro o avanço das máquinas permanece contido devido à irregularidade das chuvas.
Condições climáticas e impacto na semeadura
As chuvas registradas até o momento são insuficientes para reverter o baixo armazenamento hídrico no solo. A previsão do tempo para a região Centro-Oeste indica calor intenso, com máximas que podem chegar a 42ºC, o que eleva a temperatura do solo e dificulta o plantio.
Comparativo com outros estados
- Mato Grosso do Sul: 1% das áreas plantadas.
- Paraná: 2% das áreas plantadas.
- Mato Grosso: 0,6% das áreas plantadas.
Os atrasos na semeadura em Mato Grosso são atribuídos à irregularidade das chuvas, enquanto no Paraná, as chuvas excessivas dificultam o trabalho dos produtores.
Previsão de chuvas
A previsão indica que nos próximos dias, Mato Grosso do Sul deve receber entre 40 e 50 mm de chuva, com volumes mais expressivos a partir da primeira semana de outubro. No entanto, a umidade do solo em Goiás e no norte de Mato Grosso do Sul ainda é considerada irregular.
Desafios para a agricultura
Os produtores enfrentam desafios devido à irregularidade das chuvas e ao calor excessivo, que podem impactar a produtividade da safra. A situação requer atenção especial nas próximas semanas, com a expectativa de chuvas que podem ajudar na reposição hídrica do solo.
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Produtor segura a soja, mercado freia e preços têm movimentos distintos; confira as cotações

O mercado brasileiro de soja teve poucas movimentações nesta quarta-feira (23), com preços mistos nas principais praças. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, algumas regiões registraram recuos diante do movimento negativo da Bolsa de Chicago e dos prêmios, enquanto a forte alta do dólar limitou as variações.
“Não tivemos grandes variações hoje e também não houve reporte de negócios firmes ocorrendo”, afirma Silveira. Segundo o analista, a liquidez apertada segue segurando o mercado.
O produtor mantém uma postura pouco vendedora neste momento e busca ofertas melhores antes de negociar novos volumes.
No mercado físico, as cotações apresentaram movimentos distintos entre as principais regiões produtoras do país.
Preços de soja no Brasil
- Passo Fundo (RS): subiu de R$ 155,00 para R$ 156,00
- Santa Rosa (RS): subiu de R$ 156,00 para R$ 157,00
- Cascavel (PR): recuou de R$ 151,00 para R$ 150,50
- Rondonópolis (MT): manteve em R$ 147,00
- Dourados (MS): manteve em R$ 147,00
- Rio Verde (GO): recuou de R$ 149,00 para R$ 148,00
- Paranaguá (PR): recuou de R$ 162,00 para R$ 161,50
- Rio Grande (RS): subiu de R$ 163,00 para R$ 164,00
Soja em Chicago
Os contratos futuros da soja fecharam em baixa na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), nesta quarta-feira (23). O mercado operou lentamente antes da reunião de quinta-feira (24) entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping. A valorização do dólar frente a outras moedas também pressionou as cotações.
Os operadores avaliaram o potencial de novos anúncios sobre o comércio agrícola entre os dois países, incluindo possíveis compras chinesas de soja norte-americana e uma eventual retirada da tarifa de importação de 10% sobre o produto. Embora haja cautela quanto aos resultados do encontro, alguns participantes consideram que a reunião pode trazer medidas favoráveis à alta dos preços.
A estatal chinesa Sinograin realizou na terça-feira seu segundo leilão de grande escala de soja importada em setembro, com a venda de mais de 500 mil toneladas.
Contratos futuros de soja
Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 7,50 centavos de dólar ou 0,56%, a US$ 13,18 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 13,33 3/4 por bushel, com retração de 7,50 centavos de dólar ou 0,55%.
Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 0,10 ou 0,02%, a US$ 370,60 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 67,81 centavos de dólar, com perda de 0,11 centavo ou 0,16%.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 1,28%, sendo negociado a R$ 5,1684 para venda e a R$ 5,1664 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1214 e a máxima de R$ 5,1754.
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‘Vamos semeando conforme o clima permite’: produtor de MT enfrenta adversidades e avança com o plantio

Em Boa Esperança do Norte (MT), região próxima a Sorriso, cada janela de chuva é aproveitada para colocar a soja no campo. O time do Soja Brasil esteve na fazenda de Vanderlei Bariviera, representante do Grupo Prediger, que já semeou cerca de 35% dos 6 mil hectares da propriedade.
As primeiras chuvas de setembro trouxeram segurança hídrica para o início dos trabalhos no campo. As áreas que receberam as sementes já apresentam plantas no estágio vegetativo conhecido como VE, fase de emergência da soja.
De acordo com o sojicultor, o volume de água registrado na primeira quinzena de setembro permitiu colocar parte da lavoura no campo. Com a redução das chuvas, porém, foi preciso diminuir o ritmo da semeadura. “Vamos semeando conforme o clima nos permite. A semeadura depende dele”, diz Vanderlei.
O produtor explica que a estratégia é aproveitar as condições favoráveis sem avançar além do que a umidade disponível permite. A pausa nas chuvas exige cautela para evitar que a lavoura seja implantada em condições inadequadas.
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Vanderlei aponta que o plantio segue de maneira gradual, acompanhando o comportamento do clima e a umidade do solo.
A expectativa é continuar a semeadura conforme novas janelas de chuva apareçam. A estratégia, comenta o produtor, é avançar no campo no ritmo permitido pelas condições climáticas.
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Agro Mato Grosso
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