Business
Produtor segura a soja, mercado freia e preços têm movimentos distintos; confira as cotações

O mercado brasileiro de soja teve poucas movimentações nesta quarta-feira (23), com preços mistos nas principais praças. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, algumas regiões registraram recuos diante do movimento negativo da Bolsa de Chicago e dos prêmios, enquanto a forte alta do dólar limitou as variações.
“Não tivemos grandes variações hoje e também não houve reporte de negócios firmes ocorrendo”, afirma Silveira. Segundo o analista, a liquidez apertada segue segurando o mercado.
O produtor mantém uma postura pouco vendedora neste momento e busca ofertas melhores antes de negociar novos volumes.
No mercado físico, as cotações apresentaram movimentos distintos entre as principais regiões produtoras do país.
Preços de soja no Brasil
- Passo Fundo (RS): subiu de R$ 155,00 para R$ 156,00
- Santa Rosa (RS): subiu de R$ 156,00 para R$ 157,00
- Cascavel (PR): recuou de R$ 151,00 para R$ 150,50
- Rondonópolis (MT): manteve em R$ 147,00
- Dourados (MS): manteve em R$ 147,00
- Rio Verde (GO): recuou de R$ 149,00 para R$ 148,00
- Paranaguá (PR): recuou de R$ 162,00 para R$ 161,50
- Rio Grande (RS): subiu de R$ 163,00 para R$ 164,00
Soja em Chicago
Os contratos futuros da soja fecharam em baixa na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), nesta quarta-feira (23). O mercado operou lentamente antes da reunião de quinta-feira (24) entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping. A valorização do dólar frente a outras moedas também pressionou as cotações.
Os operadores avaliaram o potencial de novos anúncios sobre o comércio agrícola entre os dois países, incluindo possíveis compras chinesas de soja norte-americana e uma eventual retirada da tarifa de importação de 10% sobre o produto. Embora haja cautela quanto aos resultados do encontro, alguns participantes consideram que a reunião pode trazer medidas favoráveis à alta dos preços.
A estatal chinesa Sinograin realizou na terça-feira seu segundo leilão de grande escala de soja importada em setembro, com a venda de mais de 500 mil toneladas.
Contratos futuros de soja
Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 7,50 centavos de dólar ou 0,56%, a US$ 13,18 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 13,33 3/4 por bushel, com retração de 7,50 centavos de dólar ou 0,55%.
Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 0,10 ou 0,02%, a US$ 370,60 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 67,81 centavos de dólar, com perda de 0,11 centavo ou 0,16%.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 1,28%, sendo negociado a R$ 5,1684 para venda e a R$ 5,1664 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1214 e a máxima de R$ 5,1754.
Business
Produtor fatura R$ 1,2 milhão com tecnologia de monitoramento florestal

Registros fotográficos em solo, imagens de drones e georreferenciamento por satélite acompanham de perto o desenvolvimento florestal das mudas na Fazenda Copaíba, em Pouso Alegre, no sul de Minas Gerais.
Esse ecossistema de rastreabilidade faz parte do método Pé de Árvore Saudável (PAS), desenvolvido pelo engenheiro industrial e sócio-proprietário da fazenda, Fábio Garcia Filho.
O sistema já é aplicado no monitoramento de mais de 22 mil árvores plantadas desde 2024. Com o acompanhamento, a propriedade localiza cada unidade, verifica sua evolução e comprova uma taxa de 99,7% de sobrevivência, índice superior aos 75% exigidos por contratos firmados com órgãos públicos.
De acordo com Garcia Filho, em lotes específicos e conforme a demanda de cada cliente, as árvores recebem identificação individual, um sistema que remete à eficiência de controle utilizada na pecuária.
“Defendemos que plantar árvores é simples. A inovação está no modelo de negócio que viabiliza o plantio e na tecnologia que permite identificar e acompanhar individualmente cada muda. É como ter o nome, o RG e o endereço de cada árvore na palma da mão. Assim, conseguimos acompanhar sua evolução, identificar perdas rapidamente e comprovar que o ativo ambiental foi realmente entregue e permanece saudável”, destaca.
Segundo ele, a rastreabilidade também funciona como a porta de entrada para um modelo de negócio altamente rentável. Isso porque com a utilização de apenas 10 hectares da propriedade, o projeto já faturou mais de R$ 1,2 milhão e viabilizou a compensação ambiental e o licenciamento de oito empreendimentos.
Garcia Filho ainda conta que essa iniciativa conecta-se diretamente ao conceito de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), mecanismo que atribui valor econômico a atividades de conservação.
Na prática, o modelo tem o potencial de gerar receita que, muitas vezes, supera o alcançado com culturas tradicionais, em áreas declivosas ou de baixa aptidão para a produção de grãos, transformando passivos ecológicos em fontes sustentáveis de lucro.
Segundo o sócio-proprietário, na Fazenda Copaíba, as áreas sem viabilidade para o cultivo de grãos, como encostas e margens de rios, dão lugar a uma mata de árvores nativas. Assim, o monitoramento das mudas, desde o plantio até a identificação de perdas para reposição, ajuda a transformar essas áreas em espaços de produtividade ambiental.
O faturamento por hectare com o modelo de compensação, conforme Garcia Filho, pode alcançar até R$ 200 mil, valor que superaria anos de colheitas tradicionais na mesma extensão.
Business
Semeadura da soja em Mato Grosso apresenta leve atraso devido à chuva irregular
A semeadura da soja para o ciclo 2026/2027 em Mato Grosso está levemente atrasada em 0,1% em comparação ao mesmo período do ano passado, conforme informações da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O plantio está restrito principalmente às áreas irrigadas por pivô central, enquanto no sequeiro o avanço das máquinas permanece contido devido à irregularidade das chuvas.
Condições climáticas e impacto na semeadura
As chuvas registradas até o momento são insuficientes para reverter o baixo armazenamento hídrico no solo. A previsão do tempo para a região Centro-Oeste indica calor intenso, com máximas que podem chegar a 42ºC, o que eleva a temperatura do solo e dificulta o plantio.
Comparativo com outros estados
- Mato Grosso do Sul: 1% das áreas plantadas.
- Paraná: 2% das áreas plantadas.
- Mato Grosso: 0,6% das áreas plantadas.
Os atrasos na semeadura em Mato Grosso são atribuídos à irregularidade das chuvas, enquanto no Paraná, as chuvas excessivas dificultam o trabalho dos produtores.
Previsão de chuvas
A previsão indica que nos próximos dias, Mato Grosso do Sul deve receber entre 40 e 50 mm de chuva, com volumes mais expressivos a partir da primeira semana de outubro. No entanto, a umidade do solo em Goiás e no norte de Mato Grosso do Sul ainda é considerada irregular.
Desafios para a agricultura
Os produtores enfrentam desafios devido à irregularidade das chuvas e ao calor excessivo, que podem impactar a produtividade da safra. A situação requer atenção especial nas próximas semanas, com a expectativa de chuvas que podem ajudar na reposição hídrica do solo.
Business
‘Vamos semeando conforme o clima permite’: produtor de MT enfrenta adversidades e avança com o plantio

Em Boa Esperança do Norte (MT), região próxima a Sorriso, cada janela de chuva é aproveitada para colocar a soja no campo. O time do Soja Brasil esteve na fazenda de Vanderlei Bariviera, representante do Grupo Prediger, que já semeou cerca de 35% dos 6 mil hectares da propriedade.
As primeiras chuvas de setembro trouxeram segurança hídrica para o início dos trabalhos no campo. As áreas que receberam as sementes já apresentam plantas no estágio vegetativo conhecido como VE, fase de emergência da soja.
De acordo com o sojicultor, o volume de água registrado na primeira quinzena de setembro permitiu colocar parte da lavoura no campo. Com a redução das chuvas, porém, foi preciso diminuir o ritmo da semeadura. “Vamos semeando conforme o clima nos permite. A semeadura depende dele”, diz Vanderlei.
O produtor explica que a estratégia é aproveitar as condições favoráveis sem avançar além do que a umidade disponível permite. A pausa nas chuvas exige cautela para evitar que a lavoura seja implantada em condições inadequadas.
- Fique por dentro das principais notícias sobre a soja: acesse a comunidade Soja Brasil no WhatsApp!
Vanderlei aponta que o plantio segue de maneira gradual, acompanhando o comportamento do clima e a umidade do solo.
A expectativa é continuar a semeadura conforme novas janelas de chuva apareçam. A estratégia, comenta o produtor, é avançar no campo no ritmo permitido pelas condições climáticas.
O post ‘Vamos semeando conforme o clima permite’: produtor de MT enfrenta adversidades e avança com o plantio apareceu primeiro em Canal Rural.
Sustentabilidade11 horas ago156,13 sacas de soja por hectare. É possível? – MAIS SOJA
Agro Mato Grosso24 horas agoFazendeiro é condenado por degradação na Terra Indígena Marãiwatséd, em MT
Featured23 horas agoMutirão recolhe montanha de lixo em córrego que corta a capital para proteger o Rio Cuiabá
Featured23 horas agoPrazo para renegociar dívidas com a Prefeitura de Cuiabá com até 95% de desconto entra na reta final
Agro Mato Grosso8 horas agoSaiba como Mato Grosso superou a Argentina em produtividade e virou potência global
Agro Mato Grosso8 horas agoCusto do milho em MT sobe 13,89% na safra 2026/27
Featured24 horas agoCearense de 17 anos será única menina entre brasileiros na Olimpíada Internacional de Astronomia
Sustentabilidade6 horas agoIMEA: Safra 26/27 de algodão: área e produção crescem, mas incertezas climáticas e custos pressionam margens – MAIS SOJA

















