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Deputados aprovam adesão de MT a programa federal para conter alta do diesel

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou, em duas votações nesta quarta-feira (6), o Projeto de Lei 491/2026, que insere o estado no Regime Emergencial de Abastecimento Interno de Combustíveis. A proposta permite que Mato Grosso acesse o programa de subvenção econômica do governo federal para enfrentar a instabilidade nos preços do óleo diesel.
O mecanismo financeiro está alinhado à Medida Provisória 1.349/2026, criada pelo Governo Federal para minimizar os reflexos de conflitos geopolíticos no preço do óleo diesel. Ao todo, o programa prevê um aporte de R$ 4 bilhões, divididos igualmente entre a União e o conjunto de estados e o Distrito Federal.
Para o governo estadual, a adesão é estratégica devido à dependência do modal rodoviário para o escoamento da safra e o transporte de insumos. Em mensagem enviada ao Parlamento no dia 28 de abril, o Executivo reforçou que a iniciativa busca “amenizar os custos logísticos e preservar a competitividade do estado”.
A participação de Mato Grosso no Regime Emergencial de Abastecimento Interno de Combustíveis será proporcional ao consumo estadual do combustível em âmbito nacional, que é de 6,12%. Logo, o aporte do governo na subvenção será de R$ 122,4 milhões.
Custos de produção
Além da cooperação financeira, o projeto aprovado prorroga, até o final de dezembro de 2026, o congelamento da Unidade Padrão Fiscal de Mato Grosso (UPF/MT) para o cálculo de contribuições ao Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab). A manutenção do valor fixo atende a demandas das cadeias produtivas locais.
Segundo o texto da justificativa governamental, o congelamento do índice tributário é necessário para proteger o setor produtivo. “A iniciativa tem como objetivo evitar o aumento dos custos de produção em um momento de pressão econômica”.
A votação integrou um esforço concentrado dos deputados para a limpeza da pauta, que resultou na apreciação de 51 proposições durante as sessões ordinárias consecutivas.
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São Paulo firma parceria com União Europeia para adequar agro às novas regras ambientais

O governo de São Paulo firmou uma parceria com o programa europeu Al-Investe Verde para ampliar ações de rastreabilidade, orientação técnica e apoio aos produtores rurais diante das novas exigências ambientais impostas pela União Europeia para importação de produtos agropecuários.
A cooperação envolve a Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA), a Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA) e o Instituto de Economia Agrícola (IEA). O objetivo é preparar produtores, cooperativas e cadeias produtivas paulistas para atender aos critérios do Regulamento Europeu sobre Produtos Livres de Desmatamento (EUDR, na sigla em inglês).
A nova legislação europeia exige comprovação de que produtos agropecuários não sejam oriundos de áreas desmatadas após dezembro de 2020. Além disso, estabelece regras de rastreabilidade geográfica, conformidade ambiental e transparência das cadeias produtivas.
As regras atingem diretamente sete commodities consideradas estratégicas: soja, carne bovina, café, madeira, borracha, cacau e óleo de palma. Segundo o governo paulista, São Paulo é o único estado brasileiro produtor das sete cadeias contempladas pela regulamentação.
Rotas Rurais será uma das bases da rastreabilidade
Uma das principais ferramentas utilizadas pelo estado será o programa Rotas Rurais, desenvolvido pela Secretaria de Agricultura por meio do IEA. A iniciativa criou um sistema de endereçamento rural digital integrado ao Google Maps, permitindo identificar com precisão a localização das propriedades rurais paulistas.
De acordo com o governo, a ferramenta fortalece a rastreabilidade e a transparência das cadeias produtivas, fatores considerados estratégicos para atender às exigências internacionais.
A coordenadora do programa Rotas Rurais e pesquisadora do IEA, Priscilla Fagundes, afirmou que a parceria amplia a capacidade de atuação da iniciativa.
“O Rotas Rurais criou uma plataforma de rastreabilidade que agora, com o apoio da União Europeia por meio do Al-Invest Verde, permitirá orientar os produtores paulistas para uma produção cada vez mais sustentável e alinhada às novas exigências internacionais”, destacou.
Cooperação prevê capacitação e integração de dados
A parceria também prevê o mapeamento dos municípios mais expostos às exigências do EUDR, integração das Rotas Rurais com outras iniciativas de rastreabilidade e ações de comunicação, capacitação e formação técnica para produtores rurais.
Segundo o secretário executivo de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, Alberto Amorim, o objetivo é garantir competitividade ao agro paulista no mercado internacional.
“O Governo de São Paulo está trabalhando para garantir que o produtor rural paulista tenha segurança, previsibilidade e acesso à informação diante das novas exigências internacionais”, afirmou.
O responsável pelo programa Al-Invest Verde, Andrea Monaco, ressaltou que São Paulo ocupa posição estratégica por produzir todas as commodities diretamente impactadas pela regulamentação europeia.
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Fundação MT debate estratégias para eficiência produtiva na soja em Cuiabá

A Fundação de Apoio à Pesquisa Agropecuária de Mato Grosso (Fundação MT) promove, entre os dias 12 e 14 de maio, o 26º Encontro Técnico de Soja no Hotel Gran Odara, em Cuiabá. Com o tema “Cada grão importa”, o evento foca na apresentação de dados técnicos e diagnósticos das últimas safras para orientar o planejamento dos próximos ciclos de grãos no estado.
A programação prioriza a análise de gargalos produtivos e soluções estratégicas para manter a rentabilidade em um cenário de custos elevados. Especialistas devem apresentar indicadores que auxiliem produtores e consultores técnicos em decisões críticas, desde o manejo de solo até a proteção de cultivos.
O encontro busca traduzir a complexidade do cenário atual em ações práticas para o campo. A organização destaca que a precisão técnica se tornou o fator determinante para o sucesso da colheita diante das oscilações de produtividade registradas recentemente no Centro-Oeste.
Geopolítica e mercado abrem os debates
O gerente de Pesquisas, Serviços e Operações da Fundação MT, Luis Carlos de Oliveira, explica que o cronograma foi estruturado em oito painéis temáticos. A abertura do evento será dedicada aos fatores externos que pressionam o preço da commodity e o custo dos insumos.
“O encontro técnico tem a característica de trazer assuntos globais, ligados à economia, mercado, fertilizantes e pautas técnicas da cultura da soja. Já na abertura do evento destacaremos o mercado da soja atual, além da geopolítica, que influenciam tomadas de decisão importantes para os produtores nesse momento”.
As discussões também pretendem integrar o público formado por agrônomos, pesquisadores e representantes da agroindústria. As inscrições seguem abertas e podem ser realizadas pelo portal oficial da instituição (clique aqui).
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Eucalipto em Mato Grosso: técnica define sucesso na floresta

O avanço do eucalipto em Mato Grosso abre uma nova frente de produção no campo, especialmente em áreas arenosas e menos competitivas com grãos. Apesar do potencial, especialistas alertam que o sucesso da cultura não acontece por acaso e depende diretamente de planejamento, conhecimento técnico e decisões assertivas desde a implantação.
Em meio à expansão do setor florestal no estado, produtores têm buscado diversificar a produção e aproveitar áreas antes consideradas marginais. Ainda assim, o manejo exige atenção aos detalhes, como escolha do material genético, preparo do solo e condução da floresta ao longo do ciclo produtivo.
A base de tudo, conforme o engenheiro florestal Ranieri Souza, é entender que o eucalipto não foge à lógica das demais culturas agrícolas. “A cultura florestal é como qualquer outra cultura. Ela demanda planejamento e, principalmente, conhecimento técnico ou no mínimo básico”, afirma, ao destacar que fatores como tipo de solo, regime de chuvas e potencial produtivo da área precisam ser analisados antes de qualquer decisão.
Esse diagnóstico inicial se torna ainda mais relevante em Mato Grosso, onde há grande diversidade de ambientes. Segundo ele, o produtor precisa conhecer bem a área para evitar erros que podem comprometer o desenvolvimento da floresta logo nos primeiros anos.

Escolha do clone e adaptação
A definição do clone é outro ponto-chave para o sucesso da produção. Ranieri explica que o estado apresenta diferentes condições climáticas e de solo, o que exige atenção redobrada na escolha do material genético. “Quando a gente fala de Mato Grosso, é uma colcha de retalhos. Tem várias nuances climáticas dentro do estado”, diz em entrevista ao programa Direto ao Ponto.
Na prática, isso significa que nem todo clone vai performar bem em qualquer região. Ele ressalta que já existem materiais mais versáteis, além de opções específicas para determinadas áreas, o que amplia as possibilidades de cultivo. “A gente tem clones que podem ser plantados em todos esses ambientes e clones mais adaptados a cada micro região”, pontua, ao reforçar a importância de evitar escolhas generalistas.
Essa definição impacta diretamente na produtividade e na sanidade da floresta, já que alguns materiais podem ser mais suscetíveis a doenças ou menos adaptados a determinadas condições de solo e clima.
Solo, espaçamento e manejo
Com a expansão do eucalipto sobre solos arenosos, o manejo da fertilidade e da correção química se torna indispensável. Apesar de a cultura apresentar certa tolerância à acidez, o engenheiro destaca que a produtividade está ligada ao bom preparo do solo. “Por mais que o eucalipto seja tolerante a solos ácidos, quando a gente faz uma calagem, eu tenho maior aproveitamento do fertilizante”, explica ao Canal Rural Mato Grosso.
O espaçamento entre plantas também precisa ser bem ajustado para equilibrar crescimento e sanidade da floresta. Conforme Ranieri, a recomendação gira em torno de mil a 1.100 plantas por hectare, evitando extremos que possam comprometer o desenvolvimento. “Quando eu tenho uma floresta muito adensada, posso ter problemas com doenças. E quando eu tenho um estande mais ajustado, também reduzo o risco no período seco”, afirma.
Além disso, práticas como preparo adequado do solo, uso de pré-emergentes e atenção ao plantio das mudas fazem diferença no estabelecimento inicial, fase considerada crítica para o sucesso do cultivo.
Controle de pragas e implantação
O cuidado com pragas começa antes mesmo do plantio, sendo a formiga apontada como o principal desafio na silvicultura. Ranieri é direto ao tratar do tema: “Formiga é a maior e pior praga da silvicultura no Brasil. Então é indispensável que assim que você entre na área, faça o controle”.
Ele explica que a negligência nesse ponto pode comprometer toda a implantação da floresta, já que o ataque ocorre justamente no estágio inicial das mudas. Por isso, o manejo preventivo e contínuo é considerado essencial dentro do sistema produtivo.
Outras práticas também entram nesse pacote de cuidados, como o controle da matocompetição e o uso correto de insumos, que garantem melhores condições para o crescimento das plantas.
Produtividade em alta
Com o avanço tecnológico e o uso de materiais genéticos mais adaptados, o eucalipto em Mato Grosso tem apresentado ganhos expressivos de produtividade nos últimos anos. A combinação entre clima favorável, com bom volume de chuvas, e manejo adequado tem impulsionado os resultados no campo.
“A gente busca produtividade entre 420 e 520 metros estéreos no ciclo de seis anos”, afirma Ranieri, ao destacar que o estado reúne condições para alcançar esses patamares com consistência.
Ele reforça que, apesar do cenário positivo, atingir esses números exige investimento em tecnologia e acompanhamento técnico ao longo de todo o ciclo. “A gente tem tecnologia e material genético que vão permitir chegar próximo disso”, diz.
Nesse contexto, a assistência técnica aparece como fator determinante para reduzir riscos e garantir eficiência. “É importante buscar conhecimento e pessoas que já têm know-how na região para que você tenha sucesso na cultura”, conclui.
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