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23 de setembro de 2026

Agro Mato Grosso

VÍDEO: onça surpreende ao capturar jacaré gigante e ‘posar’ para foto em MT

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Um vídeo que mostra a onça-pintada Bororo capturando um jacaré de quase dois metros foi divulgado nesta segunda-feira (23) nas redes sociais do biólogo João Biagini. As imagens foram registradas em junho de 2025, no Rio Três Irmãos, em Poconé, a 105 km de Cuiabá, dentro do Parque Estadual Encontro das Águas. O registro chama atenção pelo comportamento de caça do animal e pela força da espécie. (Video abaixo)

Bororo nasceu em 2017 e é filho de Akira, uma das onças mais antigas da região. Segundo o biólogo, a equipe acompanhava a onça havia cerca de uma hora antes do ataque. Durante esse período, o animal tentou outros botes, mas não teve sucesso.

De acordo com ele, esse tipo de situação é comum, já que a taxa de sucesso na caça varia entre 10% e 20%.

João explicou que a taxa de sucesso na caça varia entre 10% e 20%. Ele também afirmou que o alvo de Bororo era arriscado, por pesar mais de 60 kg e ter mais de dois metros de comprimento, o que o biólogo considera como um jacaré gigante.

“Ele estava caçando e já havia perdido algumas oportunidades, que é o comum para caçadores, né? […] Você pode ver que em cima do do barranco, na margem alta, ele tava bufando, porque é muito esforço. Mesmo que pareça que foi fácil, ele segurou o jacaré e ali ele tava respirando, ele estava se controlando. […] Como eles são acostumado com barco, parece que ele tava parado para poder mostrar para gente. Não, mas ali ele estava se recuperando”, relatou o biólogo.

A onça, da espécie Panthera onca, é um animal conhecido por evitar confrontos diretos, priorizando a intimidação por meio de vocalizações. Ainda assim, é um predador versátil, capaz de caçar em terra, na água e até saltando de árvores, além de ter grande habilidade para nadar.

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VIDEO:

De acordo com o guia, todas as onças do parque são identificadas por nomes próprios, com base nas pintas de cada animal. Além de Bororo, há outros indivíduos conhecidos, como Marcela, Patrícia, Medrosa e Ousado. Este último é considerado um dos mais famosos do país.

“O Ousado caça mergulhando, é uma coisa nova para ciência também sobre as nossas onças-pintadas”, contou o biólogo.

O guia também explicou que as onças do Pantanal e do Cerrado costumam ser maiores do que as da Mata Atlântica. Segundo ele, enquanto animais desse bioma chegam a cerca de 70 quilos, no Pantanal e no Cerrado podem atingir até 140 quilos.

“Isso tudo por causa da floresta em si e da forma de caça. Um animal muito grande na Amazônia não conseguiria caçar tão bem no meio das árvores, por isso as onças dali são menores. Mas no Pantanal e o Cerrado, como é uma área mais aberta, elas alcançam um tamanho maior”, explicou.

Sobre o registro, o biólogo destacou que presenciar a cena é raro e valorizado por turistas que visitam a região.

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“Esse momento foi sensacional, porque toda vez que a gente acompanha todo o processo e no final a gente é agraciado com a cena de um ataque bem sucedido, a gente fica muito feliz. É claro que envolve também a vida do jacaré, mas a gente entende a cadeia alimentar. E os turistas, muitos vêm com esse propósito de ver a onça e com o ‘plus’ de assistir um ataque”, completou.de assistir um ataque”, complementou.

🌳O parque

O Parque Estadual Encontro das Águas está localizado na confluência dos rios Cuiabá e Piquiri, na região de Porto Jofre, entre Poconé e Barão de Melgaço, municípios a 104 e 121 km de Cuiabá. A reserva contempla o maior número de onças-pintadas, com uma extensão de 108 mil hectares.

Os turistas podem passear de barco pelo bioma ao mesmo tempo em que fazem o monitoramento das onças de forma voluntária por meio de fotos e vídeos de diferentes aparições dos felinos.

Os guias orientam que o melhor momento para se deparar com os animais é entre os meses de julho e fim de setembro, quando começa o período da seca, o que faz com que os felinos procurem água e, com isso, ficam expostos às margens dos rios, sendo possível vê-los de uma distância segura.

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Fazendeiro é condenado por degradação na Terra Indígena Marãiwatséd, em MT

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O Ministério Público Federal (MPF) obteve a condenação de um fazendeiro a recuperar 145,81 hectares degradados dentro da Terra Indígena Marãiwatsédé, em Mato Grosso. A sentença, da Vara Federal Cível e Criminal de Barra do Garças, também determinou que ele não realize atividades incompatíveis com a recuperação ambiental e fixou indenização por dano moral coletivo.

A ação civil pública apurou o impedimento da regeneração de floresta nativa e a manutenção de lavoura de soja mesmo após o embargo da área. Em 2008, fiscais do Ibama constataram a degradação e aplicaram multa de R$ 7,86 milhões. Em 2010, nova fiscalização encontrou plantação de soja na área embargada, resultando em outra multa, de R$ 1 milhão, e na apreensão de 47 mil sacas do produto.

A área originalmente discutida na ação tinha 1.571,20 hectares. Como 1.425,39 hectares já eram objeto de outro processo, a sentença analisou os 145,81 hectares remanescentes.

O fazendeiro deverá apresentar, em até 90 dias após o trânsito em julgado, um plano de recuperação de área degradada (PRAD) e executá-lo até a completa recuperação da área. A sentença também estabeleceu que eventual indenização por danos materiais será aplicada apenas se a recuperação for tecnicamente impossível ou houver descumprimento injustificado das medidas determinadas.

A indenização por dano moral coletivo foi fixada em 5% do valor da reparação material, a ser calculado posteriormente. Segundo a sentença, a degradação atingiu extensa área de floresta amazônica dentro de terra indígena e continuou mesmo após o embargo, afetando bem ambiental coletivo e território destinado constitucionalmente ao povo Xavante.

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Os valores deverão ser destinados ao fundo previsto na Lei da Ação Civil Pública, com preferência para projetos de recuperação da própria Terra Indígena Marãiwatsédé.

A decisão é de primeira instância e pode ser contestada no Tribunal Regional Federal da 1ª Região.

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Ave rara e ameaçada é registrada em área de preservação em MT

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Uma marianinha-de-cabeça-amarela (Pionites leucogaster), ave ameaçada de extinção, foi registrada nesse fim de semana por uma equipe de monitoramento ambiental na área de preservação do reservatório de uma usina hidrelétrica, entre Nova Canaã do Norte e Colíder, a 696 km e 650 km de Cuiabá, respectivamente.

O registro foi feito durante um trabalho de acompanhamento dos animais que vivem na região. De acordo com a equipe, a identificação da ave ajuda os pesquisadores a conhecer melhor a fauna local e a reunir informações para ações de proteção da espécie.

marianinha-de-cabeça-amarela é classificada como “em Perigo” pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), o que significa que existe um alto risco de extinção. A ave é difícil de ser encontrada e costuma viver nas partes mais altas das árvores da Amazônia.

Com cerca de 23 centímetros, a ave tem cabeça alaranjada, rosto e pescoço amarelos, peito branco e corpo verde. Ela faz parte da mesma família dos papagaios e periquitos e também é conhecida como periquito-d’anta.

A espécie também é encontrada no Peru e na Bolívia. Ela vive principalmente em florestas preservadas e se alimenta de frutos, pétalas e néctar de flores. Ao espalhar sementes, ajuda no crescimento de novas plantas e na renovação das florestas.

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A ave faz seus ninhos em buracos de árvores que ficam entre 15 e 30 metros de altura. A reprodução acontece principalmente em janeiro, quando a fêmea coloca ovos branco-amarelados.

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Avião que buscaria deputado Júlio Campos em MT pousa às margens de rodovia após emergência

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avião que buscaria o deputado Júlio Campos (União) realizou um pouso de emergência em Araguaiana, a 570 km de Cuiabá, na manhã desta terça-feira (22). Conforme informações da assessoria, o parlamentar não estava na aeronave no momento do acidente.

A aeronave faria o translado de Aragarças (GO) para o município de Araguaiana (MT), onde embarcaria o deputado Júlio Campos e assessores para retorno a capital.

“Por motivos ainda desconhecidos a referida aeronave teve que fazer um pouso de emergência as margens da rodovia MT-100, na ocasião a aeronave estava apenas com o comandante a bordo, estamos providenciando comunicado as autoridades competentes. O comandante passou por avaliação médica no local e já foi liberado”, informou a empresa de táxi aéreo.

 

Um vídeo gravado no local mostra a aeronave às margens de uma estrada, próximo a uma fazenda (vídeo abaixo). Alguns carros circulavam na região no momento do pouco, mas nenhum veículo foi atingido.

Avião do deputado Julio Campos parou às margens de estrada em MT — Foto: Reprodução

Avião do deputado Julio Campos parou às margens de estrada em MT — Foto: Reprodução

Segundo a assessoria, a situação foi controlada rapidamente e não há feridos. As circunstâncias que levaram ao pouso de emergência ainda são investigadas.

A aeronave de prefixo PT-VOD é um bimotor de pequeno porte, modelo Neiva EMB-810D Seneca III, usada para táxi aéreo no estado. Segundo o Registro Aeronáutico Brasileiro da Anac, ela foi fabricada em 1991.

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