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10 de setembro de 2026

Agro Mato Grosso

TCE avança em solução para tratamento de esgoto em dez presídios de Mato Grosso

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O conselheiro do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) Guilherme Antonio Maluf recebeu, nesta quarta-feira (5), o plano de trabalho elaborado pela Secretaria de Estado de Justiça (Sejus-MT) e pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) para sanar pendências de licenciamento ambiental e viabilizar novas licitações destinadas à regularização da rede de esgoto em dez unidades prisionais de Mato Grosso.

O documento, entregue pelo secretário da Sejus, Valter Furtado Filho, e pela secretária-adjunta de Licenciamento Ambiental e Recursos Hídricos da Sema, Lilian Ferreira dos Santos, estabelece as medidas necessárias para superar as dificuldades técnicas identificadas no certame suspenso pelo Tribunal de Contas em 2024.

O impasse teve origem em uma representação de natureza externa, apresentada em 2024 pela empresa Laprotec Serviços Gerais de Meio Ambiente, que questionou a modalidade licitatória de pregão eletrônico, sob o argumento de que o objeto licitado se caracteriza como serviço especial de engenharia. Na ocasião, a empresa também apontou a existência de ilegalidades no processo licitatório que, segundo ela, deveriam ter sido sanadas pelo pregoeiro, com a consequente inabilitação da empresa vencedora.

Na época, o relator da representação, conselheiro Guilherme Maluf, concedeu tutela provisória de urgência e determinou a suspensão do certame orçado em R$14,2 milhões, decisão homologada em Plenário em março de 2024.

“Neste processo, encontramos fragilidades, sobretudo falta de licenças junto à Sema, projetos inadequados e propostas que não atendiam ao tratamento correto dos efluentes. O número de doenças nos presídios vem aumentando e, se o esgoto não for tratado, a água fica contaminada. Hoje, dez presídios não têm tratamento de esgoto”, declarou Maluf.

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O conselheiro acrescentou, contudo, que as fragilidades identificadas no processo e as determinações do TCE-MT estão contempladas no plano de trabalho. “Há a proposta de uma nova licitação, levando em conta as particularidades de cada presídio, então acredito que teremos o problema resolvido. A unidade de Rondonópolis, por exemplo, fica dentro de uma área indígena, o que exige um tratamento diferente do ponto de vista ambiental.”

À frente da Sejus-MT desde fevereiro deste ano, o secretário informou que já determinou que seja feito um levantamento dos problemas para que possam ser solucionados. “Em algumas unidades, por exemplo, o emissário da própria unidade prisional é ligado diretamente à rede de esgoto do município. Por isso, estamos realizando um estudo para identificar quais unidades precisam regularizar suas estações de tratamento de esgoto e em quais casos será possível adotar outras soluções.”

Para Furtado Filho, o aval do Tribunal de Contas é peça-chave na tomada de decisões na administração pública. “O TCE tem sido muito mais um órgão de apoio do que apenas um órgão fiscalizador. Embora exerça as duas funções, o exemplo apresentado hoje pelo conselheiro Guilherme demonstra esse papel de suporte, contribuindo para a definição das nossas ações, além da fiscalização”, disse.

De acordo com a secretária-adjunta da Sema, todas as penitenciárias envolvidas já foram contempladas com licenças prévia e de instalação, autorizando o início das obras. “Isso significa que a Sema autorizou a execução das obras nas dez unidades e, após a conclusão, serão realizadas as vistorias para a emissão das licenças de operação. Assim, poderão entrar em operação para realizar o tratamento do esgoto e o lançamento do efluente, seja em corpos d’água, dentro dos padrões exigidos, seja no solo, conforme as características de cada projeto. Com isso, teremos um sistema de tratamento adequado, capaz de evitar a poluição dos rios e do solo.”

Ressocialização pelo trabalho

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Na ocasião, o conselheiro Guilherme Antonio Maluf também sugeriu que as pessoas privadas de liberdade atuem nas unidades de tratamento de esgoto que serão implantadas. “Fiz uma cobrança para que os reeducandos possam trabalhar nessas unidades de tratamento. Acredito que, com isso, nós vamos ter um sistema mais moderno e diminuir o foco de doenças dentro dos presídios.”

Neste sentido, o secretário de Justiça destacou que o Estado já vem operando para que os reeducandos sejam incluídos ao máximo nas estações de trabalho dos presídios. “Semana passada nós lançamos quatro grandes barracões lá em Várzea Grande, mas, como esse setor exige mão de obra muito especializada, vamos discutir com a empresa que vencer a nova licitação e propor essa situação. Sendo possível, com certeza a gente vai incluir, porque o nosso intuito hoje de ressocialização é ressocializar pelo trabalho”, concluiu.

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Avião cai, pega fogo e deixa três mortos em fazenda de MT; veja vídeo

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Um avião de pequeno porte caiu em uma região de fazenda, a cerca de 20 km da área urbana de Água Boa(MT), nesta quinta-feira (10). O Corpo de Bombeiros informou que três pessoas foram encontradas mortas no local. A identidade delas não foi divulgada.

De acordo com o delegado Carlos Alberto, responsável pela ocorrência, pelas condições da aeronave, não há sobreviventes. Também não foi possível identificar a origem, o destino e quantas pessoas ao todo estavam na aeronave.

“O estado em que a aeronave foi encontrada impossibilitou, inicialmente, sua identificação. Por esse motivo, não foi possível, até o momento, confirmar informações sobre eventual plano de voo, local de origem ou destino da aeronave, tampouco a identidade das pessoas que estavam a bordo”, disse.

Em um vídeo gravado no local, é possível ver que a aeronave foi destruída pelo fogo (veja acima). O avião é um Cessna, prefixo N401NA e não tem registro na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Bombeiros combatem incêndio em aeronave em MT — Foto: Corpo de Bombeiros

Bombeiros combatem incêndio em aeronave em MT — Foto: Corpo de Bombeiros

Uma equipe do Corpo de Bombeiros realizou o combate das chamas no local. A área foi isolada para o trabalho da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) e da Polícia Civil.

O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA) foi comunicado e deverá participar dos trabalhos periciais complementares, juntamente com os demais órgãos responsáveis pela investigação.

Bombeiros tentam combater incêndio após queda de avião em MT — Foto: Reprodução

Bombeiros tentam combater incêndio após queda de avião em MT — Foto: Reprodução

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Agro Mato Grosso

Inimiga do sojicultor! Mosca-branca é a 3ª maior praga da soja e pode causar perdas de até 70%, alerta pesquisador

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Nas lavouras de soja, inimigos silenciosos podem avançar rapidamente e provocar perdas expressivas de produtividade. É o caso da mosca-branca (Bemisia tabaci), praga que preocupa produtores para a safra 2026/27 e pode encontrar condições favoráveis de desenvolvimento. O pesquisador Germison Tomquelski, mestre e doutor em Agronomia e integrante da Desafios Agro, de Chapadão do Sul (MS), aponta que o cenário exige atenção redobrada desde o início do ciclo. “Acreditamos que será uma safra de mosca-branca, daí a necessidade de preparação para o enfrentamento”, diz.

Segundo Germison, anos de El Niño costumam acelerar o ciclo de diversas pragas e favorecer a ocorrência da mosca-branca. Ele lembra que safras anteriores marcadas por altas infestações chegaram a registrar dificuldades no controle, inclusive com falta de produtos específicos no mercado. “Para uma safra como essa, bem desafiadora, o produtor precisa se preparar um pouco mais e estar mais presente no campo, principalmente no monitoramento”, aponta. A atenção deve começar pelas bordaduras, onde geralmente surgem as primeiras revoadas de adultos.

O pesquisador explica que, após a chegada dos adultos, é fundamental identificar rapidamente a presença de ninfas nos folíolos da soja. O acompanhamento pode ser feito com o auxílio de lupa, permitindo detectar as primeiras formas jovens da praga e antecipar as medidas de controle. “É muito importante que o produtor se atente um pouco mais, porque essa infestação pode ser inicial e ocorrer antes do fechamento da cultura”, diz Germison. Para ele, a lavoura deve chegar ao fechamento com níveis muito baixos de infestação, preferencialmente sem a presença de ninfas.

A mosca-branca é uma praga sugadora que pode comprometer o desenvolvimento da soja. Ao se alimentar da seiva, o inseto elimina uma substância açucarada sobre as folhas, favorecendo o aparecimento da fumagina, fungo que recobre a superfície foliar e prejudica a fotossíntese. O resultado pode ser menor enchimento de grãos e redução da produtividade. “É uma praga que gera prejuízos aí chegando até 70% na produtividade”, ressalta o pesquisador, que também chama atenção para a transmissão de viroses pela praga.

No manejo, Germison recomenda que o produtor não espere o momento das aplicações de fungicidas para realizar o controle da mosca-branca. A estratégia, segundo ele, deve começar logo nas primeiras infestações, utilizando produtos capazes de atuar principalmente sobre ovos e ninfas e, assim, contribuir para a quebra do ciclo da praga. “Muitas vezes, o produtor faz uma reaplicação para mosca-branca com o mesmo intervalo do fungicida, e assim não se quebra o ciclo da praga”, explica. O pesquisador destaca ainda a buprofezina, ingrediente ativo que atua sobre as formas jovens e apresentou indicadores de eficácia próximos de 80% em avaliações.

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Além do controle da praga, o monitoramento também é importante para identificar possíveis casos de viroses e evitar que problemas sejam confundidos com outros sintomas presentes na lavoura. Germison orienta que, diante de suspeitas, o produtor procure a empresa responsável pela semente e pela genética utilizada para uma avaliação adequada. “O produtor, se detectar, deve chamar a empresa detentora da semente, a dona da genética de quem ele comprou, para que faça uma análise melhor”, aponta. A recomendação central, portanto, é antecipar-se à infestação, incluindo monitorar, identificar as primeiras ninfas e realizar o manejo no momento correto.

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Agro Mato Grosso

América Clima e Mercado 2026 acompanha as condições das lavouras nos Estados Unidos

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5ª temporada do projeto começou pelo Texas e passou por Oklahoma, Kansas, Missouri e Iowa

A 5ª temporada do América Clima e Mercado teve início nesta semana nos Estados Unidos. A comitiva da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) iniciou as visitas pelo Texas, onde pôde observar as condições da cultura de soja e milho na região. O projeto foi criado para entender os gargalos que os agricultores norte-americanos enfrentam com logística, clima, armazenamento e outros problemas enfrentados por cada estado.

O presidente da Aprosoja MT, Lucas Costa Beber, explicou que a observação teve início no Texas, na cidade de Dallas, e, no local, ele conseguiu observar lavouras secas e milho sem qualidade nas plantações. Em seguida, a comitiva seguiu para Oklahoma e a situação das lavouras semelhantes.

“Em Dallas nós percebemos que as lavouras estavam secas, o que é o normal, porém as previsões desse ano é justamente uma quebra de safra para aquele estado e as lavouras realmente estão mais secas e o milho com uma menor qualidade do que nós vimos nos anos anteriores. Já no segundo estado, em Oklahoma a situação também é muito parecida”, explicou.

Continuando com as observações, a comitiva seguiu para o Kansas, onde puderam observar que, no estado, a situação das lavouras é mais delicada que a do Texas e Oklahoma. Segundo o presidente, o estado do Kansas está sofrendo com a seca mais severa.

“A situação do estado do Kansas é bem delicada, somente o nordeste daquele estado, ou seja, menos de um quarto da proporção do estado, está com condições boas de lavoura, tendo chuvas regulares. O restante do estado com temperaturas altas e também com falta de chuva”, destacou.

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O delegado coordenador do núcleo de Itanhangá, Ivam Franceschet, explicou que, durante conversa com um dos produtores rurais do estado do Kansas, pôde entender melhor sobre as dificuldades que eles estão enfrentando na região.

“O produtor Jason relatou a nós uma expectativa de produtividade em torno de 28 sacas de soja por hectare, boa parte dessa soja foi plantada em cima de áreas da colheita de trigo e que o regime de chuvas foi muito irregular, com temperaturas altas, aliado a um alto custo, com um aumento de em torno de 30% a 40% e que está dificultando e tirando toda a margem de lucro. Reclamou bastante da situação, da questão de rentabilidade, de manter a família na atividade e que o seguro que ele tem cobre somente o custo de produção e não tem cobertura sobre a rentabilidade”, disse.

O produtor rural do núcleo de Canarana, Lino Costa, que também compõe a comitiva, contou que foram bem recebidos pelos produtores da região. Além disso, ele observou que, na região norte do Kansas, as lavouras estão melhores do que na região sul.

“Por sorte o produtor vinha saindo da propriedade e encontramos ele na saída. Ele muito cordialmente nos recebeu e deu várias informações para nós falando sobre a produtividade da região ali perto de Kansas City que é mais ao norte de Kansas. Lavouras com uma condições um pouco melhor que ao sul do Kansas. A soja deles nós avaliamos, imaginamos que ela tenha uma produtividade boa. O milho dele em relação as outras é um pouco mais inferior, mas ele nos relatou que está muito descontente com a questão dos custos de produção. E com as guerras que estão acontecendo, os custos de produção dele”, relatou.

Após isso, a comitiva passou por Missouri, onde viu lavouras melhores que as anteriores, porém com bastante avariações em soja. Já em Iowa, as lavouras estavam em melhores condições.

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Com a passagem por diferentes estados, a comitiva segue acompanhando as condições das lavouras e ouvindo os produtores sobre os principais desafios enfrentados no campo. As informações coletadas durante a missão contribuem para ampliar o conhecimento sobre a produção de soja e milho nos Estados Unidos e suas diferenças em relação a Mato Grosso.

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