Agro Mato Grosso
Pai e filho compartilham a paixão pelo campo no Vale do Guaporé MT

História da família Cervo mostra como valores, trabalho e amor pela terra são transmitidos de geração em geração no agro mato-grossense
Produtor rural e associado do núcleo Vale do Guaporé, Yuri Nunes Cervo carrega no dia a dia da fazenda, um legado construído ao longo dos anos pela família. A história que hoje ele ajuda a escrever no campo, começou com o pai, Paulo Adriano Gai Cervo, e traz na bagagem valores, escolhas e uma relação profunda com a terra.
Embora a trajetória da família no agro seja relativamente recente, o vínculo com a terra vem de muito antes. Yuri conta que a origem está ligada às tradições das famílias italianas do interior do Rio Grande do Sul, em que seus avós cultivavam pequenas hortas e mantinham uma relação próxima com a produção de alimentos. “Apenas de lá ser muito comum, não tem grandes áreas para cultivo, mas cada tem em sua casa, uma hortinha. Então é uma coisa que vem de geração em geração, das famílias italianas lá da região. Isso vem na genética, vem da família”, conta o produtor rural.
Foi o pai, Paulo Adriano, que deu o primeiro passo na atividade rural. Ainda jovem, depois que a família se mudou pra Mato Grosso na década de 1970, ele começou a se aproximar do campo. O pai e o tio eram dentistas, mas acabaram adquirindo uma pequena propriedade rural em Barra do Bugres, onde iniciaram a criação de bovinos e posteriormente, passaram a produzir cana-de-açúcar. Foi ali que surgiu o interesse definitivo pela agricultura.
A decisão de seguir no campo veio naturalmente. Paulo cursou agronomia na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá, e mais tarde seu filho Yuri repetiria o mesmo caminho. “Meu pai e minha mãe se conheceram na faculdade de agronomia, e eu segui o mesmo caminho. Fui fazer agronomia lá, também na mesma faculdade”, relembra Yuri Nunes Cervo.
Com o passar dos anos, a família expandiu suas atividades e chegaram ao Vale do Guaporé, em Comodoro, região que hoje faz parte da história da família. Segundo Yuri, o pai enxergou potencial onde muitos ainda tinham dúvidas. Na época, a região enfrentava dificuldades logísticas e pouca infraestrutura para escoamento da produção.
“Meu pai viu aqui nesse lugar, o que ninguém mais via, ele enxergou aqui o que as outras pessoas ainda não tinham enxergado, ele conseguiu comprovar quando ele começou a plantas aqui, que o lugar é realmente diferente. Se você conversa com ele sobre o Vale do Guaporé, ele brilha os olhos”, destaca o produtor, Yuri Nunes Cervo.
A iniciativa acabou influenciando também outros produtores da região. A construção de armazéns e a união entre agricultores para melhorar estradas e infraestrutura ajudaram a transformar o cenário local ao longo dos anos.
“Eu acredito que meu pai foi exemplo para todo mundo aqui da região, não só para mim. Porque quando ele fez o armazém, incentivou os produtores da região que valia a pena investir aqui. E todo mundo começou a se conscientizar, vamos fazer”, salienta Yuri.
Mais do que a produção agrícola, Yuri ressalta que o principal legado recebido do pai está nos valores. Honestidade, persistência e respeito a natureza, são os princípios que ele procura manter no dia a dia. “Ele sempre mostrou que fazer o certo muitas vezes é o caminho mais difícil, mas é o que vale a pena. Essa obstinação de acreditar e seguir em frente mesmo diante das dificuldades foi algo que marcou muito a nossa família”, afirma ele.
Paulo Adriano também vê na continuidade da atividade um propósito que vai além da própria geração. Para ele, o trabalho no campo sempre foi pensado como algo que deve beneficiar não só a essa, mas também as próximas gerações. “A expectativa sempre foi a continuidade do legado. A gente nunca construiu algo apenas para nós, mas para aqueles que vêm depois”, explica o produtor.
Hoje, além de trabalhar na propriedade, Yuri também atua na representação dos produtores e acompanha de perto os desafios e avanços do setor. Pai de duas meninas, ele acredita que o contato com o campo e com a realidade da produção é fundamental para transmitir os valores da atividade às novas gerações.
Para Paulo Adriano, o campo exige dedicação, fé e paixão. Apesar dos desafios, ele destaca que a vida no meio rural também oferece experiências únicas. “A atividade rural não é para qualquer pessoa. Ela exige muito, mas também oferece coisas que só quem vive aqui entende. Produzir alimento é uma missão essencial para a sociedade”, afirma.
Entre ensinamentos, histórias e sonhos compartilhados, a família Cervo segue cultivando não apenas lavouras, mas também um legado que une passado, presente e futuro no campo mato-grossense.
Agro Mato Grosso
Confira a lista de classificados para a próxima fase do Prêmio Aprosoja MT de Jornalismo 2026

Cerca de 130 profissionais e estudantes inscreveram mais de 180 trabalhos no concurso, que tem como tema “O agro sustentável que transforma a cidade a partir do campo”
A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) iniciou a etapa de avaliação da Comissão de Habilitação da 4ª edição do Prêmio Aprosoja MT de Jornalismo. Em 2026, o concurso tem como tema central “O agro sustentável que transforma a cidade a partir do campo” e reúne trabalhos de profissionais e estudantes de diferentes estados brasileiros.
Ao todo, cerca de 130 profissionais e estudantes se inscreveram no concurso, com mais de 180 trabalhos submetidos à avaliação. As produções estão distribuídas em seis categorias: Reportagem em Vídeo, Reportagem em Texto, Reportagem em Áudio, Fotojornalismo, Jornalismo Universitário e Destaques Mato-grossenses.
Os participantes concorrem a premiações em dinheiro que chegam a R$ 20 mil para o primeiro colocado de cada categoria e a R$ 15 mil na categoria Jornalismo Universitário. Na categoria Destaques Mato-grossenses, o prêmio principal é de R$ 7 mil.
Além da premiação por categoria, os finalistas concorrem ao Prêmio Master, definido por sorteio entre os vencedores. O ganhador terá a oportunidade de participar de uma missão internacional aos Estados Unidos, em 2027. Com o encerramento da etapa de habilitação, os trabalhos classificados seguem agora para a avaliação da Comissão Técnica, formada por jornalistas especializados. O grupo será responsável por selecionar as dez melhores obras de cada categoria, que avançarão no processo de premiação.
Confira, abaixo, a lista de habilitados para a próxima fase:
Reportagem em Vídeo
Alexandre Michel Francisco Esper
Anderson Nenning
Brenda Carvalho de Sousa
Christieli Ive Silvério da Cruz
Elisangela Pereira de Oliveira Vieira
Endrio Ribeiro da Silva Francescon
Izaías Godinho Vieira
Luciana Gaviglia Rocha Sanchez
Lukas Barbosa Soares
Marinês Barboza de Jesus
Pedro Dias Silvestre
Raphael Fernandes
Ronaldo Inácio Rocha
Valteno de Oliveira Santos
Wermeson Rafael Gomes da Costa Silva
Reportagem em Texto
Amanda Divina Teodoro de Almeida
Ana Flávia Moreira da Silva
Ana Paula de Barros Santos
Bruno Alves Solis
Cecília Nobre de Freitas
Claudia Candida Lazarotto
David Madalena Vieira
Emanuel Galdino da Costa
Euziany Teodoro de Souza
Fernando Dantas de Oliveira
Janaina Oliveira Santos
Juliana Santos Alves
Juliana Sodré Rosa
Kessillen Lopes da Silva
Laisa Machado Stofel
Laura Meireles
Luciana de Almeida Bueno
Luciana Pombo Fernandes Ricetti
Patricia Xavier dos Santos
Paulo Ricardo Ribas de Souza
Pollyana Araújo
Rafael Martins Gregorio
Ricardo Sardinha Clemente
Silvana Bazani
Vinicius Campos Mendes
Viviane Elisa Petroli
Wesllen Adelirio Tecchio
Reportagem em Áudio
Ana Paula Lima
Francisco José Ferreira dos Santos
Núbya Mara da Silva Oliveira
Raquel Verônica da Silva Lemes
Renan Carlos Schuster
Rodrigo Alcântara Davila
Romalo Alves Bessa
Simone Souza Guedes Quirino Cardoso
Valdi da Costa Sousa Júnior
Wiasmyne Rodrigues de Oliveira Bortolozo
Fotojornalismo
Edson Rodrigues
Francisco Carlos Lima de Oliveira
João Vieira Mendes Junior
Leandro Veloso Balbino
Lucas Torres Barros
Otmar Henrique de Oliveira
Victor Ostetti Rodrigues
Jornalismo Universitário
Brian Sthefano Ferreira Gomes Costa
Haillyn Heiviny Mendes de Barros Rangel
José Costa Da Silva Filho
Destaques Mato-grossenses
Anderson Nenning
Beatriz Mayra Schaffer
Bianca Cristina Rodrigues
Bruno Alves Solis
Claudia Candida Lazarotto
Elisangela Pereira de Oliveira Vieira
Euziany Teodoro de Souza
Haillyn Heiviny Mendes de Barros Rangel
Janaina Oliveira Santos
José Costa Da Silva Filho
Juliana Santos Alves
Kátia Regina Cipriano Krüger
Laisa Machado Stofel
Laura Meireles
Lucas Torres Barros
Luciana Gaviglia Rocha Sanchez
Lukas Barbosa Soares
Otmar Henrique de Oliveira
Raquel Verônica da Silva Lemes
Renan Carlos Schuster
Romalo Alves Bessa
Sandro Luís Brandão Campos
Silvana Bazani
Tâmara Benvinda Pinto de Figueiredo
Vinicius Campos Mendes
Viviane Elisa Petroli
Wiasmyne Rodrigues de Oliveira Bortoloza
A próxima etapa será conduzida pela Comissão Técnica, que avaliará os trabalhos habilitados e definirá os finalistas de cada categoria. A seleção seguirá os critérios estabelecidos no regulamento do Prêmio Aprosoja MT de Jornalismo 2026.
Agro Mato Grosso
Homem é preso suspeito de matar ex-namorada e atual dela após briga em festa em MT

Lorrayne dos Reis Correia, de 28 anos, e Marcos Willian Richieri Pereira, de 36 anos, foram encontrados mortos a tiros dentro de casa. Suspeito teria ameaçado a mulher durante a discussão.
Um casal foi encontrado morto com tiros na cabeça dentro de uma casa, em Aripuanã, a 976 km de Cuiabá, na noite deste domingo (13). As vítimas foram identificadas como Lorrayne dos Reis Correia, de 28 anos, e Marcos Willian Richieri Pereira, de 36 anos. Segundo a Polícia Civil, o suspeito foi identificado como Júlio Moreira dos Santos, de 39 anos, ex-namorado de Lorrayne. O crime foi registrado como feminicídio.
Segundo a Polícia Civil, o homem foi preso suspeito de cometer o crime. Um revólver com três munições intactas foi apreendido com ele.
Um amigo do casal foi até a casa de Lorrayne depois de ver o carro de Marcos estacionado no local. Ele chamou pelo amigo, mas não teve resposta e acionou a Polícia Militar.

Ex-marido mata mulher e homem com tiros na cabeça enquanto dormiam. O suspeito é ex-marido de Lorrayne e confessou o crime. Segundo ele, a mulher estaria “o humilhando pela cidade”.
Os policiais foram até a casa e também não conseguiram contato com o casal. Ao perceberem que a porta dos fundos estava arrombada, entraram no imóvel e encontraram Marcos e Lorrayne mortos em um dos quartos, com sinais de disparos de arma de fogo na cabeça.
O local foi isolado e a Polícia Civil foi acionada para realizar a perícia e iniciar as investigações.
Segundo a testemunha, o casal estava em uma festa na noite anterior. Durante o evento, Lorrayne e o suspeito teriam discutido, e ele teria feito ameaças de morte contra ela. Depois da discussão, o casal e outros dois amigos deixaram a festa e seguiram para a residência.
Após o crime, os policiais fizeram buscas pelo suspeito e o encontraram em uma casa. Aos policiais, o homem afirmou que sua ex, Lorrayne, o teria humilhado pela cidade e que essa seria a motivação do crime. Ele foi encaminhado para a delegacia.
O caso é investigado pela Polícia Civil.
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O principal suspeito da morte do casal é o ex namorado da vítima, Júlio Moreira dos Santos. — Foto: Reprodução
🚨Como pedir ajuda?
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O aplicativo ‘SOS Mulher MT’ é uma das alternativas criadas para ajudar vítimas de violência doméstica em Mato Grosso. O aplicativo conta com um botão do pânico, por meio dele a vítima pode fazer um pedido de socorro quando o agressor descumprir a medida protetiva.
O Botão do Pânico virtual está disponível, por enquanto, nas cidades de Cuiabá, Várzea Grande, Cáceres e Rondonópolis.
Nos outros municípios do estado, a plataforma pode ser acessada para as outras funções, como direcionamento à medida protetiva online, telefones de emergência, endereços das Delegacias da Mulher, Plantão 24h, denúncias sobre violência doméstica e também acesso à Delegacia Virtual para registro de ocorrências.
O que é a Lei Maria da Penha
A Lei Maria da Penha foi sancionada em 7 de agosto de 2006 com o objetivo de criar mecanismos para prevenir e impedir a violência doméstica e familiar contra a mulher. Segundo a Lei, a violência doméstica contra a mulher envolve qualquer ação baseada no gênero, ou seja, a mulher sofrer algum tipo de violência apenas pelo fato de ser mulher.
O Instituto Maria da Penha aponta que essa violência pode ser dos seguintes tipos:
- Violência física: qualquer ação que ofenda a integridade ou a saúde corporal da mulher. Exemplos: espancamentos, estrangulamento, cortes, sacudidas, entre outros
- Violência psicológica: qualquer ação que cause dano emocional e diminuição de autoestima; prejudique e perturbe o desenvolvimento da mulher ou tente degradar e controlar suas ações, comportamentos, crenças e decisões. Exemplos: ameaça, humilhação, manipulação, isolamento, vigilância constante, perseguição, entre outros
- Violência sexual: qualquer ação que obrigue a vítima a presenciar, manter ou participar de relação sexual não desejada. Exemplos: estupro, impedir uso de contraceptivos, forçar prostituição, entre outros
- Violência patrimonial: qualquer ação que configure retenção ou destruição de objetos, instrumentos de trabalho, documentos, bens e valores da vítima. Exemplos: controle do dinheiro, destruição de documentos, estelionato, deixar de pagar pensão alimentícia, entre outros
- Violência moral: qualquer ação que configure calúnia, difamação e injúria. Exemplos: acusar a mulher de traição, expor a vida íntima, desvalorizar a vítima pelo seu modo de se vestir, entre outros
O que é medida protetiva?
As medidas protetivas são ordens judiciais que buscam proteger pessoas que estejam em situação de risco, perigo ou vulnerabilidade. São dois tipos: as voltadas para o agressor, para impedir que ele se aproxime da vítima; e as voltadas para a vítima, para garantir a sua segurança e a proteção dos seus bens e da sua família.
Quem pode solicitar?
Qualquer mulher que esteja passando por uma situação de violência doméstica e familiar, independente do tipo de ameaça, lesão ou omissão.
Como solicitar medida protetiva?
A solicitação da medida protetiva pode ser feita em delegacias, Ministérios Públicos ou na Defensoria Pública. A mulher não precisa estar acompanhada de um advogado para fazer o pedido.
Agro Mato Grosso
VÍDEO: Duas carretas batem e provocam princípio de incêndio na BR-070 em MT

Condutores dos veículos saíram ilesos e recusaram encaminhamento médico, segundo a concessionária Nova Rota do Oeste.
Uma batida entre duas carretas provocou um princípio de incêndio e o derramamento de cerca de três toneladas de adubo no km 506 da BR-070, em Cuiabá, na tarde desta segunda-feira (14) (assista abaixo). Os condutores dos veículos saíram ilesos e assinaram termo de recusa de encaminhamento médico, segundo a concessionária Nova Rota do Oeste, responsável pela rodovia.
O acidente aconteceu no sentido norte, entre Cuiabá e Várzea Grande, e envolveu uma carreta Volvo 540 vermelha e uma carreta VW 29 520 branca. Segundo a concessionária, as informações iniciais apontam que um dos veículos atingiu a traseira do outro.
Uma das carretas estava carregada com adubo e cerca de três toneladas da carga foram derramadas na pista. Com o impacto, a carreta vermelha ficou danificada e houve um princípio de incêndio, controlado por um caminhão-pipa da concessionária.
A Nova Rota do Oeste foi acionada às 12h35 para atender a ocorrência. A pista ficou parcialmente interditada e o tráfego foi totalmente liberado às 14h41.
Ainda segundo a concessionária, não houve congestionamento no trecho. A situação foi controlada pela equipe de conservação da própria Nova Rota do Oeste.
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