Connect with us
23 de setembro de 2026

Agro Mato Grosso

Pai e filho compartilham a paixão pelo campo no Vale do Guaporé MT

Published

on

História da família Cervo mostra como valores, trabalho e amor pela terra são transmitidos de geração em geração no agro mato-grossense

Produtor rural e associado do núcleo Vale do Guaporé, Yuri Nunes Cervo carrega no dia a dia da fazenda, um legado construído ao longo dos anos pela família. A história que hoje ele ajuda a escrever no campo, começou com o pai, Paulo Adriano Gai Cervo, e traz na bagagem valores, escolhas e uma relação profunda com a terra.

Embora a trajetória da família no agro seja relativamente recente, o vínculo com a terra vem de muito antes. Yuri conta que a origem está ligada às tradições das famílias italianas do interior do Rio Grande do Sul, em que seus avós cultivavam pequenas hortas e mantinham uma relação próxima com a produção de alimentos. “Apenas de lá ser muito comum, não tem grandes áreas para cultivo, mas cada tem em sua casa, uma hortinha. Então é uma coisa que vem de geração em geração, das famílias italianas lá da região. Isso vem na genética, vem da família”, conta o produtor rural.

Foi o pai, Paulo Adriano, que deu o primeiro passo na atividade rural. Ainda jovem, depois que a família se mudou pra Mato Grosso na década de 1970, ele começou a se aproximar do campo. O pai e o tio eram dentistas, mas acabaram adquirindo uma pequena propriedade rural em Barra do Bugres, onde iniciaram a criação de bovinos e posteriormente, passaram a produzir cana-de-açúcar. Foi ali que surgiu o interesse definitivo pela agricultura.

A decisão de seguir no campo veio naturalmente. Paulo cursou agronomia na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá, e mais tarde seu filho Yuri repetiria o mesmo caminho. “Meu pai e minha mãe se conheceram na faculdade de agronomia, e eu segui o mesmo caminho. Fui fazer agronomia lá, também na mesma faculdade”, relembra Yuri Nunes Cervo.

Com o passar dos anos, a família expandiu suas atividades e chegaram ao Vale do Guaporé, em Comodoro, região que hoje faz parte da história da família. Segundo Yuri, o pai enxergou potencial onde muitos ainda tinham dúvidas. Na época, a região enfrentava dificuldades logísticas e pouca infraestrutura para escoamento da produção.

Advertisement

“Meu pai viu aqui nesse lugar, o que ninguém mais via, ele enxergou aqui o que as outras pessoas ainda não tinham enxergado, ele conseguiu comprovar quando ele começou a plantas aqui, que o lugar é realmente diferente. Se você conversa com ele sobre o Vale do Guaporé, ele brilha os olhos”, destaca o produtor, Yuri Nunes Cervo.

A iniciativa acabou influenciando também outros produtores da região. A construção de armazéns e a união entre agricultores para melhorar estradas e infraestrutura ajudaram a transformar o cenário local ao longo dos anos.

“Eu acredito que meu pai foi exemplo para todo mundo aqui da região, não só para mim. Porque quando ele fez o armazém, incentivou os produtores da região que valia a pena investir aqui. E todo mundo começou a se conscientizar, vamos fazer”, salienta Yuri.

Mais do que a produção agrícola, Yuri ressalta que o principal legado recebido do pai está nos valores. Honestidade, persistência e respeito a natureza, são os princípios que ele procura manter no dia a dia. “Ele sempre mostrou que fazer o certo muitas vezes é o caminho mais difícil, mas é o que vale a pena. Essa obstinação de acreditar e seguir em frente mesmo diante das dificuldades foi algo que marcou muito a nossa família”, afirma ele.

Paulo Adriano também vê na continuidade da atividade um propósito que vai além da própria geração. Para ele, o trabalho no campo sempre foi pensado como algo que deve beneficiar não só a essa, mas também as próximas gerações. “A expectativa sempre foi a continuidade do legado. A gente nunca construiu algo apenas para nós, mas para aqueles que vêm depois”, explica o produtor.

Advertisement

Hoje, além de trabalhar na propriedade, Yuri também atua na representação dos produtores e acompanha de perto os desafios e avanços do setor. Pai de duas meninas, ele acredita que o contato com o campo e com a realidade da produção é fundamental para transmitir os valores da atividade às novas gerações.

Para Paulo Adriano, o campo exige dedicação, fé e paixão. Apesar dos desafios, ele destaca que a vida no meio rural também oferece experiências únicas. “A atividade rural não é para qualquer pessoa. Ela exige muito, mas também oferece coisas que só quem vive aqui entende. Produzir alimento é uma missão essencial para a sociedade”, afirma.

Entre ensinamentos, histórias e sonhos compartilhados, a família Cervo segue cultivando não apenas lavouras, mas também um legado que une passado, presente e futuro no campo mato-grossense.

Continue Reading
Advertisement

Agro Mato Grosso

Fazendeiro é condenado por degradação na Terra Indígena Marãiwatséd, em MT

Published

on

O Ministério Público Federal (MPF) obteve a condenação de um fazendeiro a recuperar 145,81 hectares degradados dentro da Terra Indígena Marãiwatsédé, em Mato Grosso. A sentença, da Vara Federal Cível e Criminal de Barra do Garças, também determinou que ele não realize atividades incompatíveis com a recuperação ambiental e fixou indenização por dano moral coletivo.

A ação civil pública apurou o impedimento da regeneração de floresta nativa e a manutenção de lavoura de soja mesmo após o embargo da área. Em 2008, fiscais do Ibama constataram a degradação e aplicaram multa de R$ 7,86 milhões. Em 2010, nova fiscalização encontrou plantação de soja na área embargada, resultando em outra multa, de R$ 1 milhão, e na apreensão de 47 mil sacas do produto.

A área originalmente discutida na ação tinha 1.571,20 hectares. Como 1.425,39 hectares já eram objeto de outro processo, a sentença analisou os 145,81 hectares remanescentes.

O fazendeiro deverá apresentar, em até 90 dias após o trânsito em julgado, um plano de recuperação de área degradada (PRAD) e executá-lo até a completa recuperação da área. A sentença também estabeleceu que eventual indenização por danos materiais será aplicada apenas se a recuperação for tecnicamente impossível ou houver descumprimento injustificado das medidas determinadas.

A indenização por dano moral coletivo foi fixada em 5% do valor da reparação material, a ser calculado posteriormente. Segundo a sentença, a degradação atingiu extensa área de floresta amazônica dentro de terra indígena e continuou mesmo após o embargo, afetando bem ambiental coletivo e território destinado constitucionalmente ao povo Xavante.

Advertisement

Os valores deverão ser destinados ao fundo previsto na Lei da Ação Civil Pública, com preferência para projetos de recuperação da própria Terra Indígena Marãiwatsédé.

A decisão é de primeira instância e pode ser contestada no Tribunal Regional Federal da 1ª Região.

Continue Reading

Agro Mato Grosso

Ave rara e ameaçada é registrada em área de preservação em MT

Published

on

Uma marianinha-de-cabeça-amarela (Pionites leucogaster), ave ameaçada de extinção, foi registrada nesse fim de semana por uma equipe de monitoramento ambiental na área de preservação do reservatório de uma usina hidrelétrica, entre Nova Canaã do Norte e Colíder, a 696 km e 650 km de Cuiabá, respectivamente.

O registro foi feito durante um trabalho de acompanhamento dos animais que vivem na região. De acordo com a equipe, a identificação da ave ajuda os pesquisadores a conhecer melhor a fauna local e a reunir informações para ações de proteção da espécie.

marianinha-de-cabeça-amarela é classificada como “em Perigo” pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), o que significa que existe um alto risco de extinção. A ave é difícil de ser encontrada e costuma viver nas partes mais altas das árvores da Amazônia.

Com cerca de 23 centímetros, a ave tem cabeça alaranjada, rosto e pescoço amarelos, peito branco e corpo verde. Ela faz parte da mesma família dos papagaios e periquitos e também é conhecida como periquito-d’anta.

A espécie também é encontrada no Peru e na Bolívia. Ela vive principalmente em florestas preservadas e se alimenta de frutos, pétalas e néctar de flores. Ao espalhar sementes, ajuda no crescimento de novas plantas e na renovação das florestas.

Advertisement

A ave faz seus ninhos em buracos de árvores que ficam entre 15 e 30 metros de altura. A reprodução acontece principalmente em janeiro, quando a fêmea coloca ovos branco-amarelados.

Continue Reading

Agro Mato Grosso

Avião que buscaria deputado Júlio Campos em MT pousa às margens de rodovia após emergência

Published

on

avião que buscaria o deputado Júlio Campos (União) realizou um pouso de emergência em Araguaiana, a 570 km de Cuiabá, na manhã desta terça-feira (22). Conforme informações da assessoria, o parlamentar não estava na aeronave no momento do acidente.

A aeronave faria o translado de Aragarças (GO) para o município de Araguaiana (MT), onde embarcaria o deputado Júlio Campos e assessores para retorno a capital.

“Por motivos ainda desconhecidos a referida aeronave teve que fazer um pouso de emergência as margens da rodovia MT-100, na ocasião a aeronave estava apenas com o comandante a bordo, estamos providenciando comunicado as autoridades competentes. O comandante passou por avaliação médica no local e já foi liberado”, informou a empresa de táxi aéreo.

 

Um vídeo gravado no local mostra a aeronave às margens de uma estrada, próximo a uma fazenda (vídeo abaixo). Alguns carros circulavam na região no momento do pouco, mas nenhum veículo foi atingido.

Avião do deputado Julio Campos parou às margens de estrada em MT — Foto: Reprodução

Avião do deputado Julio Campos parou às margens de estrada em MT — Foto: Reprodução

Segundo a assessoria, a situação foi controlada rapidamente e não há feridos. As circunstâncias que levaram ao pouso de emergência ainda são investigadas.

A aeronave de prefixo PT-VOD é um bimotor de pequeno porte, modelo Neiva EMB-810D Seneca III, usada para táxi aéreo no estado. Segundo o Registro Aeronáutico Brasileiro da Anac, ela foi fabricada em 1991.

Advertisement

VIDEO:

Advertisement
Continue Reading
Advertisement
Advertisement
Advertisement

Agro MT