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9 de maio de 2026

Agro Mato Grosso

Pai e filho compartilham a paixão pelo campo no Vale do Guaporé MT

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História da família Cervo mostra como valores, trabalho e amor pela terra são transmitidos de geração em geração no agro mato-grossense

Produtor rural e associado do núcleo Vale do Guaporé, Yuri Nunes Cervo carrega no dia a dia da fazenda, um legado construído ao longo dos anos pela família. A história que hoje ele ajuda a escrever no campo, começou com o pai, Paulo Adriano Gai Cervo, e traz na bagagem valores, escolhas e uma relação profunda com a terra.

Embora a trajetória da família no agro seja relativamente recente, o vínculo com a terra vem de muito antes. Yuri conta que a origem está ligada às tradições das famílias italianas do interior do Rio Grande do Sul, em que seus avós cultivavam pequenas hortas e mantinham uma relação próxima com a produção de alimentos. “Apenas de lá ser muito comum, não tem grandes áreas para cultivo, mas cada tem em sua casa, uma hortinha. Então é uma coisa que vem de geração em geração, das famílias italianas lá da região. Isso vem na genética, vem da família”, conta o produtor rural.

Foi o pai, Paulo Adriano, que deu o primeiro passo na atividade rural. Ainda jovem, depois que a família se mudou pra Mato Grosso na década de 1970, ele começou a se aproximar do campo. O pai e o tio eram dentistas, mas acabaram adquirindo uma pequena propriedade rural em Barra do Bugres, onde iniciaram a criação de bovinos e posteriormente, passaram a produzir cana-de-açúcar. Foi ali que surgiu o interesse definitivo pela agricultura.

A decisão de seguir no campo veio naturalmente. Paulo cursou agronomia na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá, e mais tarde seu filho Yuri repetiria o mesmo caminho. “Meu pai e minha mãe se conheceram na faculdade de agronomia, e eu segui o mesmo caminho. Fui fazer agronomia lá, também na mesma faculdade”, relembra Yuri Nunes Cervo.

Com o passar dos anos, a família expandiu suas atividades e chegaram ao Vale do Guaporé, em Comodoro, região que hoje faz parte da história da família. Segundo Yuri, o pai enxergou potencial onde muitos ainda tinham dúvidas. Na época, a região enfrentava dificuldades logísticas e pouca infraestrutura para escoamento da produção.

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“Meu pai viu aqui nesse lugar, o que ninguém mais via, ele enxergou aqui o que as outras pessoas ainda não tinham enxergado, ele conseguiu comprovar quando ele começou a plantas aqui, que o lugar é realmente diferente. Se você conversa com ele sobre o Vale do Guaporé, ele brilha os olhos”, destaca o produtor, Yuri Nunes Cervo.

A iniciativa acabou influenciando também outros produtores da região. A construção de armazéns e a união entre agricultores para melhorar estradas e infraestrutura ajudaram a transformar o cenário local ao longo dos anos.

“Eu acredito que meu pai foi exemplo para todo mundo aqui da região, não só para mim. Porque quando ele fez o armazém, incentivou os produtores da região que valia a pena investir aqui. E todo mundo começou a se conscientizar, vamos fazer”, salienta Yuri.

Mais do que a produção agrícola, Yuri ressalta que o principal legado recebido do pai está nos valores. Honestidade, persistência e respeito a natureza, são os princípios que ele procura manter no dia a dia. “Ele sempre mostrou que fazer o certo muitas vezes é o caminho mais difícil, mas é o que vale a pena. Essa obstinação de acreditar e seguir em frente mesmo diante das dificuldades foi algo que marcou muito a nossa família”, afirma ele.

Paulo Adriano também vê na continuidade da atividade um propósito que vai além da própria geração. Para ele, o trabalho no campo sempre foi pensado como algo que deve beneficiar não só a essa, mas também as próximas gerações. “A expectativa sempre foi a continuidade do legado. A gente nunca construiu algo apenas para nós, mas para aqueles que vêm depois”, explica o produtor.

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Hoje, além de trabalhar na propriedade, Yuri também atua na representação dos produtores e acompanha de perto os desafios e avanços do setor. Pai de duas meninas, ele acredita que o contato com o campo e com a realidade da produção é fundamental para transmitir os valores da atividade às novas gerações.

Para Paulo Adriano, o campo exige dedicação, fé e paixão. Apesar dos desafios, ele destaca que a vida no meio rural também oferece experiências únicas. “A atividade rural não é para qualquer pessoa. Ela exige muito, mas também oferece coisas que só quem vive aqui entende. Produzir alimento é uma missão essencial para a sociedade”, afirma.

Entre ensinamentos, histórias e sonhos compartilhados, a família Cervo segue cultivando não apenas lavouras, mas também um legado que une passado, presente e futuro no campo mato-grossense.

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Homens são presos extraindo ouro em garimpo ilegal na região da Terra Indígena Sararé em MT

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Dois homens foram presos em um garimpo ilegal nas imediações da Terra Indígena Sararé, na região de Pontes e Lacerda, nesta quinta-feira (7). Na ação, foram apreendidas três escavadeiras, um motor-gerador, um motor-bomba e cerca de 700 litros de diesel.

Segundo a Polícia Civil, a operação teve início a partir de uma investigação sobre possível fraude na compra de maquinário, mas acabou identificando indícios de atividade de garimpo ilegal, o que levou ao acionamento da Polícia Federal.

No local, os suspeitos foram flagrados realizando extração de ouro, com sinais de degradação ambiental e desvio do curso do rio Sararé.

Diante da constatação da atividade irregular, a dupla foi presa em flagrante e encaminhada à Delegacia da Polícia Federal em Pontes e Lacerda, onde foi lavrado auto de prisão em flagrante pelos crimes de extração mineral sem autorização e usurpação de matéria-prima pertencente à União

Os equipamentos utilizados na atividade ilegal foram apreendidos e podem ser destinados a instituições públicas, mediante autorização judicial. As investigações continuam para identificar outros envolvidos no esquema.

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Garimpo ilegal é fechado em área rural e PM apreende escavadeira e motores em MT

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Uma ação da Polícia Militar Ambiental fechou um garimpo ilegal em uma propriedade rural na Linha Poraquê, zona rural de Aripuanã, nessa quarta-feira (7). Durante a fiscalização, uma escavadeira hidráulica e dois motores estacionários foram apreendidos e um homem foi conduzido à delegacia.

A operação foi realizada por equipes do Batalhão de Polícia Militar de Proteção Ambiental (BPMPA), com apoio da Força Tática do 2º Comando Regional, no âmbito da Operação Amazônia/Flora.

Segundo a PM, a fiscalização começou após uma denúncia sobre possível extração mineral irregular na região. No local, os policiais encontraram uma escavadeira hidráulica em funcionamento dentro de uma das cavas abertas na área degradada.

De acordo com a polícia, o operador da máquina se identificou como Vanderlei da Silva Carvalho e afirmou ser o responsável pela atividade. Aos policiais, ele informou que não possuía licença ou autorização ambiental para funcionamento do garimpo.

Durante a vistoria, os militares constataram uma extensa área degradada, com solo exposto, alterações na topografia natural, abertura de cavas, movimentação de sedimentos e acúmulo de rejeitos da atividade minerária.

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Ainda conforme a PM, também foram encontrados uma caixa concentradora e dois motores estacionários utilizados no processo de extração mineral. Os policiais identificaram ainda destruição de vegetação nativa em área de especial preservação.

Nas proximidades do garimpo, a equipe localizou um acampamento improvisado feito com lona plástica, contendo redes, utensílios domésticos, ferramentas, roupas e alimentos, estrutura que, segundo os policiais, era utilizada para apoio às atividades ilegais.

A Polícia Militar informou que foi lavrado auto de infração e termo de embargo da área. A escavadeira hidráulica foi apreendida e encaminhada para a Secretaria de Obras de Colniza. Já os motores estacionários foram destruídos no local, devido à impossibilidade de remoção logística. O acampamento também foi destruído com uso controlado de fogo.

Um homem responsável pela área foi conduzido à delegacia para esclarecimento dos fatos. Segundo a PM, não houve necessidade do uso de algemas porque ele colaborou durante a fiscalização.
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Cesta básica em MT começa maio com nova alta e se aproxima dos R$ 900

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Em alta pela sexta semana consecutiva, a cesta básica em Cuiabá iniciou o mês de maio custando R$ 892,90. O aumento observado no período foi de 8,07%, segundo levantamento realizado pelo Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT). Além disso, a alta também permanece no comparativo anual, com o valor atual 6,91% maior em relação aos R$ 835,17 observados no mesmo período de 2025.

O elevado custo da cesta compromete o consumo de produtos considerados essenciais pelas famílias da capital, conforme explica o presidente da Fecomércio-MT, Wenceslau Júnior, que também destacou o aumento no preço da lista de mantimentos em relação ao ano passado.

“O custo médio da cesta ultrapassando novos patamares históricos e intensifica a pressão sobre o orçamento das famílias, sobretudo diante da elevação dos preços em relação ao mesmo período do ano passado. A tendência de aumento no valor da cesta básica demonstra como o custo de vida na cidade também tem sido impulsionado pela alta de alguns alimentos, como a batata e o tomate.”

Com alta pela quinta semana consecutiva, a batata registrou incremento de 13,87%, atingindo a média de R$ 7,02/kg, o que deixa o preço atual 12,57% maior em comparação ao mesmo período do ano passado. Conforme análise do IPF-MT, a finalização das colheitas da safra atual, sem previsão de início da próxima, pode estar provocando restrição na oferta, fator que ajuda a explicar a alta nos preços.

Assim como a batata, o tomate também apresentou aumento por motivos semelhantes relacionados ao fim da safra. O valor subiu 1,49%, chegando à média de R$ 12,07/kg. No comparativo anual, o produto já está 52,93% mais caro. A alta está relacionada à menor oferta e à maior presença de tomates de baixa qualidade, condição que pode ter intensificado a pressão sobre os preços.

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Outro produto com variação expressiva, desta vez em queda, foi o óleo de soja, que apresentou redução de 1,67%, atingindo a média de R$ 8,00 por garrafa de 900 mL. A redução pode estar relacionada às boas expectativas para a safra atual da soja e à menor demanda pelo produto, refletindo em preços mais baixos.

Ainda sobre os consecutivos avanços de preço da cesta, Wenceslau Júnior esclarece que “esse novo recorde da cesta básica mostra que os preços continuam pressionando o orçamento das famílias. Apesar da estabilidade ou queda em alguns produtos, itens essenciais seguem mais caros e comprometendo o poder de compra da população”.

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