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22 de setembro de 2026

Agro Mato Grosso

Bicudo-preto-da-soja preocupa produtores de MT

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O bicudo-preto-da-soja (Rhyssomatus subtilis) avançou para o centro da Argentina nas últimas safras. A praga permaneceu concentrada por duas décadas no noroeste argentino. Agora, registros do Instituto Nacional de Tecnología Agropecuaria (INTA) e do Serviço Nacional de Sanidade e Qualidade Agroalimentar da Argentina (Senasa) indicam presença em áreas sojeiras de Córdoba e Santa Fe. Especialistas relacionam a expansão ao movimento de máquinas e veículos entre regiões produtivas.

A presença do inseto teve primeiro registro na Argentina na safra 2005/2006, em Santiago del Estero. Depois, o avanço ocorreu de forma lenta no noroeste argentino (NOA), com registros em Tucumán, Catamarca e Salta. Entre 2022 e 2025, houve expansão para novas áreas produtivas do nordeste de Santiago del Estero. Em janeiro de 2026, a praga apareceu no sudeste da província. No Chaco, o registro ocorreu no departamento Almirante Brown.

Alerta maior

O alerta maior veio no fim da safra 2024/2025, com detecção no centro-norte de Córdoba. Na safra 2025/2026, técnicos do INTA confirmaram presença nos departamentos Río Primero, Santa María e Río Segundo. Também houve confirmação em Ceres, na província de Santa Fe.

Segundo María Guillermina Socías, do INTA Salta, o salto geográfico não segue padrão natural de dispersão. A hipótese técnica aponta associação com o deslocamento de maquinários e veículos.

O inseto tem um ciclo anual e acompanha a soja durante o desenvolvimento da cultura. Os adultos atacam brotos novos e podem reduzir o crescimento das plantas. As larvas causam o principal dano, pois se alimentam dos grãos dentro das vagens. As perfurações também favorecem a entrada de água e patógenos.

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O manejo exige prevenção. Os especialistas recomendam rotação com gramíneas e outras espécies não hospedeiras. A prática deve abranger áreas afetadas e lavouras vizinhas. Também recomendam limpeza rigorosa de máquinas e veículos antes do deslocamento entre zonas produtivas. O monitoramento deve começar cedo, com inspeção de vagens, picadas, perfurações, larvas e danos nos grãos.

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Agro Mato Grosso

Fazendeiro é condenado por degradação na Terra Indígena Marãiwatséd, em MT

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O Ministério Público Federal (MPF) obteve a condenação de um fazendeiro a recuperar 145,81 hectares degradados dentro da Terra Indígena Marãiwatsédé, em Mato Grosso. A sentença, da Vara Federal Cível e Criminal de Barra do Garças, também determinou que ele não realize atividades incompatíveis com a recuperação ambiental e fixou indenização por dano moral coletivo.

A ação civil pública apurou o impedimento da regeneração de floresta nativa e a manutenção de lavoura de soja mesmo após o embargo da área. Em 2008, fiscais do Ibama constataram a degradação e aplicaram multa de R$ 7,86 milhões. Em 2010, nova fiscalização encontrou plantação de soja na área embargada, resultando em outra multa, de R$ 1 milhão, e na apreensão de 47 mil sacas do produto.

A área originalmente discutida na ação tinha 1.571,20 hectares. Como 1.425,39 hectares já eram objeto de outro processo, a sentença analisou os 145,81 hectares remanescentes.

O fazendeiro deverá apresentar, em até 90 dias após o trânsito em julgado, um plano de recuperação de área degradada (PRAD) e executá-lo até a completa recuperação da área. A sentença também estabeleceu que eventual indenização por danos materiais será aplicada apenas se a recuperação for tecnicamente impossível ou houver descumprimento injustificado das medidas determinadas.

A indenização por dano moral coletivo foi fixada em 5% do valor da reparação material, a ser calculado posteriormente. Segundo a sentença, a degradação atingiu extensa área de floresta amazônica dentro de terra indígena e continuou mesmo após o embargo, afetando bem ambiental coletivo e território destinado constitucionalmente ao povo Xavante.

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Os valores deverão ser destinados ao fundo previsto na Lei da Ação Civil Pública, com preferência para projetos de recuperação da própria Terra Indígena Marãiwatsédé.

A decisão é de primeira instância e pode ser contestada no Tribunal Regional Federal da 1ª Região.

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Agro Mato Grosso

Ave rara e ameaçada é registrada em área de preservação em MT

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Uma marianinha-de-cabeça-amarela (Pionites leucogaster), ave ameaçada de extinção, foi registrada nesse fim de semana por uma equipe de monitoramento ambiental na área de preservação do reservatório de uma usina hidrelétrica, entre Nova Canaã do Norte e Colíder, a 696 km e 650 km de Cuiabá, respectivamente.

O registro foi feito durante um trabalho de acompanhamento dos animais que vivem na região. De acordo com a equipe, a identificação da ave ajuda os pesquisadores a conhecer melhor a fauna local e a reunir informações para ações de proteção da espécie.

marianinha-de-cabeça-amarela é classificada como “em Perigo” pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), o que significa que existe um alto risco de extinção. A ave é difícil de ser encontrada e costuma viver nas partes mais altas das árvores da Amazônia.

Com cerca de 23 centímetros, a ave tem cabeça alaranjada, rosto e pescoço amarelos, peito branco e corpo verde. Ela faz parte da mesma família dos papagaios e periquitos e também é conhecida como periquito-d’anta.

A espécie também é encontrada no Peru e na Bolívia. Ela vive principalmente em florestas preservadas e se alimenta de frutos, pétalas e néctar de flores. Ao espalhar sementes, ajuda no crescimento de novas plantas e na renovação das florestas.

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A ave faz seus ninhos em buracos de árvores que ficam entre 15 e 30 metros de altura. A reprodução acontece principalmente em janeiro, quando a fêmea coloca ovos branco-amarelados.

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Avião que buscaria deputado Júlio Campos em MT pousa às margens de rodovia após emergência

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avião que buscaria o deputado Júlio Campos (União) realizou um pouso de emergência em Araguaiana, a 570 km de Cuiabá, na manhã desta terça-feira (22). Conforme informações da assessoria, o parlamentar não estava na aeronave no momento do acidente.

A aeronave faria o translado de Aragarças (GO) para o município de Araguaiana (MT), onde embarcaria o deputado Júlio Campos e assessores para retorno a capital.

“Por motivos ainda desconhecidos a referida aeronave teve que fazer um pouso de emergência as margens da rodovia MT-100, na ocasião a aeronave estava apenas com o comandante a bordo, estamos providenciando comunicado as autoridades competentes. O comandante passou por avaliação médica no local e já foi liberado”, informou a empresa de táxi aéreo.

 

Um vídeo gravado no local mostra a aeronave às margens de uma estrada, próximo a uma fazenda (vídeo abaixo). Alguns carros circulavam na região no momento do pouco, mas nenhum veículo foi atingido.

Avião do deputado Julio Campos parou às margens de estrada em MT — Foto: Reprodução

Avião do deputado Julio Campos parou às margens de estrada em MT — Foto: Reprodução

Segundo a assessoria, a situação foi controlada rapidamente e não há feridos. As circunstâncias que levaram ao pouso de emergência ainda são investigadas.

A aeronave de prefixo PT-VOD é um bimotor de pequeno porte, modelo Neiva EMB-810D Seneca III, usada para táxi aéreo no estado. Segundo o Registro Aeronáutico Brasileiro da Anac, ela foi fabricada em 1991.

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