Sustentabilidade
Panorama do trigo 26/27: Colheita atinge 21,6% no país sob alerta sanitário e climático no Sul – MAIS SOJA

Trigo/BR: 21,6% colhido. No RS, o tempo seco favoreceu a entrada das máquinas para os manejos. A boa luminosidade e as temperaturas adequadas favoreceram o desenvolvimento. As geadas da semana não atingiram as regiões em que as lavouras estão em fase reprodutiva.
No PR, as lavouras apresentam bom desenvolvimento no geral. A colheita é priorizada nos intervalos sem chuva. A produtividade encontra-se baixa até o momento. Em SC, no Oeste e Extremo Oeste, as áreas mais precoces estão em espigamento, florescimento e enchimento de grãos, sendo as mais sensíveis à continuidade das chuvas. No Meio-Oeste, nos Planaltos e na Serra, predominam o alongamento e o emborrachamento. A pressão fitossanitária segue elevada, com atenção à giberela, à ferrugem, ao oídio e às manchas foliares.
Em SP, as chuvas e as temperaturas baixas geram grande preocupação, observando-se grãos com germinação na própria planta nas regiões com excesso de chuva. Em MG, a colheita está bastante adiantada, sem perdas causadas pelas chuvas na fase final de maturação e colheita.
Em GO, restam alguns pivôs para o encerramento da colheita, sem perdas causadas pelas chuvas recentes. Em MS, apesar do período chuvoso, a colheita foi finalizada. Na BA, a colheita segue conforme as lavouras atingem o ponto de colheita.
Fonte: Conab
Sustentabilidade
Soja/ Avanço tímido no campo: com 0,5% semeado, seca restringe máquinas em MT e chuvas favorecem o Sul – MAIS SOJA

Soja/BR: 0,5% semeado. Em MT, a semeadura segue praticamente restrita às áreas irrigadas por pivô central. No sequeiro, o avanço das máquinas permanece contido, já que as chuvas registradas até o momento são insuficientes para reverter o baixo armazenamento hídrico do solo.
Em MS, há boas condições de umidade no solo para o início da semeadura em quase todo o estado, exceto pontos do extremo norte sem precipitação. No PR, algumas regiões saíram do vazio sanitário e iniciaram o plantio. As áreas já semeadas apresentam bom desenvolvimento.
Previsão Agrometeorológica (21/09/2026 a 28/09/2026)
N-NE: Na Região Norte, os maiores acumulados estão previstos para o Noroeste da região, especialmente, no Oeste e no centro do AM, com valores que podem ultrapassar 80 mm em algumas áreas. Já na Região Nordeste, as chuvas devem ficar restritas à faixa litorânea entre a BA e AL, com acumulados máximos previstos em torno de 20 mm. No interior da região Nordeste, o tempo deve permanecer estável, sem previsão de chuva significativa. A falta de chuvas manterá a restrição hídrica para os cultivos de terceira safra em estádio reprodutivo em ambas as Regiões. Contudo, a maturação e a colheita das lavouras de algodão, milho segunda e terceira, feijão terceira e trigo serão favorecidos pelo clima seco e quente.
CO: Os acumulados mais expressivos devem ocorrer no Sul de MS, podendo superar 50 mm. Ao longo da semana, há indicação de ocorrência de chuvas isoladas em grande parte da Região, inclusive no DF. Já no Norte de GO e parte do Nordeste de MT, o tempo ficará predominantemente estável. As condições serão favoráveis para a finalização da colheita dos cultivos de segunda e terceiras safras, além do início da semeadura da primeira safra 2026/27 em algumas áreas.
SE: A semana inicia com instabilidades na maior parte da Região. Os maiores acumulados são previstos para os estados de SP e RJ, onde os valores podem ultrapassar 80 mm em algumas áreas. Nas demais áreas da Região, não se descarta a ocorrência de chuvas isoladas, no entanto, com acumulados semanais menos expressivos. No Norte de MG, as condições serão estáveis ao longo do período. As condições serão favoráveis para a maturação e colheita das lavouras de inverno, segunda e terceira safras.
S: A semana começa com forte instabilidade, sobretudo na Serra Gaúcha. No início da semana, as áreas com acumulados mais expressivos podem avançar para o Norte do RS, SC e algumas áreas do PR. No decorrer da semana, o tempo permanecerá estável, sem acumulados significativos, e as temperaturas devem reduzir com possibilidade de ocorrência de geadas em parte de SC e RS. O tempo voltará a ficar instável durante o final de semana, no Leste da Região. O excesso de chuva pode restringir o desenvolvimento, florescimento e enchimento de grãos, bem como a maturação e colheita dos cultivos de inverno em parte da Região.
Fonte: Conab

Sustentabilidade
IMEA: Custos de produção do milho avançam em MT, enquanto Conab projeta safra maior em 26/27 – MAIS SOJA

Segundo o Projeto Custo de Produção Agropecuário MT (Senar/Imea), em ago/26, o custeio do milho da safra 26/27 em MT foi estimado em R$ 3.780,59/ha, alta de 0,05% frente a jul/26 e de 13,89% ante a safra 25/26. Apesar da relativa estabilidade mensal, o avanço anual do custeio ainda reflete os patamares mais elevados dos principais insumos da cultura, em um cenário de volatilidade no mercado internacional de fertilizantes.
Entre os principais componentes, os defensivos apresentaram o maior aumento anual de 23,37%, para R$ 910,23/ha, seguidos pelas sementes e pelos fertilizantes e corretivos, ambos com alta de 9,08%, para R$ 848,08/ha e R$ 1.550,94/ha, respectivamente. Juntos, esses três grupos representam 87,53% do custeio. O Custo Operacional Efetivo (COE) foi estimado em R$ 5.507,85/ha, alta de 14,60% ante a safra 25/26, enquanto o Custo Total (CT) atingiu R$ 7.378,56/ha, avanço de 9,70% ante à safra passada, mantendo as margens do produtor pressionadas diante do avanço dos custos.
Confira os principais destaques do boletim:
- VALORIZAÇÃO: o preço do milho em Chicago avançou 4,21% frente à semana passada, encerrando o período cotado a US$ 5,32/bu, sustentado pela piora das condições das lavouras nos EUA.
- ALTA: o dólar compra Ptax avançou 1,15% ante à semana passada, encerrando o período cotado a R$ 5,16/US$, diante do aumento da aversão ao risco global e das incertezas fiscais no Brasil.
- QUEDA: o preço da saca de milho na bolsa Cepea apresentou baixa de 1,30% ante a semana passada, encerrando a semana cotada a R$ 69,43/sc.
Em set/26, a Conab projetou a produção BR de milho da safra 25/26 em 144,01 mi de t, alta anual de 1,27%.
A área cultivada alcançou 22,60 mi de ha em 25/26, avanço de 3,49% ante 24/25, enquanto a produtividade média recuou 1,42%, para 106,20 sc/ha. O menor rendimento em alguns estados limitou a produção, mas a expansão da área sustentou a oferta. Na demanda, o consumo doméstico foi projetado em 98,20 mi de t, alta de 7,82%, impulsionada pela maior absorção pelas usinas. As exportações cresceram 5,49%, para 43,92 mi de t, ampliando o escoamento e mantendo os estoques em 15,65 mi de t. Para 26/27, a produção foi projetada em 148,00 mi de t, avanço de 2,77%, sustentado pela expansão da área, enquanto o rendimento dependerá das condições climáticas e das janelas de semeadura.
O consumo interno deve crescer 6,73%, para 104,81 mi de t, apoiado pelo maior uso para ração, entrada de novas usinas e ampliação da moagem, enquanto as exportações avançam 4,78%, para 46,02 mi de t. Com a maior absorção do cereal, os estoques finais tendem a recuar para 14,53 mi de t.
Fonte: IMEA
Sustentabilidade
156,13 sacas de soja por hectare. É possível? – MAIS SOJA

Um dos principais desafios para alcançar a alta produtividade na lavoura de soja é o manejo de doenças. Em áreas localizadas em elevadas altitudes, esse desafio é dobrado, por conta dos longos períodos de molhamento foliar, condição altamente favorável à incidência de fungos causadores de ferrugem-asiática, mofo-branco e mancha púrpura.
Por isso, o consultor Daicon Godeski Moreira recomendou um programa de fungicidas para a Agrícola Lourival Ruthes, de Major Vieira (SC).
“Para a elaboração do programa, consideramos diversos aspectos, como a suscetibilidade da cultivar, a época de semeadura, o histórico da área, as condições ambientais e, principalmente, a eficiência de cada fungicida para as doenças de maior ocorrência. Todas as decisões de posicionamento e escolha dos produtos foram baseadas em resultados de pesquisa conduzidos ao longo de vários anos”, detalha.
Moreira acrescenta que, no manejo de pragas, a prioridade foi o monitoramento constante da lavoura. “As aplicações foram realizadas de forma criteriosa, considerando as espécies presentes, seus níveis populacionais e o momento ideal de controle, permitindo intervenções precisas e eficientes”, observa o consultor.
Estas estratégias contribuíram para Moreira registrar a produtividade de 156,13 sacas de soja por hectare e se tornar consultor campeão Sul da categoria Sequeiro e também o grande campeão nacional do Desafio Nacional de Máxima Produtividade de Soja safra 25/26, organizado pelo Comitê Estratégico Soja Brasil (CESB).
“Participar do Desafio do CESB nos desafia a buscar um nível ainda maior de eficiência em todas as decisões de manejo. Mais do que competir, é uma oportunidade de validar anos de pesquisa e mostrar que altas produtividades são consequência de planejamento, conhecimento técnico e execução de qualidade. Conquistar o título nacional com o recorde histórico de produtividade demonstra que, quando cada decisão é baseada em critérios técnicos e científicos, é possível elevar significativamente o potencial produtivo da soja”, analisa.
Potencial Produtivo – Moreira enfatiza que a combinação entre escolha adequada da cultivar, posicionamento correto dos insumos, monitoramento frequente e solo bem construído permitiram explorar o máximo potencial produtivo da cultura.
Entre os principais fatores relacionados ao solo, ele destaca a correção da descompactação em profundidade, o equilíbrio dos nutrientes e a construção gradual da fertilidade ao longo dos anos. “Esses fatores proporcionaram um ambiente favorável para o desenvolvimento radicular e para o melhor aproveitamento de água e nutrientes, permitindo que a cultura expressasse seu máximo potencial”.
De forma geral, segundo ele, a principal decisão foi fundamentar todas as estratégias de manejo em dados de pesquisa. “Desde o planejamento da área até as intervenções realizadas durante o ciclo da cultura, todas as decisões foram tomadas com base em conhecimento técnico, histórico da área e monitoramento constante da lavoura”.
Para o consultor, o Desafio do CESB estimula produtores, consultores e pesquisadores a buscarem continuamente mais conhecimento, testarem novas estratégias e validarem tecnologias que possam ser aplicadas no campo. “Acredito que esse seja o maior legado do CESB: mostrar que a alta produtividade é resultado de pesquisa, planejamento, monitoramento e decisões técnicas bem fundamentadas”, efatiza.
Parceria baseada na confiança – A inscrição dos campeões Sul da categoria Sequeiro e dos grandes campeões nacionais (produtor Lourival Ruthes e consultor Daicon Godeski Moreira) foi feita pela empresa ICL, que patrocina o CESB há mais de 11 anos.
João Pascoalino, Gerente de serviços digitais da ICL, lembra que a parceria entre a empresa e o CESB é resultado de uma trajetória baseada em valores que permanecem os mesmos, independentemente das transformações que a empresa vivenciou nesse período.
De acordo com Pascoalino, o principal benefício da parceria com o CESB é permitir que as tecnologias da ICL sejam constantemente avaliadas dentro dos ambientes mais exigentes da agricultura brasileira.
Além disso, de acordo com o gerente, o CESB desempenha um papel muito importante como agente independente de validação. “Quando os resultados são apresentados, não é a ICL afirmando que suas tecnologias estão entre as melhores do mercado. São os dados obtidos nas áreas auditadas e a credibilidade construída pelo próprio CESB que demonstram a presença das nossas soluções entre produtores que alcançam alguns dos maiores rendimentos da soja brasileira”.
“Em um mercado altamente competitivo, isso representa algo extremamente valioso: transformar desempenho agronômico em credibilidade técnica. E poucas iniciativas conseguem fazer isso com a mesma relevância e reconhecimento que o CESB conquistou ao longo dos anos”, acrescenta.
O CESB é uma OSCIP – organização sem fins lucrativos, composta por 20 membros especialistas e 31 organizações patrocinadoras que acreditam e contribuem para o avanço sustentável dos mais altos índices de produtividade de soja no Brasil, são elas: BASF, INTACTA I2X, JOHN DEERE, SYNGENTA, JACTO, SIMBIOSE, BIOMA, BIOGRASS, 3tentos, Agro-sol Sementes, Alltech, Atto Sementes, Brandt, Brasmax, Cordius, Fecoagro, FMC, Gran7, ICL, Mosaic, Nitro, Solferti, Stine Seeds, Stoller, Timac Agro, Union Agro, Ubyfol, Valence, Elevagro e IBRA.
Fonte: Assessoria de imprensa

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