Sustentabilidade
IMEA: Custos de produção do milho avançam em MT, enquanto Conab projeta safra maior em 26/27 – MAIS SOJA

Segundo o Projeto Custo de Produção Agropecuário MT (Senar/Imea), em ago/26, o custeio do milho da safra 26/27 em MT foi estimado em R$ 3.780,59/ha, alta de 0,05% frente a jul/26 e de 13,89% ante a safra 25/26. Apesar da relativa estabilidade mensal, o avanço anual do custeio ainda reflete os patamares mais elevados dos principais insumos da cultura, em um cenário de volatilidade no mercado internacional de fertilizantes.
Entre os principais componentes, os defensivos apresentaram o maior aumento anual de 23,37%, para R$ 910,23/ha, seguidos pelas sementes e pelos fertilizantes e corretivos, ambos com alta de 9,08%, para R$ 848,08/ha e R$ 1.550,94/ha, respectivamente. Juntos, esses três grupos representam 87,53% do custeio. O Custo Operacional Efetivo (COE) foi estimado em R$ 5.507,85/ha, alta de 14,60% ante a safra 25/26, enquanto o Custo Total (CT) atingiu R$ 7.378,56/ha, avanço de 9,70% ante à safra passada, mantendo as margens do produtor pressionadas diante do avanço dos custos.
Confira os principais destaques do boletim:
- VALORIZAÇÃO: o preço do milho em Chicago avançou 4,21% frente à semana passada, encerrando o período cotado a US$ 5,32/bu, sustentado pela piora das condições das lavouras nos EUA.
- ALTA: o dólar compra Ptax avançou 1,15% ante à semana passada, encerrando o período cotado a R$ 5,16/US$, diante do aumento da aversão ao risco global e das incertezas fiscais no Brasil.
- QUEDA: o preço da saca de milho na bolsa Cepea apresentou baixa de 1,30% ante a semana passada, encerrando a semana cotada a R$ 69,43/sc.
Em set/26, a Conab projetou a produção BR de milho da safra 25/26 em 144,01 mi de t, alta anual de 1,27%.
A área cultivada alcançou 22,60 mi de ha em 25/26, avanço de 3,49% ante 24/25, enquanto a produtividade média recuou 1,42%, para 106,20 sc/ha. O menor rendimento em alguns estados limitou a produção, mas a expansão da área sustentou a oferta. Na demanda, o consumo doméstico foi projetado em 98,20 mi de t, alta de 7,82%, impulsionada pela maior absorção pelas usinas. As exportações cresceram 5,49%, para 43,92 mi de t, ampliando o escoamento e mantendo os estoques em 15,65 mi de t. Para 26/27, a produção foi projetada em 148,00 mi de t, avanço de 2,77%, sustentado pela expansão da área, enquanto o rendimento dependerá das condições climáticas e das janelas de semeadura.
O consumo interno deve crescer 6,73%, para 104,81 mi de t, apoiado pelo maior uso para ração, entrada de novas usinas e ampliação da moagem, enquanto as exportações avançam 4,78%, para 46,02 mi de t. Com a maior absorção do cereal, os estoques finais tendem a recuar para 14,53 mi de t.
Fonte: IMEA
Sustentabilidade
Panorama do trigo 26/27: Colheita atinge 21,6% no país sob alerta sanitário e climático no Sul – MAIS SOJA

Trigo/BR: 21,6% colhido. No RS, o tempo seco favoreceu a entrada das máquinas para os manejos. A boa luminosidade e as temperaturas adequadas favoreceram o desenvolvimento. As geadas da semana não atingiram as regiões em que as lavouras estão em fase reprodutiva.
No PR, as lavouras apresentam bom desenvolvimento no geral. A colheita é priorizada nos intervalos sem chuva. A produtividade encontra-se baixa até o momento. Em SC, no Oeste e Extremo Oeste, as áreas mais precoces estão em espigamento, florescimento e enchimento de grãos, sendo as mais sensíveis à continuidade das chuvas. No Meio-Oeste, nos Planaltos e na Serra, predominam o alongamento e o emborrachamento. A pressão fitossanitária segue elevada, com atenção à giberela, à ferrugem, ao oídio e às manchas foliares.
Em SP, as chuvas e as temperaturas baixas geram grande preocupação, observando-se grãos com germinação na própria planta nas regiões com excesso de chuva. Em MG, a colheita está bastante adiantada, sem perdas causadas pelas chuvas na fase final de maturação e colheita.
Em GO, restam alguns pivôs para o encerramento da colheita, sem perdas causadas pelas chuvas recentes. Em MS, apesar do período chuvoso, a colheita foi finalizada. Na BA, a colheita segue conforme as lavouras atingem o ponto de colheita.
Fonte: Conab
Sustentabilidade
156,13 sacas de soja por hectare. É possível? – MAIS SOJA

Um dos principais desafios para alcançar a alta produtividade na lavoura de soja é o manejo de doenças. Em áreas localizadas em elevadas altitudes, esse desafio é dobrado, por conta dos longos períodos de molhamento foliar, condição altamente favorável à incidência de fungos causadores de ferrugem-asiática, mofo-branco e mancha púrpura.
Por isso, o consultor Daicon Godeski Moreira recomendou um programa de fungicidas para a Agrícola Lourival Ruthes, de Major Vieira (SC).
“Para a elaboração do programa, consideramos diversos aspectos, como a suscetibilidade da cultivar, a época de semeadura, o histórico da área, as condições ambientais e, principalmente, a eficiência de cada fungicida para as doenças de maior ocorrência. Todas as decisões de posicionamento e escolha dos produtos foram baseadas em resultados de pesquisa conduzidos ao longo de vários anos”, detalha.
Moreira acrescenta que, no manejo de pragas, a prioridade foi o monitoramento constante da lavoura. “As aplicações foram realizadas de forma criteriosa, considerando as espécies presentes, seus níveis populacionais e o momento ideal de controle, permitindo intervenções precisas e eficientes”, observa o consultor.
Estas estratégias contribuíram para Moreira registrar a produtividade de 156,13 sacas de soja por hectare e se tornar consultor campeão Sul da categoria Sequeiro e também o grande campeão nacional do Desafio Nacional de Máxima Produtividade de Soja safra 25/26, organizado pelo Comitê Estratégico Soja Brasil (CESB).
“Participar do Desafio do CESB nos desafia a buscar um nível ainda maior de eficiência em todas as decisões de manejo. Mais do que competir, é uma oportunidade de validar anos de pesquisa e mostrar que altas produtividades são consequência de planejamento, conhecimento técnico e execução de qualidade. Conquistar o título nacional com o recorde histórico de produtividade demonstra que, quando cada decisão é baseada em critérios técnicos e científicos, é possível elevar significativamente o potencial produtivo da soja”, analisa.
Potencial Produtivo – Moreira enfatiza que a combinação entre escolha adequada da cultivar, posicionamento correto dos insumos, monitoramento frequente e solo bem construído permitiram explorar o máximo potencial produtivo da cultura.
Entre os principais fatores relacionados ao solo, ele destaca a correção da descompactação em profundidade, o equilíbrio dos nutrientes e a construção gradual da fertilidade ao longo dos anos. “Esses fatores proporcionaram um ambiente favorável para o desenvolvimento radicular e para o melhor aproveitamento de água e nutrientes, permitindo que a cultura expressasse seu máximo potencial”.
De forma geral, segundo ele, a principal decisão foi fundamentar todas as estratégias de manejo em dados de pesquisa. “Desde o planejamento da área até as intervenções realizadas durante o ciclo da cultura, todas as decisões foram tomadas com base em conhecimento técnico, histórico da área e monitoramento constante da lavoura”.
Para o consultor, o Desafio do CESB estimula produtores, consultores e pesquisadores a buscarem continuamente mais conhecimento, testarem novas estratégias e validarem tecnologias que possam ser aplicadas no campo. “Acredito que esse seja o maior legado do CESB: mostrar que a alta produtividade é resultado de pesquisa, planejamento, monitoramento e decisões técnicas bem fundamentadas”, efatiza.
Parceria baseada na confiança – A inscrição dos campeões Sul da categoria Sequeiro e dos grandes campeões nacionais (produtor Lourival Ruthes e consultor Daicon Godeski Moreira) foi feita pela empresa ICL, que patrocina o CESB há mais de 11 anos.
João Pascoalino, Gerente de serviços digitais da ICL, lembra que a parceria entre a empresa e o CESB é resultado de uma trajetória baseada em valores que permanecem os mesmos, independentemente das transformações que a empresa vivenciou nesse período.
De acordo com Pascoalino, o principal benefício da parceria com o CESB é permitir que as tecnologias da ICL sejam constantemente avaliadas dentro dos ambientes mais exigentes da agricultura brasileira.
Além disso, de acordo com o gerente, o CESB desempenha um papel muito importante como agente independente de validação. “Quando os resultados são apresentados, não é a ICL afirmando que suas tecnologias estão entre as melhores do mercado. São os dados obtidos nas áreas auditadas e a credibilidade construída pelo próprio CESB que demonstram a presença das nossas soluções entre produtores que alcançam alguns dos maiores rendimentos da soja brasileira”.
“Em um mercado altamente competitivo, isso representa algo extremamente valioso: transformar desempenho agronômico em credibilidade técnica. E poucas iniciativas conseguem fazer isso com a mesma relevância e reconhecimento que o CESB conquistou ao longo dos anos”, acrescenta.
O CESB é uma OSCIP – organização sem fins lucrativos, composta por 20 membros especialistas e 31 organizações patrocinadoras que acreditam e contribuem para o avanço sustentável dos mais altos índices de produtividade de soja no Brasil, são elas: BASF, INTACTA I2X, JOHN DEERE, SYNGENTA, JACTO, SIMBIOSE, BIOMA, BIOGRASS, 3tentos, Agro-sol Sementes, Alltech, Atto Sementes, Brandt, Brasmax, Cordius, Fecoagro, FMC, Gran7, ICL, Mosaic, Nitro, Solferti, Stine Seeds, Stoller, Timac Agro, Union Agro, Ubyfol, Valence, Elevagro e IBRA.
Fonte: Assessoria de imprensa

Sustentabilidade
Pedidos de recuperação judicial no agronegócio crescem 27% no 1º semestre de 2026 – MAIS SOJA

O agronegócio registrou 474 pedidos de recuperação judicial no primeiro semestre de 2026, alta de 27% em relação ao mesmo período de 2025, segundo dados da Serasa Experian. O avanço ocorre depois de o setor alcançar, no ano passado, o maior volume de pedidos entre os segmentos econômicos analisados pela instituição: foram 1.990 recuperações judiciais em 2025, crescimento de 56% em relação a 2024.
O aumento dos pedidos ocorre em um cenário de maior pressão sobre a capacidade financeira dos produtores rurais, que enfrentam dificuldades para renegociar dívidas, preservar o acesso ao crédito e manter o fluxo financeiro necessário à continuidade da produção.
Para o advogado Victor Hugo Rocha, sócio-fundador da Rocha & Rocha Advogados, a recuperação judicial passou a ocupar um espaço maior entre as alternativas disponíveis ao produtor diante da dificuldade de reestruturar as obrigações diretamente com credores.
“A recuperação judicial passa a ser uma alternativa quando o produtor já não consegue reorganizar suas dívidas pelas vias tradicionais. O crescimento dos pedidos mostra que existe uma dificuldade de renegociação antes que o endividamento comprometa a continuidade da atividade”, afirma.
Outro indicador da pressão sobre o patrimônio rural é o número de propriedades levadas a leilão. Dados apresentados na 3ª Conferência Estadual de Direito e Agronegócio da OAB-SP apontam que 14.129 propriedades rurais foram levadas a leilão em 2025, alta de 30% em relação ao ano anterior. Na avaliação de Rocha, o aumento das execuções de garantias amplia a importância de mecanismos de reestruturação que possam ser utilizados antes da perda dos ativos vinculados às operações de crédito.
“Quando a execução das garantias acontece sem mecanismos eficientes de renegociação, o impacto pode ultrapassar a dívida e atingir o próprio patrimônio utilizado na atividade rural. Por isso, a capacidade de reestruturação antes da execução é um ponto importante para o produtor”, explica.
O ambiente de renegociação também inclui medidas específicas adotadas pelo governo. A Medida Provisória 1.376/2025 estabeleceu regras para a renegociação de dívidas de produtores rurais atingidos por eventos climáticos extremos. A medida, no entanto, enfrenta questionamentos relacionados aos critérios de elegibilidade, à burocracia para acesso às condições previstas e ao alcance das medidas.
Além das dificuldades de renegociação, o endividamento rural pode ser influenciado por fatores como eventos climáticos, custos de produção, preços das commodities e condições de acesso ao crédito. A combinação desses elementos pode reduzir a capacidade de pagamento do produtor e aumentar a necessidade de reestruturação das dívidas.
Para o advogado, a discussão sobre recuperação judicial no campo também envolve a preservação da atividade produtiva.
“No agronegócio, a dívida está diretamente ligada à capacidade de continuidade da produção. Quando o produtor perde os ativos essenciais à operação, a solução da dívida pode representar também a interrupção da própria atividade. Por isso, o momento e a forma como a reestruturação é feita são determinantes”, afirma Rocha.
O crescimento das recuperações judiciais coloca em evidência, portanto, a relação entre endividamento, crédito, garantias e continuidade da produção rural, em um setor que depende de capital para financiar ciclos produtivos e está sujeito a fatores que podem alterar significativamente sua capacidade de pagamento.
Sobre a Rocha & Rocha Advogados
Fundada em 2014, em Londrina (PR), a Rocha & Rocha Advogados atua nacionalmente na governança tributária de grandes contribuintes. O escritório nasceu da combinação de dois perfis complementares: Ciro Rocha, com visão técnica aprofundada sobre o funcionamento do Fisco; Vanessa Rocha, com liderança voltada à estruturação, ao crescimento da operação e à incorporação de tecnologia como instrumento de governança; e Victor Hugo Rocha, especialista em planejamento tributário e Reforma Tributária.
Com mais de 100 profissionais, mais de 400 clientes ativos e presença em Londrina, Brasília, São Paulo e Curitiba, a Rocha & Rocha integra expertise jurídica e contábil para atuar onde a complexidade tributária exige mais do que conformidade: exige método, previsibilidade e decisão estratégica.
Fonte: Assessoria de imprensa
Agro Mato Grosso19 horas agoAvião que buscaria deputado Júlio Campos em MT pousa às margens de rodovia após emergência
Sustentabilidade3 horas ago156,13 sacas de soja por hectare. É possível? – MAIS SOJA
Agro Mato Grosso16 horas agoFazendeiro é condenado por degradação na Terra Indígena Marãiwatséd, em MT
Featured15 horas agoPrazo para renegociar dívidas com a Prefeitura de Cuiabá com até 95% de desconto entra na reta final
Business18 horas agoInmet: chuvas irregulares ameaçam plantio de soja no Brasil; saiba quais estados devem ser prejudicados
Featured15 horas agoMutirão recolhe montanha de lixo em córrego que corta a capital para proteger o Rio Cuiabá
Sustentabilidade22 horas agoTRIGO/CEPEA: Em meio a incertezas quanto à safra, cotações seguem em alta – MAIS SOJA
Agro Mato Grosso16 horas agoAve rara e ameaçada é registrada em área de preservação em MT

















