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11 de junho de 2026

Sustentabilidade

Colheita da soja chega ao fim no RS marcada por quebra na produtividade e alta variabilidade – MAIS SOJA

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A colheita da soja está tecnicamente encerrada no Estado. Restam apenas áreas pontuais de segunda safra, sem representatividade estatística. As condições atmosféricas, registradas no período, caracterizadas por elevada umidade relativa do ar, presença frequente de neblina e baixa insolação, dificultaram a finalização das últimas operações de colheita.

Os resultados produtivos consolidados evidenciam elevada variabilidade regional como reflexo das distintas condições hídricas observadas ao longo do ciclo. A produtividade média estadual da Safra 2025/2026, foi reavaliada pela EmaterRS/Ascar para 2.707 kg/ha, representando redução de 14,8% nos 3.180 kg/ha projetados antes do início do plantio. A área efetivamente plantada no Estado foi 6.697.172 hectares, representando redução de 1,5% em relação aos 6.796.172 hectares da Safra 2024/2025 (IBGE).

A produção da oleaginosa totaliza 18.132.401 toneladas, representando aumento de 32,9%
nas 13.643.986 toneladas colhidas na safra anterior (IBGE). Nas regiões administrativas da Emater/RS-Ascar de Caxias do Sul, Erechim, Frederico Westphalen, Lajeado, Passo Fundo, Porto Alegre, Santa Maria, Santa Rosa e Soledade, a colheita de soja foi concluída.

Na de Bagé, a colheita ainda não foi totalmente concluída em razão do tempo nublado e da ocorrência de garoa em diversos dias. Em Alegrete e São Borja, restam pequenas lavouras de segunda safra, predominantemente irrigadas por pivô central, que apresentam produtividade entre 1.800 e 2.400 kg/ha. Entre os municípios que alcançaram produtividade igual ou superior às estimativas iniciais se destacam Dom Pedrito, Barra do Quaraí e Rosário do Sul.

Foram registradas perdas expressivas: em Itacurubi, a redução foi de 50% em relação ao potencial inicial de 2.890 kg/ha; em Santa Margarida do Sul, de 32% diante da estimativa de 2.650 kg/ha; e em Lavras do Sul, de 30% sobre a expectativa inicial de 2.700 kg/ha.

Na de Ijuí, a colheita alcança 99,8% da área cultivada. A presença de neblina persistente no início do período limitou o avanço dos trabalhos, que continuaram a partir da metade da semana, quando a umidade dos grãos estava menor. As produtividades apresentaram ampla variação entre os municípios, oscilando de 2.460 a 3.780 kg/ha, em função das diferenças climáticas, observadas ao longo do ciclo. O rendimento médio regional está estimado em 3.060 kg/ha. Nas áreas de segundo cultivo, os rendimentos variaram de 960 a 1.980 kg/ha.

Comercialização (saca de 60 quilos)

A cotação média da soja passou de R$ 116,37 para R$ 115,00, reduzindo 1,18% em relação à semana anterior, conforme o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar.

Fonte: Emater/RS



 

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Sustentabilidade

Em maio, IBGE prevê safra de 350,4 milhões de toneladas para 2026 – MAIS SOJA

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A estimativa de maio de 2026 para a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas é de 350,4 milhões de toneladas, 1,2% maior (ou mais 4,3 milhões de toneladas) que a obtida em 2025 (346,1 milhões de toneladas), com crescimento de 0,5% (ou mais 1,7 milhão de toneladas) à estimativa de abril de 2026.

  • Estimativa de Maio/2026 – 350,4 milhões de toneladas
  • Variação Maio 2026/Abril 2026 – (0,5%) +1,7 milhão de toneladas
  • Variação safra 2026/safra 2025 – (1,2%) 4,3 milhões de toneladas

A área a ser colhida foi de 83,2 milhões de hectares, com aumento de 2,0% (ou 1,6 milhão de hectares) frente a 2025. Frente à estimativa de abril, a área a ser colhida foi de -0,1% (queda de 110 463 hectares).

O arroz, o milho e a soja são os três principais produtos deste grupo, que, somados, representaram 92,8% da estimativa da produção e respondem por 87,6% da área a ser colhida. Para a soja, a estimativa de produção foi de 174,6 milhões de toneladas.

Quanto ao milho, a estimativa foi de 139,4 milhões de toneladas (29,8 milhões de toneladas de milho na 1ª safra e 109,6 milhões de toneladas de milho na 2ª safra).

A produção do arroz (em casca) foi estimada em 11,2 milhões de toneladas. Para o trigo, a estimativa de produção foi de 7,2 milhões de toneladas. A produção do algodão herbáceo (em caroço) foi estimada em 9,1 milhões de toneladas; e a do sorgo em 5,6 milhões de toneladas.

No que se refere à produção, frente a 2025, ocorrem acréscimos de 5,1% para a soja e de 3,9% para o sorgo. E ocorrem decréscimos de 8,1% para o algodão herbáceo (em caroço); de 11,4% para o arroz em casca; de 1,7% para o milho (crescimento de 15,8% para o milho 1ª safra e declínio de 5,5% para o milho 2ª safra); de 5,8% para o feijão e de 7,8% para o trigo.

Quanto à área a ser colhida, em relação ao ano anterior, houve acréscimos de 1,1% na da soja; de 3,3% na do milho (aumentos de 10,7% no milho 1ª safra e de 1,5% no milho 2ª safra) e de 9,3% na do sorgo. Houve reduções de 5,0% na área a ser colhida do algodão herbáceo (em caroço); de 11,6% na do arroz em casca; e de 4,4% na do feijão.

Centro-Oeste lidera a produção em maio de 2026, com 175,9 milhões de toneladas

Entre as Grandes Regiões, o volume da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas apresentou a seguinte distribuição: Centro-Oeste, 175,9 milhões de toneladas (50,2%); Sul, 92,4 milhões de toneladas (26,4%); Sudeste, 30,8 milhões de toneladas (8,8%), Nordeste, 29,8 milhões de toneladas (8,5%) e Norte, 21,5 milhões de toneladas (6,1%). A estimativa da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas apresentou variação anual positiva para a Região Sul (7,1%) e a Nordeste (7,5%), e negativas para a Centro-Oeste (-1,5%), a Sudeste (-0,9%) e a Norte (-3,8%). Quanto à variação mensal, apresentaram crescimentos na produção a Região Sul (0,3%), Sudeste (0,6%) e a Centro-Oeste (0,8%). E apresentaram declínio Nordeste (-0,3%) e Norte (-0,2%).

Frente a abril, houve aumentos nas estimativas da produção do sorgo (2,9% ou 156 539 t), da cevada (1,8% ou 11 700 t), do café arábica (1,1% ou 28 265 t), do milho 2ª safra (1,0% ou 1 046 643 t), do algodão herbáceo (0,8% ou 75 480 t), do café canephora (0,7% ou 9 915 t), da aveia (0,7% ou 9 296 t), do milho 1ª safra (0,5% ou 152 323 t) e da soja (0,3% ou 481 293 t), bem como declínios do gergelim (-3,9% ou -13 957 t), da uva (-1,7% ou -36 692 t), do feijão 1ª safra (-1,4% ou -13 928 t), do feijão 2ª safra (-1,3% ou -14 899 t), do trigo (-1,2% ou -84 926 t) e do feijão 3ª safra (-0,7% ou -5 471 t) .

Na distribuição da produção pelas Unidades da Federação, o Mato Grosso lidera como o maior produtor nacional de grãos, com participação de 31,0%, seguido pelo Paraná (13,6%), Rio Grande do Sul (10,7%), Goiás (10,6%), Mato Grosso do Sul (8,3%) e Minas Gerais (5,5%), que, somados, representaram 79,7% do total.

As principais variações absolutas positivas nas estimativas da produção, em relação ao mês anterior, ocorreram no Mato Grosso (819 121 t), no Mato Grosso do Sul (525 293 t), no Paraná (261 100 t), em Minas Gerais (197 527 t), no Tocantins (28 476 t), em Alagoas (10 097 t), no Rio Grande do Norte (4 292 t) e no Maranhão (379 t). As variações negativas ocorreram em Pernambuco (-79 227 t), em Rondônia (-73 981 t), no Piauí (-22 504 t) e no Ceará (-1 982 t).

ALGODÃO HERBÁCEO (em caroço) – A estimativa para a produção de algodão herbáceo (em caroço) foi de 9,1 milhões de toneladas, crescimento de 0,8% em relação ao mês anterior. Em relação a 2025, a queda nas estimativas de produção chega a 8,1%, com recuos de 5,0% na área plantada e de 3,3% na produtividade. O Mato Grosso, maior produtor nacional, com cerca de 68,7% do total, estimou uma produção de 6,2 milhões de toneladas, uma retração de 13,1% em relação a 2025, com reduções de 8,4% na área cultivada e 5,1% no rendimento médio.

CAFÉ (em grão) – A produção brasileira, considerando-se as duas espécies, arábica e canephora, foi estimada em 4,0 milhões de toneladas, ou 66,8 milhões de sacas de 60 kg, acréscimos de 1,0% em relação ao mês anterior e de 16,0% em relação ao volume produzido em 2025, sendo um recorde na série histórica da pesquisa, considerada a partir de 2002, quando houve mudança na unidade de medida e passou-se a divulgar café em grão. Para o café arábica, a produção estimada foi de 2,7 milhões de toneladas ou 44,4 milhões de sacas de 60 kg, aumento de 1,1% em relação ao mês anterior. O clima tem beneficiado as lavouras do Centro-Sul e para a safra de 2026 aguarda-se uma bienalidade positiva. Para o café canephora, a estimativa da produção foi de 1,3 milhão de toneladas ou 22,4 milhões de sacas de 60 kg, acréscimos de 0,7% em relação ao mês anterior e de 6,8% em relação ao volume produzido em 2025. A produção estimada para o café canephora, em 2026, deve ser recorde da série histórica do IBGE.

CEREAIS DE INVERNO (em grão) – Para o trigo (em grão), a produção estimada alcançou 7,2 milhões de toneladas, declínios de 1,2% em relação ao mês anterior e de 7,8% em relação a 2025. O declínio da área cultivada do trigo na safra de 2026 deve-se aos preços do cereal, que estão apresentando baixa rentabilidade, bem como ao desânimo dos produtores, que vêm tendo perdas de produção e na qualidade do cereal, nas últimas safras, em função dos problemas climáticos na Região Sul. A produção da aveia (em grão) foi estimada em 1,3 milhão de toneladas, aumento de 0,7% em relação ao mês anterior e declínio de 3,0% em relação ao volume produzido em 2025. Os maiores produtores do cereal são o Rio Grande do Sul, com 922,3 mil toneladas, declínio de 1,4% em relação ao volume colhido em 2025; e Paraná, com 256,5 mil toneladas, aumento de 2,7% em relação a abril e declínio de 0,3% em relação ao volume colhido em 2025. Para a cevada (em grão), a produção estimada foi de 678,7 mil toneladas, aumentos de 1,8% em relação ao mês anterior e de 7,2% em relação ao volume produzido em 2025. Os maiores produtores brasileiros da cevada são o Paraná, com 552,6 mil toneladas, crescimentos de 2,2% em relação a abril e de 12,1% em relação ao volume produzido em 2025, devendo participar com 81,4% na safra brasileira em 2026; e o Rio Grande do Sul, com uma produção de 100,4 mil toneladas, declínio de 13,4% em relação ao volume produzido em 2025.

FEIJÃO (em grão) – A estimativa de maio para a produção de feijão, considerando-se as três safras, deve alcançar 2,8 milhões de toneladas, reduções de 1,2% em relação ao mês anterior e de 5,8% sobre a safra 2025. Esse volume de produção deve atender ao consumo interno brasileiro, em 2026, possivelmente não havendo necessidade da importação do produto. Minas Gerais ultrapassou o Paraná e aparece como o maior produtor nacional, prevendo 531,6 mil toneladas ou 18,7% de participação. Em seguida, o Paraná com 526,1 mil toneladas ou 18,5% de participação; o Mato Grosso com 388,6 mil toneladas ou 13,7% de participação; e Goiás com 342,3 mil toneladas ou 12,1% de participação. A estimativa da produção da 1ª safra de feijão foi de 975,1 mil toneladas, representando 34,3% de participação nacional dentre as três safras, sendo 1,4% menor que o mês anterior. A 2ª safra de feijão foi estimada em 1,1 milhão de toneladas, correspondendo a 39,3% de participação entre as três safras. No comparativo com o mês de abril, houve redução de 1,3% na estimativa da produção. A Região Sul, que deve responder por 34,4% total da safra, reduziu sua estimativa de produção em 10,6% em relação ao mês de abril, sendo o Paraná o maior produtor, com 332,1 mil toneladas ou 29,7% do total da safra. Para a 3ª safra, a estimativa de produção foi de 748,1 mil toneladas, redução de 0,7% em relação a abril. No comparativo anual, há redução de 3,2% na estimativa da produção em função da redução de área (-1,6%) e do rendimento médio (-1,7%). Os maiores produtores dessa safra são Goiás, com 245,8 mil toneladas; Minas Gerais, com 177,9 mil toneladas; Mato Grosso, com 169,6 mil toneladas; e São Paulo, com 121,5 mil toneladas.

GERGELIM (em grão) – A produção brasileira do gergelim, em 2026, deve alcançar 345,1 mil toneladas, decréscimo de 3,9% em relação ao mês anterior. A área a ser colhida apresenta um crescimento de 0,2%, enquanto o rendimento médio, de 620 kg/ha, deve retrair 4,0%. A área a ser plantada na safra corrente deve alcançar 556,6 mil hectares, refletindo destaque de crescimento da importância da cultura nos últimos anos para o país. A partir da safra 2026, o IBGE passou a acompanhar a produção dessa espécie, já que sua importância vem crescendo no contexto da agricultura brasileira. O principal produtor brasileiro é o Mato Grosso, com 210,6 mil toneladas, devendo participar com 61,0% da produção nacional. Em maio, a estimativa da produção apresenta um declínio de 6,5%, em relação ao mês anterior, com retrações de 0,1% na área a ser e colhida e de 6,5% no rendimento médio.

MILHO (em grão) – A estimativa da produção do milho foi de 139,4 milhões de toneladas, representando um crescimento de 0,9% em relação ao mês anterior, com crescimento de 1,0% no rendimento médio, que alcançou 6 056 kg/ha. Em relação a 2025, a queda de 1,7% na estimativa resulta do declínio de 4,8% no rendimento médio, já que houve crescimentos de 2,6% na área plantada e de 3,3% na área a ser colhida.

O milho 1ª safra apresentou uma estimativa da produção de 29,8 milhões de toneladas, crescimento de 0,5% em relação ao mês anterior, resultado do aumento 1,6% no rendimento médio, já que houve declínio de 1,1% na área a ser colhida. Em relação ao ano anterior, a produção encontra-se 15,8% maior, resultado dos crescimentos de 10,7% na área colhida e de 4,6% no rendimento médio. O estado com maior produção de milho 1ª safra é o Rio Grande do Sul, com participação nacional de 21,6% e uma produção estimada em 6,4 milhões de toneladas.

A estimativa da produção do milho 2ª safra foi de 109,6 milhões de toneladas, crescimento de 1,0% em relação a abril, com elevações de 0,2% na área e de 0,8% no rendimento médio. Em relação ao ano anterior, a estimativa da produção apresenta redução de 5,5%, resultado do declínio de 6,9% no rendimento médio, já que a área apresenta crescimento de 1,5%.

 O Mato Grosso é o maior produtor de milho na 2ª safra, participando com 48,1% do total nacional e obtendo uma estimativa de produção de 52,7 milhões de toneladas, 3,5% inferior ao ano anterior. O segundo maior produtor de milho 2ª safra, o Paraná, obteve uma estimativa de produção de 17,5 milhões de toneladas, participando com 16,0% do total nacional e sendo 0,9% superior ao mês anterior. Goiás, terceiro maior produtor nacional do milho 2ª safra, com participação de 12,2%, obteve uma estimativa de produção de 13,3 milhões de toneladas, com declínio de 8,2% em relação ao volume produzido em 2025, sendo resultado das reduções de 2,9% na área e de 5,5% no rendimento médio.

SOJA (em grão) – A estimativa da produção nacional da oleaginosa alcançou novo recorde na série histórica, totalizando 174,6 milhões de toneladas, com aumento de 0,3% em relação a abril e de 5,1% frente ao volume obtido em 2025. Estima-se que a produção brasileira tenha um incremento de 4,0% no rendimento médio anual, alcançando 3 617 kg/ha, contribuindo para que o volume colhido da oleaginosa represente mais da metade do total de cereais, leguminosas e oleaginosas produzidos no país em 2025. Por sua vez, a área total cultivada deve alcançar 48,3 milhões de hectares, crescimento de 1,1% em comparação ao ano anterior. O Mato Grosso, maior produtor nacional da oleaginosa, estimou uma produção de 50,7 milhões de toneladas, crescimento de 0,3% em relação ao mês anterior e de 1,0% em relação ao volume colhido no ano anterior.

SORGO (em grão) – A estimativa da produção do sorgo alcançou 5,6 milhões de toneladas, aumento de 2,9% no comparativo com abril. Em relação ao ano anterior, a produção deve aumentar 3,9%, impulsionada pela expansão de 9,1% na área plantada, compensando a queda de 5,0% no rendimento médio. Os maiores produtores de sorgo são: Goiás, com 1,9 milhão de toneladas e participação de 33,4% no total nacional; e Minas Gerais, com 1,4 milhão de toneladas e participação de 25,0%.

UVA – A produção brasileira deve alcançar 2,1 milhões de toneladas. queda de 3,0% em relação a 2025, e recuo de 1,7% frente ao levantamento de abril. A área colhida foi ajustada para 83,6 mil hectares, declínio de 2,9% frente ao ano de 2025, ao passo que o rendimento médio nacional permaneceu em patamar elevado, em 25,6 mil kg/ha, 0,2% inferior ao obtido em 2025.

Fonte: IBGE


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FONTE

Autor:IBGE

Site: IBGE

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Sustentabilidade

Colheita do milho atinge 98% no RS com produção estimada em quase 6 milhões de toneladas – MAIS SOJA

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A colheita de milho avança para a fase final no Estado, alcançando aproximadamente 98% da área cultivada. As áreas remanescentes correspondem principalmente a lavouras implantadas no período tardio do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC), conduzidas predominantemente em pequenas propriedades.

As condições climáticas de radiação solar e temperaturas menores durante o mês de maio prolongou o ciclo das lavouras tardias, mantendo pequena parcela das áreas em enchimento de grãos e maturação. De forma geral, o desempenho produtivo das lavouras está satisfatório, e os grãos colhidos apresentam boa qualidade, apesar da elevada umidade, o que demanda secagem para armazenamento seguro.

A produtividade estadual do milho foi reestimada pela Emater/RS-Ascar em 7.362 kg/ha, valor de ínfima variação percentual em relação à estimativa inicial de 7.376 kg/ha, realizada antes do início do plantio. A área cultivada também foi revista, totalizando 812.540 hectares, essa, corresponde a aumento de 13,1% em comparação aos 718.190 hectares semeados na Safra 2024/2025 (IBGE).

Apesar dos impactos do déficit hídrico em alguns momentos do ciclo, a produção estadual do cereal na Safra 2025/2026 está estimada em 5.981.614 toneladas, o que representa acréscimo de 13,1% em relação a 5.290.051 toneladas colhidas na safra anterior.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, restam aproximadamente 3.400 hectares de milho por colher, distribuídos em 11 municípios da região. Predominam lavouras de pequenos produtores, que adotam menor nível de investimento tecnológico, sendo destinadas principalmente ao autoconsumo ou à comercialização em mercados locais.

Na Fronteira Oeste, em São Borja, os produtores realizam análises de solo e atualização cadastral nas instituições financeiras, visando à contratação de crédito para a implantação da próxima safra, prevista para iniciar a partir de agosto.

Na de Ijuí, a colheita da safrinha está concluída e apresenta rendimento inferior ao obtido na safra. O rendimento médio regional alcançou 9.278 kg/ha. Há expectativa de ampliação da área com plantios no cedo na próxima safra, em parte das áreas não ocupadas por trigo.

Na de Soledade, as lavouras implantadas nos períodos intermediário e tardio do ZARC seguem em fase final de desenvolvimento. Cerca de 5% das áreas estão em enchimento de grãos, 5% em maturação fisiológica, 2% em maturação de colheita e 88% colhidas. O padrão produtivo das áreas remanescentes é considerado satisfatório. Os grãos colhidos apresentam boa qualidade, embora frequentemente necessitem de secagem em razão da elevada umidade, observada no momento da colheita.

Comercialização (saca de 60 quilos)

Conforme o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar, o preço do milho reduziu 0,49%, de R$ 59,27 para R$ 58,98, em média, no Estado.

Fonte: Emater/RS



 

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Sustentabilidade

Trigo no RS: Plantio ganha ritmo com clima favorável, mas incertezas econômicas freiam produtores – MAIS SOJA

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A semeadura do trigo avançou de forma significativa no Estado, favorecida pelas condições de solo e pela perspectiva de precipitação. As lavouras implantadas apresentam, em geral, germinação e desenvolvimento inicial adequados e emergência uniforme.

Apesar do progresso das operações, ainda há expectativa de redução da área cultivada em relação à safra anterior, motivada pela combinação de restrições de crédito, pelo menor nível tecnológico empregado, pelos custos de produção elevados e pelas incertezas quanto ao comportamento climático durante o ciclo. Observa-se também maior utilização de sementes salvas e menor investimento em fertilização de base, refletindo a busca por redução dos custos de implantação.

Em algumas regiões, parte das áreas inicialmente destinadas ao cereal poderá ser substituída por culturas alternativas, plantas de cobertura ou sistemas pecuários. A estimativa de área a ser cultivada na Safra 2026 está em levantamento pela Emater/RS-Ascar. Na safra anterior, o Rio Grande do Sul cultivou 1.166.163 hectares de trigo, com produtividade média de 2.968 kg/ha e produção total de 3.458.083 toneladas, conforme dados do IBGE.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, a semeadura apresentou evolução distinta entre os municípios: em Maçambará, os trabalhos permaneceram praticamente paralisados devido à insuficiência de umidade no solo, alcançando pouco mais de 40% do previsto. As primeiras lavouras implantadas apresentam bom estande de plantas, e seguem as aplicações para manejo de plantas daninhas em pré-plantio e pós-emergência.

Em Itacurubi, 30% dos 1.500 hectares estimados foram semeados, favorecidos pelas precipitações, registradas no final de maio. Observa-se redução do interesse pela cultura, e
parte dos produtores está direcionando áreas para pastagens destinadas à pecuária de corte ou arrendamento.

Na de Caxias do Sul, a semeadura iniciou de forma incipiente nos municípios de menor altitude. Nos Campos de Cima da Serra, onde se concentra aproximadamente 90% da área do cereal, os trabalhos ainda não começaram em razão do calendário de implantação mais tardio.

Na de Frederico Westphalen, a semeadura alcança cerca de 80% da área prevista para a safra. As lavouras apresentam estabelecimento inicial e desenvolvimento vegetativo adequados. As condições de umidade do solo e temperatura estão favoráveis ao crescimento das plantas, permitindo o avanço da implantação dentro da janela recomendada.

Na de Ijuí, houve intensificação da semeadura, favorecida pelas condições de solo relativamente seco e pelos prognósticos de precipitações. As primeiras lavouras estão em emergência, em desenvolvimento das primeiras folhas e início de perfilhamento.

Prosseguiram os trabalhos de dessecação e preparação das áreas. Persistem os indicativos de redução de área próximo de 20%, associada à menor disponibilidade de crédito e investimento tecnológico. Também é observada maior utilização de sementes salvas e expansão de contratos voltados à produção de trigo para etanol.

Na de Passo Fundo, a implantação atinge aproximadamente 70% da área prevista. As lavouras estão em germinação e desenvolvimento vegetativo inicial, apresentando evolução
satisfatória sob condições climáticas favoráveis. Na de Santa Maria, a estimativa inicial de cultivo é de redução de até 36% em relação à safra anterior. Em Tupanciretã, principal município produtor da região, já foram implantados cerca de 40% dos 10.900 hectares projetados.

Na de Santa Rosa, a semeadura atingiu aproximadamente 40% da área projetada. As condições de umidade do solo e a boa insolação favoreceram o desenvolvimento das lavouras implantadas, que apresentam incremento foliar e melhora no aspecto visual. A expectativa é de redução da área cultivada em relação à safra passada. Muitos produtores optaram por uso de sementes salvas, baixo aporte de fertilizantes e redução dos investimentos, visando minimizar riscos econômicos.

Em algumas áreas, foi constatada infestação de corós, exigindo intervenções para controle. Há relatos de que parte das lavouras poderá ser destinada à cobertura do solo, caso as condições futuras sejam desfavoráveis à produção de grãos. Na de Soledade, a área projetada para a safra poderá apresentar redução significativa em relação ao ciclo anterior. A semeadura alcança cerca de 20% da área prevista, beneficiada pelas condições climáticas favoráveis. As lavouras apresentam germinação e desenvolvimento inicial adequados e emergência uniforme.

Comercialização (saca de 60 quilos)

O valor médio, de acordo com o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar no Estado, aumentou 2,11%, passando de R$ 65,50 para R$ 66,88.

Fonte: Emater/RS



 

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