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16 de setembro de 2026

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Tratamento de sementes é a base para proteger a lavoura e sustentar altas produtividades

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Foto: Canal Rural Mato Grosso

Considerado o primeiro passo do manejo dentro da porteira, o tratamento de sementes ganhou ainda mais importância diante do aumento da pressão de pragas, doenças e nematoides nas lavouras. A proteção inicial das plantas é vista por especialistas como fundamental para preservar o potencial produtivo das culturas.

O avanço de materiais genéticos cada vez mais produtivos também elevou a necessidade de estratégias capazes de proteger as plantas desde a germinação. Sem um manejo adequado nessa fase, problemas presentes no solo podem comprometer o desenvolvimento da lavoura e refletir nos resultados da colheita.

Para o gerente sênior de Tratamento de Sementes da Basf, Nilson Caldas, o tratamento de sementes é uma das principais ferramentas para garantir o bom estabelecimento das culturas e criar as condições necessárias para altas produtividades.

“O tratamento de sementes, ele, na minha opinião, ele é a base para você conseguir altas produtividade, seja na cultura da soja, na cultura do milho, no algodão, no arroz e em outras culturas”.

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soja broto foto canal rural mato grosso
Foto: Canal Rural Mato Grosso

Proteção desde o início

Segundo Caldas, os materiais genéticos disponíveis atualmente apresentam elevado potencial produtivo, mas também maior susceptibilidade a pragas, doenças e nematoides presentes no solo.

Diante desse cenário, a definição da estratégia de tratamento deve considerar os desafios específicos de cada área. Conforme o especialista, a escolha da solução adequada ajuda a proteger as sementes e preservar seu potencial desde o início do ciclo.

Um bom tratamento precisa ser direcionado aos problemas identificados na propriedade. “Um bom tratamento de sementes com a solução certa, com a receita certa para aquela problemática que o produtor tá enfrentando, seja de fungos de solo, praga de solo ou mesmo nematóide, vai proporcionar essa proteção robusta das sementes”, diz ao Canal Rural Mato Grosso.

Além da proteção contra agentes presentes no solo, a prática contribui para manter características fundamentais para o estabelecimento da lavoura. Como destaca Caldas, “o quê que o tratamento de semente proporciona? A proteção do vigor e do potencial de germinação das sementes”.

tratamento de sementes foto reprodução basf
Foto: BASF/Reprodução

Impactos na produtividade

A escolha da estratégia de tratamento também passa pelo conhecimento do histórico da área e dos problemas recorrentes enfrentados pelo produtor.

Quando há presença de fungos de solo, por exemplo, o manejo precisa ser ajustado para atender essa necessidade específica. A identificação correta dos desafios permite adotar soluções mais eficientes ainda na fase de implantação da lavoura.

O gerente da Basf pontua que áreas com esse tipo de ocorrência exigem uma proteção mais robusta. “Quando você consegue detectar, por exemplo, que uma área tem um problema de complexo de fungos de solo, você vai fazer uma um tratamento de sementes mais robusto para esses problemas com fungos de solo, complexo de fungos de solo”.

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Ele ressalta que falhas nessa etapa podem resultar em perdas percebidas apenas no fim do ciclo produtivo. “Caso você não faça esse manejo de uma maneira adequada, quando chegar lá na colheita, você vai perceber que você perdeu para algum problema que estava no solo”.

As diferenças entre uma estratégia adequada e outra insuficiente, salienta Caldas, costumam aparecer diretamente nos resultados de produtividade obtidos pelo produtor.

Soluções para desafios cada vez maiores

Os problemas fitossanitários têm aumentado nas principais culturas agrícolas. Na soja, por exemplo, doenças, nematoides e pragas seguem entre os principais desafios enfrentados pelos produtores. “O problema na lavoura, ele seja para cultura da soja, algodão o milho, ele tem aumentado muito”.

De acordo com Caldas, esse cenário levou a indústria a desenvolver combinações de produtos voltadas para situações específicas encontradas nas propriedades rurais. A proposta é reunir diferentes tecnologias para ampliar o nível de proteção oferecido às sementes.

“Isso forçou a gente aqui da indústria a criar a estratégia para desenvolver o que nós chamamos de receitas, que são combinações de vários produtos que vão entregar essa solução mais robusta para o agricultor”.

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Entre os exemplos citados pelo especialista está o Standak® Prime, que reúne tecnologias químicas e biológicas para ampliar a proteção das sementes. Em determinadas situações, a estratégia pode incluir também o Sistiva®, voltado ao manejo de doenças na soja.

Segundo ele, a combinação dessas soluções permite entregar uma proteção mais abrangente ao produtor. “Aí você passa a ter de solo ou de soja uma solução bem robusta que cobre basicamente todos os problemas ali que o produtor enfrenta na sua lavoura”.

Para Caldas, a construção da produtividade começa antes mesmo da emergência das plantas e depende diretamente do manejo adotado na semente. “O tratamento de sementes, ele é a base para um manejo de alta produtividade. Então, a produtividade, ela se constrói pela raiz”.


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É nesta quinta! A Abertura Nacional do Plantio da Soja 26/27 vem aí; saiba como assistir ao vivo

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Imagem gerada por IA

Está chegando a hora! É amanhã, 17 de setembro, que acontece a Abertura Nacional do Plantio da Soja 2026/27. A partir das 9h, pelo horário de Brasília, você poderá acompanhar ao vivo pelo Canal Rural e pelo YouTube tudo o que acontece na Fazenda Horizontina, em Ipiranga do Norte (MT).

Ao longo da programação, os participantes vão acompanhar debates sobre os principais assuntos que devem movimentar o setor durante o novo ciclo. Entre os destaques está a discussão sobre a verticalização da soja na produção de alimentos e energia.

Além de marcar oficialmente a largada da safra 2026/27, a Abertura Nacional terá um significado especial neste ano. O evento também dará início às comemorações dos 15 anos do Projeto Soja Brasil, iniciativa que acompanha de perto as transformações, os desafios e os avanços da produção de soja no país.

Falta pouco! Amanhã, acompanhe a Abertura Nacional do Plantio da Soja 2026/27 pelo Canal Rural e pelo YouTube.

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Leilão de compra de arroz da Conab adquire apenas 5% do ofertado

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Foto: Paulo Lanzetta

O primeiro leilão de compra de arroz para formação de estoques públicos realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta quarta-feira (16) não obteve o sucesso esperado.

A expectativa do governo era adquirir até 127,3 mil toneladas do cereal a granel da safra 2025/26, classe longo-fino em casca, Tipo 1, a fim de mitigar os possíveis impactos associados ao fenômeno climático El Niño e, assim, assegurar o abastecimento no país.

No entanto, o pregão eletrônico realizado pelo Sistema de Comercialização Eletrônica da entidade (Siscoe), resultou na compra de apenas 4,05 mil toneladas, ou 5,1% do total ofertado.

Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Evandro Oliveira, o leilão ocorreu em um momento inoportuno, sem qualquer pedido de ajuda por parte dos produtores, e ofereceu preços pouco atrativos, até mesmo abaixo das referências do mercado físico, dependendo da região.

De acordo com ele, já se esperava baixa adesão diante dos preços máximos oferecidos pelo leilão, entre R$ 80 a R$ 82 reais por saca, valores semelhantes aos praticados hoje no mercado físico. “Então, os preços não foram suficientemente atrativos para movimentar volumes significativos nesse leilão”, pontuou.

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No Rio Grande do Sul, nas praças de produção e comercialização de Pelotas e ainda no litoral, o arroz está sendo negociado na faixa de R$ 80,00 a R$ 85,00 por saca, chegando a R$ 90 no porto.

“Logo, os valores oferecidos pelo leilão ficaram bem abaixo do necessário para atrair uma demanda significativa, o que explica o fracasso da operação”, salientou o analista.

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Conab fará leilões para comprar até 224 mil toneladas de milho

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Duas operações de compra de milho em grãos preveem a aquisição de até 224 mil toneladas para formação de estoques públicos. Os leilões eletrônicos serão realizados na sexta-feira (18) e na segunda-feira (21), às 9h, com recebimento do produto em unidades armazenadoras de oito unidades da Federação. A medida também prevê oferta posterior por meio do Programa de Vendas em Balcão (ProVB).

Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o volume de até 224 mil toneladas corresponde ao total das duas operações. O segundo leilão ofertará apenas os lotes que não forem negociados no primeiro certame, sem que a compra total ultrapasse esse limite.

A operação da sexta-feira (18), referente ao Aviso nº 64/2026, será exclusiva para a agricultura familiar. Poderão participar produtores rurais familiares, cooperativas de produtores rurais familiares e associações da agricultura familiar com Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF) ou Declaração de Aptidão ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (DAP) válida.

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Já o leilão da segunda-feira (21), Aviso nº 65/2026, será em ampla concorrência. O certame admite a participação de produtores rurais, cooperativas e comerciantes, desde que atendam às exigências de cadastramento, habilitação jurídica e regularidade fiscal previstas no aviso.

O milho será recebido em unidades armazenadoras localizadas na Bahia, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Rio Grande do Sul. As operações serão realizadas pela Conab no Sistema de Comercialização Eletrônica da Companhia (Siscoe), em Brasília.

Os participantes precisam estar cadastrados na bolsa por meio da qual apresentarão propostas e em situação regular no Sistema de Cadastramento Unificado de Fornecedores (Sicaf), no Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público Federal (Cadin) e no Sistema de Cadastro Nacional de Produtores Rurais e Demais Agentes (Sican).

O produto deverá seguir os padrões de classificação estabelecidos nos avisos e vir acompanhado de certificado emitido por entidade credenciada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O preço máximo de compra será divulgado com pelo menos dois dias úteis de antecedência. Os arrematantes deverão apresentar garantia de 5% do valor da operação e organizar o cronograma de entrega com a unidade regional responsável pelo recebimento.

Após a aprovação do milho entregue, o pagamento aos fornecedores deverá ocorrer em até dez dias úteis. Caso todo o volume seja negociado na operação exclusiva para a agricultura familiar, não haverá lotes remanescentes para a disputa em ampla concorrência.

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Fonte: gov.br

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