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Tratamento de sementes é a base para proteger a lavoura e sustentar altas produtividades

Considerado o primeiro passo do manejo dentro da porteira, o tratamento de sementes ganhou ainda mais importância diante do aumento da pressão de pragas, doenças e nematoides nas lavouras. A proteção inicial das plantas é vista por especialistas como fundamental para preservar o potencial produtivo das culturas.
O avanço de materiais genéticos cada vez mais produtivos também elevou a necessidade de estratégias capazes de proteger as plantas desde a germinação. Sem um manejo adequado nessa fase, problemas presentes no solo podem comprometer o desenvolvimento da lavoura e refletir nos resultados da colheita.
Para o gerente sênior de Tratamento de Sementes da Basf, Nilson Caldas, o tratamento de sementes é uma das principais ferramentas para garantir o bom estabelecimento das culturas e criar as condições necessárias para altas produtividades.
“O tratamento de sementes, ele, na minha opinião, ele é a base para você conseguir altas produtividade, seja na cultura da soja, na cultura do milho, no algodão, no arroz e em outras culturas”.

Proteção desde o início
Segundo Caldas, os materiais genéticos disponíveis atualmente apresentam elevado potencial produtivo, mas também maior susceptibilidade a pragas, doenças e nematoides presentes no solo.
Diante desse cenário, a definição da estratégia de tratamento deve considerar os desafios específicos de cada área. Conforme o especialista, a escolha da solução adequada ajuda a proteger as sementes e preservar seu potencial desde o início do ciclo.
Um bom tratamento precisa ser direcionado aos problemas identificados na propriedade. “Um bom tratamento de sementes com a solução certa, com a receita certa para aquela problemática que o produtor tá enfrentando, seja de fungos de solo, praga de solo ou mesmo nematóide, vai proporcionar essa proteção robusta das sementes”, diz ao Canal Rural Mato Grosso.
Além da proteção contra agentes presentes no solo, a prática contribui para manter características fundamentais para o estabelecimento da lavoura. Como destaca Caldas, “o quê que o tratamento de semente proporciona? A proteção do vigor e do potencial de germinação das sementes”.

Impactos na produtividade
A escolha da estratégia de tratamento também passa pelo conhecimento do histórico da área e dos problemas recorrentes enfrentados pelo produtor.
Quando há presença de fungos de solo, por exemplo, o manejo precisa ser ajustado para atender essa necessidade específica. A identificação correta dos desafios permite adotar soluções mais eficientes ainda na fase de implantação da lavoura.
O gerente da Basf pontua que áreas com esse tipo de ocorrência exigem uma proteção mais robusta. “Quando você consegue detectar, por exemplo, que uma área tem um problema de complexo de fungos de solo, você vai fazer uma um tratamento de sementes mais robusto para esses problemas com fungos de solo, complexo de fungos de solo”.
Ele ressalta que falhas nessa etapa podem resultar em perdas percebidas apenas no fim do ciclo produtivo. “Caso você não faça esse manejo de uma maneira adequada, quando chegar lá na colheita, você vai perceber que você perdeu para algum problema que estava no solo”.
As diferenças entre uma estratégia adequada e outra insuficiente, salienta Caldas, costumam aparecer diretamente nos resultados de produtividade obtidos pelo produtor.
Soluções para desafios cada vez maiores
Os problemas fitossanitários têm aumentado nas principais culturas agrícolas. Na soja, por exemplo, doenças, nematoides e pragas seguem entre os principais desafios enfrentados pelos produtores. “O problema na lavoura, ele seja para cultura da soja, algodão o milho, ele tem aumentado muito”.
De acordo com Caldas, esse cenário levou a indústria a desenvolver combinações de produtos voltadas para situações específicas encontradas nas propriedades rurais. A proposta é reunir diferentes tecnologias para ampliar o nível de proteção oferecido às sementes.
“Isso forçou a gente aqui da indústria a criar a estratégia para desenvolver o que nós chamamos de receitas, que são combinações de vários produtos que vão entregar essa solução mais robusta para o agricultor”.
Entre os exemplos citados pelo especialista está o Standak® Prime, que reúne tecnologias químicas e biológicas para ampliar a proteção das sementes. Em determinadas situações, a estratégia pode incluir também o Sistiva®, voltado ao manejo de doenças na soja.
Segundo ele, a combinação dessas soluções permite entregar uma proteção mais abrangente ao produtor. “Aí você passa a ter de solo ou de soja uma solução bem robusta que cobre basicamente todos os problemas ali que o produtor enfrenta na sua lavoura”.
Para Caldas, a construção da produtividade começa antes mesmo da emergência das plantas e depende diretamente do manejo adotado na semente. “O tratamento de sementes, ele é a base para um manejo de alta produtividade. Então, a produtividade, ela se constrói pela raiz”.
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Plataforma mapeia javalis e apoia combate à espécie invasora em MS

Considerada uma das pragas mais graves do agronegócio, a proliferação de javalis tem gerado apreensão entre os produtores nas últimas semanas. Os animais adultos, que podem alcançar até 200 quilos, destroem patrimônios, atingem ativos biológicos, ameaçam a fauna nativa e colocam trabalhadores em risco.
Sem predadores naturais e com alta capacidade de adaptação, essa espécie também cruza com porcos domésticos, formando os chamados ‘javaporcos’. Em Mato Grosso do Sul, por exemplo, a presença dessas espécies é ampla e crescente.
Pensando nisso, a Associação dos Produtores de Soja do estado (Aprosoja/MS), com recursos do Fundems e em parceria com a Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), criou uma ferramenta de geotecnologia que transforma registros feitos em campo em inteligência territorial para rastrear a presença das espécies invasoras.
O objetivo é gerar dados que subsidiem ações de manejo e orientem gestores e produtores sobre a situação dos javalis e javaporcos em Mato Grosso do Sul.
Região Sul concentra mais registros
Na última atualização do sistema, 291 javalis e javaporcos já haviam sido identificados.
Segundo a Aprosoja, embora ainda seja necessário ampliar a participação dos usuários para obter um retrato ainda mais preciso, as informações atuais indicam que a região Sul concentra o maior número de registros validados, com 158 javalis e 14 javaporcos observados nas regiões de Dourados, Antônio João e Rio Brilhante.

“Em pouco mais de um mês de funcionamento, o painel já confirma um problema que os produtores rurais enfrentam há muitos anos. O número não chega a surpreender, mas evidencia a dimensão do problema. A perspectiva é que esse quantitativo aumente nos próximos meses, à medida que mais produtores e técnicos passem a utilizar a plataforma”, explica a analista de geoprocessamento da Aprosoja/MS, Staël Ribeiro.

Em relação à dispersão, Ribeiro explica que a presença do porco feral (Sus scrofa) é considerada generalizada no estado, com registros distribuídos em diferentes regiões. “No entanto, a intensidade das ocorrências varia conforme fatores como disponibilidade de alimento, abrigo e proximidade de áreas agrícolas e de produção animal”.

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Como funciona a validação dos registros
De acordo com a Aprosoja, o processo de validação dos dados segue um fluxo rigoroso de governança. Após o envio do registro pelo produtor rural ou técnico (clique aqui para acessar o formulário), a informação não é incorporada automaticamente ao sistema. Inicialmente, ela permanece em uma etapa de triagem e somente é validada após análise da equipe técnica da entidade.
Assim, para evitar registros duplicados ou inconsistências geográficas, o sistema cruza as coordenadas obtidas pelo GPS do dispositivo com as informações da propriedade e do município informados no formulário. Além disso, os técnicos realizam verificações manuais para identificar possíveis duplicidades e garantir a qualidade dos dados.

Segundo Staël Ribeiro, a identificação correta das espécies é assegurada pela exigência de evidências, como fotografias ou vídeos dos animais, pegadas ou danos causados.
“Esse material permite que os analistas confirmem as características do animal e diferenciem javalis e javaporcos de espécies nativas, como o cateto e a queixada, garantindo maior confiabilidade aos registros”.
Nas redes sociais, a Aprosoja/MS fez um vídeo explicando o passo a passo de como preencher o formulário da plataforma de forma rápida e correta. Confira:
Para o poder público e os órgãos de defesa sanitária, as informações permitem direcionar ações de monitoramento, controle e vigilância para as áreas mais críticas, contribuindo para a otimização de recursos e para o aumento da eficiência das medidas adotadas.
“Além disso, os dados podem subsidiar estratégias de prevenção de riscos sanitários e de mitigação dos prejuízos causados à produção agropecuária”, finaliza Ribeiro.
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FAO mantém Brasil fora do Mapa da Fome e destaca agricultura familiar

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) confirmou, nesta terça-feira (21), em Roma, que o Brasil segue fora do Mapa da Fome da ONU. Segundo a edição 2026 do relatório "O Estado da Segurança Alimentar e Nutricional no Mundo (SOFI)", a prevalência de subnutrição no país permaneceu abaixo de 2,5% da população, patamar usado pelo organismo para essa classificação.
O relatório tem como tema o financiamento da nutrição e o acesso a dietas saudáveis. No caso brasileiro, os dados também mostram avanço no acesso econômico da população a uma alimentação saudável. Entre 2021 e 2025, a proporção de brasileiros sem condições financeiras de adquirir uma dieta saudável caiu de 31,2% para 21,1%. Em números absolutos, o contingente recuou de 65,3 milhões para 44,8 milhões de pessoas, o que representa cerca de 20 milhões de brasileiros a mais com condições de acesso a esse tipo de alimentação no período.
A FAO define alimentação saudável como aquela que promove saúde, crescimento, desenvolvimento e bem-estar, além de prevenir deficiências nutricionais, doenças crônicas e doenças transmitidas por alimentos. Para isso, a dieta deve ser adequada, equilibrada, diversificada e moderada, com segurança dos alimentos como requisito indispensável.
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A experiência brasileira foi apresentada como exemplo de abordagem integrada, com políticas de proteção social, fortalecimento da agricultura familiar e ampliação do acesso a alimentos saudáveis. Segundo a ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), Fernanda Machiaveli, o combate à fome depende da prioridade dada a políticas de redução da pobreza e da desigualdade.
Durante a apresentação, o papel da agricultura familiar foi apontado como estratégico na produção de alimentos saudáveis e na construção de sistemas agroalimentares mais sustentáveis. As políticas do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) incluem ampliação do crédito rural, assistência técnica, inovação, acesso aos mercados, além de investimentos em bioinsumos, pesquisa e sistemas agroflorestais.
O relatório também destacou a participação das mulheres rurais em espaços produtivos voltados à diversificação da alimentação, geração de renda e fortalecimento da autonomia econômica.
Na avaliação apresentada em Roma, o conjunto de políticas públicas brasileiras foi reconhecido pela FAO como referência na articulação entre produção de alimentos, acesso econômico da população e segurança alimentar.
Fonte: gov.br
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Temporais no noroeste paulista mobilizam ajuda e atingem áreas rurais

A Defesa Civil estadual reforçou o atendimento aos municípios atingidos pelo temporal de sexta-feira (24) no noroeste de São Paulo. A operação concentrou apoio em Dumont, Guariba, Pradópolis, Ribeirão Preto e Taquaritinga, com envio de itens de ajuda humanitária, telhas e caminhões-pipa. Na área rural, técnicos estaduais identificaram danos em lavouras, pomares, estufas e estruturas produtivas.
Segundo o governo estadual, cerca de 11,5 mil itens foram distribuídos para apoio aos moradores afetados. A quarta remessa de ajuda humanitária incluiu cestas básicas, colchões, cobertores, água potável e outros materiais destinados à cidade de Dumont.
A operação também enviou 6 mil telhas para recuperação emergencial de residências danificadas e disponibilizou 11 caminhões-pipa para reforçar o abastecimento de água nos municípios atendidos.
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Nas cidades de Dumont, Guariba, Pradópolis, Ribeirão Preto e Taquaritinga, o temporal provocou quedas de árvores, destelhamentos, interrupções no fornecimento de energia e danos em residências. Quatro municípios da região decretaram situação de emergência.
No campo, técnicos da Secretaria de Agricultura e Abastecimento estadual apontaram Taquaritinga como o município com mais impactos na área rural. Foram registrados prejuízos em estufas, lavouras, pomares e estruturas de propriedades rurais. Também houve danos em canaviais, estoques de amendoim e estruturas produtivas nas regiões de Ribeirão Preto e Jaboticabal.
Em Ribeirão Preto, a prefeitura estima em R$ 21,15 milhões os custos já registrados com limpeza emergencial, remoção de resíduos, recolhimento de massa verde, lavagem de vias, praças e áreas públicas, além de corte, poda, destocamento de árvores, extração de troncos e desobstrução de vias públicas. O município encaminhou à Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil pedido de reconhecimento de situação de emergência e apoio financeiro para a reconstrução.
De acordo com a prefeitura, os pedidos incluem recursos para recuperação de moradias atingidas, reconstrução da infraestrutura urbana, recuperação de equipamentos públicos, apoio à rede de energia elétrica e restabelecimento dos serviços municipais. Na cidade, a estimativa é de centenas de árvores derrubadas, destelhamentos, interrupção de energia, comprometimento do abastecimento de água, interdições viárias, danos em equipamentos públicos e uma vítima fatal.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br
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