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Café se consolida como “ouro negro” da agricultura familiar em Mato Grosso

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Com investimento de R$ 3,1 milhões do Governo, produção avança no Norte e abre perspectivas para a região do Araguaia

O café é considerado a segunda bebida mais consumida no mundo, atrás apenas da água, e, em Mato Grosso, a produção tem se consolidado como uma importante alternativa de renda para agricultores familiares. Com variedades já validadas para os solos das regiões Norte e Noroeste, onde se concentram os maiores produtores, o cenário é promissor. O avanço é resultado de investimentos do Governo do Estado com R$ 3,1 milhões em equipamento, máquinas, veículos e insumos, também investe em pesquisa por meio da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer).

O fortalecimento da cadeia produtiva também abre perspectivas para a expansão da cafeicultura em outras regiões do estado, como o Araguaia, que apresenta potencial para o desenvolvimento da atividade.

Para a secretária Andreia Fujioka, o avanço da cafeicultura no estado reflete uma estratégia de desenvolvimento rural baseada na valorização da produção familiar e na incorporação de conhecimento técnico ao campo. Segundo ele, quando o produtor tem acesso a estrutura, pesquisa, assistência e tecnologia, o resultado vai além do aumento de produção, alcançando estabilidade econômica e permanência das famílias no meio rural.

“O fortalecimento da cafeicultura em Mato Grosso mostra que, é possível gerar renda, oportunidades e garantir dignidade para as famílias no campo”, destacou.

No município de Castanheira, o pequeno produtor Osvaldo Roberto Gomes e sua esposa, Zeni Pereira Gomes, são exemplo de superação e transformação no campo. Há cinco anos, o casal decidiu migrar de outra cadeia de produção alimentar para investir no cultivo de café, motivado pela orientação técnica da Empaer.

A mudança exigiu adaptação. No início, as dificuldades com o novo sistema de plantio foram um desafio. Com o tempo, porém, o aprendizado e o acompanhamento técnico deram resultado. Hoje, a propriedade conta com mais de oito mil pés de café, conduzidos com manejo adequado e foco na qualidade.

“Comercializamos nossa produção na feira de Juína. Optar pelo café foi uma boa alternativa de renda. Aqui, podemos contar com a assistência técnica da Empaer e com a Seaf. No começo, tivemos um pouco de dificuldade, porque o sistema de plantio é diferente, mas depois pegamos o jeito. Aqui sou eu e minha esposa, com mais de oito mil pés de café”, contou Osvaldo.

A produção, inicialmente modesta, começou de forma artesanal. Zeni relembra que, na primeira colheita, o casal optou por torrar o próprio café e vender diretamente ao consumidor.

“Na primeira colheita, não vendemos para terceiros; nós mesmos torramos. Comecei a ir à feira vendendo para uma ou outra pessoa em Juína; todo mundo conhece a gente lá. Se não fosse o café, a gente não estaria mais aqui, porque atravessamos uma época difícil”, contou.

O trabalho de pesquisa e assistência técnica foi fundamental para consolidar o sucesso da produção. A engenheira agrônoma e pesquisadora da Empaer, dra. Danielle Muller, destacou que o caso da família representa a essência da agricultura familiar.

“Nós vimos que o seu Osvaldo e a esposa representam a agricultura familiar raiz: plantam, colhem, beneficiam e levam o café para vender na feira. Durante cinco anos, nos dedicamos a pesquisar as variedades de clones de robusta amazônico para identificar quais são ideais para o solo mato-grossense. Hoje, temos materiais validados para as nossas condições, o que fortalece ainda mais a atividade no estado”, explica.

Segundo a pesquisadora, a lavoura do produtor é um exemplo de boa condução técnica, com sistema de irrigação implantado, espaçamento adequado e uso de clones produtivos e com qualidade de bebida.

“O café do seu Osvaldo está bem conduzido. Ele já utiliza clones como o 25 e o 03, que apresentam boa produtividade e qualidade. Esse é o caminho para consolidar a cafeicultura no estado”, completa.

Equipe de pesquisadores da Empaer-MT.

 

Para o extensionista rural da Empaer, Thiago Evandro Marim, que acompanha a propriedade há anos, o café representa mais do que uma alternativa econômica. “O café, para mim, representa muito mais do que esperança: representa realidade. Esse casal é um exemplo claro disso. Eles migraram de outra cadeia e hoje têm 100% da renda proveniente do café. É uma cultura viável para a agricultura familiar, com alta produtividade, que exige pouca área e tem grande potencial de crescimento. Além disso, contribui para manter as famílias no campo, evitando a evasão para a cidade”, afirma.

Entre desafios e conquistas, Osvaldo e Zeni encontraram no café não apenas uma fonte de renda, mas um novo projeto de vida. Mais do que esperança, a cafeicultura se tornou realidade e abriu novas perspectivas para o futuro da família, um retrato fiel do potencial que cresce no campo mato-grossense.

Com Assessoria 

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Bombeiros controlam incêndio em fábrica de ração e evitam danos maiores em Sinop

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Fogo destruiu veículos, matéria-prima e materiais de produção; ação rápida do Corpo de Bombeiros preservou setores estratégicos da empresa e evitou vítimas

O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) extinguiu, na madrugada desta sexta-feira (12.6), um incêndio em uma fábrica de ração localizada no bairro Alto da Glória, em Sinop (a 480 km de Cuiabá).

A equipe do 4º Batalhão de Bombeiros Militar (4º BBM) foi acionada via telefone de emergência 193 por volta das 4h17. No local, os militares constataram que o incêndio atingia parte das instalações da fábrica. Como não havia funcionários presentes no momento da chegada das equipes, foi necessário arrombar o portão para acessar a área afetada e iniciar o combate ao fogo.

As chamas consumiram um caminhão, uma motocicleta, materiais descartáveis, embalagens plásticas, matéria-prima utilizada na fabricação de ração e um amontoado de lenha destinado à alimentação da caldeira.

Com a rápida atuação dos bombeiros, o incêndio foi controlado antes que atingisse outras estruturas da empresa. Foram preservados o escritório, o estoque, a área fabril com os maquinários utilizados na produção, a caldeira e a cozinha. Além disso, dois caminhões foram retirados da área de risco por um funcionário, contribuindo para a redução dos danos.

Para o atendimento da ocorrência, os bombeiros contaram com o apoio de dois caminhões-pipa da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. Aproximadamente 80 mil litros de água foram utilizados no combate às chamas.

Após a extinção do incêndio, os bombeiros permaneceram no local realizando o trabalho de rescaldo, com o objetivo de eliminar possíveis focos remanescentes e evitar a reignição do incêndio. Não houve registro de vítimas.

Com Assessoria

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Jauru sediará primeira beatificação realizada em Mato Grosso neste sábado

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Cerimônia que reconhecerá o martírio do padre Nazareno Lanciotti deve reunir milhares de fiéis e impulsionar o turismo religioso na região oeste do Estado

O município de Jauru viverá, neste sábado (13.6), um momento histórico para a Igreja Católica e para o turismo religioso de Mato Grosso. A cidade sediará a cerimônia de beatificação do padre Nazareno Lanciotti, missionário italiano que dedicou mais de três décadas à evangelização e ao desenvolvimento social da região. O ato, marcado para as 9 horas no Santuário Imaculado Coração de Maria, será a primeira beatificação realizada em território mato-grossense, com apoio do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec).

A expectativa é que o evento reúna milhares de fiéis vindos de diversas regiões do Estado e do país, movimentando a economia local e consolidando Jauru como um importante polo de turismo religioso no Centro-Oeste.

Reconhecido pela Igreja como mártir da fé, o padre Nazareno nasceu em Subiaco, na Itália. Ele chegou ao Brasil em 1972 e se tornou pároco de Jauru, onde permaneceu até sua morte, em fevereiro de 2001. Além da atuação pastoral, ficou conhecido pelo trabalho social desenvolvido junto à comunidade e pela liderança no Movimento Sacerdotal Mariano no Brasil.

A cerimônia será presidida pelo cardeal Marcelo Semeraro, prefeito do Dicastério para as Causas dos Santos, órgão responsável pelos processos de canonização no Vaticano. Também são esperadas autoridades religiosas de diferentes estados brasileiros e representantes da Igreja Católica de outros países.

Além do significado religioso, a beatificação abre caminho para a criação de uma rota permanente de peregrinação no oeste mato-grossense. Entre os locais ligados à trajetória do futuro beato que poderão integrar esse circuito estão a igreja onde ele atuou, o memorial construído em sua homenagem, a casa onde viveu, o seminário e outros espaços relacionados à sua missão em Jauru.

De acordo com o projeto do evento, a expectativa é que a beatificação impulsione o fluxo turístico de forma contínua, atraindo visitantes interessados em conhecer a história do sacerdote e vivenciar experiências de fé. O município também espera reflexos positivos para setores como hotelaria, alimentação, comércio e serviços.

“O turismo religioso é um segmento em expansão, e a beatificação pode posicionar Jauru no roteiro nacional de peregrinações católicas, fortalecendo não apenas a economia local, mas também a identidade cultural e religiosa da região”, destacou a secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mayran Beckman.

Com Assessoria

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Cesta básica volta a subir de preço em Cuiabá e quebra mais um recorde; preço vai a R$ 933

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Contrariando a baixa observada na semana passada, a cesta básica em Cuiabá voltou a apresentar aumento de preço nesta segunda semana do mês. A variação observada foi de 1,90%, elevando o valor para R$ 933,17 e atingindo mais um recorde histórico, segundo levantamento do Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT).

O aumento também foi registrado no comparativo anual, ficando 9,76% acima da média de R$ 850,18 observada no mesmo período de 2025.

O presidente da Fecomércio-MT, Wenceslau Júnior, também destaca o valor recorde, muito influenciado pela elevada sensibilidade dos produtos. “A cesta voltou a subir de forma abrupta nesta segunda semana de junho.

O comportamento recente dos alimentos reforça a elevada sensibilidade observada nos preços a fatores climáticos, sanitários e produtivos.”

Dentre as maiores variações da semana, o tomate se destaca por apresentar o maior aumento após o recuo registrado na semana anterior. Com incremento de 9,57%, o produto atingiu o valor médio de R$ 13,46/kg. Em comparação ao mesmo período de 2025, o preço está 35,34% maior.

Segundo análise do IPF-MT, a maturação mais lenta dos frutos em algumas lavouras e a incidência de pragas em outras podem ter prejudicado a oferta do produto no mercado, levando ao aumento dos preços.

Outro item em alta é o feijão, que avançou 4,80% nesta semana e atingiu a média de R$ 9,44/kg. O preço do produto está 54,06% acima do registrado no mesmo período do ano passado. As restrições de oferta, ocasionadas pela menor área de plantio e pela baixa qualidade dos grãos, podem ter contribuído para a elevação observada.

Por fim, a batata registrou aumento de 3,82%, alcançando o valor médio de R$ 9,66/kg. Com a alta semanal, o produto passou a custar 59,20% mais do que no mesmo período de 2025.

De acordo com análise do instituto da Fecomércio-MT, mesmo com o início de uma nova safra, o ritmo de produção ainda segue lento, reduzindo a oferta do produto no mercado e contribuindo para a elevação dos preços nesta semana.

Com isso, Wenceslau Júnior reforçou que “a manutenção da cesta básica nesse patamar historicamente elevado intensifica a pressão sobre o poder de compra das famílias em todo o estado, sobretudo em um contexto de alta anual expressiva dos alimentos”.



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