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15 de setembro de 2026

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Café se consolida como “ouro negro” da agricultura familiar em Mato Grosso

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Com investimento de R$ 3,1 milhões do Governo, produção avança no Norte e abre perspectivas para a região do Araguaia

O café é considerado a segunda bebida mais consumida no mundo, atrás apenas da água, e, em Mato Grosso, a produção tem se consolidado como uma importante alternativa de renda para agricultores familiares. Com variedades já validadas para os solos das regiões Norte e Noroeste, onde se concentram os maiores produtores, o cenário é promissor. O avanço é resultado de investimentos do Governo do Estado com R$ 3,1 milhões em equipamento, máquinas, veículos e insumos, também investe em pesquisa por meio da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer).

O fortalecimento da cadeia produtiva também abre perspectivas para a expansão da cafeicultura em outras regiões do estado, como o Araguaia, que apresenta potencial para o desenvolvimento da atividade.

Para a secretária Andreia Fujioka, o avanço da cafeicultura no estado reflete uma estratégia de desenvolvimento rural baseada na valorização da produção familiar e na incorporação de conhecimento técnico ao campo. Segundo ele, quando o produtor tem acesso a estrutura, pesquisa, assistência e tecnologia, o resultado vai além do aumento de produção, alcançando estabilidade econômica e permanência das famílias no meio rural.

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“O fortalecimento da cafeicultura em Mato Grosso mostra que, é possível gerar renda, oportunidades e garantir dignidade para as famílias no campo”, destacou.

No município de Castanheira, o pequeno produtor Osvaldo Roberto Gomes e sua esposa, Zeni Pereira Gomes, são exemplo de superação e transformação no campo. Há cinco anos, o casal decidiu migrar de outra cadeia de produção alimentar para investir no cultivo de café, motivado pela orientação técnica da Empaer.

A mudança exigiu adaptação. No início, as dificuldades com o novo sistema de plantio foram um desafio. Com o tempo, porém, o aprendizado e o acompanhamento técnico deram resultado. Hoje, a propriedade conta com mais de oito mil pés de café, conduzidos com manejo adequado e foco na qualidade.

“Comercializamos nossa produção na feira de Juína. Optar pelo café foi uma boa alternativa de renda. Aqui, podemos contar com a assistência técnica da Empaer e com a Seaf. No começo, tivemos um pouco de dificuldade, porque o sistema de plantio é diferente, mas depois pegamos o jeito. Aqui sou eu e minha esposa, com mais de oito mil pés de café”, contou Osvaldo.

A produção, inicialmente modesta, começou de forma artesanal. Zeni relembra que, na primeira colheita, o casal optou por torrar o próprio café e vender diretamente ao consumidor.

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“Na primeira colheita, não vendemos para terceiros; nós mesmos torramos. Comecei a ir à feira vendendo para uma ou outra pessoa em Juína; todo mundo conhece a gente lá. Se não fosse o café, a gente não estaria mais aqui, porque atravessamos uma época difícil”, contou.

O trabalho de pesquisa e assistência técnica foi fundamental para consolidar o sucesso da produção. A engenheira agrônoma e pesquisadora da Empaer, dra. Danielle Muller, destacou que o caso da família representa a essência da agricultura familiar.

“Nós vimos que o seu Osvaldo e a esposa representam a agricultura familiar raiz: plantam, colhem, beneficiam e levam o café para vender na feira. Durante cinco anos, nos dedicamos a pesquisar as variedades de clones de robusta amazônico para identificar quais são ideais para o solo mato-grossense. Hoje, temos materiais validados para as nossas condições, o que fortalece ainda mais a atividade no estado”, explica.

Segundo a pesquisadora, a lavoura do produtor é um exemplo de boa condução técnica, com sistema de irrigação implantado, espaçamento adequado e uso de clones produtivos e com qualidade de bebida.

“O café do seu Osvaldo está bem conduzido. Ele já utiliza clones como o 25 e o 03, que apresentam boa produtividade e qualidade. Esse é o caminho para consolidar a cafeicultura no estado”, completa.

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Equipe de pesquisadores da Empaer-MT.

 

Para o extensionista rural da Empaer, Thiago Evandro Marim, que acompanha a propriedade há anos, o café representa mais do que uma alternativa econômica. “O café, para mim, representa muito mais do que esperança: representa realidade. Esse casal é um exemplo claro disso. Eles migraram de outra cadeia e hoje têm 100% da renda proveniente do café. É uma cultura viável para a agricultura familiar, com alta produtividade, que exige pouca área e tem grande potencial de crescimento. Além disso, contribui para manter as famílias no campo, evitando a evasão para a cidade”, afirma.

Entre desafios e conquistas, Osvaldo e Zeni encontraram no café não apenas uma fonte de renda, mas um novo projeto de vida. Mais do que esperança, a cafeicultura se tornou realidade e abriu novas perspectivas para o futuro da família, um retrato fiel do potencial que cresce no campo mato-grossense.

Com Assessoria 

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“Está a serviço de grupo que tentou dar golpe nesse país”, Alexandre de Moraes bate boca com Mendonça

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Ao falar pela primeira vez na sessão, ministro afirmou que colega tentou incluí-lo em investigações e desafiou: “Quem tem medo da Polícia Federal?”

O ministro Alexandre de Moraes falou pela primeira vez durante a sessão extraordinária do Supremo Tribunal Federal (STF) desta terça-feira (15) e partiu para o confronto direto com André Mendonça. Em tom duro, Moraes acusou o colega de atuar em favor de interesses políticos.

“Mendonça está a serviço de um grupo político que tentou dar um golpe neste país”, declarou Moraes durante o julgamento que analisa se será aberta uma investigação contra ele por supostas mensagens trocadas com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Ao dirigir-se diretamente a Mendonça, Moraes também questionou: “Quem tem medo da Polícia Federal?”. Em seguida, afirmou possuir testemunhas para sustentar suas acusações contra o colega.

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“Vamos chamar aqui as testemunhas que vão indicar. Eu tenho testemunhas de que o ministro André chamou a Polícia Federal para me incluir nas investigações”, afirmou.

Moraes disse ainda que as apurações contra ele teriam sido construídas de forma irregular. “Essa investigação fraudulenta que começou contra mim começou lá atrás”, declarou. Em outro momento, acrescentou: “Não há como julgar hoje sem julgar terça”.

As declarações elevaram a temperatura da sessão e expuseram publicamente o conflito entre os dois ministros. Mendonça foi responsável por levar à Corte as informações que deram origem ao pedido de investigação contra Moraes. Até o momento das declarações, ele não havia respondido às acusações feitas pelo colega durante o julgamento.

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Clima pode detonar e retardar plantio da soja em diferentes regiões do Brasil; veja quais estados estão na mira

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Foto: Pixabay

O clima pode virar um dos principais obstáculos para o avanço do plantio da soja da safra 2026/27 em diferentes regiões do Brasil. Em Mato Grosso, maior produtor nacional, o início da semeadura exige atenção redobrada às chuvas e à umidade do solo, segundo boletim semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea).

O vazio sanitário terminou em 6 de setembro, liberando os produtores para iniciar os trabalhos no campo. No entanto, a largada não significa avanço imediato. Para que as máquinas consigam entrar e a semeadura ganhe ritmo, é necessário que as chuvas se regularizem e garantam umidade suficiente no solo.

Enquanto isso, o Paraná já apresenta avanço mais acelerado no plantio. Em Mato Grosso e nas regiões do Matopiba, que reúne Maranhão, Piauí, Tocantins e Bahia, os trabalhos ainda acontecem de maneira mais gradual e em ritmo inicial.

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E é justamente aí que o clima pode fazer toda a diferença. Para os próximos dez dias, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê acumulados de 30 a 50 milímetros em grande parte de Mato Grosso. Se as chuvas realmente aparecerem dentro desse volume, o cenário pode favorecer a continuidade da semeadura.

O problema está no que vem depois. A previsão de redução das chuvas no período seguinte pode colocar em xeque áreas que já tiverem recebido sementes. Ou seja, o produtor pode conseguir plantar, mas depois enfrentar condições menos favoráveis para a germinação e o estabelecimento inicial das lavouras.

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E o alerta climático não para por aí. O Imea também destaca a atuação de um El Niño de forte intensidade. O fenômeno aumenta a necessidade de monitoramento das condições de chuva ao longo da primavera e pode se tornar um dos principais pontos de atenção para o desenvolvimento da safra 2026/27.

Com o plantio apenas começando em parte importante do país, o clima pode ser decisivo para definir se a semeadura vai ganhar velocidade ou se ficará travada em determinadas regiões. Para o produtor, acompanhar a previsão de chuva e a umidade do solo será fundamental nas próximas semanas.

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Agro Mato Grosso

Cacique Raoni é diagnosticado com câncer aos 94 anos e recebe cuidados paliativos em MT

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O cacique Raoni Metuktire, de 94 anos, foi internado três vezes ao longo de 2026 antes de receber o diagnóstico de câncer no sistema digestório, divulgado pelo Instituto Raoni nessa segunda-feira (14). Atualmente, ele recebe cuidados paliativos na aldeia onde mora com a família em Peixoto de Azevedo (MT).

Na última internação, o líder indígena precisou ser transferido de avião de Mato Grosso para São Paulo para tratar uma obstrução intestinal e uma hemorragia digestiva.

Desde a alta médica, Raoni está próximo da família, do seu povo, além de contar com acompanhamento médico e uma estrutura de assistência domiciliar.

Veja a sequência das internações:

Em maio deste ano, Raoni foi internado pela primeira vez no Hospital Dois Pinheiros, em Sinop, a 503 km de Cuiabá, após apresentar fortes dores abdominais. Na ocasião, a equipe médica avaliou que o desconforto estava relacionado a uma hérnia antiga. Ele recebeu alta dois dias depois.

Ainda em maio, o cacique voltou a ser internado, desta vez na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do mesmo hospital, para tratar um quadro de pneumonia. Após sete dias, recebeu alta.

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Em junho, Raoni foi novamente levado ao hospital em estado grave e precisou ser internado na UTI. Os exames iniciais apontaram alterações na função renal e indicadores compatíveis com um processo infeccioso grave.

A principal hipótese diagnóstica naquele momento era de sepse com foco pulmonar, causada por uma pneumonia broncoaspirativa associada a episódios de vômito.

Diante da gravidade do quadro, o cacique foi transferido de avião para o Hospital São Paulo, onde passou por uma cirurgia para desobstrução intestinal manutenção do trânsito intestinal. Também foram realizados dois procedimentos para conter uma hemorragia digestiva.

Após cerca de um mês de internação, Raoni recebeu alta e retornou a Mato Grosso.

Outras internações

 

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Cacique Raoni se recupera da Covid e tem alta do hospital

Cacique Raoni se recupera da Covid e tem alta do hospital

Raoni também já havia sido internado em anos anteriores. Em setembro de 2022, ele ficou cinco dias internado em um hospital de Sinop após ser diagnosticado com um problema cardíaco. Na ocasião, passou por uma cirurgia para implantação de um marcapasso. Depois, permaneceu alguns dias em Colíder antes de retornar à aldeia.

Em julho de 2020, o cacique foi internado em um hospital de Colíder após passar mal. Ele precisou ser transferido de avião para Sinop devido a complicações gastrointestinais e desidratação.

Em setembro daquele mesmo ano, Raoni foi novamente internado após apresentar um quadro de pneumonia diagnosticado pela equipe médica de sua aldeia, no Parque Indígena do Xingu. Ele recebeu alta nove dias depois.

Naquele período, Raoni também apresentou um quadro depressivo após a morte da mulher dele, Bekwyjkà Metuktire.

Cuidados paliativos

 

O Instituto Raoni destacou que a indicação de cuidados paliativos não significa ausência de tratamento. A assistência é voltada ao controle da dor e de outros sintomas, prevenção de complicações e manutenção da qualidade de vida.

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O acompanhamento inclui alimentação, hidratação, atendimento médico, enfermagem e fisioterapia.

Depois de retornar a Peixoto de Azevedo, Raoni passou a receber assistência domiciliar organizada pela família e pelo Instituto Raoni, com participação de serviços públicos de saúde, profissionais parceiros e equipes especializadas.

O tratamento também considera a dimensão espiritual e cultural do cacique. Raoni é pajé e continua recebendo a presença e os cuidados de outros pajés de sua confiança.

Segundo o instituto, a assistência busca respeitar a cultura Mẽbêngôkre, a língua, as escolhas e as referências espirituais do líder indígena.

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