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‘A produção de soja deve ficar abaixo do esperado. O motivo? Excesso de chuvas’, diz presidente da Aprosoja MA

A colheita de soja no Brasil alcançou 88,1% da área, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). No Maranhão, o ritmo também avança, mas produtores enfrentam uma combinação de desafios que impactam diretamente o resultado da safra.
Em entrevista ao Soja Brasil, o presidente da Aprosoja Maranhão, José Carlos Oliveira de Paula, detalhou o cenário no estado. “No Maranhão, nós chegamos a 60% da colheita, que está praticamente concentrada aqui ao sul. As regiões ligadas às regiões de Balsas e Tasso Fragoso são os dois municípios com maior produtividade, então isso puxa essa média dentro do estado”, afirmou.
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Segundo ele, os trabalhos também começaram a avançar em outras regiões. “Começamos agora também no centro a colheita e ali na região oeste, chamada Buriticupu, praticamente em Açailândia, que é um polo de produção também, com mais de 150 mil hectares”, explicou.
Apesar do avanço, a produtividade tem frustrado as expectativas. “A gente tinha uma produção imaginada em torno de 3.600 quilos por hectare, acima de 60 sacas na média do estado, e hoje está ficando abaixo disso. O motivo? Porque saiu fora da janela do plantio e tivemos grandes problemas na colheita, com excesso de chuvas, perdas por umidade e outras questões que vieram junto com isso”, disse.
Ainda assim, ele avalia que o desempenho geral não deve fugir muito da média. “O estado ainda, continuando nesse ritmo, deve ficar entre 55 e 56 sacas por hectare. Algumas regiões não tiveram tanto problema e estão colhendo um pouquinho melhor, mas outras, como Chapadinha, tiveram atraso no plantio por causa do clima, que atrapalhou bastante”, pontuou.
Outro fator de pressão é o custo de produção. “O custo variou muito nesse período. Hoje estamos trabalhando com custo acima do ano passado, com elevação superior a 18%”, afirmou. O diesel é um dos principais vilões. “O custo do diesel teve aumento acima de 25% em algumas praças e, em certos momentos, até faltou produto na região”, relatou.
A dificuldade no abastecimento agravou a situação no campo. “Quando não tem, quem procura e paga mais rápido consegue abastecimento. Com isso, o frete também ficou mais caro, porque os caminhões tiveram que se deslocar mais. E as tradings ainda não conseguiram repassar isso nos contratos anteriores”, explicou.
Ele destaca que o impacto é direto na operação da colheita. “Na hora da colheita, a busca por diesel ficou muito difícil. Hoje, para colher, precisa reservar o diesel com uma semana de antecedência. Em anos anteriores, a gente tinha estoque, e agora não tem”, disse.
Além disso, o aumento dos custos logísticos e os entraves na comercialização preocupam. “O transporte ficou mais caro e a comercialização ficou bem abaixo do esperado. Todo mundo esperava uma soja acima de R$ 118 a R$ 120, mas hoje está sendo paga a R$ 106, R$ 108”, concluiu.
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Agro Mato Grosso
MT tem segundo início de safra mais seco em 27 anos e acende alerta para produção de soja

Chuvas ficaram 33% abaixo da média histórica entre setembro e outubro. Entidade alerta que lavouras já sentem os efeitos da falta de umidade, apesar do avanço do plantio.
Mato Grosso enfrenta o segundo início de safra mais seco dos últimos 27 anos, e a falta de chuva já preocupa produtores de soja. Entre 1º de setembro e 27 de outubro, o estado registrou 186 milímetros de precipitação, volume 33% menor que a média histórica para o período, de acordo com um levantamento da EnsoAg/SmartCampo, feito com dados da NASA e divulgado pela Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT).
O cenário coloca em dúvida as projeções mais otimistas para a safra 2026/2027. Mesmo com o plantio avançando, produtores relatam lavouras afetadas pela baixa umidade do solo, principalmente em regiões do Oeste e Médio-Norte do estado.
A situação é mais preocupante na região dos Parecis. Em Campos de Júlio, por exemplo, foram registrados apenas 89 milímetros de chuva nos 30 dias analisados, quantidade 56% abaixo do esperado. Brasnorte, Comodoro e Sapezal também tiveram volumes bem inferiores à média histórica.
O levantamento aponta ainda que 22 dos 23 municípios avaliados tiveram menos chuva que o esperado. Em 66% do território mato-grossense, o volume de precipitação ficou pelo menos 25% abaixo do padrão histórico.
Além da pouca chuva, as temperaturas elevadas e a distribuição irregular das precipitações aumentam o risco de prejuízos ao desenvolvimento das plantas.
Segundo o presidente da Aprosoja-MT, Lucas Costa Beber, algumas lavouras semeadas mais cedo já chegaram à fase reprodutiva e começam a sentir os efeitos da falta de água. Ele alerta que o avanço do plantio não significa que a produção esteja garantida.
As chuvas registradas entre 28 de outubro e 1º de novembro trouxeram um pouco de alívio, mas ainda ficaram 22% abaixo da média esperada para o período. A entidade também aponta possíveis dificuldades no controle de plantas daninhas e pragas, o que pode exigir mudanças no manejo e aumentar os custos de produção.
Apesar das preocupações, ainda não é possível calcular eventuais perdas na safra. A avaliação é de que as estimativas de uma produção elevada precisam ser confirmadas conforme o desenvolvimento das lavouras nas próximas semanas.
Agro Mato Grosso
Novas espécies de cogumelos raros são descobertas em Mato Grosso

Quatro novas espécies de cogumelos foram achadas na região de Alta Floresta e Novo Mundo, em Mato Grosso, por uma pesquisadora alemã em parceria com uma brasileira.
A Amazônia é reconhecida pela imensa variedade de espécies que abriga, mas ainda guarda muitas formas de vida desconhecidas pela ciência. Entre elas, estão quatro novas espécies de cogumelos identificadas nos municípios de Alta Floresta e Novo Mundo, em Mato Grosso. A identificação foi realizada em um estudo liderado pela pesquisadora Juli Simon Cardoso, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) e da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).
🔍A descoberta foi publicada em um artigo científico na revista Phytotaxa, que apresenta os estudos realizados para identificar as quatro novas espécies de cogumelos do gênero Hygrocybe. Os fungos foram coletados em trilhas da Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPNs) Cristalino, no norte de Mato Grosso, na região da Amazônia meridional.
O estudo faz parte do Projeto Fungos do Cristalino, uma parceria entre a Fundação Ecológica Cristalino (FEC), o Laboratório de Micologia da UFSC.
🧐🔍O começo da descoberta
Segundo Juli, a descoberta começou na própria Amazônia, quando a parataxonomista alemã Susanne Sourell, especialista na identificação de espécies em campo, visitava a região e publicava fotos de diferentes cogumelos nas redes sociais. A partir dessas publicações, ela entrou em contato com Juli, que é especialista no gênero. As duas passaram a conversar sobre as características dos exemplares.
“Todo mundo dizia: ‘nunca vi, espécie nova’. Ela descobriu que eu trabalhava com Hygrocybe e começou a conversar comigo”, contou.
A partir da suspeita de que poderiam ser espécies desconhecidas, os pesquisadores do Projeto Fungos do Cristalino realizaram duas etapas de identificação. A primeira foi a descrição morfológica, que consiste em medir e detalhar as características do cogumelo, incluindo suas estruturas microscópicas. Em seguida, foi feita a análise do DNA, para comparar o material genético dos exemplares com o de espécies semelhantes.
“A gente pega um pedacinho do DNA do fungo e compara com o de fungos parecidos. Se o resultado for muito parecido, é a mesma espécie. Se não, pode ser uma espécie diferente”, explicou.
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Além das espécies em tons esverdeados, outros dois cogumelos dos Hygrocybe vinaceosquamulosa e Hygrocybe pegleri foram identificados. — Foto: Susanne Sourell
Duas das quatro espécies foram encontradas apenas nas áreas onde foram descobertas, o que indica uma distribuição geográfica bastante restrita. Essa característica, de acordo com a bióloga, reforça a importância da conservação das Reservas Cristalino e dos ambientes naturais da Amazônia meridional.
“Pesquisei em muitos lugares e nunca vi tanto cogumelo quanto lá”, disse.
🍄🌱 A importância dos fungos
Os fungos pertencem ao Reino Fungi, um grupo de organismos com características próprias, diferentes das plantas e dos animais. Apesar de sua importância para a natureza, ainda são pouco conhecidos pela ciência. Estima-se que apenas cerca de 5% das espécies de fungos existentes no planeta tenham sido identificadas e descritas.
Esses organismos desempenham funções essenciais para o equilíbrio dos ecossistemas. Eles decompõem folhas, galhos e outros restos orgânicos, devolvendo nutrientes ao solo. Também ajudam as plantas a absorver água e minerais, contribuem para o armazenamento de carbono no solo e servem de alimento para diferentes organismos.
Conheça os quatro novos cogumelos descobertos
| Espécie | Como identificar | Onde e quando foi localizada |
| Hygrocybe cristalinoensis | É totalmente verde, do chapéu ao pé, com bordas brancas e franjas. | Trilha do Francisco, em 2019. |
| Hygrocybe viridilacerata | Também é verde, mas o chapéu se abre e fica rasgado, formando uma estrela. | Trilha do Francisco, em 2018. |
| Hygrocybe pegleri | Tem o maior pé entre as quatro espécies, com mais de 10 centímetros, e chapéu com escamas marrons. | Trilha da Castanheira, em 2019. |
| Hygrocybe vinaceosquamulosa | Tem o chapéu coberto de pequenas escamas, com tons que variam entre rosa e roxo. | Trilha da Castanheira, em 2019. |
*Sob supervisão de Kessillen Lopes.
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Homem é preso em flagrante por furtar mais de R$ 200 mil em canetas emagrecedoras de farmácias em Cuiabá — O Livre

Suspeito trocava as placas de um veículo Ford Ka para dificultar a identificação policial; operação recuperou veículos e apreendeu dinheiro
Um homem identificado como autor de dois furtos em farmácias da capital foi preso em flagrante pela Polícia Civil, nesta quinta-feira (5.11), em ação realizada pelos policiais da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Cuiabá. A prisão contou com apoio da equipe da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO).
O suspeito, de 30 anos de idade, trocava a placa do veículo utilizado no crime, para evitar sua identificação nos furtos. Ele foi autuado em flagrante pelo crime de furto qualificado e adulteração de sinal de veículo automotor.
As investigações iniciaram após os policiais da Derf receberem informações sobre dois furtos registrados em farmácias registrados, nos bairros Bandeirantes e Jardim Cuiabá, na Capital.
Os crimes ocorreram durante a madrugada, de quinta-feira (4), quando criminosos arrombaram a porta de uma das farmácias e furtaram canetas emagrecedoras e computadores causando um prejuízo estimado de mais de R$ 152 mil ao estabelecimento.
O segundo furto ocorreu na sequência, com o mesmo modo de ação, ocasião em que os suspeitos subtraíram aproximadamente R$ 50 mil em canetas emagrecedoras. Durante a apuração dos fatos, os policiais da Derf Cuiabá identificaram um veículo Ford Ka branco que teria sido utilizado nas duas ocorrências e também em um furto anterior, registrado no dia 27 de outubro, em uma unidade da mesma rede, no bairro Jardim Cuiabá.
As investigações apontaram que os suspeitos utilizavam placas diferentes no automóvel durante as ações criminosas, com o objetivo de dificultar a identificação. Porém por meio de técnicas de investigações os policiais conseguiram verificar que registrou sua circulação nas proximidades de uma das farmácias no dia dos crimes.
Durante as diligências, um dos suspeitos foi localizado dentro do Ford Ka, estacionado em frente a um condomínio na Avenida das Torres. Ele confirmou que havia alugado o veículo em seu nome e indicou o nome de uma outra pessoa, que seria responsável pela utilização do veículo.
Com as informações repassadas, equipes policiais realizaram buscas e localizaram o segundo suspeito em outro ponto da cidade. Durante a abordagem, ele confessou a participação nos furtos e informou que os produtos subtraídos estariam guardados em sua residência. No entanto, ao chegarem ao endereço indicado, nenhum item foi localizado.
Na ação, foram apreendidos aparelhos celulares, uma motocicleta, o automóvel Ford Ka utilizado nos crimes, dinheiro em espécie, capacetes, uma mochila com pertences diversos, além de outros objetos.
O suspeito foi conduzidos à Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Cuiabá, onde após ser interrogado, foi autuado em flagrante pelos crimes de furto qualificado e adulteração de sinal de veículo automotor, uma vez que trocava as placas dos carros para a prática dos crimes.
O suspeito flagrado em posse do veículo também foi conduzido para prestar esclarecimentos e após ser ouvido foi liberado. A Polícia Civil segue com as investigações para apurar as circunstâncias dos crimes e a possível participação de outras pessoas.
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