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30 de julho de 2026

Agro Mato Grosso

Virginia Mendes recebeu título de madrinha do FUNDAAF Inclusão Rural

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A relação de Virginia Mendes com a agricultura familiar ganhou um reconhecimento em 2025, quando ela recebeu o título de madrinha do Fundo de Apoio à Agricultura Familiar (FUNDAAF 2.2) – Inclusão Rural. O programa é executado pela Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf), em parceria com a Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer) e a Desenvolve MT. A iniciativa é destinada às famílias da agricultura familiar inscritas no Cadastro Único (CadÚnico), que apresentam projetos voltados ao incentivo da produção.

Na edição de 2025, foram aprovados 3.589 projetos produtivos, dos quais 2.877 têm mulheres como responsáveis, evidenciando o protagonismo feminino no desenvolvimento da agricultura familiar em Mato Grosso.

Durante o período em que esteve como primeira-dama do Estado, Virginia Mendes participou de agendas e ações relacionadas ao desenvolvimento social e à valorização da agricultura familiar, especialmente em iniciativas voltadas às mulheres do campo, à inclusão produtiva e à geração de oportunidades.

Para Virginia Mendes, incentivar a agricultura familiar significa reconhecer o papel dos pequenos produtores na economia e na produção de alimentos, mas também valorizar histórias de vida como a dela.

“Eu conheço o esforço de cada homem e mulher que vive da agricultura familiar. Fui criada no Rio da Casca, onde minha mãe cultivava hortaliças. Nós nos alimentávamos do que era produzido ali, assim como muitas famílias daquela comunidade. Tenho muito orgulho do tempo em que convivi com aquelas pessoas, porque foi ali que aprendi o valor do trabalho, da simplicidade e da produção rural”, afirmou.

Ela também destacou a importância das políticas públicas voltadas ao setor.

“A agricultura familiar transforma vidas. Quando uma família encontra oportunidades para produzir, conquista mais autonomia, gera renda e contribui para o desenvolvimento do município. Receber o título de madrinha do FUNDAAF Inclusão Rural foi uma honra. As mulheres têm um papel fundamental nesse processo e merecem cada vez mais oportunidades para fortalecer a produção e melhorar a qualidade de vida de suas famílias.”

Entre as produtoras que acompanham o desenvolvimento dessas políticas está a empreendedora de turismo rural Maria Leni de Oliveira, de Jaciara.

“Quem vive da agricultura familiar sabe a importância de existirem políticas públicas voltadas ao pequeno produtor. O reconhecimento dado à agricultura familiar nos últimos anos representou mais oportunidades para quem vive no campo, especialmente para as mulheres. Isso fortalece o trabalho das famílias e valoriza quem produz alimentos e movimenta a economia dos municípios.”

Sobre Virginia Mendes, dona Maria Leni destacou sua participação em iniciativas voltadas ao fortalecimento da agricultura familiar.

Foto da dona Maria Leni de Oliveira de Jaciara.

“Durante o período em que esteve como primeira-dama do Estado, Virginia Mendes participou de iniciativas voltadas ao fortalecimento da agricultura familiar. Para quem vive no sítio, esse apoio às políticas públicas faz diferença porque amplia as oportunidades para os pequenos produtores e fortalece o trabalho das famílias que vivem da produção rural”, afirmou.

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Agro Mato Grosso

FMC lança Velitrex® e amplia portfólio para o controle de lagartas

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Novo inseticida reúne dois modos de ação complementares para controlar lagartas em diferentes estágios de desenvolvimento nas principais culturas agrícolas

A FMC, empresa global de ciências para a agricultura, anuncia o lançamento do Velitrex®, novo inseticida desenvolvido para auxiliar os produtores brasileiros no enfrentamento dos principais desafios das lavouras: o controle de lagartas de difícil manejo e a crescente pressão da resistência aos inseticidas.
Desenvolvido especialmente para as condições da agricultura nacional, o Brasil será o primeiro país a receber a tecnologia. O produto chega para compor as estratégias de Manejo Integrado de Pragas (MIP), ampliando as alternativas disponíveis para culturas como soja, milho, algodão, feijão e outras de grande importância econômica.

Sérgio Catalano, gerente de produtos inseticidas da FMC

“O cenário de manejo de lagartas tornou-se muito mais complexo nos últimos anos. A seleção de populações resistentes, consequência do uso repetitivo dos mesmos mecanismos de ação, exige novas ferramentas que contribuam para preservar a eficiência das tecnologias disponíveis. Velitrex® nasce com esse propósito: agregar um novo recurso ao produtor e fortalecer as estratégias de manejo de resistência, principalmente para lagartas em diferentes estágios de desenvolvimento”, afirma Sérgio Catalano, gerente de produtos inseticidas da FMC.
O diferencial do Velitrex® está na combinação de dois ingredientes ativos com diferentes modos de ação, que atuam de forma complementar sobre as lagartas. “Essa combinação, com modos de ação distintos, age em diferentes sítios do inseto e gera um efeito sinérgico, potencializando o controle das lagartas e contribuindo para estratégias mais eficientes de manejo da resistência”, ressalta Catalano.
De acordo com o gerente, a capacidade de controlar lagartas em diferentes estágios de desenvolvimento atende a uma necessidade crescente do campo. “A capacidade de controlar lagartas em diferentes estágios de desenvolvimento é um dos atributos mais valorizados pelos produtores, segundo pesquisas de mercado. Isso porque, na prática, nem sempre as condições são ideais para a aplicação, e é comum encontrar populações da praga em diferentes tamanhos em campo, no momento do manejo. Ao oferecer alta eficiência independentemente do estágio de desenvolvimento das lagartas, o Velitrex® proporciona mais flexibilidade operacional, maior segurança nas aplicações e maior versatilidade em comparação a soluções que apresentam melhor desempenho apenas sobre lagartas jovens.”

 

Manejo da resistência ganha protagonismo

Entre as principais pragas-alvo do Velitrex® está a Spodoptera frugiperda, considerada atualmente uma das espécies mais desafiadoras para a agricultura brasileira. A lagarta-do-cartucho, como é popularmente conhecida, apresenta elevada capacidade de adaptação, ampla distribuição geográfica e rápida multiplicação, além de registros crescentes de populações resistentes a diferentes mecanismos de ação.
Nesse contexto, a rotação de ingredientes ativos e a integração de diferentes métodos de controle tornam-se práticas fundamentais para preservar a eficiência das tecnologias disponíveis.
“O manejo da resistência depende da combinação de diferentes estratégias. É fundamental integrar soluções químicas, biológicas, monitoramento e ferramentas de manejo integrado de pragas. Velitrex® amplia esse conjunto de alternativas ao disponibilizar dois modos de ação distintos em uma única solução”, destaca Catalano.
Além da lagarta-do-cartucho, o produto também é recomendado para o controle de importantes espécies como Chrysodeixis includens e Spodoptera eridania, dependendo da cultura.
O novo inseticida da FMC proporciona rápida interrupção da alimentação das pragas, controle eficiente em diferentes tamanhos e efeito residual prolongado, características que oferecem maior flexibilidade operacional ao produtor.

 

Tecnologia desenvolvida para a realidade brasileira

O inseticida Velitrex® foi concebido considerando os desafios específicos enfrentados pelos produtores nacionais. A expectativa da FMC é que a nova tecnologia se torne uma das principais soluções da companhia para o manejo de lagartas nos próximos anos, fortalecendo seu portfólio voltado à proteção das principais culturas agrícolas brasileiras.
O lançamento, que está previsto para o final deste ano, reforça o compromisso da empresa com o desenvolvimento de tecnologias que contribuam para uma agricultura mais produtiva, sustentável e preparada para enfrentar os desafios fitossanitários atuais e futuros.

 

Sobre a FMC

A FMC Corporation é uma empresa global de ciências agrícolas dedicada a apoiar produtores rurais na produção de alimentos, fibras, rações e combustíveis para uma população mundial em crescimento. Seu portfólio reúne soluções inovadoras em proteção de cultivos, produtos biológicos, nutrição vegetal, agricultura digital e de precisão, permitindo que agricultores enfrentem desafios econômicos e ambientais de forma sustentável. A companhia investe continuamente na descoberta de novos ingredientes ativos, formulações e tecnologias para herbicidas, inseticidas e fungicidas, desenvolvendo soluções cada vez mais eficientes para o campo e para o planeta.
FMC e o logotipo FMC, assim como Velitrex®, são marcas comerciais da FMC Corporation ou de suas afiliadas. Produtos de uso agrícola. Consulte sempre um engenheiro agrônomo. Leia atentamente o rótulo e siga todas as instruções, restrições e precauções de uso dos produtos.

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Agro Mato Grosso

Incêndio florestal mobiliza bombeiros, helicóptero e aviões em Chapada dos Guimarães I MT

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Um incêndio florestal na Área de Proteção Ambiental (APA) Chapada dos Guimarães, na região do Morro São Jerônimo, mobilizou viaturas, helicóptero e aeronaves no combate às chamas, nesta quarta-feira (29).

Segundo o Corpo de Bombeiros, o apoio aéreo somou cerca de 10 horas de voo e o lançamento de aproximadamente 84 mil litros de água sobre os focos de incêndio. A operação seguiu com ações coordenadas em solo e no ar para controlar o avanço das chamas.

Para auxiliar nos trabalhos de contenção ao fogo o helicóptero do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), foi acionado para reforçar o trabalho das equipes.

Durante a ação a tripulação realizou um reconhecimento aéreo da área atingida para avaliar a extensão do incêndio, o comportamento do fogo, as características do terreno e as rotas de acesso. As informações serviram de base para o planejamento das equipes que atuam em solo.

Além do monitoramento, o helicóptero transportou e desembarcou 10 militares do Corpo de Bombeiros, juntamente com equipamentos de combate a incêndios florestais, em pontos estratégicos próximos aos focos ainda ativos.

Conforme o Ciopaer, as equipes foram reposicionadas ao longo da operação de acordo com a evolução do incêndio e as necessidades identificadas durante o combate.

A extensão da área afetada não fui divulgada pelos militares.

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Agro Mato Grosso

Tribunal de Contas lidera mobilização para combater a fome em Mato Grosso

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O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, deu início, nesta quarta-feira (29), a uma mobilização de instituições e municípios para enfrentar a fome no estado, onde a insegurança alimentar atinge um em cada três moradores.

Em reunião com dirigentes da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), ele defendeu a universalização da comida e adiantou que a equipe técnica da instituição está mapeando a situação nos 142 municípios.

Na ocasião, Sérgio Ricardo destacou levantamento do Ministério Público do Estado (MPMT), segundo o qual entre 700 mil e 1 milhão de mato-grossenses não têm comida na mesa todos os dias e 3,9% da população está em situação de subalimentação. “Não justifica um estado pobre tendo gente passando fome, muito menos um estado rico como Mato Grosso”, afirmou.

Para o presidente, em um cenário de falta de emprego e de indústrias, cabe ao Poder Público garantir o mínimo ao cidadão. “Se não gera emprego, se não instala a indústria para acabar com o desemprego, tem que fazer o mínimo, é obrigação.” Ele convocou novas entidades a integrar o grupo de trabalho. “Queremos que todas as instituições venham fazer parte. Porque, se formos numerosos e estivermos unidos, nós vamos conseguir isso”, acrescentou.

Restaurantes populares

Uma das soluções debatidas na reunião foi a implantação de restaurantes populares com refeições de valor simbólico em todos os municípios. “Da mesma forma que tem um posto de saúde, que os municípios tenham um restaurante popular, porque comida é saúde. Às vezes, se você der um prato de comida para uma pessoa, você não vai precisar atender ela na UPA. Comida é saúde, e tem muita gente em Mato Grosso que não tem um prato de comida na mesa”, afirmou o conselheiro.

Na ocasião, o prefeito de Rondolândia, Zé Guedes, que também é vice-presidente da AMM, garantiu que instalará um restaurante popular no município, que possui 3.850 habitantes e fica localizado a 1.100 quilômetros da capital. “Eu quero abraçar essa causa junto com o Tribunal. Eu vim da região lá do Nordeste, muito pobre também, e eu, com 10 anos, também não tinha pão para comer na minha casa todos os dias. Essa causa é de suma importância”, contou.

Apoio da AMM e agricultura familiar

O presidente da AMM, Hemerson Máximo, colocou a Associação à disposição para atuar em conjunto com o Tribunal no monitoramento e mapeamento da fome. Ele destacou que a AMM estruturou recentemente um setor específico para capacitar servidores municipais sobre novos convênios e projetos, visando captar esses recursos federais e estaduais.

“Nós temos mato-grossenses que têm dificuldade com a alimentação, e nós, da AMM, nos colocamos à disposição, junto com os prefeitos, nesse monitoramento, nesse mapeamento dos municípios. Hoje, na prática, quem está bancando a assistência social no Brasil são os municípios. Então, essa conta que está pesando é para os prefeitos, para as prefeitas, para os gestores fazerem a parte da assistência social”, afirmou.

A entidade também lançou um guia prático para a regularização de pequenas agroindústrias familiares. O objetivo é permitir que pequenos produtores de queijo, ovos, embutidos e hortaliças obtenham certificação sanitária e possam vender seus produtos diretamente para a merenda escolar e para os programas de assistência social dos municípios. “É o passo a passo de como o pequeno produtor pode ter o certificado para vender o seu produto no mercado, na cidade”, completou Máximo.

Recursos federais não acessados

A reunião também revelou que municípios mato-grossenses deixam de acessar recursos federais destinados ao combate à fome, como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), que financia a compra de alimentos da agricultura familiar para doação, e o Cozinha Solidária, que apoia entidades que oferecem refeições gratuitas.

Conforme dados apresentados pela engenheira de alimentos e consultora Marisa Bezerra, cerca de 120 prefeituras nem tentaram se cadastrar ou perderam o prazo de cadastramento. “O Governo Federal repassa esse recurso para os municípios comprarem alimentos da agricultura familiar e fazerem a doação para pessoas em situação de vulnerabilidade. É um recurso significativo, chega até 3 milhões por município”, explicou.

De acordo com Sérgio Ricardo, o TCE-MT passará a orientar os prefeitos. “Veja que não está difícil de resolver, porque grande parte não é a falta do dinheiro, é a falta do conhecimento. Nós temos o contato fácil com todos os prefeitos, então nós vamos informar aos municípios: olha, abriu o edital para se cadastrarem e pegarem dinheiro para ter no seu município refeição a R$ 1.”

Plano de Metas Mato Grosso 2050

A erradicação da fome é um dos eixos centrais do Plano de Metas Mato Grosso 2050, planejamento de longo prazo que está sendo elaborado pelo TCE-MT para orientar as próximas gestões do estado. O trabalho parte de um diagnóstico de todas as regiões, entre elas o Vale do Rio Cuiabá, que reúne os 13 municípios da Região Metropolitana e é apontado pelo conselheiro como uma das áreas de maior concentração de pobreza.

“Nós sabemos como foram os nossos 25 anos anteriores, e eles foram ruins, porque aumentou o número de pessoas com fome em Mato Grosso. Então, nós não podemos deixar que os próximos 25 anos sejam iguais. Nós temos duas missões: recuperar o que não foi feito e garantir o daqui para frente”, concluiu Sérgio Ricardo.

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