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31 de julho de 2026

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Nova frente fria pode provocar chuva de até 100 mm e risco de tornados

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Imagem gerada por IA para o Canal Rural

Apesar do tempo firme em grande parte do país nesta sexta-feira (31), a chegada de uma frente fria deve provocar chuva intensa, granizo, ventos fortes e risco de microexplosões e tornados no oeste do Rio Grande do Sul.

De acordo com o meteorologista, Arthur Müller, depois da passagem do ciclone extratropical que provocou ventos intensos nos últimos dias, o tempo voltou a ficar firme em praticamente todo o Brasil nesta sexta-feira (31).

A previsão indica predomínio de sol de Norte a Sul do país, com poucas nuvens e temperaturas elevadas, especialmente no litoral do Sudeste, onde as máximas devem superar os 30°C. A partir de sábado (1º), uma nova frente fria avança sobre o Rio Grande do Sul e volta a colocar o estado em alerta para temporais.

De acordo com a previsão, a atuação conjunta da frente fria, de um cavado e do transporte de umidade pelos chamados “rios voadores” deve favorecer chuvas expressivas, principalmente na porção oeste do estado. Os acumulados podem variar entre 40 e 60 milímetros, com volumes pontuais próximos de 100 milímetros.

Além da chuva intensa, há previsão de queda de granizo, rajadas fortes de vento e ocorrência de fenômenos severos, como microexplosões atmosféricas e até formação de tornados em áreas isoladas.

No domingo (2), o tempo volta a ficar firme no Rio Grande do Sul. A estabilidade também deve predominar na segunda-feira (3), mas será novamente interrompida entre segunda e terça-feira com a formação de um novo ciclone extratropical.

O sistema dará origem a uma frente fria mais intensa, capaz de espalhar chuva desde a Região Sul até o sul da Bahia. A massa de ar frio associada também deve avançar sobre o Sudeste e o Centro-Oeste, enquanto o Sul volta a enfrentar risco de chuva volumosa.

Antes da chegada do frio, os próximos dias ainda serão marcados por temperaturas elevadas em parte do país. Entre os dias 10 e 15 de agosto, o calor deve predominar em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás.

Na sequência, uma nova incursão de ar frio deve favorecer a ocorrência de geadas em áreas de baixada do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, acendendo um alerta para impactos sobre as lavouras mais sensíveis nessas regiões.

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El Niño pode reduzir produção de trigo no Sul, avalia Câmara Setorial em São Paulo

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A reunião da Câmara Setorial do Trigo do Estado de São Paulo, realizada na quinta-feira (30), reuniu avaliações sobre os efeitos do El Niño na atual safra do cereal. Segundo o especialista em trigo da CJ Internacional, Douglas Araújo, o excesso de chuva já observado pode reduzir a produção no Rio Grande do Sul e no Paraná. Em São Paulo, a expectativa é de menor exposição aos efeitos mais severos do fenômeno climático.

A avaliação apresentada no encontro aponta o excesso de chuva como um fator de risco para o desempenho das lavouras de trigo nos dois principais estados do Sul citados durante a reunião. De acordo com Araújo, esse quadro já é considerado um reflexo do El Niño e pode limitar a produção regional.

Para o mercado paulista, a leitura foi diferente. Segundo o presidente do Sindustrigo, Max Piermartiri, a produção de trigo no Estado de São Paulo deve escapar dos efeitos mais severos do fenômeno. A indicação reforça um cenário distinto entre as áreas produtoras acompanhadas pelo setor.

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No abastecimento da indústria moageira paulista, a alternativa mais competitiva segue sendo a Argentina, na avaliação de Araújo. O especialista afirmou que o país vizinho mantém vantagem para o fornecimento do cereal.

A competitividade argentina, segundo a análise apresentada na reunião, está ligada a uma safra projetada em 21 milhões de toneladas e ao menor custo logístico. Esse quadro mantém o país como referência para as compras da indústria de moagem em São Paulo.

As avaliações levadas à Câmara Setorial do Trigo de São Paulo indicam pressão climática sobre a safra do Sul e menor impacto esperado para a produção paulista, enquanto a Argentina permanece como principal opção competitiva de importação para a indústria moageira do Estado.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Conab prorroga até 14 de agosto inscrições para armazenagem de farelo de soja

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A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) prorrogou o prazo para envio de propostas no chamamento público voltado à armazenagem e ao apoio à comercialização de farelo de soja. As empresas produtoras interessadas poderão se inscrever até 14 de agosto. As propostas e os documentos exigidos devem ser enviados exclusivamente em meio digital para o e-mail conab.supab@conab.gov.br.

Segundo o Edital de Chamamento Público Conab/Dirab nº 001/2026, as empresas habilitadas ao final do processo poderão depositar o farelo de soja nas Unidades Armazenadoras (UAs) indicadas no edital, com objetivo de comercialização para clientes interessados na compra do produto.

A seleção está organizada em cinco lotes regionais, com possibilidade de participação em um ou mais lotes, desde que haja proposta específica para cada um. O Lote 1 inclui os armazéns da Bahia, nos municípios de Irecê, Itaberaba e Ribeira do Pombal. O Lote 2 corresponde à unidade de Brasília (DF). O Lote 3 reúne as unidades de Goiânia, Pontalina e São Luís de Montes Belos, em Goiás.

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O Lote 4 contempla as unidades de Floriano, Parnaíba, Picos e as duas estruturas de Teresina, no Piauí. O Lote 5 abrange Assú, Caicó, Currais Novos, Mossoró, Natal (Caiapós), Natal (Jerônimo Câmara) e Umarizal, no Rio Grande do Norte.

A vigência da seleção será de 12 meses, contados a partir da assinatura do contrato. Podem participar empresas produtoras de farelo de soja devidamente registradas e em conformidade com as exigências sanitárias e regulatórias do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

O produto deverá seguir os padrões de identidade e qualidade previstos na Portaria Mapa nº 795/1993, ser acondicionado em sacas de 50 kg e apresentar validade mínima de 75 dias na data do depósito nas unidades da Companhia.

O chamamento público da Conab mantém abertas, até 14 de agosto, as inscrições para empresas produtoras de farelo de soja interessadas em utilizar estruturas de armazenagem na Bahia, no Distrito Federal, em Goiás, no Piauí e no Rio Grande do Norte.

Fonte: gov.br

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Energia insuficiente faz produtor adiar investimentos e deixar atividade em Tapurah

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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Em Tapurah, no Médio-Norte de Mato Grosso, a energia elétrica passou a ser um fator decisivo dentro das propriedades rurais. Quando a rede não acompanha a necessidade de máquinas, estruturas e sistemas de produção, investimentos são adiados, equipamentos ficam parados e atividades inteiras podem deixar de ser viáveis.

Na pecuária leiteira, o problema chegou ao ponto de contribuir para a saída de um produtor da atividade. Leandro Galvan chegou a trabalhar com 300 vacas leiteiras e produção de 2,3 mil litros de leite por dia, mas as falhas no fornecimento dificultavam a ordenha e comprometiam o funcionamento dos resfriadores.

“Chegava o momento de ordenhar uma vaca e faltar energia, principalmente na época da chuva”, lembra Leandro. Em algumas situações, conforme ele, o leite chegou a permanecer por até 12 horas sem refrigeração adequada e precisou ser descartado.

A interrupção da energia também afetava o manejo dos animais e poderia trazer consequências para a saúde do rebanho. “Se você não consegue tirar o leite no horário adequado para as vacas vai dar problema de úbere, vai dar mastite e outras doenças”, explica ao Canal Rural Mato Grosso.

O impacto chegava também ao patrimônio da propriedade. Uma vaca em produção representa, de acordo com Leandro, um custo de R$ 15 mil a R$ 18 mil. A soma dos problemas levou a família a abandonar a atividade. “Largamos a atividade por causa disso”, afirma.

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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Quando a infraestrutura impede o investimento

O caso de Leandro mostra o impacto da energia sobre uma atividade que já estava em funcionamento. Em outra propriedade de Tapurah, o problema aparece antes mesmo de um novo investimento começar a operar.

Gabriel Kirnev comprou equipamentos para instalar um reservatório de água e construir um barracão, mas não colocou o projeto em funcionamento porque a propriedade ainda não recebeu a ligação de energia necessária.

O material está parado há mais de um ano. Sem a estrutura, o abastecimento de água também precisa ser resolvido de forma improvisada. “A gente segue com um caminhão-pipa, buscando a água emprestada do vizinho”, conta Gabriel, que também precisa buscar água fora da propriedade para utilizar na lavoura.

A situação chama atenção pela distância relativamente curta até uma rede que poderia atender à demanda. Gabriel afirma que está próximo de um armazém com rede trifásica e que o trecho necessário para levar a energia até a propriedade é de cerca de 1,5 quilômetro. Ainda assim, recebeu uma estimativa de quase R$ 70 mil para a instalação.

O custo da extensão da rede é apenas parte do problema. Para o produtor, o maior impacto está na impossibilidade de saber quando poderá colocar em funcionamento aquilo que já comprou. Sem uma definição sobre a ligação, instalar a estrutura significaria deixar o investimento sem uso.

A situação interfere diretamente no planejamento da propriedade. Um sistema de armazenamento ou outros equipamentos de maior porte podem exigir energia trifásica, o que transforma a disponibilidade da rede em uma condição para decidir se o projeto será executado. “Às vezes a pessoa quer se equipar, quer começar um armazenamento e um sistema assim demanda trifásica também e aí a pessoa já pensa duas vezes”, afirma Gabriel.

A preocupação não se limita ao que ainda será instalado. Em outra propriedade, ele relata que as oscilações do fornecimento já provocam perdas frequentes. Segundo o produtor, há ocorrências em que a energia permanece interrompida por até cinco dias antes da chegada de um técnico.

Nesse cenário, equipamentos de uso cotidiano acabam danificados. Gabriel estima um gasto anual entre R$ 15 mil e R$ 20 mil com a substituição de aparelhos queimados pelas oscilações, incluindo ar-condicionado, geladeiras e freezers. “São incontáveis os materiais e eletrodoméstico que a gente acaba perdendo por conta da oscilação”, relata.

Para quem está no campo, portanto, a questão não se resume a ter ou não energia disponível. A qualidade e a estabilidade do fornecimento também entram na conta de quem avalia um novo investimento.

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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Trifásica ainda pesa no bolso do produtor

Para o presidente do Sindicato Rural de Tapurah, Dirceu Luiz Dezem, a dificuldade de acesso a uma rede trifásica de qualidade é um dos pontos que precisam ser enfrentados. Em algumas situações, o produtor precisa assumir o custo da implantação e aguardar a restituição posteriormente.

O modelo se torna mais difícil justamente para quem já tem pouca margem financeira para novos desembolsos. Com isso, propriedades permanecem utilizando redes monofásicas mesmo quando a atividade já exige uma estrutura mais robusta.

“Essas propriedades para fazer uma trifásica geralmente você tem que bancar e depois ser restituído pela companhia quando sobra algum dinheiro”, explica Dirceu.

A consequência ultrapassa os limites da propriedade. O fornecimento de energia interfere no funcionamento de armazéns, indústrias e estabelecimentos comerciais, todos ligados à dinâmica econômica criada pelo agronegócio.

Por isso, o dirigente defende que a solução seja tratada como uma necessidade de toda a região. “Toda a atividade precisa ter parceria, ninguém faz coisa sozinho”, afirma. Para ele, a expansão da infraestrutura precisa acompanhar o crescimento da produção.

Concessionária anuncia investimentos na rede

As reclamações dos produtores foram levadas à Energisa durante uma reunião com representantes do setor da região. A concessionária pontuou no encontro que vem ampliando a infraestrutura para atender ao aumento da demanda provocado pelo crescimento do agronegócio.

Robson Cléber Lima, coordenador da equipe de campo da empresa, afirma que ouvir os consumidores é uma forma de avaliar a qualidade do serviço em uma região onde a demanda cresce rapidamente. “Essa parcela da população tem crescido muito, então a gente tem trazido grandes projetos, trazido blocos de cargas porque todo dia cresce exponencialmente”, diz.

Entre as estruturas citadas pela empresa está uma nova instalação em Sorriso, destinada a ampliar a capacidade energética da região. A Energisa também informou ao setor produtivo que os investimentos previstos para 2026 nas redes de distribuição ultrapassam R$ 2 bilhões.

A empresa destacou ainda que os recursos fazem parte de um esforço para ampliar a capacidade e melhorar a qualidade do fornecimento aos consumidores. “O agro não para”, resume Robson ao explicar a pressão crescente sobre a rede.


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