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18 de setembro de 2026

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A trajetória da família Kröling na consolidação da soja e do milho em Mato Grosso

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Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

O milho, que hoje representa a principal fonte de renda da família Kröling, ocupava um espaço muito diferente na agricultura de Mato Grosso quando os produtores começaram a cultivar a cultura. A consolidação da segunda safra, a evolução da estrutura produtiva e a chegada da industrialização mudaram a relação com o cereal e também o perfil da propriedade em Diamantino.

Atualmente, são 1,8 mil hectares de soja e 1,6 mil hectares de milho, além da pecuária, incorporada ao sistema produtivo há cerca de dez anos. A integração começou em áreas marginais e mistas, com braquiária e posterior entrada do gado. O manejo contribuiu para melhorar o solo e elevar a produtividade da soja.

“A gente começou com a pecuária naquelas áreas marginais, área mista, plantando braquiária para melhorar o solo, aí pôs o gado em cima, e todo ano a gente tem melhorado a média da soja. Vem melhorando o solo e aí vem produzindo soja todo ano melhor”, explica Altemar ao Especial Mais Milho.

A produção é conduzida por Altemar e mais três irmãos, que dividiram as responsabilidades entre financeiro, pecuária, transporte e operação agrícola. A gestão compartilhada também passou a contar com a tecnologia, permitindo que decisões sejam tomadas mesmo quando os irmãos estão em locais diferentes.

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O planejamento das safras considera principalmente o comportamento do clima, além da escolha dos materiais e da adubação. Em um cenário de margens mais apertadas, a estratégia é antecipar as decisões, mas manter espaço para ajustes durante o ciclo.

“É claro que você não consegue acertar tudo. Mas a gente começa, primeira coisa o clima, materiais, adubação. Fazemos um planejamento antecipado. É claro que planejamento nunca você consegue executar e fazer ele dar certo em 100%. Mas sempre fazemos um planejamento para tentar errar menos”, frisa Altemar.

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Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

Uma trajetória marcada pelo retorno a Mato Grosso

A relação da família com Mato Grosso começou ainda nos anos 1950. O avô de Altemar deixou o Espírito Santo durante a Segunda Guerra Mundial e foi para Sertanópolis, no Norte do Paraná, onde cultivou café. As geadas da década de 1950 destruíram os cafezais e fizeram a família buscar uma região de clima mais quente.

Foi nesse contexto que surgiu a primeira passagem por Diamantino. A propriedade foi comprada em 1954, mas a família só se mudou para o município em 1958. O período foi marcado por dificuldades de acesso e pela falta de estrutura para os filhos estudarem. “Na década de 50 era muito difícil o acesso, recurso. Aí, as crianças tinham que estudar e não tinha meio aqui. Aqui era um interiorzão mesmo”, lembra Altemar.

Em 1962, a família decidiu voltar ao Paraná e se estabeleceu em Corbélia, no Oeste do estado, próximo a Cascavel. Foi ali que os Kröling tiveram contato com o cultivo mecanizado de soja e milho. Anos depois, quando a mecanização começou a avançar em Mato Grosso, a família retomou o caminho para Diamantino.

“Quando começou a mecanização aqui na região de Mato Grosso, nos anos 70, aqui em Diamantino, a família começou retornar aos poucos, porque daí já tinha recurso. Já tinham empresas, já tinha uma estrutura, Diamantino já tinha uma estrutura”, conta.

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Altemar tinha oito anos quando chegou novamente a Diamantino, em 1978. A produção começou com arroz, que ocupou um ciclo. Depois veio uma pequena atividade pecuária e, entre 1982 e 1983, a soja entrou gradualmente no sistema. “E aí não deixamos mais de plantar soja”, resume ao programa que integra o projeto Mais Milho.

A primeira safra da oleaginosa, contudo, foi produzida em condições muito diferentes das atuais. Sem silo e sem estrutura para armazenagem, a soja era seca e ensacada antes de ser comercializada para compradores de São Paulo. “A primeira safra de soja foi secada no secadorzinho e ensacada porque não tinha silo, não tinha estrutura nenhuma para soja. Então, vendia a soja lá no estado de São Paulo, os caminhões vinham, cortava o barbante do saco e aí do saco ia para o caminhão para levar granel”.

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Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

A fertilidade precisou ser construída

A transformação das áreas ocorreu junto com a construção da fertilidade do solo. Quando a família chegou a Diamantino, praticamente não havia região agrícola aberta. A abertura do Cerrado e a preparação das áreas acompanharam o avanço da produção.

A presença de calcário em Nobres foi um dos fatores que facilitaram esse processo. “A nossa sorte é que estamos numa região que já tinha calcário. Nobres já existia, já tinha as calcalhadeiras. Então tudo ajudou nessa transformação, porque esse solo aqui é muito pobre. Nós tivemos que construir ele inteiro para ter essa produção que nós temos hoje”, afirma Altemar.

A experiência adquirida no Paraná com a mecanização também foi importante para a nova etapa em Mato Grosso. A família encontrou uma região que começava a receber empresas, máquinas e estrutura para sustentar a expansão da agricultura.

A mudança, entretanto, não ocorreu apenas dentro da propriedade. O desenvolvimento da agricultura em Diamantino acompanhou a transformação de todo o Cerrado mato-grossense, com áreas sendo abertas, corrigidas e incorporadas ao sistema produtivo.

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Essa trajetória ajuda a dimensionar a distância entre a primeira safra de soja da família e os atuais 1,8 mil hectares cultivados. O que começou com sacas transportadas manualmente para o caminhão evoluiu para uma operação mecanizada e integrada a diferentes atividades.

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Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

Ferrugem asiática abre caminho para a segunda safra

A história do milho começou a partir de uma mudança no calendário da soja, de acordo com o produtor. A ocorrência da ferrugem asiática levou os produtores a anteciparem o plantio da oleaginosa, que antes começava em meados de outubro e passou a ser semeada em setembro.

A mudança abriu uma janela para o cultivo do cereal. “Chovia em setembro e teve alguém que começou a plantar e foi dando certo, a gente foi antecipando o plantio e aí vimos aquela janela: ‘Opa, se eu plantar o milho em fevereiro, eu vou conseguir fazer uma safra de milho, uma segunda safra’”, relata Altemar.

Os primeiros testes foram feitos aos poucos. Conforme os resultados apareceram, a segunda safra ganhou espaço e passou a fazer parte da produção da região. Para Altemar, a origem da cultura no calendário mato-grossense mostra como uma dificuldade pode abrir espaço para uma nova oportunidade. “Às vezes, através de um problema, surgem oportunidades”.

O avanço do milho também recuperou uma história familiar. Quando o pai de Altemar deixou o Paraná, em 1978, vendeu uma pequena suinocultura, atividade que era sua paixão. A falta do cereal em Mato Grosso foi uma das frustrações com a mudança.

“Era uma frustração dele vir para o Mato Grosso e ele falava: ‘O Mato Grosso não produz milho. Como que eu vou criar meus porcos?’. Ele sempre pensava nisso”, lembra Altemar ao Canal Rural Mato Grosso. Conforme o Cerrado passou a ser dominado pela agricultura e o milho ganhou espaço, a família entrou no cultivo, entre 2011 e 2012.

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A produção do cereal permitiu que o pai retomasse aos poucos a suinocultura, mesmo sem grande escala. “Ele realizou o sonho dele em criar suíno no Mato Grosso”, conta. O pai do produtor morreu em 2020, mas chegou a acompanhar a expansão do milho no estado. “Ele sempre foi apaixonado pela suinocultura. Ele veio a falecer em 2020 e chegou a ver essa produção extraordinária que o Mato Grosso tem hoje de milho”.

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Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

Milho muda a composição da renda

A propriedade atualmente reúne soja, milho e pecuária. São 1,8 mil hectares de soja e 1,6 mil hectares de milho todos os anos, além do gado, atividade incorporada há cerca de uma década.

Entre as três atividades, o gado é apontado por Altemar como aquele que atualmente apresenta a melhor resposta econômica. A integração, que começou como uma forma de aproveitar áreas com menor potencial, tornou-se parte permanente do sistema produtivo.

Na composição da renda, porém, o milho assumiu o protagonismo. “O milho, ele hoje, dá para se dizer já que é nossa renda principal da fazenda. A soja, ela tem pagado a conta, pagado os investimentos e o milho nos anos em que temos uma boa produtividade, conseguimos acertar as vendas, é o que tem deixado uma margem para o produtor”, explica.

O cereal também passou a ser considerado indispensável dentro do planejamento da propriedade. A industrialização regional, especialmente com o avanço das usinas de etanol, ampliou a demanda e aproximou o processamento das áreas produtoras.

“Hoje, eu não consigo ver o milho fora do nosso sistema aqui. Cada vez mais a industrialização está chegando, a usina de etanol, o milho cada vez mais sendo processado aqui na nossa região. Então é uma coisa consolidada. Todo mundo hoje faz o seu planejamento em cima da safra do milho”, afirma Altemar.

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A mudança surpreende até a própria família. Quando o milho começou a ser introduzido na propriedade, em 2011 e 2012, não havia expectativa de que o cereal chegasse à atual importância. “Não só ele duvidaria disso [o pai], mas nós também. Quando a gente começou a introduzir a cultura do milho aí no ano de 2011, 2012, a gente duvidaria se alguém falasse que o milho seria a cultura principal do Mato Grosso um dia”.

Para Altemar, houve uma mudança de patamar. “E eu acho que a gente virou a chave. Hoje em Mato Grosso, a cultura principal é o milho”.

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Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

Clima interfere no resultado da safra

A importância do milho também aumenta o peso das decisões tomadas a cada ciclo. Na safra atual, a expectativa era repetir o desempenho do ano anterior, considerado muito bom em produtividade. A distribuição das chuvas, entretanto, mudou o resultado.

“Choveu a quantia que tinha que chover, mas mais dividido. Por exemplo, nós tivemos um início do cultivo do milho com muita chuva”, pontua Altemar.

O excesso de precipitação no começo do ciclo trouxe perdas de parte das aplicações. Mais tarde, depois do florescimento, o problema foi a falta de chuva para o enchimento dos grãos. “Você faz uma aplicação, te dá uma chuva de 80 a 100 milímetros e você perde boa parte da aplicação. E aí, no final do plantio do milho, a hora que precisava de chuva para ele, pós-florescimento, para encher o grão, faltaram umas duas chuvas”.

O resultado deve ficar abaixo da expectativa inicial. “Vai ser um ano que vai produzir bem abaixo do que a gente estimava, mas são anos totalmente diferentes um do outro. Cada ano tem a sua história”, avalia.

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No ciclo anterior, a propriedade alcançou produtividade entre 154 e 156 sacas por hectare. Nesta safra, até o momento da entrevista, o máximo colhido era de 132 sacas por hectare. Ainda havia talhões a serem colhidos e com potencial de apresentar resultados melhores.

A propriedade trabalha com um nível intermediário de tecnologia e evita investimentos muito elevados. A decisão está relacionada à gestão do negócio e à necessidade de avaliar o cenário de cada safra antes de definir onde colocar recursos.

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Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

A tecnologia a favor da gestão

A administração da fazenda é compartilhada entre Altemar e mais três irmãos. As responsabilidades são diferentes, mas as decisões permanecem conectadas. A tecnologia passou a ser uma ferramenta importante para manter os quatro irmãos alinhados mesmo quando não conseguem estar juntos na propriedade.

“Hoje a tecnologia nos acrescenta muita coisa. Por exemplo, a gente tem um grupo, então qualquer assunto a gente joga lá dentro. Às vezes, não dá tempo de sentar os quatro. Põe lá no grupo e dali a pouco um responde, o outro responde”, conta Altemar ao Canal Rural Mato Grosso.

A comunicação permite que os irmãos trabalhem de onde estiverem e mantenham a operação em andamento. “A gente acaba trabalhando de onde está. Às vezes está na fila para descarregar e eu estou aqui e a gente vai se desenrolando. Dá seu jeito”.

O modelo de gestão acompanha a própria diversificação da propriedade. Soja, milho e pecuária têm necessidades diferentes, e a divisão das responsabilidades permite que cada área seja acompanhada mais de perto sem perder a visão conjunta do negócio.

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Entidades acompanham evolução da agricultura

A trajetória de Altemar também se conecta à organização dos produtores. Ele atua há duas décadas na Aprosoja Mato Grosso e é presidente do Sindicato Rural de Diamantino. Para ele, a atuação das entidades foi importante para acompanhar e impulsionar a transformação do setor.

“As instituições, tanto Sindicato Rural, a nossa Federação e a Aprosoja Mato Grosso contribuíram demais nessas últimas duas décadas. A Aprosoja, eu com 20 anos na entidade, foi fundamental para entendermos o processo, para termos forças”, afirma.

O produtor acompanhou o crescimento da Aprosoja Mato Grosso desde os primeiros anos. “Nós começamos a Aprosoja Mato Grosso com 500, 600 associados e hoje estamos encostando em 10 mil. Você vê que as entidades se fortaleceram nesse período. E hoje a gente tem força junto para levar certas reivindicações e tem um poder de negociação em vários setores”.

A logística é um dos exemplos citados por Altemar. Durante parte da trajetória da família, o transporte da produção estava entre os principais entraves para o avanço da agricultura. A mobilização dos produtores e das entidades ajudou a colocar essas demandas em negociação.

“A gente sofria muito com logística, as entidades foram para cima, hoje vemos que o Mato Grosso cresceu demais, evoluiu. Temos logística. Então tudo foram as entidades que correram atrás. O produtor levava as demandas, as entidades corriam atrás e hoje estamos colhendo o resultado”, avalia.

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A agricultura que a família encontrou em Diamantino, portanto, passou por transformações profundas desde a primeira propriedade adquirida em 1954. A soja deixou de ser ensacada e transportada para São Paulo, o solo foi construído, a mecanização avançou, o milho ganhou espaço com a segunda safra e a industrialização criou novas possibilidades para o cereal.

Depois de quase cinco décadas convivendo com a atividade, Altemar considera que as dificuldades também foram responsáveis pelo amadurecimento da agricultura. “As dificuldades fazem a gente prosperar e nos deixa mais forte, né? Olha que são quase cinco décadas convivendo na agricultura. Quanta dificuldade passamos. Então isso nos torna mais fortes. Quem chega aqui hoje não sabe o que era isso daqui há 30, 40 anos atrás”.

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Acrismat promove encontros sobre gestão e eficiência na suinocultura em MT

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Foto: Reprodução/Acrismat

Suinocultores e profissionais da cadeia produtiva de Mato Grosso terão acesso a encontros gratuitos voltados à gestão, sanidade e eficiência na criação de suínos. A programação, promovida pela Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), será realizada nos dias 6 e 9 de outubro, em Lucas do Rio Verde e Rondonópolis, respectivamente.

As atividades começam às 18h, nos sindicatos rurais dos dois municípios, e são abertas a produtores, técnicos, estudantes e demais interessados na suinocultura. A proposta é levar informações técnicas às regiões produtoras e ampliar a aproximação entre a entidade e os profissionais que atuam no setor.

Entre os assuntos previstos estão o controle de micotoxinas, a redução do uso de antibióticos, a nutrição de precisão e as estratégias de manejo voltadas à sobrevivência e ao desenvolvimento dos animais. A gestão de pessoas e a liderança também fazem parte da programação.

A iniciativa ocorre em um cenário em que decisões relacionadas à alimentação, sanidade e organização das propriedades estão diretamente ligadas ao desempenho da produção. Para o presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho, os encontros devem contribuir para a troca de conhecimento e a discussão de soluções aplicáveis à rotina dos produtores.

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“Queremos aproximar cada vez mais a Acrismat dos produtores e profissionais que constroem diariamente a suinocultura de Mato Grosso. Esses encontros são oportunidades para compartilhar conhecimento, discutir os desafios da atividade e apresentar soluções que possam ser aplicadas na rotina das propriedades”, afirma.

Programação reúne especialistas em duas regiões

A primeira edição do Encontro Regional da Suinocultura será realizada em 6 de outubro, às 18h, no Sindicato Rural de Lucas do Rio Verde. A programação inclui três palestras, com temas relacionados à gestão, aos desafios sanitários e à nutrição dos animais.

Guto Zanata, da SerHumano Profissional, ministrará a palestra “Boas Práticas de Gestão e Liderança para associados da Acrismat”. O conteúdo abordará a gestão de pessoas e a liderança como aspectos relacionados ao desempenho de propriedades e empresas do setor.

Na sequência, Marcus Rezende, da Olmix/Brasil Central, apresentará o tema “Micotoxinas 2026: o que os dados revelam e o que vem pela frente”. A discussão será direcionada às informações atuais e às perspectivas sobre as micotoxinas, que representam desafios para a produção de suínos.

Encerrando o encontro em Lucas do Rio Verde, Daniel Graciolli, da De Heus, falará sobre “GPS – Uso de Modelagem para Nutrição de Precisão no momento de crise”. A palestra tratará de ferramentas e estratégias nutricionais para apoiar a eficiência produtiva e a tomada de decisões em períodos de dificuldade.

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Em Rondonópolis, o encontro será realizado no dia 9 de outubro, às 18h, no Sindicato Rural do município. A programação também contará com a palestra de Guto Zanata sobre boas práticas de gestão e liderança.

A segunda edição terá ainda a participação de Katiuscia Mota, da Feedis/Brasil Central, com o tema “Suinocultura com menos antibióticos: o que podemos fazer?”. A especialista abordará estratégias nutricionais para fortalecer a resistência dos animais diante dos desafios sanitários e contribuir para a redução do uso de antibióticos.

Marco Lubas, da De Heus, apresentará novamente o tema “GPS – Uso de Modelagem para Nutrição de Precisão no momento de crise”.

A programação em Rondonópolis será concluída por Bruna Alves Caetano, da Tecnomerc, com a palestra “Visão holística do especialista: compreensão fisiológica, manejo e estratégias práticas focadas na sobrevivência e no desenvolvimento de longo prazo dos suínos”.

Com os dois encontros, a Acrismat pretende ampliar o acesso a informações técnicas e incentivar a troca de experiências entre os participantes. As atividades serão gratuitas e realizadas nos sindicatos rurais de Lucas do Rio Verde e Rondonópolis.

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Agro Mato Grosso

Sapezal supera Sorriso e assume liderança do agro no Brasil

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Município de Mato Grosso alcançou R$ 8,6 bilhões em valor da produção agrícola em 2025; Estado concentra cinco cidades entre as dez primeiras e responde por quase 18% de toda a produção nacional

Mato Grosso mudou o endereço da cidade com a agricultura mais valiosa do Brasil, mas manteve a liderança dentro do próprio Estado. Depois de seis anos consecutivos no topo do ranking nacional, Sorriso caiu para a terceira posição e foi substituído por Sapezal, que alcançou R$ 8,6 bilhões em valor da produção agrícola em 2025.

Os dados fazem parte da Pesquisa da Produção Agrícola Municipal (PAM), divulgada nesta quinta-feira (17) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Sapezal avançou duas posições em apenas um ano. Em 2024, aparecia em terceiro lugar. No ano passado, o valor gerado pelas lavouras do município cresceu 46,6% em termos nominais, levando-o à liderança brasileira.

São Desidério, na Bahia, permaneceu na segunda colocação, com aproximadamente R$ 8,2 bilhões, enquanto Sorriso passou para terceiro, com R$ 8,16 bilhões.

A mudança não significa, porém, que a agricultura de Sorriso tenha encolhido na mesma proporção da queda no ranking. O valor da produção local avançou 13,8% em 2025. Uma alteração territorial ajuda a explicar a perda da liderança.

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NOVO MUNICÍPIO MUDA RANKING

A instalação de Boa Esperança do Norte, oficializada em 2025, retirou áreas agrícolas que anteriormente faziam parte de Sorriso e Nova Ubiratã.

O novo município foi constituído com território formado aproximadamente por 20% de áreas anteriormente pertencentes a Sorriso e 80% de Nova Ubiratã. A partir da emancipação, a produção dessas áreas deixou de integrar as estatísticas das cidades de origem.

Segundo o IBGE, Sorriso foi o único entre os dez maiores municípios agrícolas brasileiros a apresentar redução da área plantada em 2025: queda de 9,3%.

O impacto territorial foi ainda maior em Nova Ubiratã. O município, que ocupava a oitava colocação nacional em 2024, caiu para a 20ª posição. A área plantada diminuiu 42,9%, e o valor da produção recuou nominalmente 23%, para R$ 3,5 bilhões.

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Boa Esperança do Norte, por outro lado, já estreou no levantamento entre os gigantes da agricultura brasileira. Em seu primeiro ano nas estatísticas como município independente, registrou R$ 3 bilhões em produção agrícola, suficiente para alcançar a 25ª colocação nacional.

CINCO ENTRE OS DEZ MAIORES

Apesar das mudanças provocadas pela nova divisão territorial, Mato Grosso preservou amplo espaço no topo do ranking.

Dos dez municípios brasileiros com os maiores valores da produção agrícola em 2025, cinco são mato-grossenses. Outros três estão em Goiás e dois na Bahia.

Há ainda uma particularidade na nova líder nacional. Enquanto a soja é a cultura de maior valor em nove dos dez primeiros colocados, Sapezal tem o algodão como principal produto agrícola, seguido pela soja e pelo milho.

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A PAM calcula o valor da produção a partir da quantidade colhida de cada produto multiplicada pelo preço médio recebido pelos produtores ao longo do ano. Os valores apresentados pelo IBGE são nominais, sem correção pela inflação.

MT CHEGA A R$ 165,6 BILHÕES

A força de Mato Grosso aparece de forma ainda mais clara quando os dados são analisados por Estado.

O valor da produção agrícola mato-grossense atingiu R$ 165,6 bilhões em 2025, crescimento nominal de 37,1% sobre o ano anterior.

Sozinho, Mato Grosso respondeu por 17,9% de toda a produção agrícola brasileira em valor. O país alcançou R$ 927,2 bilhões, alta de 18,4%.

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Isso significa que, de cada R$ 100 gerados pela produção das lavouras brasileiras no ano passado, quase R$ 18 vieram de Mato Grosso.

Segundo o IBGE, o desempenho ocorreu em um ambiente de aumento da produção de grãos e de condições de mercado que sustentaram importantes culturas do Estado. O instituto destaca que as disputas tarifárias entre Estados Unidos e China estimularam a demanda chinesa pela soja brasileira e contribuíram para manter os preços internos da commodity.

No milho, o avanço da demanda doméstica também teve peso, impulsionado tanto pela fabricação de ração animal quanto pela expansão da utilização do cereal para a produção de etanol.

Com esse conjunto de fatores, Mato Grosso preservou a liderança brasileira no valor da produção agrícola. Sorriso perdeu o posto que ocupava havia seis anos, mas o primeiro lugar continuou em território mato-grossense — agora com Sapezal como a cidade de maior produção agrícola em valor do país.

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IGC eleva projeção da produção global de grãos em 2026/27 para 2,42 bilhões de toneladas

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O Conselho Internacional de Grãos (IGC) elevou sua estimativa para a produção mundial de grãos no ciclo 2026/27 para 2,42 bilhões de toneladas, 4 milhões de toneladas acima da projeção de agosto. O ajuste foi informado em relatório divulgado no dia 18 e reflete revisões para cima nas safras de cevada e trigo, que compensaram cortes para milho e sorgo. Mesmo com a alta mensal, o volume projetado fica 3% abaixo do recorde da safra anterior.

A projeção de consumo global foi mantida em 2,44 bilhões de toneladas. Para os estoques finais, o IGC passou a projetar 608 milhões de toneladas, avanço de 2 milhões de toneladas em relação ao relatório anterior. Na comparação com o início da safra, porém, o número representa recuo de 4%.

A estimativa para o comércio global de grãos também foi mantida, em 451 milhões de toneladas. Na comparação anual, o volume projetado indica queda de 16 milhões de toneladas.

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No mercado de soja, o IGC reduziu ligeiramente a previsão para a produção mundial em 2026/27 ante o mês anterior, em função de pequenos ajustes na América do Sul. Ainda assim, a safra da oleaginosa segue projetada em patamar recorde, com alta de 3% sobre o ciclo anterior.

As previsões de consumo total e de estoques finais de soja foram reduzidas em relação ao relatório anterior. Já a estimativa para o comércio global da oleaginosa permaneceu praticamente estável, em recorde próximo de 191 milhões de toneladas.

O IGC informou ainda que o Índice de Preços de Grãos e Oleaginosas (GOI) subiu 6% no último mês e atingiu o maior nível em três anos. Na comparação anual, o indicador acumula alta de 20%. O movimento foi puxado pelos subíndices de trigo, com avanço de 6%, soja, com 7%, milho, com 5%, e arroz, com 3%.

O novo relatório do IGC combina revisão positiva para a produção global de grãos, manutenção das projeções de consumo e comércio e avanço do índice internacional de preços, com destaque para trigo, soja, milho e arroz.

Fonte: Estadão Conteúdo

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