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ADM amplia processamento de oleaginosas na América do Norte

A Archer Daniels Midland (ADM) anunciou na quinta-feira (30) um plano para expandir a capacidade de processamento de oleaginosas na América do Norte. Os investimentos serão direcionados à otimização de fluxos e à eliminação de gargalos operacionais em quatro unidades dos Estados Unidos. Segundo a companhia, as melhorias devem liberar cerca de 700 mil toneladas métricas em capacidade anual de processamento.
As intervenções serão realizadas nas plantas de Frankfort, em Indiana; Deerfield, no Missouri; Lincoln, em Nebraska; e Spiritwood, em Dakota do Norte. De acordo com a ADM, o conjunto de obras deve representar demanda adicional superior a 25 milhões de bushels de grãos para produtores locais.
A empresa informou que a conclusão das obras está prevista entre meados de 2028 e o início de 2029. A companhia também avalia aplicar expansões semelhantes em outras unidades da região.
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O movimento ocorre em um ambiente de aceleração da procura por insumos voltados a energias limpas nos Estados Unidos. Esse avanço é sustentado pelas diretrizes do Padrão de Combustíveis Renováveis (RFS, na sigla em inglês), no qual a Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA) estabeleceu metas recordes de mistura obrigatória equivalentes a cerca de 91 bilhões de litros.
Nesse contexto, cresce o processamento de soja e milho para abastecer a cadeia de biodiesel e diesel renovável. Para a agroindústria, a expansão anunciada pela ADM amplia a capacidade de esmagamento e reforça o vínculo entre a demanda por grãos e o mercado de biocombustíveis no país.
Em nota ao mercado, o presidente da divisão de Serviços Agrícolas e Oleaginosas da ADM na América do Norte, Gary McGuigan, afirmou que os investimentos reforçam o foco da empresa em oportunidades de crescimento de longo prazo impulsionadas pelo mercado de biocombustíveis. Segundo ele, a decisão de aprimorar a infraestrutura existente busca preservar flexibilidade operacional e conectar agricultores norte-americanos à expansão da bioeconomia global e às metas de transição energética.
Com o plano, a ADM projeta ampliar sua estrutura de processamento de oleaginosas nos Estados Unidos por meio de melhorias em quatro unidades, em um cenário de avanço da demanda por grãos destinada à produção de combustíveis renováveis.
Fonte: Estadão Conteúdo
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A trajetória da família Kröling na consolidação da soja e do milho em Mato Grosso

O milho, que hoje representa a principal fonte de renda da família Kröling, ocupava um espaço muito diferente na agricultura de Mato Grosso quando os produtores começaram a cultivar a cultura. A consolidação da segunda safra, a evolução da estrutura produtiva e a chegada da industrialização mudaram a relação com o cereal e também o perfil da propriedade em Diamantino.
Atualmente, são 1,8 mil hectares de soja e 1,6 mil hectares de milho, além da pecuária, incorporada ao sistema produtivo há cerca de dez anos. A integração começou em áreas marginais e mistas, com braquiária e posterior entrada do gado. O manejo contribuiu para melhorar o solo e elevar a produtividade da soja.
“A gente começou com a pecuária naquelas áreas marginais, área mista, plantando braquiária para melhorar o solo, aí pôs o gado em cima, e todo ano a gente tem melhorado a média da soja. Vem melhorando o solo e aí vem produzindo soja todo ano melhor”, explica Altemar ao Especial Mais Milho.
A produção é conduzida por Altemar e mais três irmãos, que dividiram as responsabilidades entre financeiro, pecuária, transporte e operação agrícola. A gestão compartilhada também passou a contar com a tecnologia, permitindo que decisões sejam tomadas mesmo quando os irmãos estão em locais diferentes.
O planejamento das safras considera principalmente o comportamento do clima, além da escolha dos materiais e da adubação. Em um cenário de margens mais apertadas, a estratégia é antecipar as decisões, mas manter espaço para ajustes durante o ciclo.
“É claro que você não consegue acertar tudo. Mas a gente começa, primeira coisa o clima, materiais, adubação. Fazemos um planejamento antecipado. É claro que planejamento nunca você consegue executar e fazer ele dar certo em 100%. Mas sempre fazemos um planejamento para tentar errar menos”, frisa Altemar.

Uma trajetória marcada pelo retorno a Mato Grosso
A relação da família com Mato Grosso começou ainda nos anos 1950. O avô de Altemar deixou o Espírito Santo durante a Segunda Guerra Mundial e foi para Sertanópolis, no Norte do Paraná, onde cultivou café. As geadas da década de 1950 destruíram os cafezais e fizeram a família buscar uma região de clima mais quente.
Foi nesse contexto que surgiu a primeira passagem por Diamantino. A propriedade foi comprada em 1954, mas a família só se mudou para o município em 1958. O período foi marcado por dificuldades de acesso e pela falta de estrutura para os filhos estudarem. “Na década de 50 era muito difícil o acesso, recurso. Aí, as crianças tinham que estudar e não tinha meio aqui. Aqui era um interiorzão mesmo”, lembra Altemar.
Em 1962, a família decidiu voltar ao Paraná e se estabeleceu em Corbélia, no Oeste do estado, próximo a Cascavel. Foi ali que os Kröling tiveram contato com o cultivo mecanizado de soja e milho. Anos depois, quando a mecanização começou a avançar em Mato Grosso, a família retomou o caminho para Diamantino.
“Quando começou a mecanização aqui na região de Mato Grosso, nos anos 70, aqui em Diamantino, a família começou retornar aos poucos, porque daí já tinha recurso. Já tinham empresas, já tinha uma estrutura, Diamantino já tinha uma estrutura”, conta.
Altemar tinha oito anos quando chegou novamente a Diamantino, em 1978. A produção começou com arroz, que ocupou um ciclo. Depois veio uma pequena atividade pecuária e, entre 1982 e 1983, a soja entrou gradualmente no sistema. “E aí não deixamos mais de plantar soja”, resume ao programa que integra o projeto Mais Milho.
A primeira safra da oleaginosa, contudo, foi produzida em condições muito diferentes das atuais. Sem silo e sem estrutura para armazenagem, a soja era seca e ensacada antes de ser comercializada para compradores de São Paulo. “A primeira safra de soja foi secada no secadorzinho e ensacada porque não tinha silo, não tinha estrutura nenhuma para soja. Então, vendia a soja lá no estado de São Paulo, os caminhões vinham, cortava o barbante do saco e aí do saco ia para o caminhão para levar granel”.

A fertilidade precisou ser construída
A transformação das áreas ocorreu junto com a construção da fertilidade do solo. Quando a família chegou a Diamantino, praticamente não havia região agrícola aberta. A abertura do Cerrado e a preparação das áreas acompanharam o avanço da produção.
A presença de calcário em Nobres foi um dos fatores que facilitaram esse processo. “A nossa sorte é que estamos numa região que já tinha calcário. Nobres já existia, já tinha as calcalhadeiras. Então tudo ajudou nessa transformação, porque esse solo aqui é muito pobre. Nós tivemos que construir ele inteiro para ter essa produção que nós temos hoje”, afirma Altemar.
A experiência adquirida no Paraná com a mecanização também foi importante para a nova etapa em Mato Grosso. A família encontrou uma região que começava a receber empresas, máquinas e estrutura para sustentar a expansão da agricultura.
A mudança, entretanto, não ocorreu apenas dentro da propriedade. O desenvolvimento da agricultura em Diamantino acompanhou a transformação de todo o Cerrado mato-grossense, com áreas sendo abertas, corrigidas e incorporadas ao sistema produtivo.
Essa trajetória ajuda a dimensionar a distância entre a primeira safra de soja da família e os atuais 1,8 mil hectares cultivados. O que começou com sacas transportadas manualmente para o caminhão evoluiu para uma operação mecanizada e integrada a diferentes atividades.

Ferrugem asiática abre caminho para a segunda safra
A história do milho começou a partir de uma mudança no calendário da soja, de acordo com o produtor. A ocorrência da ferrugem asiática levou os produtores a anteciparem o plantio da oleaginosa, que antes começava em meados de outubro e passou a ser semeada em setembro.
A mudança abriu uma janela para o cultivo do cereal. “Chovia em setembro e teve alguém que começou a plantar e foi dando certo, a gente foi antecipando o plantio e aí vimos aquela janela: ‘Opa, se eu plantar o milho em fevereiro, eu vou conseguir fazer uma safra de milho, uma segunda safra’”, relata Altemar.
Os primeiros testes foram feitos aos poucos. Conforme os resultados apareceram, a segunda safra ganhou espaço e passou a fazer parte da produção da região. Para Altemar, a origem da cultura no calendário mato-grossense mostra como uma dificuldade pode abrir espaço para uma nova oportunidade. “Às vezes, através de um problema, surgem oportunidades”.
O avanço do milho também recuperou uma história familiar. Quando o pai de Altemar deixou o Paraná, em 1978, vendeu uma pequena suinocultura, atividade que era sua paixão. A falta do cereal em Mato Grosso foi uma das frustrações com a mudança.
“Era uma frustração dele vir para o Mato Grosso e ele falava: ‘O Mato Grosso não produz milho. Como que eu vou criar meus porcos?’. Ele sempre pensava nisso”, lembra Altemar ao Canal Rural Mato Grosso. Conforme o Cerrado passou a ser dominado pela agricultura e o milho ganhou espaço, a família entrou no cultivo, entre 2011 e 2012.
A produção do cereal permitiu que o pai retomasse aos poucos a suinocultura, mesmo sem grande escala. “Ele realizou o sonho dele em criar suíno no Mato Grosso”, conta. O pai do produtor morreu em 2020, mas chegou a acompanhar a expansão do milho no estado. “Ele sempre foi apaixonado pela suinocultura. Ele veio a falecer em 2020 e chegou a ver essa produção extraordinária que o Mato Grosso tem hoje de milho”.

Milho muda a composição da renda
A propriedade atualmente reúne soja, milho e pecuária. São 1,8 mil hectares de soja e 1,6 mil hectares de milho todos os anos, além do gado, atividade incorporada há cerca de uma década.
Entre as três atividades, o gado é apontado por Altemar como aquele que atualmente apresenta a melhor resposta econômica. A integração, que começou como uma forma de aproveitar áreas com menor potencial, tornou-se parte permanente do sistema produtivo.
Na composição da renda, porém, o milho assumiu o protagonismo. “O milho, ele hoje, dá para se dizer já que é nossa renda principal da fazenda. A soja, ela tem pagado a conta, pagado os investimentos e o milho nos anos em que temos uma boa produtividade, conseguimos acertar as vendas, é o que tem deixado uma margem para o produtor”, explica.
O cereal também passou a ser considerado indispensável dentro do planejamento da propriedade. A industrialização regional, especialmente com o avanço das usinas de etanol, ampliou a demanda e aproximou o processamento das áreas produtoras.
“Hoje, eu não consigo ver o milho fora do nosso sistema aqui. Cada vez mais a industrialização está chegando, a usina de etanol, o milho cada vez mais sendo processado aqui na nossa região. Então é uma coisa consolidada. Todo mundo hoje faz o seu planejamento em cima da safra do milho”, afirma Altemar.
A mudança surpreende até a própria família. Quando o milho começou a ser introduzido na propriedade, em 2011 e 2012, não havia expectativa de que o cereal chegasse à atual importância. “Não só ele duvidaria disso [o pai], mas nós também. Quando a gente começou a introduzir a cultura do milho aí no ano de 2011, 2012, a gente duvidaria se alguém falasse que o milho seria a cultura principal do Mato Grosso um dia”.
Para Altemar, houve uma mudança de patamar. “E eu acho que a gente virou a chave. Hoje em Mato Grosso, a cultura principal é o milho”.

Clima interfere no resultado da safra
A importância do milho também aumenta o peso das decisões tomadas a cada ciclo. Na safra atual, a expectativa era repetir o desempenho do ano anterior, considerado muito bom em produtividade. A distribuição das chuvas, entretanto, mudou o resultado.
“Choveu a quantia que tinha que chover, mas mais dividido. Por exemplo, nós tivemos um início do cultivo do milho com muita chuva”, pontua Altemar.
O excesso de precipitação no começo do ciclo trouxe perdas de parte das aplicações. Mais tarde, depois do florescimento, o problema foi a falta de chuva para o enchimento dos grãos. “Você faz uma aplicação, te dá uma chuva de 80 a 100 milímetros e você perde boa parte da aplicação. E aí, no final do plantio do milho, a hora que precisava de chuva para ele, pós-florescimento, para encher o grão, faltaram umas duas chuvas”.
O resultado deve ficar abaixo da expectativa inicial. “Vai ser um ano que vai produzir bem abaixo do que a gente estimava, mas são anos totalmente diferentes um do outro. Cada ano tem a sua história”, avalia.
No ciclo anterior, a propriedade alcançou produtividade entre 154 e 156 sacas por hectare. Nesta safra, até o momento da entrevista, o máximo colhido era de 132 sacas por hectare. Ainda havia talhões a serem colhidos e com potencial de apresentar resultados melhores.
A propriedade trabalha com um nível intermediário de tecnologia e evita investimentos muito elevados. A decisão está relacionada à gestão do negócio e à necessidade de avaliar o cenário de cada safra antes de definir onde colocar recursos.

A tecnologia a favor da gestão
A administração da fazenda é compartilhada entre Altemar e mais três irmãos. As responsabilidades são diferentes, mas as decisões permanecem conectadas. A tecnologia passou a ser uma ferramenta importante para manter os quatro irmãos alinhados mesmo quando não conseguem estar juntos na propriedade.
“Hoje a tecnologia nos acrescenta muita coisa. Por exemplo, a gente tem um grupo, então qualquer assunto a gente joga lá dentro. Às vezes, não dá tempo de sentar os quatro. Põe lá no grupo e dali a pouco um responde, o outro responde”, conta Altemar ao Canal Rural Mato Grosso.
A comunicação permite que os irmãos trabalhem de onde estiverem e mantenham a operação em andamento. “A gente acaba trabalhando de onde está. Às vezes está na fila para descarregar e eu estou aqui e a gente vai se desenrolando. Dá seu jeito”.
O modelo de gestão acompanha a própria diversificação da propriedade. Soja, milho e pecuária têm necessidades diferentes, e a divisão das responsabilidades permite que cada área seja acompanhada mais de perto sem perder a visão conjunta do negócio.
Entidades acompanham evolução da agricultura
A trajetória de Altemar também se conecta à organização dos produtores. Ele atua há duas décadas na Aprosoja Mato Grosso e é presidente do Sindicato Rural de Diamantino. Para ele, a atuação das entidades foi importante para acompanhar e impulsionar a transformação do setor.
“As instituições, tanto Sindicato Rural, a nossa Federação e a Aprosoja Mato Grosso contribuíram demais nessas últimas duas décadas. A Aprosoja, eu com 20 anos na entidade, foi fundamental para entendermos o processo, para termos forças”, afirma.
O produtor acompanhou o crescimento da Aprosoja Mato Grosso desde os primeiros anos. “Nós começamos a Aprosoja Mato Grosso com 500, 600 associados e hoje estamos encostando em 10 mil. Você vê que as entidades se fortaleceram nesse período. E hoje a gente tem força junto para levar certas reivindicações e tem um poder de negociação em vários setores”.
A logística é um dos exemplos citados por Altemar. Durante parte da trajetória da família, o transporte da produção estava entre os principais entraves para o avanço da agricultura. A mobilização dos produtores e das entidades ajudou a colocar essas demandas em negociação.
“A gente sofria muito com logística, as entidades foram para cima, hoje vemos que o Mato Grosso cresceu demais, evoluiu. Temos logística. Então tudo foram as entidades que correram atrás. O produtor levava as demandas, as entidades corriam atrás e hoje estamos colhendo o resultado”, avalia.
A agricultura que a família encontrou em Diamantino, portanto, passou por transformações profundas desde a primeira propriedade adquirida em 1954. A soja deixou de ser ensacada e transportada para São Paulo, o solo foi construído, a mecanização avançou, o milho ganhou espaço com a segunda safra e a industrialização criou novas possibilidades para o cereal.
Depois de quase cinco décadas convivendo com a atividade, Altemar considera que as dificuldades também foram responsáveis pelo amadurecimento da agricultura. “As dificuldades fazem a gente prosperar e nos deixa mais forte, né? Olha que são quase cinco décadas convivendo na agricultura. Quanta dificuldade passamos. Então isso nos torna mais fortes. Quem chega aqui hoje não sabe o que era isso daqui há 30, 40 anos atrás”.

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Levantamento projeta safra de soja de 185,6 milhões de toneladas em 2026/27

O primeiro levantamento Datagro Grãos de Intenção de Plantio para a safra 2026/27 indica expansão da área de soja no Brasil pelo 20º ano consecutivo. A projeção é de 49,3 milhões de hectares, alta de 0,3% sobre os 49,2 milhões de hectares de 2025/26. Com isso, o potencial produtivo foi estimado em 185,6 milhões de toneladas, volume 1% superior ao da temporada anterior.
Segundo a Datagro, a estimativa para a soja considera condições climáticas relativamente positivas, ainda que com alguma instabilidade localizada. A consultoria projeta produtividade média nacional de 3.763 quilos por hectare. Se confirmada, ela ficará 1% acima do recorde de 3.718 quilos por hectare registrado em 2025/26.
Para o milho, a primeira estimativa para 2026/27 aponta avanço de área tanto na safra de verão quanto na de inverno. De acordo com a empresa, o movimento é sustentado por produtividade ainda positiva, renda predominantemente positiva no cereal e forte incremento da demanda doméstica.
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Na primeira safra, a área foi projetada em 4,3 milhões de hectares, crescimento de 2% ante os 4,2 milhões de hectares de 2025/26. Desse total, 2,8 milhões de hectares estão no Centro-Sul e 1,5 milhão de hectares no Norte/Nordeste. A produção tem potencial para alcançar 29,4 milhões de toneladas, 1% abaixo das 29,7 milhões de toneladas da safra anterior, com produtividade média de 6.871 quilos por hectare, 3% menor que os 7.098 quilos por hectare de 2025/26.
No milho de inverno, responsável por mais de 80% da produção nacional, a área estimada é de 19,4 milhões de hectares, 3% acima dos 18,7 milhões de hectares do ciclo anterior e em nível recorde. No Centro-Sul, a área deve atingir 15,9 milhões de hectares, ante 15,6 milhões de hectares. No Norte/Nordeste, a projeção é de 3,5 milhões de hectares, ante 3,2 milhões de hectares.
A produtividade média preliminar da safrinha foi estimada em 6.606 quilos por hectare, com potencial produtivo de 118,1 milhões de toneladas, 2% acima das 115,5 milhões de toneladas calculadas para 2025/26. Somadas as duas safras, a produção brasileira de milho em 2026/27 pode chegar a 147,5 milhões de toneladas, 2% acima do ciclo anterior e em novo recorde histórico.
Fonte: Estadão Conteúdo
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Colheita de milho na Argentina chega a 69,8% e plantio de trigo atinge 98,4%

A colheita de milho na Argentina alcançou 69,8% da área apta na última semana, com avanço de 3 pontos porcentuais em relação à semana anterior, informou na quinta-feira (30) a Bolsa de Cereais de Buenos Aires. O ritmo dos trabalhos segue lento no sudeste da província de Buenos Aires, onde o excesso de umidade dificulta a secagem dos grãos. No trigo, o plantio da safra 2026/27 chegou a 98,4% da área prevista.
Segundo a Bolsa de Cereais de Buenos Aires, a produtividade média nacional do milho está em 7,94 toneladas por hectare. A estimativa de produção foi mantida em 64 milhões de toneladas.
O avanço da colheita ocorreu apesar das restrições climáticas em parte da província de Buenos Aires. A entidade informou que o excesso de umidade no sudeste da região tem reduzido a velocidade dos trabalhos no campo, principalmente por dificultar a secagem dos grãos.
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No trigo, o plantio da safra 2026/27 avançou 0,7 ponto porcentual na semana e alcançou 98,4% da área projetada de 6,5 milhões de hectares. Assim como no milho, a semeadura também enfrenta desaceleração no sudeste de Buenos Aires.
De acordo com a bolsa, os solos encharcados dificultam a entrada de máquinas nas áreas agrícolas da região. Esse quadro tem limitado a continuidade dos trabalhos de campo tanto na reta final da implantação do trigo quanto no andamento da colheita de milho.
Com isso, a Argentina encerrou a semana com a colheita de milho próxima de 70% da área apta, produtividade média de 7,94 toneladas por hectare e projeção de 64 milhões de toneladas, enquanto o plantio de trigo alcançou 98,4% da área prevista de 6,5 milhões de hectares.
Fonte: Estadão Conteúdo
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