Sustentabilidade
Ceema: cotações da soja, em Chicago, recuaram bastante nesta última semana de julho. – MAIS SOJA

As cotações da soja, em Chicago, recuaram bastante nesta última semana de julho.
Após o primeiro mês cotado ter atingido a US$ 12,48/bushel no dia 24/07, o mercado iniciou um recuo importante, atingindo a US$ 11,77 no fechamento da quinta-feira (30), contra US$ 12,37 uma semana antes. Por sua vez, o farelo de soja despencou 5,3% nos últimos seis dias úteis, até o dia 30/07, ao fechar neste dia em US$ 314,10/tonelada curta, a mais baixa cotação em Chicago desde o dia 02/07. Já o óleo de soja perdeu 9,6% nos últimos cinco dias até o dia 30/07, fechando este dia em 68,35 centavos de dólar por libra-peso, sendo esta a mais baixa cotação desde o dia 06/07.
O motivo principal foi o retorno das chuvas nas regiões produtoras de soja dos EUA, arrefecendo a especulação iniciada em princípios de julho. Além disso, uma nova tentativa de acordo de paz entre EUA e Irã esfriou os preços do petróleo, puxando o óleo de soja e influenciando a cotação do grão. Também, neste final de mês, houve forte realização de lucros por parte dos Fundos na Bolsa, ajudando a derrubar as cotações. Assim, se o clima nos EUA continuar no caminho positivo, a pressão baixista sobre os preços da soja tende a continuar. Caso contrário, haverá novas altas. Ou seja, o mercado continua sob forte influência do clima naquele país e, portanto, muito volátil.
Por enquanto, no dia 26/07, apenas 9% das lavouras estadunidenses de soja se apresentavam entre ruins a muito ruins, outras 28% estavam regulares e 63% entre boas a muito boas.
E no Brasil, os preços recuaram um pouco diante deste movimento baixista de Chicago, porém, o câmbio, que se manteve ao redor de R$ 5,10 por dólar, segurou o recuo, assim como os prêmios ao redor de US$ 1,50/bushel nos portos brasileiros.
Desta forma, nos portos o produto se manteve ao redor de R$ 140,00 a R$ 150,00/saco, enquanto nas principais praças nacionais, no balcão, os valores oscilaram entre R$ 119,00 e R$ 127,50/saco. No Rio Grande do Sul, a média esteve em R$ 127,60.
Vale destacar que, diante das preocupações e primeiras evidências do fenômeno El Niño, aumenta a inquietude quanto ao impacto disso sobre a produção de soja global.
Com isso, parte dos compradores estão antecipando suas aquisições visando diminuir riscos, o que ajuda os preços a subirem.
Enfim, novas estimativas dão conta de que o Brasil deverá exportar 115,4 mihões de toneladas de soja em 2026, o que seria 6,7% acima do exportado no ano passado. Já o esmagamento local da oleaginosa atingiria o recorde de 63,3 milhões de toneladas, com aumento de 7,8% sobre o ano de 2025. Com isso, a estimativa de estoques finais para o atual ano comercial foi reduzida, ficando em 6,58 milhões de toneladas. Mesmo assim, o maior volume desde 2019. Já a produção de farelo de soja, pelo Brasil, chegará a 48,7 milhões de toneladas enquanto a de óleo atingirá 12,75 milhões, ambos recordes igualmente. A exportação de farelo pode chegar a 24,9 milhões de toneladas e o consumo interno do subproduto em 21,4 milhões. No óleo de soja, a exportação poderá chegar a 1,7 milhão de toneladas. A receita com a exportação do complexo soja atingiria US$ 60,6 bilhões, contra US$ 52,9 bilhões no ano anterior. A soja em grão participa com US$ 49 bilhões do total esperado, contra US$ 43,5 bilhões em 2025 (cf. Abiove)

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹
1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).
Autor:Prof. Dr. Argemiro Luís Brum
Site: CEEMA
Sustentabilidade
Soja/BR: Com 15,6% semeado, chuvas Impulsionam trabalhos em MT, MS e GO – MAIS SOJA

Soja/BR: 15,6% semeado. Em MT, com mais de um quarto das lavouras semeadas, a persistência das chuvas e da umidade do solo sustentam o avanço da atividade. O MédioNorte e o Oeste estão à frente das operações. Outras regiões esperam umidade ideal para semear.
Em MS, a semeadura avança, mas está limitada pelas chuvas. Por outro lado, favorece a recuperação das condições de umidade no solo na região norte. Não há intercorrências nos talhões já implantados.
Em GO, o plantio ganha ritmo nas regiões Sul e Sudoeste, favorecido pelas chuvas e pela boa umidade do solo. Nas demais regiões, as chuvas ainda irregulares deixam o plantio lento. A semeadura aproxima-se de 10%, com as lavouras implantadas em boas condições de início de ciclo. Na BA, o plantio foi iniciado no manejo irrigado. Em MG, as lavouras estão com o plantio em fase inicial.
No PR, a semeadura avança, impulsionada pela aceleração e pelo planejamento dos produtores. As lavouras apresentam boas condições. Em SC, no Extremo Oeste, no Oeste e no Meio-Oeste, há avanço da semeadura, enquanto o Sul Catarinense segue em vazio sanitário. Nas demais regiões, de calendário mais tardio, predominam o planejamento para a semeadura.
De maneira geral, o excesso de umidade é o principal fator limitante ao avanço. No PA e TO, a semeadura é incipiente. No RS, SP, MA e PI, o plantio ainda não foi iniciado.
Previsão Agrometeorológica (12/10/2026 a 16/10/2026)
N-NE: Os maiores acumulados de chuva persistem no Oeste do AM. Nas demais áreas da região Norte, não se descartam chuvas isoladas. No PA e no TO, as chuvas serão insuficientes para a recuperação do armazenamento hídrico no solo e restringirá a semeadura da soja. Nas poucas áreas já semeadas em áreas de sequeiro, pode ocorrer restrição hídrica. No Nordeste, a previsão não indica acumulados expressivos, mantendo as condições favoráveis para a maturação e a colheita do trigo e do milho terceira safra no Oeste da BA e na região do Sealba. Nas áreas de feijão e milho primeira safra já semeadas pela agricultura familiar, na BA, pode ocorrer restrição por falta de chuva.
CO: Os acumulados de chuva mais expressivos continuarão em MS. Ao longo da semana, há indicação de ocorrência de chuvas isoladas em grande parte da região. Nas porções Sul de MT e de GO, os acumulados previstos continuarão contribuindo para a melhora da disponibilidade hídrica no solo, favorecendo a semeadura dos cultivos de sequeiro. Nas demais áreas da região, os acumulados serão menores, mantendo o baixo armazenamento hídrico no solo.
SE: A instabilidade climática persiste, principalmente, em parte de SP e MG. Os maiores acumulados de chuva são previstos para SP, MG e RJ, podendo se concentrar no Centro-Sul de SP, além do Sul e parte do Triângulo de MG. Essas precipitações serão favoráveis para a semeadura e início de desenvolvimento dos cultivos de primeira safra, mas podem restringir o desenvolvimento de parte das lavouras de feijão, em estádios mais avançados, além da maturação e colheita do trigo em SP.
S: São previstas chuvas em toda a região. Os maiores acumulados são esperados no PR. Em SC e no Norte do RS, também há previsão de chuvas significativas, mas com menores acumulados. A persistência de dias chuvosos no PR pode restringir a semeadura e o início de desenvolvimento das lavouras de primeira safra, além da maturação e colheita do trigo. Em SC e RS, apesar dos volumes significativos de chuva em parte desses estados, as condições, no geral, serão favoráveis para a semeadura e o início de desenvolvimento dos cultivos da nova safra 2026/27.
Fonte: Conab
Autor:Conab
Site: Conab
Sustentabilidade
Milho/BR: Semeadura Alcança 33,5% com Progresso no Sul e Início dos Trabalhos em MG, GO e BA – MAIS SOJA

Milho/BR: 33,5% semeado. No RS, onde a umidade do solo permitiu, os produtores realizaram os principais tratos culturais. A semeadura continua nas regiões de cultivo mais tardio. Granizo, vendavais e chuvas intensas causaram danos pontuais, enquanto as baixas temperaturas e a pouca radiação retardam o desenvolvimento.
No PR, a maior parte das lavouras está em boas condições e a semeadura encontra-se avançada, favorecida pelas chuvas recentes. Em algumas regiões, a elevada umidade e a baixa luminosidade podem alongar o ciclo e alterar a janela de plantio da segunda safra.
Em SC, a semeadura se aproxima do final, com maior progresso no Oeste e no Extremo Oeste. A umidade favorece as áreas bem drenadas, mas as chuvas recorrentes dificultam o manejo fitossanitário.
Em MG, o plantio já se iniciou, concentrado nas áreas irrigadas e nas que receberam bons volumes de chuva. Em GO, a semeadura é pontual na região Leste. Na BA, o plantio foi iniciado na região Oeste. No MA, PA, PI e SP, a semeadura da safra 2026/27 ainda não foi iniciada.
Fonte: Conab
Autor:Conab
Site: Conab
Sustentabilidade
Trigo/BR: Colheita Alcança 40,3% com Trabalhos Finalizados em GO, MG e MS – MAIS SOJA

Trigo/BR: 40,3% colhido. No RS, a colheita está começando. Com pequena parcela em floração, a maior parte das lavouras concentra-se no enchimento de grãos e na maturação,
fase crítica para o rendimento. A pouca radiação solar e os elevados volumes de chuva favorecem as doenças de espiga.
No PR, a maior parte das lavouras está em boa condição. A colheita está adiantada e segue
dependente de tempo seco, com lavouras ainda em fim de floração. Em SC, no Meio-Oeste, as lavouras mais adiantadas já avançam ao início de colheita. No Planalto Norte, no Planalto Sul e na Serra, de semeadura mais tardia, predominam o florescimento e o enchimento de grão, enquanto, no Extremo Oeste e no Oeste, o desenvolvimento vegetativo. Em todas, o excesso de chuva e a alta umidade mantêm a cultura sob restrição, elevando o risco de doenças de espiga e pragas.
Em SP, o tempo não contribuiu para colheita, atrasada em relação à safra passada, e para maturação das lavouras. Na BA, metade das lavouras está colhida e o restante está em final de enchimento de grãos, seguindo a colheita. Em GO, MG e MS, a colheita está encerrada.
Fonte: Conab
Autor:Conab
Site: Conab
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