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Colheita de milho na Argentina chega a 69,8% e plantio de trigo atinge 98,4%

A colheita de milho na Argentina alcançou 69,8% da área apta na última semana, com avanço de 3 pontos porcentuais em relação à semana anterior, informou na quinta-feira (30) a Bolsa de Cereais de Buenos Aires. O ritmo dos trabalhos segue lento no sudeste da província de Buenos Aires, onde o excesso de umidade dificulta a secagem dos grãos. No trigo, o plantio da safra 2026/27 chegou a 98,4% da área prevista.
Segundo a Bolsa de Cereais de Buenos Aires, a produtividade média nacional do milho está em 7,94 toneladas por hectare. A estimativa de produção foi mantida em 64 milhões de toneladas.
O avanço da colheita ocorreu apesar das restrições climáticas em parte da província de Buenos Aires. A entidade informou que o excesso de umidade no sudeste da região tem reduzido a velocidade dos trabalhos no campo, principalmente por dificultar a secagem dos grãos.
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No trigo, o plantio da safra 2026/27 avançou 0,7 ponto porcentual na semana e alcançou 98,4% da área projetada de 6,5 milhões de hectares. Assim como no milho, a semeadura também enfrenta desaceleração no sudeste de Buenos Aires.
De acordo com a bolsa, os solos encharcados dificultam a entrada de máquinas nas áreas agrícolas da região. Esse quadro tem limitado a continuidade dos trabalhos de campo tanto na reta final da implantação do trigo quanto no andamento da colheita de milho.
Com isso, a Argentina encerrou a semana com a colheita de milho próxima de 70% da área apta, produtividade média de 7,94 toneladas por hectare e projeção de 64 milhões de toneladas, enquanto o plantio de trigo alcançou 98,4% da área prevista de 6,5 milhões de hectares.
Fonte: Estadão Conteúdo
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Levantamento projeta safra de soja de 185,6 milhões de toneladas em 2026/27

O primeiro levantamento Datagro Grãos de Intenção de Plantio para a safra 2026/27 indica expansão da área de soja no Brasil pelo 20º ano consecutivo. A projeção é de 49,3 milhões de hectares, alta de 0,3% sobre os 49,2 milhões de hectares de 2025/26. Com isso, o potencial produtivo foi estimado em 185,6 milhões de toneladas, volume 1% superior ao da temporada anterior.
Segundo a Datagro, a estimativa para a soja considera condições climáticas relativamente positivas, ainda que com alguma instabilidade localizada. A consultoria projeta produtividade média nacional de 3.763 quilos por hectare. Se confirmada, ela ficará 1% acima do recorde de 3.718 quilos por hectare registrado em 2025/26.
Para o milho, a primeira estimativa para 2026/27 aponta avanço de área tanto na safra de verão quanto na de inverno. De acordo com a empresa, o movimento é sustentado por produtividade ainda positiva, renda predominantemente positiva no cereal e forte incremento da demanda doméstica.
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Na primeira safra, a área foi projetada em 4,3 milhões de hectares, crescimento de 2% ante os 4,2 milhões de hectares de 2025/26. Desse total, 2,8 milhões de hectares estão no Centro-Sul e 1,5 milhão de hectares no Norte/Nordeste. A produção tem potencial para alcançar 29,4 milhões de toneladas, 1% abaixo das 29,7 milhões de toneladas da safra anterior, com produtividade média de 6.871 quilos por hectare, 3% menor que os 7.098 quilos por hectare de 2025/26.
No milho de inverno, responsável por mais de 80% da produção nacional, a área estimada é de 19,4 milhões de hectares, 3% acima dos 18,7 milhões de hectares do ciclo anterior e em nível recorde. No Centro-Sul, a área deve atingir 15,9 milhões de hectares, ante 15,6 milhões de hectares. No Norte/Nordeste, a projeção é de 3,5 milhões de hectares, ante 3,2 milhões de hectares.
A produtividade média preliminar da safrinha foi estimada em 6.606 quilos por hectare, com potencial produtivo de 118,1 milhões de toneladas, 2% acima das 115,5 milhões de toneladas calculadas para 2025/26. Somadas as duas safras, a produção brasileira de milho em 2026/27 pode chegar a 147,5 milhões de toneladas, 2% acima do ciclo anterior e em novo recorde histórico.
Fonte: Estadão Conteúdo
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Chuva destrói experimento com tomates do IAC em Ribeirão Preto

Uma chuva forte com ventos e granizo destruiu, há uma semana, uma plantação de tomates usada em um experimento do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), em Ribeirão Preto, no norte do Estado de São Paulo. O estudo havia sido iniciado no ano passado e estava a menos de um mês da conclusão da etapa de campo.
A Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC) informou que o objetivo da pesquisa era analisar características genéticas das cultivares e renovar o banco de sementes do IAC.
Em comunicado divulgado pela APqC, o pesquisador do IAC Roberto Blanco afirmou que os acessos plantados já estavam formados, com frutos desenvolvidos, quando o temporal atingiu a área experimental. Segundo ele, a chuva veio acompanhada de ventos muito fortes e granizo, destruindo toda a plantação, inclusive a folhagem utilizada na pesquisa genética.
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Conforme a APqC, o trabalho é realizado em parceria com uma empresa japonesa de sementes, responsável pelo financiamento do estudo. Na primeira etapa do experimento, no ano passado, foram utilizados 300 acessos para produção de sementes, entre variedades selvagens e híbridas com maior resistência a pragas.
Ainda segundo Roberto Blanco, os materiais da primeira fase apresentaram resultados considerados promissores e geraram sementes posteriormente plantadas na área atingida pelo temporal. De acordo com o pesquisador, os acessos mostraram resistência a dez doenças diferentes.
As sementes remanescentes da primeira fase estão armazenadas em uma câmara fria. Com danos nos prédios do IAC em Ribeirão Preto, que foram destelhados e ficaram sem energia, o material será transferido para a sede do instituto, em Campinas.
A APqC também relatou danos parciais em outra estufa, onde havia acervo e sementes de pimentas. A entidade acrescentou que, na área de pesquisa dedicada ao tomate, o pesquisador atualmente depende de contratação de terceiros para parte do manejo da área.
A destruição do experimento com tomates e os danos à infraestrutura do Instituto Agronômico de Campinas em Ribeirão Preto ocorreram poucos dias após a APqC alertar o governo paulista sobre a necessidade de planejamento e recursos para enfrentar eventos climáticos extremos.
Fonte: Estadão Conteúdo
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Colheita de café no Brasil chega a 78% e segue atrasada, aponta consultoria

A colheita de café no Brasil alcançou 78% da safra 2026/27 até o dia 29 de julho, segundo levantamento da Safras & Mercado. O avanço foi de cinco pontos percentuais em relação à semana anterior, mas os trabalhos seguem atrasados devido às chuvas, que dificultaram a retirada dos grãos das lavouras e as atividades de secagem.
O percentual registrado neste ano permanece abaixo dos 90% colhidos no mesmo período de 2025 e também da média dos últimos cinco anos, entre 2021 e 2025, de 85%.
Entre os tipos de café, a colheita do canéfora, que inclui conilon e robusta, está próxima do fim. Os trabalhos alcançaram 97% da produção até 29 de julho, ante 98% no mesmo período do ano passado. O resultado, porém, supera a média dos últimos cinco anos, de 96%. No Espírito Santo, principal estado produtor de conilon, a colheita chegou a 96%.
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Já a colheita do café arábica perdeu ritmo na última semana com o aumento da umidade. As condições dificultaram tanto a retirada dos frutos das lavouras quanto a secagem do café.
Até 29 de julho, 69% da produção de arábica havia sido colhida. O resultado está significativamente abaixo dos 85% registrados no mesmo período de 2025 e também da média dos últimos cinco anos, de 78%.
Com a maior concentração de chuvas e umidade, o avanço da colheita do arábica continua sendo acompanhado pelo mercado, especialmente pelos impactos que o atraso pode trazer para a qualidade dos grãos e para o ritmo de entrada da nova safra.
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