Sustentabilidade
Pesquisa da Síntese Agro Science identifica bactéria capaz de reduzir em 67,8% nematoide que ataca raízes da soja – MAIS SOJA

A Síntese Agro Science, empresa brasileira de biotecnologia aplicada ao agronegócio, identificou uma bactéria com potencial para proteger o sistema radicular da soja e ampliar as alternativas disponíveis para o manejo integrado. Batizada de SB005, a cepa foi isolada de folhas de soja cultivadas no Brasil. Em estudo publicado na edição de agosto da revista científica internacional Process Biochemistry, o microrganismo registrou redução de 67,8% na população do nematoide das galhas (Meloidogyne javanica), parasita microscópico de solo que prejudica o desenvolvimento das raízes, com eficácia estatisticamente comparável à do produto químico usado como referência.
“O resultado mostra o potencial de microrganismos endofíticos encontrados no Brasil para gerar tecnologias com desempenho competitivo e viabilidade de produção em escala. É esse domínio científico e industrial que permite transformar pesquisas em soluções rentáveis e aplicáveis ao campo”, afirma Willian Marcusso, engenheiro agrônomo e diretor de Projetos e Inovação da Síntese Agro Science.
O nematoide é praticamente invisível a olho nu e sua presença costuma ser percebida pela formação de manchas (reboleiras) na lavoura em que as plantas apresentam menor desenvolvimento e folhas amareladas, sinais de que a absorção de água e nutrientes foi comprometida. Um levantamento atribuído à Sociedade Brasileira de Nematologia (SBN) estima em R$ 16,2 bilhões por ano as perdas provocadas por nematoides na cultura da soja no Brasil.
Para chegar a esse resultado, os pesquisadores isolaram o microrganismo e desenvolveram um processo de fermentação capaz de multiplicá-lo em escala, etapa fundamental para avançar sua aplicação como bioinsumo. Para viabilizar a produção, utilizaram a milhocina, um subproduto agroindustrial de baixo custo que funciona como substrato altamente eficiente para a fermentação da bactéria.
O processo de produção foi validado inicialmente em escala de bancada e posteriormente ampliado para biorreatores de até 100 litros, etapa considerada um dos maiores desafios para transformar uma descoberta em tecnologia viável. O estudo demonstrou ainda que o tratamento de sementes com o SB005 favoreceu o desenvolvimento das raízes da soja, tanto nos testes realizados em areia quanto em solo.
Os resultados acompanham um momento de expansão do setor: segundo a CropLife Brasil, a área tratada com bionematicidas passou de 28 milhões para 44 milhões de hectares entre 2024 e 2025, expansão de aproximadamente 60%. A pesquisa integra a estratégia da Síntese Agro Science, que mantém em Maringá (PR) uma estrutura dedicada à bioprospecção de microrganismos encontrados no Brasil e ao desenvolvimento de tecnologias nacionais que ampliem as alternativas disponíveis ao produtor.
A consistência dessa linha de pesquisa também foi demonstrada em outro estudo da Síntese, publicado em setembro na revista científica internacional Archives of Phytopathology and Plant Protection. A pesquisa avaliou quatro outras cepas bacterianas — SB001, SB002, SB003 e SB004 — e identificou potencial para reduzir a população do mesmo nematoide na soja, além de efeitos positivos sobre o desenvolvimento das plantas.
A descoberta acontece em um momento de expansão da companhia, que projeta crescimento de 50% no faturamento nesta safra. A empresa investe cerca de R$ 90 milhões em um novo parque tecnológico em Maringá (PR), com previsão de conclusão no primeiro semestre de 2027, além de manter uma coleção própria de cerca de 500 microrganismos catalogados.
Segundo Willian Marcusso, a estratégia da companhia é se diferenciar em um mercado cada vez mais competitivo por meio do desenvolvimento de ativos biotecnológicos próprios. O novo complexo terá 9 mil metros quadrados dedicados à pesquisa e à produção em escala. A companhia mantém hoje 19 pesquisadores em dedicação integral e pretende ampliar o time para 60 profissionais até 2030.
Sobre a Síntese Agro Science
Fundada em 2018, a Síntese Agro Science é uma empresa brasileira de biotecnologia aplicada no agro, com atuação nacional, dedicada ao desenvolvimento de soluções que ampliam a eficiência produtiva com menor impacto ambiental.
A empresa desenvolve tecnologias para nutrição vegetal, bioestimulação e aplicação agrícola, transformando pesquisas em soluções práticas que aumentam a produtividade no campo com mais previsibilidade e eficiência. Suas soluções não deixam resíduos tóxicos nos grãos e nas culturas tratadas, atendendo e superando os principais protocolos internacionais de exportação na Europa, Ásia e América do Norte, alinhadas a práticas ambientais, sociais e de governança (ESG) e desenvolvidas com foco na biodiversidade e na saúde humana e animal.
Com base em biotecnologia de nova geração, a Síntese Agro Science investe em pesquisa e estrutura laboratorial para desenvolver soluções a partir de microrganismos e processos biológicos controlados, antecipando, em ambiente industrial, respostas que tradicionalmente ocorreriam no campo.
A companhia tem como objetivo contribuir para a evolução do modelo produtivo do agro, integrando biotecnologia ao manejo agrícola para aumentar a eficiência, reduzir desperdícios e ampliar a competitividade do produtor brasileiro.
Fonte: Assessoria de imprensa
Sustentabilidade
A largada para a safra de soja 2026/2027: o desafio de plantar com margens apertadas e mudanças de tempo – MAIS SOJA

Por Gustavo Rocha*
Com a chegada de setembro e o fim oficial do período de vazio sanitário nos principais estados produtores, o campo brasileiro se prepara para dar a largada na safra de soja 2026/2027. Os tratores estão revisados e as sementes aguardam nos galpões, mas o momento exato de colocar a plantadeira na terra exigirá, mais do que nunca, extrema precisão. Entramos em um ciclo agrícola onde a margem para erros é mínima, e a estratégia agronômica precisará caminhar lado a lado com um planejamento financeiro disciplinado.
A narrativa de que o Brasil cresce apenas abrindo novas fronteiras ficou no passado. O avanço territorial da soja está praticamente estagnado, figurando como a menor taxa de expansão em 20 anos. Contudo, isso não significa estagnação de volume, muito pelo contrário!
Mesmo com menos áreas abertas, o Brasil não apenas manterá sua liderança global, como tem fôlego para registrar um novo recorde histórico. O segredo está da porteira para dentro: uma forte expectativa de ganho em produtividade. Segundo projeções da Datagro, a eficiência das lavouras deve saltar para 3.763 kg/ha, o que eleva o potencial da safra nacional para 185,6 milhões de toneladas. O produtor brasileiro provará nesta safra que é possível fazer muito mais com o mesmo hectare, utilizando a tecnologia como principal aliada.
Produziremos como nunca, mas com margens apertadas
No entanto, as expectativas positivas com o volume escondem desafios conjunturais. Os dados consolidados do 11º Levantamento da Safra de Grãos, divugados em agosto pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), somados às análises de mercado, apontam para o “paradoxo do recorde”: produziremos como nunca, mas as margens financeiras estão mais justas do que nunca, operando muito próximas do chamado breakeven, ou ponto de equilíbrio, em que a receita total se igual aos custos totais – o que na prática significa que não houve lucro nem prejuízo.
Medidas anunciadas pelo Governo Federal
No final de junho, o Governo Federal fez dois importantes anúncios que impactam pequenos, médios e grandes produtores rurais.
Para o Plano Safra 2026/2027, foram anunciados R$ 525,1 bilhões para a agricultura empresarial, um acréscimo de R$ 9 bilhões sobre os R$ 516,2 bilhões do ciclo anterior, com aumento de 1,7%.
Já para o Plano Safra da Agricultura Familiar 2026/2027, foram anunciados 97,3 bilhões em recursos. Um montante que será destinado para crédito, seguro agrícola, compras públicas, extensão rural e assistência técnica. Do total, R$ 85,2 bilhões serão para o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Um aumento de quase 9% em relação à safra anterior. Dentro do pacote, também estão a redução das taxas de juros e a ampliação dos limites de financiamento.
Esses recursos para custeio, comercialização e investimentos serão a principal alavanca para garantir o fluxo de caixa do produtor ao longo dos próximos meses. Porém, somado ao desafio financeiro, há sempre o impacto do clima. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mantém o alerta sobre a continuidade do El Niño, com efeitos que devem se estender até 2027. As previsões indicam riscos reais de chuvas irregulares e ondas intensas de calor na região Centro-Oeste entre agosto e outubro. Isso transforma a janela de abertura do plantio em um verdadeiro xadrez. Plantar no pó ou aguardar a consolidação das chuvas? A decisão definirá o estande de plantas e, consequentemente, o teto produtivo de toda a safra.
É importante frissar também que não há milagres quando se trata de plantar e colher. Além de um bom planejamento, a plantação também demanda uso de produtos que a projetam quando o tempo fica seco demais ou a chuva cai em excesso. Se no dia a dia, nós seres humanos, fazemos uso de vitaminas e remédios, a planta ali a céu aberto, também carece desses cuidados. Um bom exemplo, é um produto lançado recentemente pela Agrichem – marca da Nutrien com foco em nutrição vegetal – que traz mais mobilidade e translocação de potássio pela planta na comparação com concorrentes tradicionais. Chamado de Supa K, o fertilizante apresenta, do ponto de vista prático de manejo, diferenciais fundamentais como um baixo índice salino e menor ponto de deliquescência. Para o produtor que enfrenta o estresse térmico e hídrico do El Niño, isso se traduz em segurança fisiológica e menor dependência da umidade relativa do ar para que o nutriente seja efetivamente absorvido.
Experiência somada à inovação
A safra de soja 2026/2027 não será lembrada apenas pelos seus volumes, mas pela resiliência e profissionalismo de quem a plantou. Diante de margens espremidas e de um clima volátil, a sorte deixa de ser uma variável aceitável. O sucesso da soja brasileira neste ciclo residirá puramente na eficiência técnica, na adoção de tecnologias de ponta em sementes e nutrição, e em uma gestão financeira rigorosa. É hora de aliar o conhecimento milenar de olhar para o céu com a tecnologia moderna de proteger a lavoura e olhar para a planilha. A safra já começou, e ela será vencida na excelência dos detalhes.
Sobre o autor: Gustavo Rocha é engenheiro agrônomo formado pela Universidade Estadual Paulista (UNESP) e gerente de Marketing da Agrichem.
Fonte: Assessoria de imprensa
Sustentabilidade
Farsul cobra ANP por ações urgentes contra risco de diesel no RS – MAIS SOJA

A Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul) protocolou, nesta segunda-feira (14 de setembro de 2026), um ofício urgente direcionado ao Diretor-Geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Artur Watt Neto. O documento manifesta profunda preocupação com os novos relatos de restrições e atrasos na entrega de óleo diesel aos produtores rurais gaúchos, justamente no momento em que se inicia o plantio da safra de verão.
No ofício assinado pelo presidente da Farsul, Domingos Velho Lopes, a entidade lembra que um cenário semelhante ocorreu entre março e abril deste ano, durante a colheita do arroz e da soja. Naquela ocasião, mesmo com a Refinaria Alberto Pasqualini (Refap) operando normalmente e com estoques suficientes no estado, produtores, Transportadores-Revendedores-Retalhistas (TRRs), postos e municípios enfrentaram severas limitações de fornecimento, com registros de operações agrícolas interrompidas e preços do diesel comercializado chegando a alcançar até R$ 9,00 por litro. As dificuldades atingiram cerca de 170 municípios, afetando serviços públicos essenciais.
Estudos da Assessoria Econômica da Farsul apontam que a alta de 21,1% no preço do diesel S10 (que saltou de R$ 5,97 para R$ 7,23 por litro) poderia acrescentar R$ 612,2 milhões aos custos diretos das operações mecanizadas nas principais lavouras do estado. Em um cenário mais crítico, com o combustível a R$ 9,00 por litro, as perdas potenciais poderiam chegar a R$ 1,47 bilhão.
Agora, o problema reaparece em um momento de janela agronômica bastante limitada. A Farsul adverte que a falta de combustível pode atrasar a implantação das culturas, reduzir a área plantada e comprometer a produtividade. Além disso, o encarecimento do diesel encarece a produção e o transporte, gerando reflexos diretos na economia e nos preços dos alimentos ao consumidor.
A entidade também destaca que, conforme boletim da Abicom, o preço nacional do diesel permaneceu abaixo da paridade de importação durante todo o mês de agosto, com defasagem de até R$ 2,56 por litro. A subvenção de R$ 1,00 por litro anunciada pelo Governo Federal em 9 de setembro é vista como uma medida que precisa resultar urgentemente em oferta efetiva, regularidade de entregas e redução de preços.
Solicitações à ANP
Diante da urgência imposta pelo calendário agrícola, a Farsul cobra da ANP a adoção imediata das seguintes providências:
- Fiscalização imediata das distribuidoras que operam no Rio Grande do Sul, com foco no atendimento aos TRRs, postos independentes e municípios do interior;
- Divulgação atualizada e regionalizada dos estoques, pedidos recebidos, volumes entregues, recusas e prazos de atendimento;
- Esclarecimento dos critérios utilizados pelas distribuidoras na alocação dos volumes disponíveis;
- Apuração de eventuais recusas injustificadas, retenção de produto, discriminação entre compradores ou limitação artificial da oferta;
- Informações sobre o calendário de importações e os efeitos práticos da subvenção anunciada pelo Governo Federal;
- Apresentação dos resultados das apurações realizadas durante a crise de março e abril, bem como de um plano de contingência para os períodos de plantio e colheita.
Por fim, a Farsul reforça que permanece à disposição para encaminhar informações que auxiliem na identificação dos pontos de restrição, reiterando que o acesso a diesel disponível no momento adequado e a preço economicamente viável é condição indispensável para a produção de alimentos, a manutenção de empregos e a proteção do consumidor brasileiro.
Sustentabilidade
Subsolagem ou escarificação? Diagnóstico do solo define operação mais adequada no campo – MAIS SOJA

Foto de capa: Assessoria
A presença de camadas compactadas no solo pode limitar o desenvolvimento das raízes, dificultar a infiltração de água e comprometer o estabelecimento das culturas. Para corrigir o problema, operações como escarificação e subsolagem podem ser utilizadas, mas a escolha deve partir de um diagnóstico da área, principalmente da profundidade em que está localizada a camada compactada.
De acordo com Henrique Moscatelli, engenheiro agrônomo, inteligência de mercado e marketing da Piccin Equipamentos, a profundidade de trabalho é o principal fator que diferencia as duas operações. “A subsolagem é mais profunda, podendo chegar a 45 centímetros, com hastes mais robustas e maior espaçamento entre elas, o que também exige mais potência do trator. Já o escarificador atua nas camadas mais superficiais, até cerca de 30 centímetros, com possibilidade de menor revolvimento e manutenção da palhada na superfície”, explica.
Antes de levar o implemento ao campo, é importante identificar em qual profundidade a compactação ocorre. Alguns sinais podem ser observados diretamente na lavoura, como manchas de plantas com menor desenvolvimento, germinação desuniforme, pontos de encharcamento e alterações no crescimento das raízes. “Ao retirar uma planta com cuidado, é possível observar se as raízes estão verticalizadas e aprofundando normalmente ou se apresentam crescimento lateralizado, como se estivessem achatadas. Mas, para uma análise mais precisa, o penetrômetro é o equipamento mais indicado porque permite identificar em qual profundidade está a camada compactada”, afirma o especialista.
Em áreas maiores, diferentes pontos podem ser avaliados para a elaboração de um mapa de compactação do talhão. A abertura de trincheiras também permite observar diretamente o perfil do solo e o comportamento das raízes. A Embrapa recomenda que o diagnóstico combine observações de campo, análise do sistema radicular, abertura de trincheiras e uso de equipamentos capazes de medir a resistência do solo à penetração.
Quando a compactação está concentrada nos primeiros 30 centímetros, condição que pode ocorrer em áreas com histórico de gradagens e tráfego de máquinas, a escarificação pode atender à necessidade com menor mobilização do perfil. Dependendo da configuração do equipamento, a operação também pode contribuir para a manutenção da palhada na superfície e ser utilizada em situações específicas dentro de sistemas de plantio direto, desde que constatada a necessidade de intervenção.
Já quando a camada de impedimento está abaixo desse limite, a subsolagem pode ser uma alternativa. Entre as situações que podem exigir atuação em maior profundidade estão áreas com histórico de pisoteio animal, integração lavoura-pecuária, cabeceiras de talhões e pontos submetidos repetidamente ao tráfego de máquinas.
Mais profundidade não significa melhor resultado
Um dos erros mais comuns é associar uma operação mais profunda a uma descompactação necessariamente mais eficiente. Na prática, trabalhar abaixo da camada que precisa ser rompida aumenta o esforço de tração, o consumo de combustível e o desgaste do equipamento, sem necessariamente proporcionar ganho agronômico.
O problema inverso também pode ocorrer. Quando o equipamento trabalha acima da camada compactada, rompe apenas a parte superficial do perfil e mantém o impedimento ao desenvolvimento das raízes. “Operar mais fundo do que o necessário aumenta a exigência de potência, o consumo de combustível e o desgaste do conjunto sem ganho. Se trabalhar mais raso que a camada compactada, existe uma impressão de que o serviço foi realizado, mas o impedimento continua ali e o comportamento da raiz não muda”, destaca Moscatelli.
O diagnóstico também ajuda a evitar que problemas de outra natureza sejam confundidos com compactação. Limitações químicas do solo, como acidez ou deficiência de nutrientes, por exemplo, exigem estratégias específicas de correção e não serão solucionadas apenas com uma operação mecânica.
Umidade interfere na eficiência
Além da profundidade, a condição de umidade do solo no momento da operação é determinante. O ideal é que o perfil esteja em condição friável, quando apresenta umidade suficiente, mas se desfaz com facilidade ao ser pressionado. Com o solo muito úmido, a haste pode comprimir as paredes do sulco em vez de promover a ruptura desejada.
Em condições excessivamente secas, aumenta a resistência à passagem do implemento e, consequentemente, a demanda de tração. “O solo precisa estar friável. Nessa condição, a haste consegue romper uma faixa maior do que apenas a linha de contato da ponteira. Solo úmido demais não traz bom resultado e solo seco demais exige muita tração”, explica o especialista.
O espaçamento das hastes também influencia a qualidade da operação. Segundo Moscatelli, uma referência é trabalhar com distância equivalente a aproximadamente uma a 1,5 vez a profundidade de atuação. Espaços excessivos podem deixar faixas sem rompimento, enquanto uma configuração muito fechada aumenta o revolvimento e a demanda energética. Orientações técnicas da Embrapa também apontam relações próximas a essa faixa para favorecer a ruptura do solo entre as hastes.
Nivelamento do implemento e estado das ponteiras completam os cuidados. O equipamento deve permanecer paralelo ao terreno para manter profundidade uniforme, enquanto ponteiras desgastadas podem perder eficiência de penetração e aumentar a demanda de potência.
Equipamento deve acompanhar a necessidade da área
A definição da profundidade de trabalho também deve orientar a escolha do equipamento. Para diferentes condições de campo, a Piccin possui linhas de escarificadores e subsoladores com configurações distintas. Entre os escarificadores está o EPCR 300, com configurações de cinco a 25 hastes e trabalho de até 260 milímetros de profundidade.
Para operações mais profundas, a empresa dispõe da linha de subsoladores SP, com versões de três a 11 hastes e profundidades entre 200 e 450 milímetros, além de configurações com sistemas de desarme para situações com pedras e outros obstáculos. Na linha com controle remoto, o SPCR 500 pode atingir 500 milímetros. A fabricante também possui a linha Advanced, com configuração modular e trabalho entre 200 e 550 milímetros de profundidade, além de opções de espaçamento e sistemas de desarme de acordo com a aplicação.
Para Moscatelli, a escolha deve começar pelo diagnóstico da área. “Observe como está a lavoura, faça uma avaliação com penetrômetro ou abra uma trincheira para descobrir em qual profundidade está a camada compactada. Com esse dado em mãos, é possível identificar o equipamento adequado para aquela condição. A profundidade da compactação é que deve definir a operação, e não o contrário”, conclui.
Fonte: Assessoria de imprensa
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