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17 de setembro de 2026

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Bombeiros retiram moradores que tentavam apagar incêndio com baldes d’água em Primavera do Leste

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Fogo começou em um dos quartos e atingiu a rede elétrica da casa. Ação rápida da equipe evitou tragédia e destruição total do imóvel

O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) combateu, na tarde desta quarta-feira (17.9), um incêndio residencial no bairro Primavera III, em Primavera do Leste (a 243 km de Cuiabá).

A equipe da 6ª Companhia Independente Bombeiro Militar (6ª CIBM) foi acionada, por volta de 15h30, para atender a uma ocorrência de incêndio em uma residência.

Ao chegar ao endereço, os bombeiros iniciaram os trabalhos com a segurança do local com a retirada de moradores que tentavam apagar o fogo utilizando baldes com água. Na sequência, o padrão de energia foi desligado e, em seguida, o controle do fogo.

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Durante a ação, foi constatado que o incêndio teve início em um dos quartos da residência. O fogo danificou uma cama e parte da instalação elétrica da residência.

Após extinguir as chamas, a equipe realizou o rescaldo com o objetivo de eliminar possíveis focos remanescentes e evitar reignição, além de vistoriar a área atingida.

Não há informações sobre as causas do incêndio. Não houve registro de feridos.

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Polícia estoura cativeiro em Sinop no momento em que facção ordenava execução de vítima por telefone

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Homem foi encontrado amarrado com fios e ferido em casa no Jardim Botânico. Força Tática prendeu dois jovens e apreendeu armas e drogas no local

Policiais militares do 3º Comando Regional prenderam dois homens, de 18 e 19 anos, e resgataram uma vítima que era mantida amarrada dentro de uma residência localizada no bairro Jardim Botânico, nesta quarta-feira (16.9), no município de Sinop. As equipes apreenderam uma arma de fogo, uma pistola airsoft, duas facas e diversas porções de entorpecentes.

Os militares da Força Tática e do 11º Batalhão receberam denúncia de que os suspeitos armados invadiram e renderam um homem na residência. As equipes conseguiram abordar os denunciados ainda no local. A vítima foi encontrada com o corpo amarrado por fios, apresentando sangramento e lesões.

Em buscas na casa, as equipes apreenderam um revólver com seis munições, seis porções de substância análogas à MD, um carregador de pistola, duas facas e um simulacro de arma de fogo. As equipes também removeram uma motocicleta utilizada pela dupla.

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A vítima relatou aos policiais que foi abordada, amarrada e colocada em ligação com supostos integrantes de uma facção criminosa. O homem contou que foi ameaçado de morte. Diante dos fatos, os suspeitos foram conduzidos à delegacia para registro do boletim de ocorrência.

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Polêmica do STF domina debate de candidatos ao Senado por Mato Grosso

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Concorrentes propuseram mudanças em leis e tentaram associar os adversários às circunstâncias do ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro

Cinco candidatos ao Senado por Mato Grosso se reuniram hoje (17) no debate eleitoral da TV Vila Real – Antônio Galvan (Avante), Carlos Fávaro (PSD), José Medeiros (PL), Margareth Buzetti (PP) e Pedro Taques (PSB). 

A troca de argumentos entre eles ficou concentrada no assunto do Supremo Tribunal Federal (STF) e a relação de ministros com o empresário Daniel Vorcaro, dono Banco Master e acusado da maior fraude financeira do país. Como estratégia eleitoral, os candidatos tentaram vincular uns aos outros à política. 

Houve propostas que os ritos de indicação de ministros ao Supremo e o tempo de permanência deles no cargo sejam modificados. E que a alteração seja expandida para o Senado. 

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Taques disse ser a favor do limite de 12 anos de exercício do cargo e os indicados seriam só poderiam ser investidos com idade mínima de 60 anos. 

José Medeiros disse que a legislação brasileira deveria tirar das mãos do presidente da República o poder de indicação, o que já vem sendo defendido por alguns políticos. Seria elaborado algum tipo de concurso, sem implicação política. 

Margareth Buzetti diz que o regimento interno do Senado precisaria ser modificado para obrigar o presidente do Congresso a colocar em votação os pedidos de impeachment de ministros.  

Para Taques, o presidente do Congresso ficaria obrigado a pautar o pedido em 30 dias. Já Medeiros afirmou que deputados federais e senadores não poderiam ser investigados por ministros do STF para evitar constrangimento de atos em mandato. 

Essa relação ente ministros e políticos derivou a implicação de senadores com o Supremo. O mais atacado foi Carlos Fávaro, em exercício do mandato. Ele foi questionado mais de uma vez sobre o motivo ainda não ter uma posição clara sobre a crise no Supremo em quase oito anos de mandato. 

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O assunto respingou em candidatos citados em operações da Polícia Federal, cujos processos podem ser julgados pelo Supremo. Os adversários apontaram mutuamente que a investigação se tornaria empecilho para o exercício do mandato. 

Outro viés a polêmica do momento explorado pelos concorrentes foi relação tríplice de Lula-Moraes-Vorcaro. Os candidatos mais à direita afirmaram que apoiar ou votar em Lula seria dar aval, por tabela, às relações suspeitas do ministro Alexandre de Moraes e o empresário Daniel Vorcaro.

A moderação do debate disse que os sete dos dez candidatos ao Senado com mais representação política foram convidados. Mauro Mendes (União Brasil) e Janaína Riva (MDB) não foram. 

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Fachin recua e retira de pauta julgamento contra André Mendonça no STF

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Presidente da Corte suspendeu a análise após pedido de vista de Flávio Dino travar o plenário. Gilmar Mendes defende que casos de Moraes e Mendonça sejam julgados juntos.

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, retirou da pauta da sessão plenária da próxima quarta-feira (23) o julgamento de um pedido de investigação sobre a condução dada pelo ministro André Mendonça como relator do caso Master na Corte, que foi desencadeado pela Operação Compliance Zero. 

Fachin tomou a decisão depois da sessão extraordinária da última terça (15), quando o decano do STF, ministro Gilmar Mendes, levantou uma questão de ordem em julgamento sobre a abertura ou não de uma investigação sobre o suposto elo entre o ministro Alexandre de Mores e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, antigo dono do Banco Master.

Na Compliance Zero, a Polícia Federal (PF) apura a corrupção de agentes públicos e fraudes financeiras bilionárias supostamente praticadas por Vorcaro. 

Para Gilmar Mendes, os dois pedidos de investigação são correlatos e devem ser julgados em conjunto. O plenário começou a votar a proposta, mas o julgamento acabou interrompido por um pedido de vista (mais tempo de análise) do ministro Flávio Dino, quando o placar estava em 4 a 3 para que os processos fossem julgados em separado.

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Ao desmarcar, nesta quinta, o julgamento sobre a atuação de Mendonça, Fachin escreveu que tomou a medida devido à “direta relação” deste processo com ponto levantado na questão de ordem.

“A inclusão em pauta será oportunamente redesignada”, afirmou o presidente do Supremo.

A iniciativa de marcar o pedido de investigação contra Moraes primeiro, na sessão extraordinária da última terça, partiu de Fachin, que ao mesmo tempo marcou o processo contra Mendonça para o dia 23.

Na semana passada, o presidente do STF negou um pedido de Moraes para que os dois casos fossem julgados juntos. O ministro alega que a análise sobre desvios na relatoria de Mendonça tem efeito direto na análise sobre seu caso.

Entenda

O STF entrou em uma crise institucional sem precedentes desde que Mendonça, na condição de relator do caso Master, levantou o sigilo, em 1º de setembro, sobre um relatório da PF com 52 mensagens que os investigadores dizem ter sido enviadas por Vorcaro a Moraes.

Nas mensagens, Vorcaro aparenta ter relação próxima com Moraes, a quem diz ter enviado para apreciação a cópia de um contrato de R$ 131 milhões do Master com o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro.

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Em outro trecho, o ex-banqueiro parece buscar informações sobre uma operação iminente para prendê-lo. As mensagens foram trocadas entre 2023 e 17 de novembro de 2025, quando Vorcaro foi de fato preso. As respostas do interlocutor não puderam ser recuperadas, informaram os investigadores.

Na sessão plenária de terça, Moraes voltou a afirmar que nunca manteve diálogo com Vorcaro e que não há de que as supostas mensagens foram de fato enviadas ou se, por exemplo, não foram apagadas antes da visualização.

Durante a sessão, Moraes bateu boca com Mendonça, a quem acusou de ter encomendado a inclusão de seu nome em eventual delação premiada de Vorcaro, por motivações políticas. Mendonça respondeu que a acusação é mentirosa.

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