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4 de novembro de 2026

Sustentabilidade

CEPEA/ABIOVE: Safra recorde e avanço do processamento sustentam expansão da cadeia em 2026 – MAIS SOJA

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Estudos realizados pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, em parceria com a Abiove (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais), apontam que o PIB da cadeia da soja e do biodiesel pode avançar 6,87% em 2026. Segundo pesquisadores do Cepea/Abiove, esse resultado está atrelado à colheita de uma safra recorde no Brasil (2025/26) e à intensificação do processamento do grão por parte da indústria. Com isso, o PIB da cadeia produtiva deve representar 21,2% do PIB do agronegócio em 2026 e 4,8% do PIB nacional. O avanço projetado para 2026 soma-se ao forte crescimento observado em 2025, quando o PIB da cadeia produtiva expandiu 11,72%.

Dados do Cepea/Abiove mostram crescimentos em todos os segmentos da cadeia. Para insumos, o aumento é estimado em 2,57%, devido à expansão da área e da produção de soja e ao avanço do manejo no campo, que resultam em maior demanda por sementes, fertilizantes, defensivos e tecnologias. Para a soja, o crescimento deve ser de 7,26%, o que decorre do avanço da produção, estimada em patamar recorde de 180,56 milhões de toneladas em 2025/26, conforme a Conab. A combinação entre aumento de área e ganhos de produtividade – com uso de tecnologia e condições climáticas favoráveis – sustenta esse desempenho.

Na agroindústria, pesquisadores do Cepea/Abiove apontam que a elevação para 2026 é estimada em 7,74%, impulsionada pela maior oferta do grão e por demandas firmes pelos derivados, que estimulam o esmagamento no ano. Para as rações, as perspectivas positivas estão pautadas nas expectativas de avanço das cadeias pecuárias, conforme o Sindirações. No caso do biodiesel, destaque em crescimento na agroindústria (de expressivos 10,93%), a produção no primeiro trimestre de 2026 superou a do mesmo trimestre do ano passado, refletindo a maior demanda, ainda em decorrência da adoção do B15 desde agosto de 2025.

Segundo pesquisadores do Cepea/Abiove, a estimativa de avanço de 6,89% no PIB dos agrosserviços em 2026 é explicada pela maior produção de soja e pela ampliação do processamento, que elevam a demanda por transporte, armazenagem, comercialização e demais serviços associados ao escoamento do grão e dos derivados.

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Considerando os valores agregados por tonelada, estimativas realizadas com base em informações disponíveis até o primeiro trimestre de 2026 apontam que o PIB gerado por tonelada de soja produzida e processada (R$ 6.710) representou 3,84 vezes o PIB gerado pela soja produzida e exportada diretamente (R$ 1.747).

MERCADO DE TRABALHO – O número de pessoas ocupadas na cadeia produtiva da soja e do biodiesel totalizou 2,54 milhões de trabalhadores no primeiro trimestre de 2026, aumento de 3,29% em relação ao mesmo período do ano anterior. Com esse contingente, a participação da cadeia produtiva foi de 2,49% na economia brasileira e de 11,21% no agronegócio, ambas ligeiramente superiores às registradas em 2025.

Na comparação entre o primeiro trimestre de 2026 e o mesmo período do ano anterior, o Cepea/Abiove aponta crescimento do emprego nos insumos (1,81%), na agroindústria (9,23%) e nos agrosserviços (6,09%), enquanto redução foi observada na produção de soja (-6,74%) – pesquisadores do Cepea/Abiove destacam que esta retração no primeiro trimestre de 2026 parece consolidar uma tendência de queda da PO na cultura, que já passou por diminuições em 2023, 2024 e 2025.

Já a forte expansão para a agroindústria está atrelada sobretudo ao crescimento no subsegmento de esmagamento e refino (+6.101 pessoas ocupadas). Para biodiesel e rações também houve expansão do mercado de trabalho, de 595 e 1.212 pessoas ocupadas, respectivamente. O comportamento do mercado de trabalho no início de 2026 esteve alinhado aos resultados produtivos da agroindústria.

No primeiro trimestre, a geração de empregos por mil toneladas foi de 26 trabalhadores na soja produzida e processada, 3,97 vezes superior à da soja produzida e exportada (6,5 trabalhadores).

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COMÉRCIO EXTERIOR – As exportações da cadeia da soja e do biodiesel totalizaram 29,6 milhões de toneladas no primeiro trimestre de 2026, volume 5,95% superior ao registrado no mesmo período de 2025. Em valor, as vendas externas somaram US$ 12,3 bilhões, avanço de 11,8%, impulsionado tanto pelo aumento do volume embarcado quanto pela elevação de 5,52% nos preços médios de exportação da cadeia.

Para a soja em grão, pesquisadores do Cepea/Abiove apontam que o avanço nos volumes embarcados refletiu a colheita da safra recorde brasileira e a firme demanda internacional. Os preços internacionais da soja, por sua vez, foram sustentados especialmente pela valorização do petróleo e pelas expectativas de expansão dos biocombustíveis.

Quanto ao óleo, a forte demanda internacional por matérias-primas destinadas à produção de biodiesel e diesel renovável, especialmente na América do Norte e na Ásia, impulsionou as exportações do derivado. Em relação aos preços, a valorização do petróleo e o avanço das políticas de biocombustíveis também sustentaram as cotações internacionais.

As exportações brasileiras de farelo de soja foram sustentadas pela demanda internacional aquecida, com destaque para o aumento dos envios ao Oriente Médio e ao Sudeste Asiático. Contudo, o aumento do esmagamento nos principais produtores mundiais e a maior oferta de farelos concorrentes, como canola e girassol, ampliaram a disponibilidade global. Como resultado, apesar do crescimento dos embarques, os preços médios de exportação registraram leve recuo no primeiro trimestre de 2026.

Outras informações: https://www.cepea.esalq.usp.br/  e por meio da Comunicação Cepea, com a pesquisadora Nicole Rennó: cepea@usp.br

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Fonte: CEPEA

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Sustentabilidade

Milho/BR: Plantio chega a 44,2% com contraste climático entre os estados – MAIS SOJA

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Milho/BR: 44,2% semeado. No RS, a semeadura segue lenta, limitada às áreas fora das principais regiões produtoras. Nas regiões consolidadas, encerram-se o manejo de plantas invasoras e as aplicações de nitrogênio. A pressão de cigarrinha é baixa, mas já há sintomas de bacteriose em algumas lavouras. As primeiras áreas semeadas aproximam-se do florescimento, favorecidas pela maior radiação solar.

No PR, a maior parte das lavouras apresenta bom desenvolvimento, embora o excesso de umidade, a baixa luminosidade e os ventos fortes tenha retardado o crescimento inicial, em algumas regiões.

Em SC, a implantação foi concluída no Extremo Oeste e no Oeste e bem adiantada nos Planaltos e na Serra. O desenvolvimento é satisfatório nas áreas drenadas, mas o excesso de umidade e a baixa luminosidade reduziram o crescimento e exigiram replantio em áreas atingidas por chuvas intensas.

Em SP, a semeadura avança de forma gradual e em ritmo limitado. O excesso de umidade e as chuvas frequentes dificultam a entrada de máquinas. Em MG, o plantio avançou com a melhora da umidade. Em GO, a semeadura segue lenta, pois há a priorização da semeadura de soja. Na BA, o plantio foi iniciado na região Oeste e CentroNorte, nas áreas com maiores registros de precipitação.

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No MA, a semeadura terá início a partir desse mês. No PA, as chuvas ainda são insuficientes para o início da semeadura.

Fonte: Conab



 

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Autor:Conab

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Site: Conab

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Sustentabilidade

Soja/BR: Semeadura atinge 54,3% do país com avanços no Centro-Oeste e progresso no Sul – MAIS SOJA

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Soja/BR: 54,3% semeado. Em MT, a implantação avança para os talhões marginais, com as lavouras exibindo bom desenvolvimento vegetativo e quadro fitossanitário normal, embora haja heterogeneidade pontual no estabelecimento das lavouras.

Em MS, as chuvas dificultaram a semeadura e os manejos preventivos. Em GO, o plantio avança impulsionado pela antecipação do calendário e pela regularidade das chuvas. As lavouras estão em emergência e desenvolvimento inicial. Em MG, o plantio progrediu devido às chuvas moderadas e a boa umidade do solo.

Em SP, a semeadura ganhou ritmo com a redução das chuvas. Os solos com boa umidade favorecem a germinação e a emergência. No PR, a maioria das lavouras apresenta bom desenvolvimento e o plantio avança nas janelas de tempo seco.

Em SC, a semeadura evoluiu de forma lenta e desigual, limitada pela saturação do solo e pelo atraso na colheita do trigo. Está mais adiantada no Oeste e no Extremo Oeste e ainda inicial nos Planaltos e na Serra. No RS, a umidade do solo favoreceu o bom andamento da semeadura, sobretudo nas áreas bem drenadas, com boa emergência das primeiras lavouras.

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No PA, as chuvas, embora irregulares, incentivaram o plantio. Na BA, a semeadura foi finalizada no manejo irrigado e iniciada no sequeiro, nas áreas com chuvas mais significativas. No TO, a semeadura avançou com a ocorrência das chuvas, mas segue em atraso no Sul e no Norte do estado.

No MA, prossegue a semeadura na região Sul, nos Gerais de Balsas. No PI, a semeadura segue em ritmo descompassado pela irregularidade das chuvas no Sudoeste do estado.

Previsão Agrometeorológica (03/11/2026 a 09/11/2026)

N-NE: Os maiores acumulados de chuva devem se concentrar no Oeste AM. Acumulados entre 20 e 40 mm são previstos em áreas do AC, de RR, de RO, do Sul PA e do TO. Na maior parte das localidades no Oeste do AP e no Norte e Nordeste do PA, não são esperados acumulados significativos. No Nordeste, não há previsão de chuvas para a maior parte do Norte da Região. São previstos acumulados abaixo de 10 mm no Centro-Sul do MA e do PI. No Oeste e Sul da BA, são previstos acumulados mais expressivos somente a partir do começo da próxima semana. No geral, as condições ainda serão desfavoráveis para um maior avanço na semeadura dos cultivos de primeira safra no PA e na maior parte do Matopiba.

CO: A condição varia entre tempo estável a pancadas de chuva isoladas. Acumulados entre 10 e 30 mm deverão ocorrer especialmente no Centro-Sul e Oeste de MT, além de MS, GO e DF. A partir do fim de semana, há previsão de temporais principalmente em MS e Sul de MT, com acumulados que também devem aumentar em GO e DF. Apesar das chuvas intensas, as condições serão, no geral, favoráveis ao manejo e ao desenvolvimento das lavouras.

SE: Na primeira metade da semana, há previsão de instabilidades na porção mais central da região, desde o Oeste de MG até a divisa do RJ com o ES. Volumes de chuva mais expressivos deverão ocorrer em SP, especialmente, no Centro-Leste, na maior MG, no Norte do RJ e no Sul do ES, com maiores acumulados a partir da quinta-feira. No Norte de MG, os maiores acumulados devem ocorrer somente a partir do domingo. No Oeste de SP e no Oeste de MG, são previstos volumes baixos a moderados. No geral, as condições serão favoráveis ao manejo e ao desenvolvimento das lavouras.

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S: A semana será de tempo instável, com pancadas de chuvas e possibilidade de queda de granizo nos três estados. No RS, são previstos acumulados expressivos, especialmente, no Centro e Oeste, com impactos principalmente aos cultivos de inverno. Em SC e no PR, os acumulados também serão significativos, com danos pontuais às lavouras. No Norte do PR e no Sul do RS, os volumes serão menores. Apesar dos temporais e das chuvas intensas, a
umidade no solo e os intervalos de tempo firme deverão favorecer o manejo e o desenvolvimento da maioria das lavouras.

Fonte: Conab



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Autor:Conab

Site: Conab

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Trigo/BR: Colheita avança no Sul, mas clima reduz produtividade e qualidade dos grãos – MAIS SOJA

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Trigo/BR: 66,9% colhido. No RS, os produtores seguem intensificando o ritmo da colheita em razão da sequência de dias sem chuva. A produtividade e a qualidade dos grãos permanecem mais baixos em relação ao projetado no início da safra, influenciadas pelas condições climáticas e pelo nível de manejo adotado nas lavouras.

No PR, a colheita avançou e a qualidade das lavouras remanescentes reduziu. O produto colhido apresenta PH e falling number abaixo dos padrões de qualidade exigidos. Em SC, a colheita avança com perdas de produtividade e qualidade em razão da elevada precipitação. No Extremo Oeste e no Oeste, a colheita está em andamento. Nos Planaltos e na Serra Catarinense, de calendário mais tardio, a cultura está entre as fases de enchimento de grãos e maturação.

Na BA, GO, MG, MS e SP a colheita está encerrada

Fonte: Conab

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Autor:Conab

Site: Conab

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