Sustentabilidade
Cummins inicia produção do QSF 2.8 no Brasil, estreia em tratores e amplia soluções integradas para o novo agro – MAIS SOJA

Foto de capa: Assessoria
O avanço do agronegócio brasileiro elevou o nível de exigência da operação no campo. Produtividade contínua, eficiência energética e alta disponibilidade definem hoje a base da operação, enquanto a tecnologia assume papel central na sustentação do desempenho. A partir dessa realidade, a Cummins Brasil chega à Agrishow 2026, apresentando uma visão integrada para o setor, que conecta motores, soluções de emissões, geração de energia e uma estrutura de suporte ao cliente orientada por dados. O objetivo é responder de forma prática às transformações do chamado “novo agro”, marcado por maior mecanização, exigência ambiental e crescente dependência de energia e conectividade.
A Cummins Brasil amplia sua atuação no agronegócio com dois movimentos estratégicos que marcam a Agrishow 2026: o início da produção nacional do motor QSF 2.8 e a estreia da companhia no segmento de tratores.
“Nosso papel é viabilizar a evolução da mecanização no campo com soluções desenvolvidas para entregar resultado no presente e preparadas para o futuro. A produção nacional e a ampliação da aplicação da nossa engenharia, agora também em novo segmento, refletem essa estratégia de integrar tecnologia, eficiência e confiabilidade em operação”, afirma Maurício Biadola, diretor de Vendas Off-Highway da Cummins Brasil
Nova faixa de potência e produção nacional
Um dos principais destaques da líder em tecnologia na Agrishow 2026 é o início da produção nacional do motor QSF 2.8, que marca a entrada da Cummins em uma nova faixa de potência no Brasil e amplia sua atuação no segmento de equipamentos agrícolas compactos.
Com potência entre 49 e 74 hp e torque de até 300 Nm, o motor combina alta densidade de potência, dimensões reduzidas e eficiência operacional, atendendo aplicações que exigem robustez e flexibilidade em projetos mais compactos.
O motor estreia no mercado brasileiro com arquitetura de emissões adaptável aos diferentes níveis regulatórios.
Nas aplicações MAR I, opera sem sistemas de pós-tratamento, priorizando simplicidade e robustez. Já preparado para futuros regulamentos, como MAR II ou equivalentes ao Tier 4 Final, pode incorporar soluções como EGR e DOC para redução de emissões, sem a necessidade de sistemas mais complexos, como o uso de Arla 32, nessa configuração.
A produção em Guarulhos (SP) reforça a base industrial da Cummins no País e amplia a integração entre engenharia, manufatura e fabricantes, com desenvolvimento de calibrações específicas para as condições reais de operação no campo.
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Engenharia brasileira na estreia em tratores
A Cummins avança na integração entre motor e equipamento, levando engenharia aplicada diretamente à arquitetura das máquinas agrícolas. Um dos principais exemplos é o cárter estrutural nos motores de 4.5 litros, solução que permite ao motor atuar como parte integrante da estrutura do equipamento.
Esse avanço se materializa na estreia da Cummins em tratores, com a aplicação da tecnologia em uma nova arquitetura de máquina, iniciativa que envolveu simulações estruturais e análises virtuais realizadas na sede da Cummins, em Guarulhos (SP), para assegurar robustez e a viabilidade técnica da solução.
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Motores, emissões e preparação para o futuro regulatório
No campo da motorização, a Cummins atua com soluções que atendem diferentes aplicações agrícolas, com destaque para plataformas como o motor de 4.5 litros, disponível em versões eletrônica e mecânica, e o B6.7, que evolui em desempenho, alcançando até 295 hp com ganhos relevantes de eficiência de combustível.
Além disso, a líder em tecnologia de energia antecipa a evolução das emissões em máquinas fora de estrada, já consolidada nos principais mercados globais, com soluções preparadas para padrões mais exigentes.
Entre os destaques está o sistema de pós-tratamento Single Module, desenvolvido para atender níveis equivalentes ao Tier 4 Final e Stage V. A tecnologia dialoga diretamente com os próximos ciclos regulatórios esperados para o Brasil, incluindo as discussões relacionadas ao MAR-II. A solução possui arquitetura até 60% menor e 40% mais leve que sistemas convencionais, além de reduzir em até 80% o material particulado e em até 70% os óxidos de nitrogênio (NOx).
“Um avanço regulatório conduzido com previsibilidade e base técnica contribui para reduzir distorções no mercado, fortalecer a competitividade da indústria nacional e ampliar a inserção do Brasil em mercados mais exigentes”, afirma Daniel Malaman, gerente geral da Cummins Emission Solutions. “A convergência com padrões internacionais também abre espaço para ganhos em exportação, reduz barreiras comerciais e impulsiona a inovação no desenvolvimento e na integração das máquinas agrícolas”.
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Energia como infraestrutura estratégica do agro
A geração de energia ganha protagonismo na operação agrícola, impulsionada pelo avanço da agricultura de precisão e pela crescente demanda por eletrificação no campo. Nesse movimento, a Cummins apresenta uma nova etapa em seus grupos geradores, com motores eletrônicos, maior eficiência energética e compatibilidade com misturas de biodiesel de até 20% (B20).
Os equipamentos incorporam soluções antes restritas à linha Rental, voltadas a aplicações severas, como base com contenção de 110% dos fluidos, estrutura reforçada e melhorias que ampliam durabilidade, segurança ambiental e previsibilidade operacional.
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Pós-venda estruturado e orientado por dados
A estratégia da Cummins para o agronegócio é sustentada por uma estrutura nacional de pós-venda, baseada em capilaridade, inteligência de dados e padronização técnica.
A líder em tecnologia de energia utiliza análises estatísticas para mapear a base instalada e direcionar investimentos em regiões com maior concentração de máquinas, garantindo disponibilidade de peças, capacitação técnica e agilidade no atendimento.
Esse modelo é complementado por um programa nacional de excelência, que acompanha a performance da rede de distribuidores e transforma dados em ações práticas para elevar o nível de serviço ao cliente.
Além disso, a linha de produtos remanufaturados ReCon reforça a estratégia de economia circular, com desempenho equivalente ao de componentes novos, redução de impacto ambiental e ganhos econômicos ao cliente.
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Visão integrada para o futuro do agro
Com presença consolidada em aplicações agrícolas, como o segmento de pulverizadores, a Cummins avança no campo com uma abordagem integrada, que conecta produto, tecnologia e uma estrutura de suporte orientada à disponibilidade. A empresa está presente na rotina do agronegócio brasileiro, apoiando operações que exigem desempenho contínuo, eficiência e confiança para entregar resultado.
Ao integrar soluções que vão do motor à geração de energia, passando por emissões e serviços, a Cummins reforça seu papel como parceira estratégica do setor, contribuindo para uma operação mais eficiente, sustentável e preparada para o futuro.
Uma atuação feita para quem carrega a safra, vive do que produz e faz o agro acontecer todos os dias.
Cummins Brasil
Líder global em energia, possui unidades de negócios complementares que projetam, fabricam e distribuem motores, serviços e tecnologias relacionadas para a um amplo portfólio de soluções de energia. Seu portfólio inclui também sistemas de combustível, turbos, soluções para emissões, eixos, cardans, componentes e sistemas de geração de energia elétrica.
Presente no país há mais de cinco décadas, produz uma variada gama de motores para diversos segmentos do mercado, entre caminhões de todos os portes, pick-ups, ônibus, aplicações estacionárias, máquinas de construção, equipamentos agrícolas, máquinas para mineração e aplicações marítimas. Possui duas unidades fabris: no município de Guarulhos (SP), onde estão as áreas de motores, geradores, turbos e soluções de emissões.
Já em Osasco (SP), a Cummins Drivetrain and Braking Systems (CDBS) produz eixos, cardans e componentes para veículos comerciais e fora-de-estrada. Para mais informações, acesse ao nosso site www.cummins.com.br
Fonte: Assessoria de imprensa
Sustentabilidade
Soja/BR: Colheita avança e se aproxima do fim no Brasil, com irregularidade de chuvas no RS – MAIS SOJA

Soja: Em MT colheita concluída. No RS, as chuvas seguem irregulares entre as diferentes regiões, e isso repercute no rendimento dos grãos e na evolução da colheita. No PR, a colheita voltou a avançar e se encontra praticamente finalizada.
Em GO e MG, a colheita está praticamente finalizada. Em MS, restam pequenos talhões para conclusão da colheita. Na BA, as chuvas reduziram e ajudaram no avanço da colheita, que se aproxima do final. No TO, a colheita está em fase final de execução. No MA, a colheita foi concluída na região Sul, sendo que nas demais regiões as lavouras estão ou em plena colheita ou em maturação/enchimento de grãos.
No PI, a colheita está em fase final. As lavouras tardias remanescentes estão no Sudoeste e no Norte. Em SC, a alternância de chuvas e clima estável permitiu o avanço da colheita e o bom desenvolvimento das lavouras mais tardias.
No PA, a colheita está em fase final, restando algumas áreas nos polos de Santarém e Paragominas que por conta das chuvas têm enfrentado dificuldades para avançar.
Previsão Agrometeorológica (27/04/2026 a 01/05/2026)
N-NE: São previstos volumes de chuva maiores que 30 mm em boa parte da região Norte, podendo ultrapassar 80 mm no Nordeste do PA. O Norte do PI, a metade Norte do MA e o Noroeste do CE devem apresentar volumes de chuva elevados, com áreas com volumes acima de 100 mm. No Matopiba, há predominância de áreas com previsão de baixa ou nenhuma precipitação, mantendo a umidade do solo baixa no Oeste da BA com possíveis restrições aos cultivos de segunda safra.
CO: Não são previstas precipitações significativas em praticamente toda a região, com os maiores volumes previstos para o Oeste do MT e Centro do MS. A falta de chuvas e as altas temperaturas reduzirão a umidade no solo, podendo comprometer o desenvolvimento das lavouras de segunda safra no Centro, Leste e Sul de GO e Leste e Sudoeste do MS.
SE: Não há previsão de acumulados de chuva significativos em praticamente toda região, exceto no Extremo-Sul de SP. A falta de chuvas e as altas temperaturas têm aumentado as
áreas com baixo armazenamento hídrico no solo, causando restrições a lavouras de milho segunda safra em MG e SP. A maturação e a colheita do café e da cana-de-açúcar continuarão sendo beneficiadas pelas condições climáticas.
S: Há previsão de chuvas mais volumosas no Centro e Leste do PR e na metade Sul do RS. Essas chuvas no PR serão benéficas para a recomposição da umidade do solo. No Norte e Oeste do PR, a previsão de baixos volumes de chuva, até 10 mm, e de altas temperaturas deverá restringir o desenvolvimento de parte do milho segunda safra.
Fonte: Conab

Autor:Conab
Site: Conab
Sustentabilidade
Rede Zarc comemora 30 anos de colaboração na mitigação em perdas agrícolas

No dia 28 de abril, primeiro dia da 9ª Reunião da Rede Zarc Embrapa, em Brasília/DF, equipes de 34 Unidades da Embrapa e de outras instituições de pesquisa, representantes de seguradoras, do Mapa, do Banco Central e de organizações do setor produtivo reuniram-se em reunião nacional para comemorar os 30 anos do Programa Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) no País. A tecnologia contribui com a mitigação de perdas agrícolas com gestão integrada a políticas públicas.
Na abertura, os parceiros do Programa – Embrapa, Ministério da Agricultura e Pecuária, Banco Central e Sistema OCB – deram às boas-vindas aos presentes. A presidente Silvia Massruhá parabenizou todos os parceiros pelos 30 anos do Zarc e lembrou que houve um trabalho conjunto para revitalizar o Programa há 11 anos como politica pública estratégica para o Brasil. “O Zarc é um modelo institucional de política pública de inteligência estratégica para o País e traz hoje uma dimensão como base para a política da Jornada Verde, pensando como os produtores rurais podem se beneficiar de créditos de carbono e serviços ambientais”, disse.
A presidente lembrou que a Embrapa lançou o Balanço Social 2025 nos 53 anos da Empresa neste ano, sendo o Zarc uma das 200 tecnologias que colaborou para que a cada R$ 1 investido na Embrapa a instituição tenha retornado R$ 27 à sociedade brasileira. “O PIB Agrícola brasileiro foi de R$ 725 bilhões e o impacto da Embrapa foi cerca de 17% no PIB. O maior beneficiário é o produto rural, que traz as demandas e ajuda a validar a tecnologia, uma parceria muito importante”, concluiu.
Claudio Filgueiras Pacheco Moreira, chefe do Departamento de Regulação, Supervisão e Controle das Operações do Crédito Rural e do Proagro (Derop) no Banco Central do Brasil, se diz satisfeito pelo Zarc ter se tornado uma política pública consolidada. “Isso mostra o quanto a tecnologia é importante e faz de nossa agricultura mais pujante. Queremos que o Zarc evolua e se consolide cada vez mais. Se o Banco Central evoluiu muito na prática de crédito rural, isso se deve à Embrapa. Parabenizamos a Embrapa pela grande evolução tecnológica, pelo brilhante programa”.
O coordenador do Ramo Agropecuário do Sistema OCB, Rodolfo Jordão da Silva Filho, afirmou que a entidade trata o Zarc como ferramenta como política pública casada com um modelo de negócio “para dar retorno para a ponta da cadeia produtiva, não somente para as obrigações do crédito e seguro rurais”. Segundo ele, o corpo técnico de mais de 9 mil profissionais da OCB participa dos projetos. “O Zarc como instrumento deve ter cada vez mais protagonismo”, disse.
Para finalizar a mesa de abertura, Guilherme Campos, secretário de Política Agrícola do Mapa, falou que é necessário fornecer mais condições para que o trabalho no campo seja menos arriscado e mais produtivo para o produtor rural. “Tudo que é feito de protagonismo agrícola no mundo é graças a iniciativas como essas da Embrapa. Que esse seja o primeiro ciclo de 30 anos de outros que virão”. Campos também salientou a necessidade de mais divulgação do Zarc para a sociedade brasileira. “Precisamos dar publicidade, cada vez maior, também para o cidadão comum” e agradeceu: “Obrigado a todos pelo trabalho, talento e qualidade do que é entregue”.
Trajetória de 30 anos
Em seguida, os participantes assistiram à palestra “A trajetória dos 30 anos do Zarc”, ministrada pelo coordenador da Rede Zarc Embrapa, pesquisador Eduardo Monteiro. Ele mostrou que as primeiras avaliações de risco nas culturas começaram antes de 1996. Na década de 1990, o ministro da agricultura da época conheceu as primeiras avaliações de risco em culturas na Embrapa Arroz e Feijão, vendo a importância do projeto de redução de riscos climáticos em 1995/1996 realizado pela Embrapa e instituições parceiras.
Com a introdução do Zoneamento Agrícola, houve um impacto significativo, mostrando redução de 70% no índice médio de perdas no conjunto de contratos que seguiam o Zarc em comparação ao total de contratos. “Qualquer redução de 20% de perdas já representa uma economia na casa dos bilhões de reais”, de acordo com o pesquisador.
O pesquisador recordou que o Zarc ficou por alguns anos apartados da Embrapa, de 2003 a 2015. Em 2015, o operacional retornou para Embrapa, com trabalhos de atualização partindo praticamente do zero. Na época, a então chefe-geral da Embrapa Informática Agropecuária (hoje, Agricultura Digital), Silvia Massruhá, “deu apoio necessário e graças a isso estamos aqui hoje. E o passivo já foi praticamente todo superado”, garantiu.
Monteiro refere-se à Rede Zarc como “todo o ambiente de relacionamento, interação e colaboração, em que o corpo técnico de P&D se aproxima dos desafios do Proagro, do seguro rural, do PCR do Mapa, em um ambiente propício para inovação. Com isso, para cada demanda identificada e priorizada, entregamos um resultado concreto de 18 a 24 meses para ser operacionalizado no programa agrícola, a exemplo do Zarc Pecuário, Zarc produtividade e Zarc Níveis de Manejo”, explicou.
ZarcNM
Atualmente, o Programa Zarc está operacionalizando em 49 culturas no Proagro, crédito e seguro rural. “Esta é uma oportunidade de evoluir para o Zarc de segunda geração, mais exigente, o ZarcNM”, disse Monteiro.
Segundo o pesquisador, o Zarc Níves de Manejo (ZarcNM) marca o início de um processo de transição do Zarc tradicional para uma estratégia em que se possa ter produtividade, apesar do risco. Enquanto o Zarc tradicional avalia o risco com base no clima, solo e ciclo da cultura, o ZarcNM incorpora a análise da qualidade do manejo do solo como um dos fatores que colaboram para reduzir os danos por riscos climáticos.
O ZarcNM é uma maneira objetiva de quantificar a redução de risco a partir do aprimoramento do manejo. Ele proporciona uma quantificação individualizada por gleba e talhão. “É um mecanismo de indução da sustentabilidade, porque evidencia como alcançar a estabilidade da produção, do carbono do solo e da manutenção de água no solo e, com isso, procura premiar mais áreas com menos risco”, disse Eduardo Monteiro.
O pesquisador exemplificou como funciona a análise dos níveis de manejo dentro do Zarc com a grande seca que ocorreu em 2022, considerada a pior dos últimos anos, com recordes de perdas na agricultura e de acionamento do Proagro. “A equipe de pesquisa da Embrapa Agropecuária Oeste [Dourados, MS] monitorou áreas de Níveis de Manejo 1 (NM1) e as perdas chegaram a 90%, e em áreas vizinhas com NM4 a perda chegou a 20%. No Sul do País, a Embrapa Soja verificou que em áreas com bons níveis de manejo, a produtividade foi 43% superior a áreas com deficiência de manejo”, relatou.
O ZarcNM está em fase de testes com a cultura da soja no Paraná, e o projeto piloto expandiu para o Sul do Brasil e para o estado de Mato Gross do Sul. “Vamos ter que treinar e capacitar o setor produtivo, validação no campo em todo o Brasil. Depois vamos levar para o milho, trigo e assim por diante. Enquanto isso, o Zarc tradicional tem que existir enquanto se faz a transição. Precisamos fazer isso de forma planejada e calculada para que dê certo”, alertou.
O pesquisador finalizou a palestra dizendo que para seguirem com a expansão do Zarc, “é preciso, em primeiro lugar, encontrar modelo de financiamento compatível para que essa inovação atenda aos requisitos do Proagro, crédito rural e seguro rural. E, em segundo lugar, precisamos mudar como fazemos parcerias com outras instituições. E, assim, consolidar e seguir na trilha de desenvolvimento”.
Homenagens
Profissionais que fizeram e fazem parte do desenvolvimento do Programa Zarc foram homenageados pela Embrapa por seus trabalhos dedicados à evolução contínua da tecnologia. Da equipe da Embrapa foram homenageados Aderson Soares de Andrade Junior (pesquisador da Embrapa Meio-Norte), Aldemir Pazinatto (analista da Embrapa Trigo), Balbino Evangelista (analista da Embrapa Cerrados), Fernando Antonio Macena da Silva (pesquisador Embrapa Cerrados), Ivan Rodrigues de Almeida (pesquisador Embrapa Agricultura Digital), José Renato Bolças Farias (pesquisador Embrapa Soja), Silvando Carlos da Silva (pesquisador da Embrapa Arroz e Feijão), Silvio Steinmetz (pesquisador aposentado da Embrapa Clima Temperado) e Gilberto Rocca da Cunha (pesquisador da Embrapa Trigo).
Das instituições, foram laureadas as alianças estratégicas pilares para modernização, aprimoramento e expansão do Zarc nas pessoas de Claudio Filgueiras Pacheco Moreira, chefe do Departamento de Regulação, Supervisão e Controle das Operações do Crédito Rural e do Proagro (Derop) no Banco Central do Brasil; Pedro Loyola, coordenador do Observatório do Seguro Rural; Hugo Borges Rodrigues, coordenador-geral de Risco Agropecuário do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
Programação técnica
Durante os três dias, de 28 a 30 de abril, os mais de cem profissionais das equipes da Embrapa discutirão a gestão de risco climático a partir da experiência de diferentes atores sobre desafios institucionais, desafios técnicos e científicos, ações da Embrapa no Programa Zarc e projetos de pesquisa. Os temas estão sendo apresentados por representantes do Banco Central, Mapa, Federação das Seguradoras (Fenseg), CNA, Observatório do Crédito e Seguro Rural/FGV, OCB, Emater-RS e Associação Paranaense das Empresas de Planejamento Agropecuário (Apepa).
O que se espera com a reunião técnica é fomentar a adaptação e resiliência da agricultura brasileira em larga escala.
Fonte: Embrapa
Sustentabilidade
Controle de plantas daninhas no algodão MT

Assim como em culturas produtoras de grãos, a matocompetição pode provocar perdas expressivas na produtividade e na qualidade da fibra do algodão. Entretanto, diferentemente de culturas como soja e milho, o algodoeiro apresenta crescimento inicial mais lento, o que o torna mais suscetível à interferência precoce das plantas daninhas.
Nesse contexto, estabelecer a cultura “no limpo” e manter essa condição ao longo do período crítico constitui um desafio técnico relevante, que exige conhecimento agronômico, experiência prática e o uso adequado de tecnologias. O sucesso no manejo depende, sobretudo, do correto posicionamento das estratégias de controle ao longo do ciclo da cultura. Embora abordagens integradas sejam fundamentais para aumentar a eficiência do manejo, o controle químico por meio de herbicidas ainda se destaca como a principal ferramenta em sistemas comerciais.
Contudo, o uso de herbicidas requer criterioso planejamento, uma vez que tanto a eficácia do controle quanto a rentabilidade do sistema produtivo devem ser consideradas. Estudos demonstram que o período crítico de prevenção à interferência (PCPI) varia em função da cultivar, da comunidade infestante e das condições edafoclimáticas da região.
De modo geral, para as principais espécies daninhas presentes no sistema de produção do algodão, como capim-colchão (Digitaria horizontalis), capim-pé-de-galinha (Eleusine indica), caruru (Amaranthus spp.), trapoeraba (Commelina benghalensis), picão-preto (Bidens pilosa) e leiteiro (Euphorbia heterophylla), estima-se que o PCPI possa se estender por até cerca de 98 dias após a emergência. No entanto, há relatos na literatura indicando variações desse período, com valores próximos de 58 a 82 dias, reforçando a necessidade de ajustes no manejo conforme as condições específicas de cada área (Joaquim Júnior et al., 2021).
Figura 1. Períodos críticos de controle de plantas daninhas em algodão cv. IMACD 6001LL estimados para perda de produtividade de 5% em Jaboticabal, 2011. PCRD: período crítico de remoção de plantas daninhas; PCLD: período crítico livre de plantas daninhas.
**PCLD = PTPI
Adaptado: Silva et al. (2016)
Considerando o longo período crítico de prevenção a interferência para a cultura do algodão, adotar estratégias que permitam reduzir a infestação das plantas daninhas é crucial para reduzir a matocompetição, especialmente se tratando de espécies de difícil controle. Uma das alternativas para isso é o uso de herbicidas pré-emergentes, também conhecidos como herbicidas residuais. Esses herbicidas atuam diretamente no banco de sementes do solo, reduzindo os fluxos de emergência das espécies daninhas.
Essa estratégia permite reduzir a matocompetição inicial do algodão, além de contribuir para um melhor controle de daninhas complexas, através da redução das populações iniciais. Atualmente, os relatos de resistências múltiplas e simples de espécies daninhas na cultura do algodão no Brasil, incluem espécies de caruru (Amaranthus retroflexus; A. viridis; A. palmeri), gramíneas como o capim-pé-de-galinha (Eleusine indica) e asteraceas como o mentrasco (Ageratum conyzoides). Essas resistências incluem grupos químicos como herbicidas inibidores da ALS, Fotossistema II, PROTOX, EPSPs e ACCase (Heap, 2026).
De acordo com Santos et al. (2018), além de reduzir os fluxos de emergência das planta daninhas, o uso dos herbicidas pré-emergentes influencia positivamente na produtividade de algodão em caroço e pluma, possibilitando produtividades superiores ao observado em lavouras sem o uso desses herbicidas. Ainda que herbicidas como pendimethalin, trifluralin e diuron sustentem o manejo residual na cultura do algodão (Silva et al., 2025), explorar outras moléculas, adicionando herbicidas pré-emergentes mais atuais ao sistema de cultivo, é uma das formas de contribuir para o manejo da resistência das plantas daninhas aos herbicidas no algodão e ampliar o controle pré-emergente.
Vale destacar que, embora proporcionem controle inicial eficiente por meio da supressão dos fluxos de emergência, a persistência dos herbicidas pré-emergentes é altamente dependente das condições edafoclimáticas. Fatores como umidade, temperatura, textura e teor de matéria orgânica do solo influenciam diretamente sua atividade residual. Nesse contexto, considerando o longo período de suscetibilidade do algodoeiro à matocompetição, a escolha de herbicidas com maior residual, aliada ao adequado posicionamento das aplicações em pós-emergência, é determinante para o sucesso no manejo das plantas daninhas. Assim, a integração entre herbicidas pré e pós-emergentes constitui uma estratégia fundamental para reduzir os efeitos da interferência e preservar o potencial produtivo da cultura do algodão.
Referências:
HEAP. I. The International Herbicide-Resistant Weed Database, 2026. Disponível em: < https://weedscience.org/Pages/crop.aspx >, acesso em: 28/04/2026.
JOAQUIM JÚNIOR, C. Z. et al. MANEJO DE PLANTAS DANINHAS NA CULTURA DO ALGODOEIRO: BREVE REVISÃO. Revista Agronômica Brasileira, 2021. Disponível em: < https://www.researchgate.net/publication/359677214_Manejo_de_plantas_daninhas_na_cultura_do_algodoeiro_breve_revisao >, acesso em: 28/04/2026.
SANTOS, S; M; S. et al. CONTROLE DO COMPLEXO DE PLANTAS DANINHAS COM HERBICIDAS PRÉ-EMERGENTES NA CULTURA DO ALGODÃO. Rev. Cultivando o Saber, 2018. Disponível em: < https://cultivandosaber.fag.edu.br/index.php/cultivando/article/view/876/799 >, acesso em: 28/04/2026.
SILVA, A. N. et al. HERBICIDAS PRÉ-EMERGENTES COMO FERRAMENTA ESTRATÉGICA NO MANEJO INTEGRADO DE PLANTAS DANINHAS. Enciclopédia Biosfera, 2025. Disponível em: < https://www.conhecer.org.br/enciclop/2025D/herbicidas.pdf >, acesso em: 28/04/2026.
SILVA, M. P. et al. PERIODS OF WEED INTERFERENCE ON TRANSGENIC COTTON ‘IMACD 6001LL’. Rev. Caatinga, 2016. Disponível em: < https://periodicos.ufersa.edu.br/index.php/caatinga/article/view/5341/pdf_373 >, acesso em: 28/04/2026.

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