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6 de novembro de 2026

Sustentabilidade

Rede Zarc comemora 30 anos de colaboração na mitigação em perdas agrícolas

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No dia 28 de abril, primeiro dia da 9ª Reunião da Rede Zarc Embrapa, em Brasília/DF, equipes de 34 Unidades da Embrapa e de outras instituições de pesquisa, representantes de seguradoras, do Mapa, do Banco Central e de organizações do setor produtivo reuniram-se em reunião nacional para comemorar os 30 anos do Programa Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) no País. A tecnologia contribui com a mitigação de perdas agrícolas com gestão integrada a políticas públicas.

Na abertura, os parceiros do Programa – Embrapa, Ministério da Agricultura e Pecuária, Banco Central e Sistema OCB – deram às boas-vindas aos presentes. A presidente Silvia Massruhá parabenizou todos os parceiros pelos 30 anos do Zarc e lembrou que houve um trabalho conjunto para revitalizar o Programa há 11 anos como politica pública estratégica para o Brasil. “O Zarc é um modelo institucional de política pública de inteligência estratégica para o País e traz hoje uma dimensão como base para a política da Jornada Verde, pensando como os produtores rurais podem se beneficiar de créditos de carbono e serviços ambientais”, disse.

A presidente lembrou que a Embrapa lançou o Balanço Social 2025 nos 53 anos da Empresa neste ano, sendo o Zarc uma das 200 tecnologias que colaborou para que a cada R$ 1 investido na Embrapa a instituição tenha retornado R$ 27 à sociedade brasileira. “O PIB Agrícola brasileiro foi de R$ 725 bilhões e o impacto da Embrapa foi cerca de 17% no PIB. O maior beneficiário é o produto rural, que traz as demandas e ajuda a validar a tecnologia, uma parceria muito importante”, concluiu.

Claudio Filgueiras Pacheco Moreira, chefe do Departamento de Regulação, Supervisão e Controle das Operações do Crédito Rural e do Proagro (Derop) no Banco Central do Brasil, se diz satisfeito pelo Zarc ter se tornado uma política pública consolidada. “Isso mostra o quanto a tecnologia é importante e faz de nossa agricultura mais pujante. Queremos que o Zarc evolua e se consolide cada vez mais. Se o Banco Central evoluiu muito na prática de crédito rural, isso se deve à Embrapa. Parabenizamos a Embrapa pela grande evolução tecnológica, pelo brilhante programa”.

O coordenador do Ramo Agropecuário do Sistema OCB, Rodolfo Jordão da Silva Filho, afirmou que a entidade trata o Zarc como ferramenta como política pública casada com um modelo de negócio “para dar retorno para a ponta da cadeia produtiva, não somente para as obrigações do crédito e seguro rurais”. Segundo ele, o corpo técnico de mais de 9 mil profissionais da OCB participa dos projetos. “O Zarc como instrumento deve ter cada vez mais protagonismo”, disse.

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Para finalizar a mesa de abertura, Guilherme Campos, secretário de Política Agrícola do Mapa, falou que é necessário fornecer mais condições para que o trabalho no campo seja menos arriscado e mais produtivo para o produtor rural. “Tudo que é feito de protagonismo agrícola no mundo é graças a iniciativas como essas da Embrapa. Que esse seja o primeiro ciclo de 30 anos de outros que virão”. Campos também salientou a necessidade de mais divulgação do Zarc para a sociedade brasileira. “Precisamos dar publicidade, cada vez maior, também para o cidadão comum” e agradeceu: “Obrigado a todos pelo trabalho, talento e qualidade do que é entregue”.

Trajetória de 30 anos

Em seguida, os participantes assistiram à palestra “A trajetória dos 30 anos do Zarc”, ministrada pelo coordenador da Rede Zarc Embrapa, pesquisador Eduardo Monteiro. Ele mostrou que as primeiras avaliações de risco nas culturas começaram antes de 1996. Na década de 1990, o ministro da agricultura da época conheceu as primeiras avaliações de risco em culturas na Embrapa Arroz e Feijão, vendo a importância do projeto de redução de riscos climáticos em 1995/1996 realizado pela Embrapa e instituições parceiras.

Com a introdução do Zoneamento Agrícola, houve um impacto significativo, mostrando redução de 70% no índice médio de perdas no conjunto de contratos que seguiam o Zarc em comparação ao total de contratos. “Qualquer redução de 20% de perdas já representa uma economia na casa dos bilhões de reais”, de acordo com o pesquisador.

O pesquisador recordou que o Zarc ficou por alguns anos apartados da Embrapa, de 2003 a 2015. Em 2015, o operacional retornou para Embrapa, com trabalhos de atualização partindo praticamente do zero. Na época, a então chefe-geral da Embrapa Informática Agropecuária (hoje, Agricultura Digital), Silvia Massruhá, “deu apoio necessário e graças a isso estamos aqui hoje. E o passivo já foi praticamente todo superado”, garantiu.

Monteiro refere-se à Rede Zarc como “todo o ambiente de relacionamento, interação e colaboração, em que o corpo técnico de P&D se aproxima dos desafios do Proagro, do seguro rural, do PCR do Mapa, em um ambiente propício para inovação. Com isso, para cada demanda identificada e priorizada, entregamos um resultado concreto de 18 a 24 meses para ser operacionalizado no programa agrícola, a exemplo do Zarc Pecuário, Zarc produtividade e Zarc Níveis de Manejo”, explicou.

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ZarcNM

Atualmente, o Programa Zarc está operacionalizando em 49 culturas no Proagro, crédito e seguro rural. “Esta é uma oportunidade de evoluir para o Zarc de segunda geração, mais exigente, o ZarcNM”, disse Monteiro.

Segundo o pesquisador, o Zarc Níves de Manejo (ZarcNM) marca o início de um processo de transição do Zarc tradicional para uma estratégia em que se possa ter produtividade, apesar do risco. Enquanto o Zarc tradicional avalia o risco com base no clima, solo e ciclo da cultura, o ZarcNM incorpora a análise da qualidade do manejo do solo como um dos fatores que colaboram para reduzir os danos por riscos climáticos.

O ZarcNM é uma maneira objetiva de quantificar a redução de risco a partir do aprimoramento do manejo. Ele proporciona uma quantificação individualizada por gleba e talhão. “É um mecanismo de indução da sustentabilidade, porque evidencia como alcançar a estabilidade da produção, do carbono do solo e da manutenção de água no solo e, com isso, procura premiar mais áreas com menos risco”, disse Eduardo Monteiro.

O pesquisador exemplificou como funciona a análise dos níveis de manejo dentro do Zarc com  a grande seca que ocorreu em 2022, considerada a pior dos últimos anos, com recordes de perdas na agricultura e de acionamento do Proagro.  “A equipe de pesquisa da Embrapa Agropecuária Oeste [Dourados, MS] monitorou áreas de Níveis de Manejo 1 (NM1) e as perdas chegaram a 90%, e em áreas vizinhas com NM4 a perda chegou a 20%. No Sul do País, a Embrapa Soja verificou que em áreas com bons níveis de manejo, a produtividade foi 43% superior a áreas com deficiência de manejo”, relatou.

O ZarcNM está em fase de testes com a cultura da soja no Paraná, e o projeto piloto expandiu para o Sul do Brasil e para o estado de Mato Gross do Sul. “Vamos ter que treinar e capacitar o setor produtivo, validação no campo em todo o Brasil. Depois vamos levar para o milho, trigo e assim por diante. Enquanto isso, o Zarc tradicional tem que existir enquanto se faz a transição. Precisamos fazer isso de forma planejada e calculada para que dê certo”, alertou.

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O pesquisador finalizou a palestra dizendo que para seguirem com a expansão do Zarc, “é preciso, em primeiro lugar, encontrar modelo de financiamento compatível para que essa inovação atenda aos requisitos do Proagro, crédito rural e seguro rural. E, em segundo lugar, precisamos mudar como fazemos parcerias com outras instituições. E, assim, consolidar e seguir na trilha de desenvolvimento”.

Homenagens

Profissionais que fizeram e fazem parte do desenvolvimento do Programa Zarc foram homenageados pela Embrapa por seus trabalhos dedicados à evolução contínua da tecnologia. Da equipe da Embrapa foram homenageados Aderson Soares de Andrade Junior (pesquisador da Embrapa Meio-Norte), Aldemir Pazinatto (analista da Embrapa Trigo), Balbino Evangelista (analista da Embrapa Cerrados), Fernando Antonio Macena da Silva (pesquisador Embrapa Cerrados), Ivan Rodrigues de Almeida (pesquisador Embrapa Agricultura Digital), José Renato Bolças Farias (pesquisador Embrapa Soja), Silvando Carlos da Silva (pesquisador da Embrapa Arroz e Feijão), Silvio Steinmetz (pesquisador aposentado da Embrapa Clima Temperado) e Gilberto Rocca da Cunha (pesquisador da Embrapa Trigo).

Das instituições, foram laureadas as alianças estratégicas pilares para modernização, aprimoramento e expansão do Zarc nas pessoas de Claudio Filgueiras Pacheco Moreira, chefe do Departamento de Regulação, Supervisão e Controle das Operações do Crédito Rural e do Proagro (Derop) no Banco Central do Brasil; Pedro Loyola, coordenador do Observatório do Seguro Rural; Hugo Borges Rodrigues, coordenador-geral de Risco Agropecuário do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

Programação técnica

Durante os três dias, de 28 a 30 de abril, os mais de cem profissionais das equipes da Embrapa discutirão a gestão de risco climático a partir da experiência de diferentes atores sobre desafios institucionais, desafios técnicos e científicos, ações da Embrapa no Programa Zarc e projetos de pesquisa. Os temas estão sendo apresentados por representantes do Banco Central, Mapa, Federação das Seguradoras (Fenseg), CNA, Observatório do Crédito e Seguro Rural/FGV, OCB, Emater-RS e Associação Paranaense das Empresas de Planejamento Agropecuário (Apepa).

O que se espera com a reunião técnica é fomentar a adaptação e resiliência da agricultura brasileira em larga escala.

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Fonte: Embrapa


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CEEMA: Milho em Chicago inicia novembro em recuo com avanço da colheita nos EUA e plantio no Brasil – MAIS SOJA

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A cotação do bushel de milho, em Chicago, para o primeiro mês cotado, iniciou novembro em recuo. O fechamento da quinta-feira (05) ficou em US$ 4,40, contra US$ 4,51 uma semana antes. Já a média de outubro fechou em US$ 4,75/bushel, caindo 9% em relação a setembro. Em outubro de 2025 a média havia sido de US$ 4,22/bushel.

Dito isso, a colheita do cereal, nos EUA, chegou a 74% da área semeada no dia 1º de novembro, contra 77% na média. Em paralelo, as exportações dos EUA, na semana encerrada em 29/10, chegaram a 1,3 milhão de toneladas para o ano 2026/27, ficando 32% acima da média das quatro semanas anteriores. Já o volume efetivamente embarcado chegou a 552.900 toneladas na semana, ficando 57% abaixo da média das quatro semanas anteriores.

Ao mesmo tempo, o consumo de milho para a fabricação de etanol em setembro, nos EUA, recuou 9% em relação a agosto, porém, ficou 1% acima do registrado em setembro/25. O volume no mês ficou em 11,1 milhões de toneladas. Considerando todas as finalidades industriais, o consumo de milho nos EUA recuou 8% em setembro, em relação a agosto. Do volume total processado, 92,7% foi destinado à produção de álcool.

Ainda nos EUA, em todo o mês de setembro, as exportações de milho somaram 7,08 milhões de toneladas, se constituindo em volume recorde para o mês. Mas, na comparação com agosto, os embarques apresentaram redução de 4,6%. E no Brasil, os preços do milho se mantiveram relativamente estáveis. No mercado gaúcho o preço médio na semana ficou em R$ 62,83/saco, enquanto no restante do país o mesmo oscilou entre R$ 45,00 e R$ 63,00/saco.

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Já o plantio da safra de verão 2026/27 alcançou a 63% da área esperada no CentroSul brasileiro, contra 59% no mesmo período do ano passado (cf. AgRural). Em todo o Brasil, o plantio da safra de verão de milho 2026/27 atingiu a 44,2% da área prevista até 30 de outubro, contra 42,5% na média (cf. Conab).

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).


FONTE

Autor:Dr. Argemiro Luís Brum/CEEMA-UNIJUÍ

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Site: Ceema/Unijuí

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Sustentabilidade

Primeiro caso de ferrugem-asiática em área comercial é relatado no RS – MAIS SOJA

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A ferrugem-asiática da soja, causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi é uma das principais e mais preocupantes doenças que acometem a soja. Com potencial de causar perdas de produtividade de até 90%, e em alguns casos até mesmo comprometer a lavoura (Godoy et al., 2024). A doença é considerada policíclica e pode ocorrer em qualquer estádio do desenvolvimento da soja, desde que haja condições adequadas ao desenvolvimento do patógeno.

Além da presença do inóculo do fungo, para que ocorra a infecção da ferrugem são necessários pelo menos 6 horas de água livre na folha (molhamento foliar), e temperaturas amenas, variando entre 10°C a 26,5°C, condições essas, observadas principalmente no Sul do Brasil na presente safra, em função dos impactos do fenômeno El Niño.

Recentemente, o primeiro caso de ferrugem-asiática em área comercial de soja foi relatado em Santo Antônio das Missões no Rio Grande do Sul, em soja em estádio fenológico R1, o caso data de 31 de outubro de 2026. No Paraná, casos de ferrugem-asiática em soja voluntária já haviam sido relatados anteriormente.

Figura 1. Distribuição dos casos de ferrugem-asiática na safra 2026/2027. Atualização de 6 de novembro de 2026.
Fonte: Consórcio Antiferrugem (2026)

O caso acende um alerta para as lavouras da região, principalmente pela capacidade da ferrugem em dispersar os esporos do fungo pelo vento. Associado a isso, as adversidades climáticas e a alteração do regime de chuvas têm contribuído para a evolução da ferrugem-asiática, o que torna ainda mais importante intensificar o monitoramento das áreas agrícolas e as medidas de controle da doença.

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Vale destacar que os sintomas podem surgir em qualquer estádio de desenvolvimento da planta, inicialmente como pequenos pontos escuros nas folhas, com formação de urédias na face inferior, que adquirem coloração castanha e liberam esporos disseminados pelo vento (Henning et al., 2014).

Figura 2. Urédias de ferrugem-asiática em soja.

Monitoramento

O monitoramento com coletores de esporos deve ser utilizado como ferramenta complementar de manejo, não substituindo a inspeção das lavouras para identificação e avaliação dos sintomas, especialmente sob condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento da doença. Os primeiros sintomas geralmente surgem no terço inferior das plantas. A avaliação deve abranger folhas dos terços inferior e médio, com o auxílio de uma lupa de bolso com aumento mínimo de 20×, observando-se principalmente a face inferior, onde se encontram as urédias do fungo (Oliveira et al., 2020).

O monitoramento deve ser realizado desde a emergência da cultura, intensificando-se próximo ao fechamento das entrelinhas e durante o florescimento, especialmente em regiões com ocorrência confirmada da doença. Em caso de dúvida, recomenda-se a utilização de câmara úmida, colocando as folhas suspeitas em um saco plástico com papel ou algodão umedecido, inflado e fechado. O material deve permanecer em ambiente fresco, à temperatura ambiente, por 12 a 24 horas, período em que podem ocorrer a formação de urédias e a liberação de uredosporos, auxiliando na confirmação do diagnóstico (Godoy et al., 2017).

Figura 3. Câmara úmida com saco plástico e papel (ou algodão) umedecido para induzir a formação das estruturas reprodutivas de Phakopsora pachyrhizi.
Foto: Jose Tadoshi Yorinori. Fonte: Godoy et al. (2017). Imagem com qualidade otimizada com o uso de IA.
Você pode acompanhar as atualizações

Você pode acompanhar as atualizações do Consórcio Antiferrugem e o progresso dos casos de ocorrência da doença na safra 2026/2027 clicando aqui!



Referências:

CONSÓRCIO ANTIFERRUGEM. MAPA DA DISPERSÃO. Consórcio Antiferrugem: Parceria público-privada no combate à ferrugem asiática da soja, 2025. Disponível em: < http://www.consorcioantiferrugem.net/#/main >, acesso em: 06/11/2026.

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GODOY, C. V. EFICIÊNCIA DE FUNGICIDAS PARA O CONTROLE DA FERRUGEMASIÁTICA DA SOJA, Phakopsora pachyrhizi, NA SAFRA 2023/2024: RESULTADOS SUMARIZADOS DOS ENSAIOS COOPERATIVOS. Embrapa Soja, Circular Técnica n. 206, 2024. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1165843/1/CT-206-Claudia-Godoy.pdf >, acesso em: 06/11/2026.

GODOY, C. V. et al. BOAS PRÁTICAS PARA O ENFRENTAMENTO DA FERRUGEM-ASIÁTICA DA SOJA. Embrapa, Comunicado Técnico, n. 92, 2017. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1074899/1/ComTec92OL.pdf >, acesso em: 06/11/2026.

GRIGOLLI, J. F. J.; GRIGOLLI, M. M. K. MANEJO DE DOENÇAS NA CULTURA DA SOJA. Fundação MS, Tecnologia e Produção: Soja, 2017/2018, 2018. Disponível em: < https://www.fundacaoms.org.br/base/www/fundacaoms.org.br/media/attachments/303/303/5bf01cc3a7885009c9e47176f153fe5e967c6cb20f243_06-manejo-de-doencas-na-cultura-da-soja-somente-leitura.pdf >, acesso em: 06/11/2026.

HENNING, A. A. et al. MANUAL DE IDENTIFICAÇÃO DE DOENÇAS DE SOJA. Embrapa Soja, Documentos, n. 256, 2014. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/991687/1/Doc256OL.pdf >, acesso em: 06/11/2026.

OLIVEIRA, G. M. et al. COLETOR DE ESPOROS: DESCRIÇÃO, USO E RESULTADOS NO MANEJO DA FERRUGEM-ASIÁTICA DA SOJA. Embrapa Soja, Circular Técnica, n. 167, 2020. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1129482/1/Circ-Tec-167.pdf >, acesso em: 06/11/2026.

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Sustentabilidade

CEEMA: Trigo em Chicago rompe piso de US$ 6,00 por bushel impulsionado por fraqueza na demanda e recuo global – MAIS SOJA

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O bushel do trigo, em Chicago, voltou a cair abaixo do piso de US$ 6,00 nesta semana, batendo em US$ 5,98 no dia 04/11. Na sequência, a quinta-feira (05) fechou em US$ 5,99, contra US$ 6,03 uma semana antes. A média de outubro ficou em US$ 6,39/bushel, perdendo 11% de seu valor em relação à média de setembro. Já em outubro de 2025 a média mensal havia sido de US$ 5,11/bushel. Lembrando que, após ter alcançado US$ 7,64 no dia 1º de setembro, em pouco mais de dois meses o trigo perdeu 21,6% de seu valor em dólares em Chicago.

Enquanto isso, o plantio do trigo de inverno, nos EUA, até o dia 1º de novembro, atingia a 83% da área, contra 84% na média. Já 65% do trigo plantado estava germinado naquela data, ficando exatamente na média histórica. Por sua vez, as exportações de trigo por parte dos EUA atingiram a 849.800 toneladas na semana encerrada em 29 de outubro. Este foi o maior volume semanal registrado até o momento no ano comercial. As Filipinas lideraram as compras, com 226.300 toneladas, seguidas por Coreia do Sul, com 154.000, Indonésia, com 140.000, Vietnã, com 100.700, e México, com 93.300 toneladas. Para o ano comercial 2027/28 foram registradas vendas adicionais de 22.000 toneladas, destinadas ao Peru.

Por outro lado, os números da indústria mostraram redução na utilização do cereal nos EUA. Segundo o relatório trimestral Flour Milling, divulgado pelo USDA, o processamento de trigo para fabricação de farinha alcançou 6,2 milhões de toneladas entre julho e setembro, volume 119.724 toneladas abaixo do mesmo trimestre de 2025. Em paralelo, na Rússia, as exportações deverão ficar em 39,5 milhões de toneladas em 2026/27 (cf. IKAR).

E no Brasil, mesmo com a enorme quebra da safra de trigo, tanto em volume quanto em qualidade, não ocorre elevação dos preços do cereal como o esperado diante de tais circunstâncias. No Rio Grande do Sul, o produto tipo 1 gira ao redor de R$ 72,00/saco neste momento, perdendo um pouco de força, enquanto no Paraná o valor permanece em torno de R$ 80,00/saco.

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O recuo das cotações em Chicago ajuda nas importações, embora o câmbio continue mais negativo por aqui. Todavia, a formação dos preços internos também dependerá das condições de oferta e qualidade do trigo nacional e da competitividade do produto importado, especialmente da Argentina. Entretanto, o produto para exportação ganha com a desvalorização do Real.

Enfim, confirmando a difícil realidade da atual produção nacional de trigo, o Sindicato da Indústria do Trigo de São Paulo informou que as chuvas ao longo de setembro provocaram perda acentuada de qualidade, sendo que apenas entre 10% e 15% de todo o trigo colhido possa ser classificado como tipo 1 naquele Estado. Ao mesmo tempo, a produção total de trigo paulista deverá ficar abaixo de 20% do total esperado inicialmente, que era de 350.000 toneladas.

Já em toda a região Sul do país, agentes de moinhos relatam dificuldade para encontrar trigo com a qualidade necessária à produção de derivados. Parte das indústrias segue negociando os remanescentes de trigo das safras anteriores, cuja boa qualidade tem mantido elevados os preços pedidos por vendedores. No caso do “trigo novo” (colheita atual), mesmo a parcela classificada como tipo 1 tem apresentado, com frequência, parâmetros de qualidade fora do padrão, o que dificulta a comercialização aos moinhos. Já os lotes classificados como fora de tipo têm sido destinados à alimentação animal, tanto no mercado interno quanto para exportação (cf. Cepea).

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).

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FONTE

Autor:Dr. Argemiro Luís Brum/CEEMA-UNIJUÍ

Site: Ceema/Unijuí

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