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17 de setembro de 2026

Agro Mato Grosso

Tribunal de Contas lidera mobilização para combater a fome em Mato Grosso

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O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, deu início, nesta quarta-feira (29), a uma mobilização de instituições e municípios para enfrentar a fome no estado, onde a insegurança alimentar atinge um em cada três moradores.

Em reunião com dirigentes da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), ele defendeu a universalização da comida e adiantou que a equipe técnica da instituição está mapeando a situação nos 142 municípios.

Na ocasião, Sérgio Ricardo destacou levantamento do Ministério Público do Estado (MPMT), segundo o qual entre 700 mil e 1 milhão de mato-grossenses não têm comida na mesa todos os dias e 3,9% da população está em situação de subalimentação. “Não justifica um estado pobre tendo gente passando fome, muito menos um estado rico como Mato Grosso”, afirmou.

Para o presidente, em um cenário de falta de emprego e de indústrias, cabe ao Poder Público garantir o mínimo ao cidadão. “Se não gera emprego, se não instala a indústria para acabar com o desemprego, tem que fazer o mínimo, é obrigação.” Ele convocou novas entidades a integrar o grupo de trabalho. “Queremos que todas as instituições venham fazer parte. Porque, se formos numerosos e estivermos unidos, nós vamos conseguir isso”, acrescentou.

Restaurantes populares

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Uma das soluções debatidas na reunião foi a implantação de restaurantes populares com refeições de valor simbólico em todos os municípios. “Da mesma forma que tem um posto de saúde, que os municípios tenham um restaurante popular, porque comida é saúde. Às vezes, se você der um prato de comida para uma pessoa, você não vai precisar atender ela na UPA. Comida é saúde, e tem muita gente em Mato Grosso que não tem um prato de comida na mesa”, afirmou o conselheiro.

Na ocasião, o prefeito de Rondolândia, Zé Guedes, que também é vice-presidente da AMM, garantiu que instalará um restaurante popular no município, que possui 3.850 habitantes e fica localizado a 1.100 quilômetros da capital. “Eu quero abraçar essa causa junto com o Tribunal. Eu vim da região lá do Nordeste, muito pobre também, e eu, com 10 anos, também não tinha pão para comer na minha casa todos os dias. Essa causa é de suma importância”, contou.

Apoio da AMM e agricultura familiar

O presidente da AMM, Hemerson Máximo, colocou a Associação à disposição para atuar em conjunto com o Tribunal no monitoramento e mapeamento da fome. Ele destacou que a AMM estruturou recentemente um setor específico para capacitar servidores municipais sobre novos convênios e projetos, visando captar esses recursos federais e estaduais.

“Nós temos mato-grossenses que têm dificuldade com a alimentação, e nós, da AMM, nos colocamos à disposição, junto com os prefeitos, nesse monitoramento, nesse mapeamento dos municípios. Hoje, na prática, quem está bancando a assistência social no Brasil são os municípios. Então, essa conta que está pesando é para os prefeitos, para as prefeitas, para os gestores fazerem a parte da assistência social”, afirmou.

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A entidade também lançou um guia prático para a regularização de pequenas agroindústrias familiares. O objetivo é permitir que pequenos produtores de queijo, ovos, embutidos e hortaliças obtenham certificação sanitária e possam vender seus produtos diretamente para a merenda escolar e para os programas de assistência social dos municípios. “É o passo a passo de como o pequeno produtor pode ter o certificado para vender o seu produto no mercado, na cidade”, completou Máximo.

Recursos federais não acessados

A reunião também revelou que municípios mato-grossenses deixam de acessar recursos federais destinados ao combate à fome, como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), que financia a compra de alimentos da agricultura familiar para doação, e o Cozinha Solidária, que apoia entidades que oferecem refeições gratuitas.

Conforme dados apresentados pela engenheira de alimentos e consultora Marisa Bezerra, cerca de 120 prefeituras nem tentaram se cadastrar ou perderam o prazo de cadastramento. “O Governo Federal repassa esse recurso para os municípios comprarem alimentos da agricultura familiar e fazerem a doação para pessoas em situação de vulnerabilidade. É um recurso significativo, chega até 3 milhões por município”, explicou.

De acordo com Sérgio Ricardo, o TCE-MT passará a orientar os prefeitos. “Veja que não está difícil de resolver, porque grande parte não é a falta do dinheiro, é a falta do conhecimento. Nós temos o contato fácil com todos os prefeitos, então nós vamos informar aos municípios: olha, abriu o edital para se cadastrarem e pegarem dinheiro para ter no seu município refeição a R$ 1.”

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Plano de Metas Mato Grosso 2050

A erradicação da fome é um dos eixos centrais do Plano de Metas Mato Grosso 2050, planejamento de longo prazo que está sendo elaborado pelo TCE-MT para orientar as próximas gestões do estado. O trabalho parte de um diagnóstico de todas as regiões, entre elas o Vale do Rio Cuiabá, que reúne os 13 municípios da Região Metropolitana e é apontado pelo conselheiro como uma das áreas de maior concentração de pobreza.

“Nós sabemos como foram os nossos 25 anos anteriores, e eles foram ruins, porque aumentou o número de pessoas com fome em Mato Grosso. Então, nós não podemos deixar que os próximos 25 anos sejam iguais. Nós temos duas missões: recuperar o que não foi feito e garantir o daqui para frente”, concluiu Sérgio Ricardo.

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Caminhoneiro é preso com documento falso para carregar soja em MT

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Um motorista de caminhão, de 64 anos, foi preso em flagrante nesta terça-feira (15), em Guiratinga, a 334 km de Cuiabá, suspeito de usar uma ordem de carregamento falsa para retirar uma carga de soja avaliada em R$ 109,9 mil de uma propriedade rural. Segundo a Polícia Civil, a carga foi recuperada integralmente e devolvida ao responsável.

A polícia foi acionada depois que o responsável pela propriedade identificou irregularidades na documentação apresentada pelo motorista para realizar o carregamento.

Durante a checagem, os policiais constataram que a ordem de carregamento era falsa. O documento apresentava inconsistências e o código de verificação informado não existia.

A equipe também entrou em contato com a empresa responsável pelo transporte, que confirmou não ter autorizado o carregamento da soja.

Diante da suspeita de fraude, o caminhão e o celular utilizado pelo motorista foram apreendidos. Durante a ação, os policiais localizaram a carga, que foi recuperada e posteriormente devolvida ao responsável pela propriedade.

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O motorista foi levado para a Delegacia de Guiratinga, onde foi preso em flagrante. As investigações continuam para apurar a possível participação de outras pessoas na fraude e esclarecer a atuação de cada envolvido.

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Servidor Público de 21 anos morre após acidente entre carro e carreta na BR-163 em MT

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Um servidor público de 21 anos morreu após um acidente entre um carro e uma carreta na BR-163, entre Jangada e Rosário Oeste, na terça-feira (15). A vítima foi identificada como Werick Santana da Silva Igreja.

O acidente aconteceu no km 534 da rodovia, no sentido Sinop. Segundo a Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito (Deletran), o carro em que Werick estava se envolveu na batida com uma carreta.

A vítima foi socorrida pela equipe da concessionária Rota Oeste e encaminhada ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) às 7h57 de terça-feira. Ele ficou internado, mas não resistiu aos ferimentos e morreu por volta das 5h10 desta quarta-feira (16).

A Deletran foi acionada nesta quarta-feira para a liberação do corpo e requisitou à Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) a realização de necropsia.

As circunstâncias do acidente são investigadas.

Servidor público

Werick era servidor público municipal de Nova Mutum, a 269 km de Cuiabá. Em nota, a prefeitura lamentou a morte e informou que presta suporte à família.

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“Aos familiares, nossos mais sinceros sentimentos. Werikc deixa sua contribuição e dedicação ao serviço público, além das boas lembranças construídas ao longo de sua trajetória. Que as lembranças de sua bondade, de seu sorriso e de sua dedicação sirvam de consolo neste momento tão difícil”, diz trecho da nota.

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Semente Forte orienta produtores sobre cuidados para garantir boa implantação da soja

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Aprosoja MT reforça a importância de planejar cada etapa do plantio, desde o armazenamento das sementes até a regulagem dos equipamentos e as condições do solo

Com a liberação do plantio em Mato Grosso, o produtor rural intensifica os preparativos para garantir uma boa implantação da lavoura. Antes mesmo de colocar a semente no solo, uma série de cuidados precisa ser observada, desde a escolha e o armazenamento do material até as condições de umidade e a operação de semeadura. Pequenas falhas nessas etapas podem comprometer o estande de plantas e impactar o desenvolvimento da lavoura ao longo da safra.

Por isso, a qualidade da semente é um dos primeiros pontos que devem ser observados pelo produtor. Por meio do programa Semente Forte, a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) acompanha a qualidade das sementes adquiridas pelos produtores. A amostragem das sementes adquiridas comercialmente é realizada por técnicos habilitados pelo Registro Nacional de Sementes e Mudas (RENASEM), e as amostras são encaminhadas a laboratórios credenciados junto ao Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), onde passam por análises para verificar sua qualidade.

Para o vice-presidente Oeste da Aprosoja MT, Gilson Antunes de Melo, o primeiro cuidado deve começar ainda na aquisição da semente. Ele orienta que o produtor procure empresas com experiência e procedência no mercado e confira os índices de germinação e vigor antes de realizar o plantio.

“O ideal é que o produtor compre uma semente de boa qualidade, de empresas idôneas que estão a tempo no mercado, né, que se certifique que essa sementa que ele adquiriu esteja com germinação boa e com vigor excelente para que ela possa já chegar com nível alto de qualidade e germinar bem na lavoura”, disse.

Depois de receber o material na propriedade, os cuidados precisam continuar. Gilson explica que a avaliação da qualidade antes do plantio, aliada ao tratamento adequado das sementes e à observação da umidade do solo, ajuda o produtor a reduzir os riscos de falhas na germinação e garantir uma melhor formação do estande.

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“Na hora que a semente chega na fazenda, o ideal é que chame o supervisor da Aprosoja MT da região para que colete essa semente. Se tiver dúvidas, mande para o laboratório antes de realizar o plantio. Com o resultado de qualidade em mãos, o produtor pode tomar decisão em relação ao tratamento do material, e também, decidir qual o melhor momento para plantar levando em consideração a umidade do solo, fator que contribui para uma boa germinação”, completou.

Em Jaciara, o produtor rural Alberto Chiapinotto também destaca que os cuidados realizados antes da semeadura são fundamentais para evitar problemas durante a implantação da lavoura. Segundo ele, testar a qualidade das sementes e armazená-las adequadamente são medidas que ajudam o produtor a identificar possíveis problemas antes de iniciar o plantio.

“Receber a semente e armazenar em câmara fria, realizar os testes em laboratório e também em canteiros antes do plantio para confirmar a qualidade são cuidados essenciais. Ao cuidar da qualidade da semente, o produtor está evitando que ocorra um erro no plantio. A qualidade da semente é essencial, pois é o início de toda sua safra, não apenas da soja, mas da segunda safra também. Pois se houver a necessidade do replantio, afetará todo o ciclo da produção da safra agrícola, comprometendo a rentabilidade do produtor”, salienta.

Além da qualidade da semente, Alberto chama atenção para as condições no momento da semeadura. A recomendação é que o produtor observe as condições do solo e ajuste a operação de acordo com a capacidade do equipamento, evitando comprometer a distribuição e a emergência das plantas.

“Tenha o máximo de capricho, faça o plantio nas condições ideais, velocidade adequada de acordo com a capacidade do equipamento e do solo para garantir um bom estande de plantas e ter uma colheita farta”, recomenda.

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Os cuidados com a semente e com a operação de plantio são importantes para garantir que a lavoura comece o ciclo produtivo com boas condições de desenvolvimento. Além de reduzir o risco de falhas e da necessidade de replantio, uma boa implantação contribui para o aproveitamento do potencial produtivo da cultura e para a rentabilidade do produtor.

Com a nova safra se aproximando, a Aprosoja MT reforça a importância de que o produtor planeje cada etapa do plantio, desde a escolha e o armazenamento das sementes até a regulagem dos equipamentos e as condições do solo. A atenção aos detalhes antes e durante a semeadura pode fazer a diferença para alcançar um bom estande e iniciar a safra com mais segurança e produtividade.

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