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6 de novembro de 2026

Sustentabilidade

Controle de plantas daninhas no algodão MT

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Assim como em culturas produtoras de grãos, a matocompetição pode provocar perdas expressivas na produtividade e na qualidade da fibra do algodão. Entretanto, diferentemente de culturas como soja e milho, o algodoeiro apresenta crescimento inicial mais lento, o que o torna mais suscetível à interferência precoce das plantas daninhas.

Nesse contexto, estabelecer a cultura “no limpo” e manter essa condição ao longo do período crítico constitui um desafio técnico relevante, que exige conhecimento agronômico, experiência prática e o uso adequado de tecnologias. O sucesso no manejo depende, sobretudo, do correto posicionamento das estratégias de controle ao longo do ciclo da cultura. Embora abordagens integradas sejam fundamentais para aumentar a eficiência do manejo, o controle químico por meio de herbicidas ainda se destaca como a principal ferramenta em sistemas comerciais.

Contudo, o uso de herbicidas requer criterioso planejamento, uma vez que tanto a eficácia do controle quanto a rentabilidade do sistema produtivo devem ser consideradas. Estudos demonstram que o período crítico de prevenção à interferência (PCPI) varia em função da cultivar, da comunidade infestante e das condições edafoclimáticas da região.

De modo geral, para as principais espécies daninhas presentes no sistema de produção do algodão, como capim-colchão (Digitaria horizontalis), capim-pé-de-galinha (Eleusine indica), caruru (Amaranthus spp.), trapoeraba (Commelina benghalensis), picão-preto (Bidens pilosa) e leiteiro (Euphorbia heterophylla), estima-se que o PCPI possa se estender por até cerca de 98 dias após a emergência. No entanto, há relatos na literatura indicando variações desse período, com valores próximos de 58 a 82 dias, reforçando a necessidade de ajustes no manejo conforme as condições específicas de cada área (Joaquim Júnior et al., 2021).

Figura 1. Períodos críticos de controle de plantas daninhas em algodão cv. IMACD 6001LL estimados para perda de produtividade de 5% em Jaboticabal, 2011. PCRD: período crítico de remoção de plantas daninhas; PCLD: período crítico livre de plantas daninhas.

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*PCRD = PCPI
**PCLD = PTPI
Adaptado: Silva et al. (2016)

Considerando o longo período crítico de prevenção a interferência para a cultura do algodão, adotar estratégias que permitam reduzir a infestação das plantas daninhas é crucial para reduzir a matocompetição, especialmente se tratando de espécies de difícil controle. Uma das alternativas para isso é o uso de herbicidas pré-emergentes, também conhecidos como herbicidas residuais. Esses herbicidas atuam diretamente no banco de sementes do solo, reduzindo os fluxos de emergência das espécies daninhas.

Essa estratégia permite reduzir a matocompetição inicial do algodão, além de contribuir para um melhor controle de daninhas complexas, através da redução das populações iniciais. Atualmente, os relatos de resistências múltiplas e simples de espécies daninhas na cultura do algodão no Brasil, incluem espécies de caruru (Amaranthus retroflexus; A. viridis; A. palmeri), gramíneas como o capim-pé-de-galinha (Eleusine indica) e asteraceas como o mentrasco (Ageratum conyzoides). Essas resistências incluem grupos químicos como herbicidas inibidores da ALS, Fotossistema II, PROTOX, EPSPs e ACCase (Heap, 2026).

De acordo com Santos et al. (2018), além de reduzir os fluxos de emergência das planta daninhas, o uso dos herbicidas pré-emergentes influencia positivamente na produtividade de algodão em caroço e pluma, possibilitando produtividades superiores ao observado em lavouras sem o uso desses herbicidas. Ainda que herbicidas como pendimethalin, trifluralin e diuron sustentem o manejo residual na cultura do algodão (Silva et al., 2025), explorar outras moléculas, adicionando herbicidas pré-emergentes mais atuais ao sistema de cultivo, é uma das formas de contribuir para o manejo da resistência das plantas daninhas aos herbicidas no algodão e ampliar o controle pré-emergente.

Vale destacar que, embora proporcionem controle inicial eficiente por meio da supressão dos fluxos de emergência, a persistência dos herbicidas pré-emergentes é altamente dependente das condições edafoclimáticas. Fatores como umidade, temperatura, textura e teor de matéria orgânica do solo influenciam diretamente sua atividade residual. Nesse contexto, considerando o longo período de suscetibilidade do algodoeiro à matocompetição, a escolha de herbicidas com maior residual, aliada ao adequado posicionamento das aplicações em pós-emergência, é determinante para o sucesso no manejo das plantas daninhas. Assim, a integração entre herbicidas pré e pós-emergentes constitui uma estratégia fundamental para reduzir os efeitos da interferência e preservar o potencial produtivo da cultura do algodão.

Referências:

HEAP. I. The International Herbicide-Resistant Weed Database, 2026. Disponível em: < https://weedscience.org/Pages/crop.aspx >, acesso em: 28/04/2026.

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JOAQUIM JÚNIOR, C. Z. et al. MANEJO DE PLANTAS DANINHAS NA CULTURA DO ALGODOEIRO: BREVE REVISÃO. Revista Agronômica Brasileira, 2021. Disponível em: < https://www.researchgate.net/publication/359677214_Manejo_de_plantas_daninhas_na_cultura_do_algodoeiro_breve_revisao >, acesso em: 28/04/2026.

SANTOS, S; M; S. et al. CONTROLE DO COMPLEXO DE PLANTAS DANINHAS COM HERBICIDAS PRÉ-EMERGENTES NA CULTURA DO ALGODÃO. Rev. Cultivando o Saber, 2018. Disponível em: < https://cultivandosaber.fag.edu.br/index.php/cultivando/article/view/876/799 >, acesso em: 28/04/2026.

SILVA, A. N. et al. HERBICIDAS PRÉ-EMERGENTES COMO FERRAMENTA ESTRATÉGICA NO MANEJO INTEGRADO DE PLANTAS DANINHAS. Enciclopédia Biosfera, 2025. Disponível em: < https://www.conhecer.org.br/enciclop/2025D/herbicidas.pdf >, acesso em: 28/04/2026.

SILVA, M. P. et al. PERIODS OF WEED INTERFERENCE ON TRANSGENIC COTTON ‘IMACD 6001LL’. Rev. Caatinga, 2016. Disponível em: < https://periodicos.ufersa.edu.br/index.php/caatinga/article/view/5341/pdf_373 >, acesso em: 28/04/2026.

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Sustentabilidade

Plantio do milho chega a 82% no RS com boa evolução favorecida pelo sol e calor – MAIS SOJA

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A cultura do milho apresenta evolução satisfatória na maior parte das regiões produtoras, beneficiada pela elevação das temperaturas e pela maior disponibilidade de radiação solar ao longo do período.

As áreas semeadas cresceram apenas 2%, totalizando 82% do previsto, em decorrência do escalonamento do plantio e da priorização das operações de colheita das lavouras de inverno e do plantio de soja ou arroz.

Nas lavouras, predomina o desenvolvimento vegetativo (90%), e as mais precoces estão em fase reprodutiva (10%). Após períodos de baixa luminosidade e temperaturas reduzidas, as condições climáticas no período favoreceram a expansão foliar e o crescimento das plantas. O dossel e a sanidade das plantas têm sustentado, neste momento, expectativas produtivas favoráveis, cuja consolidação dependerá da regularidade das precipitações durante o desenvolvimento reprodutivo.

Em relação ao aspecto fitossanitário, a cigarrinha-do-milho continua sob monitoramento, embora as capturas nas armadilhas estejam reduzidas em algumas regiões. Também há registros de bacterioses e doenças fúngicas, especialmente em lavouras submetidas a condições de elevada umidade. A Emater/RS-Ascar estima o plantio de 896.401 hectares e produtividade projetada de 7.711 kg/ha.

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Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, as lavouras apresentam boa resposta ao aumento das temperaturas e da incidência de radiação solar. É realizado o manejo de plantas daninhas e a adubação em cobertura. O monitoramento em São Borja, Maçambará e Santa Margarida do Sul registrou presença de cigarrinha-do-milho, especialmente nas lavouras que ainda não atingiram dez folhas expandidas. Na Campanha, a semeadura deverá começar nos próximos dias, seguindo o calendário regional mais tardio.

Na de Caxias do Sul, as lavouras apresentam bom estabelecimento inicial e estão predominantemente em germinação e desenvolvimento vegetativo. Apesar das condições favoráveis de implantação, a baixa soma térmica e a menor atividade fotossintética, decorrentes das temperaturas baixas e da luminosidade limitada em parte do período, retardaram o crescimento.

Na de Frederico Westphalen, a semeadura foi finalizada. Estão 97% das lavouras em estádios vegetativos, e 3% em florescimento. O excesso de chuvas comprometeu a eficiência da adubação nitrogenada. A bacteriose constitui a principal preocupação fitossanitária, e o monitoramento indica baixa infestação de percevejos e cigarrinha. Prosseguiram as aplicações de fungicidas para o controle de doenças e a adubação em cobertura.

Na de Ijuí, o plantio alcança 95% da área prevista. As lavouras apresentam evolução vegetativa satisfatória, que estimulou a emissão de novas folhas e o alongamento dos entrenós. Foram realizados tratamentos fitossanitários, com destaque para as aplicações aéreas de fungicidas preventivos. Na de Passo Fundo, a semeadura atinge 95% da área projetada. As lavouras estão predominantemente em germinação e em início do desenvolvimento vegetativo, e as áreas mais precoces receberam adubação nitrogenada em cobertura.

Nas regiões de Pelotas e Santa Maria, o plantio atinge 12% e 50% das áreas previstas respectivamente. As lavouras apresentam bom estabelecimento, com estandes adequados e plantas bem formadas.

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Na de Santa Rosa, 90% foram semeados. Entre as lavouras implantadas, 87% estão em desenvolvimento vegetativo, 12% na fase reprodutiva e 1% em enchimento de grãos. A adubação nitrogenada de cobertura está praticamente concluída, assim como o controle de plantas daninhas em pós-emergência. As primeiras lavouras avançam para a fase de formação de espigas. O quadro fitotécnico está favorável, mas as ocorrências localizadas de bacterioses e sintomas de doenças foliares têm motivado as aplicações de fungicidas e o acompanhamento fitossanitário.

Na de Soledade, a área semeada corresponde a 66% da área prevista. Foram concluídos os plantios mais precoces e a implantação pontual de áreas intermediárias. Prosseguem as aplicações de nitrogênio em cobertura, inclusive a segunda aplicação em parte das lavouras, e os tratamentos para controle de cigarrinha-do-milho.

Comercialização (saca de 60 quilos)

O valor médio, de acordo com o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar no Estado, aumentou 0,53%, passando de R$ 62,50 para R$ 62,83. Na Bolsa de Cereais de Cruz Alta, o valor da saca é de R$ 75,00 para produto disponível.

Fonte: Emater/RS



 

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Sustentabilidade

Com reservatórios cheios e sol forte, semeadura do arroz avança expressivamente no RS – MAIS SOJA

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A semeadura do arroz apresentou avanço expressivo após a sequência de dias sem precipitações e a elevação das temperaturas, que favoreceram a entrada de máquinas nos talhões ainda não cultivados, superando 70% da área projetada. Contudo, há tanto áreas próximas da conclusão quanto em fase menos avançada de implantação.

Nas lavouras mais precoces, foram realizadas adubação nitrogenada em cobertura e o estabelecimento da irrigação, procedimentos favorecidos pelas condições de tempo firme. A
maior disponibilidade de radiação solar e o aquecimento durante o dia também aceleraram o desenvolvimento vegetativo, que vinha sendo limitado pelas baixas temperaturas e pela nebulosidade das semanas anteriores.

A disponibilidade de água para a irrigação apresenta condições favoráveis em decorrência da recuperação dos níveis de reservação dos mananciais. A área projetada de cultivo pelo IRGA para a Safra 2026/2027 alcança 861.779 hectares, e a produtividade inicial estimada pela Emater/RS-Ascar é de 8.741 kg/ha.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, o período seco e a elevação das temperaturas favoreceram o avanço da semeadura e o desenvolvimento das lavouras implantadas. Em Dom Pedrito, o plantio alcança 90% dos 34 mil hectares previstos. Em São Gabriel, a semeadura atinge 55% da área projetada. Nas lavouras mais precoces, iniciaram-se as aplicações de herbicidas pós-emergentes e de nitrogênio em cobertura, seguidas pelo início da irrigação, visando ao melhor aproveitamento do fertilizante e à eficiência dos tratamentos herbicidas. Parte dos produtores também está realizando tratamento de sementes para a proteção das plântulas contra efeitos fitotóxicos de herbicidas pré-emergentes.

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Na de Pelotas, a semeadura alcança 85% da área projetada. As lavouras estão em desenvolvimento vegetativo, com crescimento acelerado em resposta aos dias ensolarados e à elevação das temperaturas diurnas. O preparo antecipado das áreas, realizado entre março e julho, contribuiu para o avanço expressivo da implantação durante outubro e início de novembro.

Na de Santa Maria, a semeadura ultrapassou 50% da área prevista. As primeiras lavouras implantadas estão recebendo adubação nitrogenada em cobertura com ureia. Na de Santa Rosa, o tempo seco permitiu a continuidade da semeadura. Os rizicultores também acompanham o manejo da água nas lavouras, considerando a possibilidade de precipitações em alto volume, que podem comprometer as taipas. Em Santo Antônio das Missões, foram semeados 52% da área projetada; em Garruchos, 25%; e, em Caibaté, 20%.

Na de Soledade, a semeadura alcança 45% da área prevista, e houve avanço tanto nos sistemas pré-germinados quanto na implantação em solo seco. O predomínio de tempo firme nas duas últimas semanas permitiu recuperar parte do atraso provocado pelo excesso de chuvas. As lavouras implantadas apresentam estande e desenvolvimento inicial satisfatórios.

Comercialização (saca de 50 quilos)

O valor médio, de acordo com o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar no Estado, aumentou 0,52%, passando de R$ 80,17 para R$ 80,67.

Fonte: Emater/RS

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Sustentabilidade

Colheita do trigo supera 50% no RS favorecida pelo tempo seco, mas qualidade apresenta oscilações – MAIS SOJA

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A colheita do trigo avançou significativamente com a predominância de dias secos e maior disponibilidade de radiação solar, permitindo a redução da umidade dos grãos e melhores condições operacionais para as máquinas. A área colhida atinge 53% da área plantada, e a fase de maturação ocorre em 37% das lavouras.

Nas regiões mais adiantadas do Noroeste do Estado, a colheita está em fase de conclusão. Quanto às demais, ainda há lavouras em maturação e enchimento de grãos, sobretudo nas áreas de implantação mais tardia, como no Nordeste.

Em parte das áreas do Estado, os resultados produtivos são satisfatórios, mas os rendimentos obtidos apresentam diferenças expressivas entre as propriedades, refletindo o nível de investimento tecnológico e a intensidade das adversidades climáticas registradas durante o ciclo. Embora o tempo firme do período tenha favorecido a preservação da qualidade dos grãos e a execução da colheita, persistem os efeitos das chuvas ocorridas em semanas anteriores sobre o enchimento, o peso hectolitro e a classificação comercial.

São observados lotes com PH reduzido e variação de categoria entre os tipos comerciais, incluindo a classificação como triguilho nos de menor qualidade, decorrente da incidência de doenças foliares e de espiga, das geadas e do excesso de precipitações.

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Conforme a reestimativa da Safra 2026, realizada pela Emater/RS-Ascar, a área cultivada de trigo no Estado totaliza 763.121 hectares. A produtividade projetada está estimada em 2.833 kg/ha. Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, na Fronteira Oeste, o tempo seco favoreceu a intensificação da colheita e a conservação da qualidade dos grãos. Em Maçambará, 35% da área foi colhida, com produtividades entre 2.100 e 3.200 kg/ha, refletindo diferenças de investimento e os efeitos das doenças foliares e de espiga. Em São Borja, onde foram cultivados 16.000 hectares, a colheita alcança 50%, e as perdas estão estimadas em 6% em relação à produtividade inicialmente projetada de 2.561 kg/ha. Em Manoel Viana, apesar das adversidades durante o ciclo, os produtores relatam rendimentos satisfatórios.

Na Campanha, em Caçapava do Sul, foram colhidos 30%, e as perdas estão estimadas em 12% ante a expectativa inicial de 2.728 kg/ha. Na de Caxias do Sul, as lavouras apresentam, em geral, bom estado fitossanitário. Nos municípios de menor altitude, em algumas áreas na fase de maturação, registram-se danos causados pelas intempéries ocorridas em fases críticas. Nos Campos de Cima da Serra, predominam as fases de florescimento e de enchimento de grãos, e a expectativa de rendimento se mantém em aproximadamente 3.600 kg/ha.

Na de Erechim, cerca de 80% das lavouras estão em enchimento de grãos, e 20% foram colhidos. Os primeiros resultados apresentam PH entre 72 e 75, e produtividade próxima de 2.700 kg/ha.

Na de Frederico Westphalen, a colheita alcança 80% da área, e 20% estão em maturação. A cultura foi severamente afetada pelo excesso de chuvas e pela ocorrência de giberela e brusone, o que deve reduzir a produtividade.

Na de Ijuí, a colheita alcança 30% da área. Os rendimentos variam entre 1.800 e 2.400 kg/ha. O PH varia de 72 a 80, e há elevada proporção de cargas abaixo de 78, além de registros de lotes com qualidade inferior aos padrões comerciais. A expectativa é de melhora na qualidade das lavouras não colhidas, que foram menos afetadas nas fases críticas do ciclo.

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Na de Passo Fundo, as lavouras estão distribuídas entre as fases de enchimento de grãos (10%), maturação fisiológica (80%) e colheita (10%). As chuvas ocorridas durante o ciclo comprometeram principalmente a qualidade das espigas, e há possibilidade de perdas expressivas de produtividade.

Na de Pelotas, 25% das lavouras estão em enchimento de grãos, 70% em maturação e 5% já foram colhidos em Canguçu e Piratini. Na de Santa Maria, a insolação e a menor nebulosidade favoreceram a conclusão do ciclo e o avanço da colheita, que supera 60% da área regional. Em Santiago, a operação está em fase final, com produtividade próxima de 2.300 kg/ha e PH 76, refletindo os efeitos das chuvas anteriores durante o enchimento dos grãos.

Na de Santa Rosa, a colheita alcança 82% da área, e 18% estão em maturação. As produtividades variam, em geral, entre 1.500 e 1.800 kg/ha, abaixo do potencial inicialmente projetado. A qualidade comercial apresenta variação entre os tipos 1 e 3, além de volume expressivo de triguilho.

Na de Soledade, a colheita alcança 65% da área, e 35% estão em maturação. As lavouras conduzidas com padrão tecnológico intermediário apresentam rendimentos próximos de 3.000 kg/ha e PH em torno de 78. Há também áreas com produtividade inferior a 2.400 kg/ha e PH abaixo de 78. A produtividade média regional está estimada em aproximadamente 2.700 kg/ha, com qualidade geral considerada satisfatória.

Comercialização (saca de 60 quilos)

O valor médio, de acordo com o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar no Estado, reduziu 0,52%, passando de R$ 72,56 para R$ 72,18 com PH padrão 78. Na Bolsa de Cereais de Cruz Alta, é de R$ 82,00 para produto disponível.

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Fonte: Emater/RS



 

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