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14 de setembro de 2026

Sustentabilidade

Controle de plantas daninhas no algodão MT

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Assim como em culturas produtoras de grãos, a matocompetição pode provocar perdas expressivas na produtividade e na qualidade da fibra do algodão. Entretanto, diferentemente de culturas como soja e milho, o algodoeiro apresenta crescimento inicial mais lento, o que o torna mais suscetível à interferência precoce das plantas daninhas.

Nesse contexto, estabelecer a cultura “no limpo” e manter essa condição ao longo do período crítico constitui um desafio técnico relevante, que exige conhecimento agronômico, experiência prática e o uso adequado de tecnologias. O sucesso no manejo depende, sobretudo, do correto posicionamento das estratégias de controle ao longo do ciclo da cultura. Embora abordagens integradas sejam fundamentais para aumentar a eficiência do manejo, o controle químico por meio de herbicidas ainda se destaca como a principal ferramenta em sistemas comerciais.

Contudo, o uso de herbicidas requer criterioso planejamento, uma vez que tanto a eficácia do controle quanto a rentabilidade do sistema produtivo devem ser consideradas. Estudos demonstram que o período crítico de prevenção à interferência (PCPI) varia em função da cultivar, da comunidade infestante e das condições edafoclimáticas da região.

De modo geral, para as principais espécies daninhas presentes no sistema de produção do algodão, como capim-colchão (Digitaria horizontalis), capim-pé-de-galinha (Eleusine indica), caruru (Amaranthus spp.), trapoeraba (Commelina benghalensis), picão-preto (Bidens pilosa) e leiteiro (Euphorbia heterophylla), estima-se que o PCPI possa se estender por até cerca de 98 dias após a emergência. No entanto, há relatos na literatura indicando variações desse período, com valores próximos de 58 a 82 dias, reforçando a necessidade de ajustes no manejo conforme as condições específicas de cada área (Joaquim Júnior et al., 2021).

Figura 1. Períodos críticos de controle de plantas daninhas em algodão cv. IMACD 6001LL estimados para perda de produtividade de 5% em Jaboticabal, 2011. PCRD: período crítico de remoção de plantas daninhas; PCLD: período crítico livre de plantas daninhas.

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*PCRD = PCPI
**PCLD = PTPI
Adaptado: Silva et al. (2016)

Considerando o longo período crítico de prevenção a interferência para a cultura do algodão, adotar estratégias que permitam reduzir a infestação das plantas daninhas é crucial para reduzir a matocompetição, especialmente se tratando de espécies de difícil controle. Uma das alternativas para isso é o uso de herbicidas pré-emergentes, também conhecidos como herbicidas residuais. Esses herbicidas atuam diretamente no banco de sementes do solo, reduzindo os fluxos de emergência das espécies daninhas.

Essa estratégia permite reduzir a matocompetição inicial do algodão, além de contribuir para um melhor controle de daninhas complexas, através da redução das populações iniciais. Atualmente, os relatos de resistências múltiplas e simples de espécies daninhas na cultura do algodão no Brasil, incluem espécies de caruru (Amaranthus retroflexus; A. viridis; A. palmeri), gramíneas como o capim-pé-de-galinha (Eleusine indica) e asteraceas como o mentrasco (Ageratum conyzoides). Essas resistências incluem grupos químicos como herbicidas inibidores da ALS, Fotossistema II, PROTOX, EPSPs e ACCase (Heap, 2026).

De acordo com Santos et al. (2018), além de reduzir os fluxos de emergência das planta daninhas, o uso dos herbicidas pré-emergentes influencia positivamente na produtividade de algodão em caroço e pluma, possibilitando produtividades superiores ao observado em lavouras sem o uso desses herbicidas. Ainda que herbicidas como pendimethalin, trifluralin e diuron sustentem o manejo residual na cultura do algodão (Silva et al., 2025), explorar outras moléculas, adicionando herbicidas pré-emergentes mais atuais ao sistema de cultivo, é uma das formas de contribuir para o manejo da resistência das plantas daninhas aos herbicidas no algodão e ampliar o controle pré-emergente.

Vale destacar que, embora proporcionem controle inicial eficiente por meio da supressão dos fluxos de emergência, a persistência dos herbicidas pré-emergentes é altamente dependente das condições edafoclimáticas. Fatores como umidade, temperatura, textura e teor de matéria orgânica do solo influenciam diretamente sua atividade residual. Nesse contexto, considerando o longo período de suscetibilidade do algodoeiro à matocompetição, a escolha de herbicidas com maior residual, aliada ao adequado posicionamento das aplicações em pós-emergência, é determinante para o sucesso no manejo das plantas daninhas. Assim, a integração entre herbicidas pré e pós-emergentes constitui uma estratégia fundamental para reduzir os efeitos da interferência e preservar o potencial produtivo da cultura do algodão.

Referências:

HEAP. I. The International Herbicide-Resistant Weed Database, 2026. Disponível em: < https://weedscience.org/Pages/crop.aspx >, acesso em: 28/04/2026.

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JOAQUIM JÚNIOR, C. Z. et al. MANEJO DE PLANTAS DANINHAS NA CULTURA DO ALGODOEIRO: BREVE REVISÃO. Revista Agronômica Brasileira, 2021. Disponível em: < https://www.researchgate.net/publication/359677214_Manejo_de_plantas_daninhas_na_cultura_do_algodoeiro_breve_revisao >, acesso em: 28/04/2026.

SANTOS, S; M; S. et al. CONTROLE DO COMPLEXO DE PLANTAS DANINHAS COM HERBICIDAS PRÉ-EMERGENTES NA CULTURA DO ALGODÃO. Rev. Cultivando o Saber, 2018. Disponível em: < https://cultivandosaber.fag.edu.br/index.php/cultivando/article/view/876/799 >, acesso em: 28/04/2026.

SILVA, A. N. et al. HERBICIDAS PRÉ-EMERGENTES COMO FERRAMENTA ESTRATÉGICA NO MANEJO INTEGRADO DE PLANTAS DANINHAS. Enciclopédia Biosfera, 2025. Disponível em: < https://www.conhecer.org.br/enciclop/2025D/herbicidas.pdf >, acesso em: 28/04/2026.

SILVA, M. P. et al. PERIODS OF WEED INTERFERENCE ON TRANSGENIC COTTON ‘IMACD 6001LL’. Rev. Caatinga, 2016. Disponível em: < https://periodicos.ufersa.edu.br/index.php/caatinga/article/view/5341/pdf_373 >, acesso em: 28/04/2026.

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Sustentabilidade

Exportações de soja avançam e milho ganha espaço no mercado interno – MAIS SOJA

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As exportações de soja de Mato Grosso do Sul mantiveram desempenho positivo em agosto de 2026. O Estado embarcou 530,5 mil toneladas, volume 36,7% superior ao registrado no mesmo mês de 2025. Em valores, as vendas externas chegaram a US$ 239,1 milhões, alta de 48,9% na comparação anual. O resultado ficou acima do desempenho nacional, que registrou queda de 3,2% no volume exportado e crescimento de 5% em valores no mesmo período.

O desempenho confirma a importância da soja para o comércio exterior sul-mato-grossense. A China permanece como principal destino, concentrando 81,2% das exportações do produto, seguida por Vietnã e Paquistão.

Embora agosto tenha apresentado redução de 43,1% no volume embarcado em relação a julho, o resultado anual permanece positivo e coloca a soja entre os principais produtos da pauta exportadora do Estado.

“A soja continua apresentando um desempenho bastante relevante nas exportações de Mato Grosso do Sul, com crescimento superior ao observado no cenário nacional”, aponta o analista de Economia da Aprosoja/MS, Linneu Borges Filho.

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Milho muda de destino e fortalece o processamento dentro de MS

Em agosto, Mato Grosso do Sul exportou 100,1 mil toneladas de milho, ante 498 mil toneladas no mesmo período de 2025. Em valores, os embarques passaram de US$ 99 milhões para US$ 21,7 milhões.

Apesar da redução nas exportações, o movimento revela uma transformação na dinâmica do cereal dentro da economia estadual. O boletim econômico da Aprosoja/MS aponta que o milho está apresentando atraso no período de exportação, mas também destaca uma mudança: o grão passa a ser direcionado como matéria-prima para transformação dentro do Estado.

Na avaliação de Linneu, esse processo representa uma oportunidade de agregação de valor à produção sul-mato-grossense.

“Parte da produção que antes poderia seguir diretamente para outros países passa a encontrar demanda em Mato Grosso do Sul, como matéria-prima para processos de transformação. Isso fortalece o mercado interno, movimenta a indústria e agrega valor à produção estadual”.

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O cenário também ajuda a explicar por que os números de exportação precisam ser analisados em conjunto com a evolução da atividade industrial.

“O milho está deixando de ser visto somente como um produto para exportação e passa a ocupar uma posição importante como insumo para a indústria. É um movimento positivo porque cria novas possibilidades de mercado para o produtor e aproxima a produção agrícola das cadeias de transformação que estão se desenvolvendo no Estado”, destaca o analista.

Celulose assume liderança nas exportações

A mudança na dinâmica dos grãos ocorre em um cenário de diversificação da pauta exportadora de Mato Grosso do Sul. Em agosto, a celulose assumiu pela primeira vez a liderança entre os produtos exportados pelo Estado, com participação de 32,3% do total. Soja e resíduos ficaram em segundo lugar, com 28%, seguidos pela carne bovina, com 15,5%.

Balança comercial mantém superávit

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O desempenho das exportações contribuiu para que Mato Grosso do Sul mantivesse um saldo positivo na balança comercial. Em agosto, o Estado registrou superávit de US$ 801 milhões, resultado de US$ 978 milhões em exportações ante US$ 176 milhões em importações.

Entre os produtos importados, o gás natural liderou, seguido por cobre e equipamentos industriais. A ureia apareceu na quarta posição, representando 3,2% das importações. O boletim destaca que a presença do fertilizante entre os principais produtos importados sinaliza a busca do Estado por atender à demanda de insumos necessária à produção agrícola.

Os dados integram os boletins de Exportações e Balança Comercial de Mato Grosso do Sul, elaborados pela equipe econômica da Aprosoja/MS com informações da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e do ComexStat.

Acesse os boletins clicando aqui e depois aqui.

Fonte: Aprosoja/MS

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FONTE

Autor:Crislaine Oliveira (Assessoria de Comunicação da Aprosoja/MS)

Site: Aprosoja MS

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Sustentabilidade

Falta de lotes de qualidade de trigo sustenta preços no Paraná e no Rio Grande do Sul – MAIS SOJA

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O mercado brasileiro de trigo atravessou a semana sob negociações pontuais e preços pouco homogêneos. A dificuldade para encontrar lotes aumentou, especialmente de qualidade adequada à moagem.

No Paraná, o mercado permaneceu praticamente travado ao longo da semana, com poucas ofertas e compradores em busca de trigo. O tempo abriu na segunda e na terça-feira, mas a previsão de novas chuvas até domingo manteve as incertezas sobre a qualidade dos próximos lotes, parte do cereal já colhido apresentou problemas associados a doenças como a brusone.

No início da semana, a pressão de curto prazo no Norte do estado estava ligada à falta de espaço para armazenagem, depois que a safra recorde de milho safrinha ocupou parte relevante da capacidade disponível. “Produtores com necessidade de liberar estruturas encontram menor poder de negociação, enquanto moinhos capazes de receber trigo diretamente da lavoura pressionam por melhores condições de compra”, explicou o analista de Safras & Mercado Elcio Bento.

Ao longo da semana, porém, essa leitura foi cedendo lugar a um discurso diferente: a pressão pela necessidade de armazenagem foi tratada como pontual, e o principal entrave passou a ser a falta de oferta, sobretudo de trigo com qualidade. “A avaliação é de que os moinhos poderão precisar elevar as ofertas para atrair vendedores”, disse o analista Thiago Oleto na quinta-feira (10).

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Nos preços, negócios no Norte do Paraná foram fechados próximos de R$ 1.500/t FOB, com vendedores pedindo valores acima desse patamar. Nos Campos Gerais, moinhos indicaram R$ 1.550/t CIF, equivalente a cerca de R$ 1.480 a R$ 1.500/t FOB. Para entrega imediata, as indicações giravam em torno de R$ 1.500/t CIF, recuando para R$ 1.450/t em outubro e R$ 1.400/t em novembro nos negócios futuros – patamares nos quais, segundo Bento, “praticamente não há interesse dos produtores nas vendas futuras”.

No Rio Grande do Sul, a liquidez seguiu reduzida diante do distanciamento entre compradores e vendedores. Moinhos sinalizaram interesse próximo de R$ 1.400/t, enquanto vendedores pediram R$ 1.500/t. “Um eventual equilíbrio poderia ocorrer ao redor de R$ 1.450 por tonelada, mas, por enquanto, não há disposição efetiva de compradores ou vendedores nesse nível”, observou Oleto.

A referência FOB interior, ainda vinculada à safra velha, avançou 5,7% na semana e 9,1% no mês, acumulando alta de 39,0% em 2026 e de 14,3% frente ao mesmo período do ano passado, reflexo, segundo os analistas, da menor disponibilidade de trigo no estado. A influência da safra nova só deve aumentar a partir de outubro, com a aproximação da colheita.

Fonte: Agência Safras



 

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FONTE

Autor:Ritiele Rodrigues – ritiele.rodrigues@safras.com.br (Safras News)

Site: Agência Safras

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Sustentabilidade

Mercado de arroz mantém firmeza, mas valorização perde intensidade com menor procura – MAIS SOJA

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O mercado brasileiro de arroz manteve a trajetória altista nesta semana, porém com perda de velocidade, sinalizando transição de uma fase de valorização para acomodação em patamar elevado. A afirmação é do analista e consultor de Safras & Mercado, Evandro Oliveira.

“Na origem, produtores capitalizados permanecem firmes, restringindo ofertas e aguardando melhores condições”, explica o analista. A necessidade financeira continua sendo o principal mecanismo de abertura de lotes, fazendo surgir negócios pontuais sem caracterizar aumento estrutural da disponibilidade.

Assim, pondera o consultor, a retenção na fonte segue limitando o potencial de correção baixista. “Na ponta compradora, parte das indústrias reduziu a procura após recompor estoques nas últimas semanas”, acrescenta.

Essa postura diminui a pressão de compra e explica a desaceleração dos reajustes, mas não configura excesso de matéria-prima. “A queda de braço permanece concentrada na diferença entre as pedidas dos vendedores e a capacidade de pagamento por parte das unidades de beneficiamento”, destaca Oliveira.

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A entrada de indústrias do Centro-Oeste, por sua vez, adiciona concorrência regional e pode elevar a disputa por lotes disponíveis, especialmente onde a oferta já é restrita.

O vetor baixista está concentrado na menor necessidade industrial de reposição, enquanto os altistas permanecem na oferta restrita, retenção e concorrência interestadual. Para o analista, o ponto decisivo será a duração dessa combinação: se a indústria retornar antes de o produtor ampliar vendas, a valorização pode recuperar intensidade; se a procura permanecer contida e compromissos financeiros aumentarem a oferta, o mercado tende à estabilidade ou correção moderada.

O Indicador Safras do arroz em casca no Rio Grande do Sul (58/62% de grãos inteiros, pagamento à vista) encerrou a quinta-feira cotado a R$ 81,56, alta de 1,22% em relação à semana anterior. Na comparação com o mesmo período do mês passado, o avanço foi de 11,95%. Em relação a 2025, a valorização atingiu 22,46%.

Fonte: Agência Safras



 

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FONTE

Autor:Rodrigo Ramos (rodrigo@safras.com.br) / Safras News

Site: Agência Safras

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Agro MT