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28 de julho de 2026

Sustentabilidade

Ceema/Unijuí: Com safra velha escassa, preço do trigo avança no Brasil apesar de oscilações em Chicago – MAIS SOJA

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Trigo: O primeiro mês cotado confirmou o recuo em seus valores, iniciado no final da semana anterior, chegando a US$ 5,80/bushel no dia 05/06. Posteriormente, houve pequena melhora, diante dos números provenientes do novo relatório de oferta e demanda do USDA, com o fechamento da quinta-feira (11) ficando em US$ 5,86/bushel, contra US$ 5,81 uma semana antes.

O relatório do USDA, para o ano 2026/27, indicou o seguinte:

  1. A produção dos EUA foi reduzida em cerca de 500.000 toneladas, ficando estimada, agora, em 42 milhões de toneladas;
  2. Os estoques finais dos EUA recuam na mesma dimensão, ficando em 20,2 milhões de toneladas;
  3. A produção mundial de trigo alcançaria 820,1 milhões de toneladas, ganhando um milhão sobre maio, porém, abaixo das 844,4 milhões do ano anterior;
  4. Já os estoques finais estadunidenses do cereal ficam estimados em 275,4 milhões de toneladas;
  5. A produção da Argentina alcançaria 21 milhões de toneladas e a do Brasil 6,7 milhões;
  6. O Brasil deverá importar 7,2 milhões de toneladas de trigo e exportar 2 milhões;
  7. O preço médio ao produtor estadunidense de trigo, no novo ano comercial, ficaria em US$ 6,00/bushel, contra US$ 6,50 projetado em maio.

De forma geral, o mercado mundial do trigo busca estabilizar nos atuais níveis, diante do avanço da colheita nos EUA e outros países do Hemisfério Norte.

Já no Brasil, os preços continuaram subindo. No Rio Grande do Sul o saco de trigo de qualidade superior variou entre R$ 69,00 e R$ 70,00 na semana, enquanto no Paraná os mesmos se mantiveram em R$ 70,00. Isso se dá pela baixa oferta do produto oriundo da safra velha. Por outro lado, os moinhos encontram dificuldades para repassar tais preços diante da impossibilidade em aumentar os preços da farinha ao consumidor final.

Assim, no Paraná as indicações de compra dos moinhos têm girado entre R$ 1.370,00 e R$ 1.400,00/tonelada CIF, enquanto vendedores trabalham com valores entre R$ 1.400,00 e R$ 1.450,00/tonelada FOB. O mercado acompanha o novo plantio, onde uma forte redução de área é esperada, assim como o comportamento do clima sobre as regiões produtoras. Neste contexto, o plantio nacional teria atingido a 45,3% do total previsto para este ano, contra a média de 44,7%. Até o último dia cinco de junho o plantio já havia sido concluído em São Paulo e Mato Grosso do Sul, seguidos por Goiás e Minas Gerais (99%), Paraná (67%), Bahia (60%), Rio Grande do Sul (13%) e Santa Catarina (2,4%). Das áreas semeadas, 19,3% estavam germinadas (cf. Conab).

Enfim, o trigo argentino continua sendo a referência para as importações brasileiras, pois o vizinho país é o nosso principal fornecedor. As indicações FOB para embarques em julho permaneceram em US$ 245,00 por tonelada, para o trigo com 11% de proteína, enquanto o Brasil já teria importado 4,49 milhões de toneladas entre agosto/25 e os primeiros dias de junho/26. Este volume está abaixo do registrado no mesmo período do ano anterior, que foi de 5,33 milhões. Por sua vez, os estados brasileiros que mais importaram foram: Ceará, com 963.700 toneladas (21,5%); São Paulo, com 941.300 toneladas (21,0%); Bahia, com 633.400 toneladas (14,1%); e Pernambuco, com 575.900 toneladas (12,8%). Enquanto isso, entre abril e junho do corrente ano, 85,7% das importações vieram da Argentina, ou seja, 1,01 milhão de toneladas.

Os outros fornecedores foram a Rússia, com 30.100 toneladas; Turquia, com 26.000 toneladas; e Uruguai, com 9.500 toneladas. “Enquanto a oferta da safra velha continuar limitada e a nova colheita ainda não ganhar ritmo, o mercado tende a permanecer sustentado, embora sem força suficiente para acelerar o volume de negociações. O comportamento da moagem, da demanda por farinha e da evolução da nova safra serão os principais fatores a definir a direção dos preços do trigo no segundo semestre” (cf. Safras & Mercado).

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).


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FONTE

Autor:Dr. Argemiro Luís Brum/CEEMA-UNIJUÍ

Site: Ceema/Unijuí

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Sustentabilidade

Soja sucumbe à realização de lucros e cai cerca de 3% em Chicago – MAIS SOJA

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 Os contratos futuros da soja fecharam em forte baixa nesta segunda-feira, na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). Após atingir na semana passada os maiores patamares em mais de dois anos, o mercado sucumbiu a um movimento de realização de lucros e despencou cerca de 3% no início da semana.

A queda acentuada das cotações do petróleo no mercado internacional acelerou o movimento de vendas e acentuou a queda. Com a expectativa de retomada das negociações entre Irã e Estados Unidos, o barril do petróleo teve um dia de fortes perdas, tanto em Londres como em Nova York.

Os exportadores privados americanos anunciaram a venda de 132 mil toneladas para a China e 126 mil toneladas de soja em grão para destinos não revelados. Hoje, os sinais de boa demanda foram insuficientes para conter as perdas.

O mercado aguarda agora a divulgação dos dados de condições das lavouras americanas, às 17h, pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). A expectativa é de que a taxa de lavouras entre boas e excelentes condições recue, reflexo do recente calor extremo sobre o cinturão produtor americano.

Os contratos da soja em grão com entrega em agosto fecharam com baixa de 39,50 centavos de dólar, ou 3,16%, a US$ 12,08 1/2 por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 12,13 3/4 por bushel, com retração de 39,75 centavos de dólar ou 3,17%.

Nos subprodutos, a posição setembro do farelo fechou com baixa de US$ 10,50 ou 3,17% a US$ 320,30 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em setembro fecharam a 70,85 centavos de dólar, com perda de 2,62 centavos ou 3,56%.

Autor/Fonte: Dylan Della Pasqua / Agência Safras

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Sustentabilidade

Forrageiras: o investimento mais estratégico para agricultura moderna – MAIS SOJA

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Por: Marcelo Ayres Carvalho, Pesquisador da Embrapa Cerrados

A eficiência no uso da terra e o controle dos custos de produção são fatores essenciais para a gestão das propriedades rurais. Em um cenário de variações nos preços das commodities agrícolas, do custo dos insumos e das taxas de juros, a eficiência do sistema produtivo impacta diretamente a estabilidade financeira das atividades rurais. Neste contexto, as plantas forrageiras deixam de ser apenas um componente da pecuária para assumir um papel estratégico na agricultura moderna.

Mais do que culturas de cobertura, elas contribuem para a saúde do solo, reduzem riscos de produção, aumentam a produtividade e fortalecem a rentabilidade das lavouras, especialmente em períodos de instabilidade econômica e climática.

O risco da safrinha e a armadilha do custo fixo

Historicamente, a “safrinha” de grãos (em geral, com milho ou sorgo) foi utilizada para diluir os custos fixos da propriedade. No entanto, em anos de crise financeira e instabilidade climática, essa estratégia pode se transformar em uma perigosa armadilha. Implantar uma segunda safra de grãos exige investimentos elevados em sementes, fertilizantes e defensivos. Quando o clima ou os preços forem desfavoráveis, a safrinha deixa de gerar receita e passa a representar um passivo financeiro.

A busca por eficiência operacional exige que o produtor repense o uso da terra. A exposição ao risco em janelas marginais de plantio tem levado à adoção de alternativas que demandam menor desembolso inicial e oferecem maior proteção ao sistema produtivo.

No entanto, a redução da dependência de safrinhas de alto risco não significa deixar a terra em pousio — o que seria um erro agronômico grave no Sistema Plantio Direto (SPD). A opção é a adoção de culturas que preparem o sistema para a safra principal com um custo significativamente menor.

As forrageiras como ferramentas estratégicas

O cultivo de espécies forrageiras, especialmente gramíneas e leguminosas tropicais, representa uma estratégia eficiente para aumentar a resiliência dos sistemas produtivos. Ao contrário de uma cultura de grãos, a forrageira implantada após a safra de verão, atua como um “seguro biológico”. Ela não exige os mesmos investimentos em operações agrícolas, insumos e gestão, e entrega um retorno para o sistema que poucas tecnologias conseguem superar.

As forrageiras vão além da cobertura do solo. Seus sistemas radiculares promovem descompactação, infiltração de água, oxigenação do perfil, ciclagem de nutrientes, supressão de plantas invasoras, nematoides, pragas e doenças, além de favorecer o sequestro de carbono.
Em um cenário de crise, onde o produtor precisa extrair o máximo de cada quilo de fertilizante aplicado, ter um solo estruturado e saudável é fundamental para evitar perdas de produtividade e aumento de custos de produção.

Evidências técnicas e econômicas: o valor da saúde do solo

Estudos científicos demonstram que substituir a safrinha de grãos por forrageiras melhora o desempenho do sistema produtivo. Pesquisas têm demonstrado que a soja cultivada após o uso de forrageiras apresenta um incremento médio de 15% na produtividade, o que representa cerca de 515 quilos por hectare adicionais (ou mais de 8,5 sacas por hectare). O ganho está associado à melhora dos bioindicadores da saúde do solo, com aumento da atividade enzimática e da ciclagem de nutrientes.

Do ponto de vista financeiro, o retorno sobre o investimento (ROI) é bastante expressivo. Enquanto o custo de implantação de uma cobertura forrageira varia entre US$ 9 e US$ 30 por hectare em sementes, o retorno financeiro apenas em ganho de produtividade da soja subsequente é estimado em US$ 198 por hectare.

Forrageiras, uma poupança para o solo e para o produtor 

Em tempos de insumos caros, as forrageiras funcionam como uma poupança de nutrientes. Cultivares de Brachiaria recuperam potássio e fósforo das camadas profundas do solo e os devolvem à superfície por meio da biomassa. Após a dessecação da forragem, esses nutrientes são liberados de forma gradual, reduzindo a dependência imediata de fertilizantes químicos de alta solubilidade e custo elevado.

Além disso, a palhada persistente sobre o solo reduz a temperatura superficial e mantém a umidade, mitigando os efeitos do estresse hídrico — um problema recorrente que tem dizimado margens de lucro em diversas regiões.

O uso de leguminosas forrageiras contribui também para a melhoria dos atributos físicos e biológicos do solo, promovendo o aporte de nitrogênio no sistema pela fixação biológica. Estudos mostram que leguminosas forrageiras podem fixar entre 50 e mais de 250 quilos de nitrogênio por hectare ao ano.

Elas podem ser utilizadas isoladamente ou em consórcio com gramíneas. As forrageiras também podem ser pastejadas, diversificando a renda. Estudos em fazendas mostram aumento de 18% na produtividade da soja em áreas pastejadas.

Essa estratégia amplia a competitividade do produtor brasileiro. A sustentabilidade aqui não é um conceito abstrato, mas uma ferramenta de resiliência econômica que permite produzir mais com menos interferência externa.

A maturidade do sistema de produção

O crescimento do mercado de sementes forrageiras mostra que investir na saúde do solo reduz riscos e aumenta a eficiência da safra principal. A adoção de sistemas integrados – a Integração Lavoura-Pecuária (ILP) – ou o uso estratégico de forrageiras como plantas de cobertura para o sistema de plantio direto marca a maturidade do sistema de produção brasileiro.

O produtor que compreende a forrageira como um investimento em infraestrutura biológica estará, ao final dessa crise, em uma posição de liderança, com custos de produção mais baixos, solos mais férteis e uma operação significativamente menos vulnerável às oscilações climáticas e do mercado de commodities e insumos.

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Sustentabilidade

SOJA/CEPEA: Demanda por soja do BR eleva prêmio de exportação e sustenta cotação interna – MAIS SOJA

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O recente aumento das tensões no Oriente Médio impulsionou as cotações internacionais do petróleo, sustentando os preços internacionais da soja. No Brasil, de acordo com o Cepea, a valorização dos prêmios de exportação, somada à influência do cenário geopolítico e ao aquecimento da demanda pela oleaginosa brasileira, reforçou a alta no mercado spot.

Além disso, segundo pesquisadores do Cepea, a previsão de intensificação do fenômeno climático El Niño ao longo da safra 2026/27 vem aumentando as preocupações quanto aos possíveis impactos sobre a produção global de soja. Nesse contexto, parte dos consumidores antecipam as aquisições como estratégia de mitigação de riscos, enquanto vendedores reduzem a oferta de grandes volumes, à espera de condições mais favoráveis de comercialização.

Fonte: Cepea



FONTE

Autor:Cepea

Site: Cepea

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