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Novo ministro da Agricultura define crédito e inovação tecnológica como prioridades

André de Paula assumiu nesta quarta-feira (1º) o Ministério da Agricultura e Pecuária. Em discurso durante a cerimônia de transmissão de cargo, o novo ministro deixou claro quais serão os principais eixos de sua gestão. Entre eles, o fortalecimento de políticas estruturantes como o Plano Safra, o Programa de Garantia de Preços Mínimos (PGPM), o Funcafé e o Seguro Rural.
“Assumo o ministério com o compromisso de continuidade das políticas públicas, da governança e da visão estratégica que estruturam o setor e garantem previsibilidade e confiança no Brasil”, afirmou.
Outro ponto central é a incorporação de tecnologia no campo. André de Paula destacou que inovação, automação e inteligência artificial já fazem parte da realidade do agro e devem ganhar ainda mais espaço nos próximos anos.
“O uso estratégico da tecnologia será cada vez mais decisivo para o futuro do setor”, disse.
A defesa agropecuária também aparece como prioridade. Segundo o ministro, o sistema sanitário brasileiro continuará sendo tratado como um ativo estratégico para manter a competitividade internacional.
Embrapa e sustentabilidade entram no radar
O fortalecimento da Embrapa foi citado como peça-chave para sustentar o avanço tecnológico no campo. A proposta é ampliar a base técnica da instituição e alinhar a pesquisa às demandas do setor produtivo.
Além disso, o ministro destacou a necessidade de manter a produção com foco em qualidade, segurança alimentar e sustentabilidade, reforçando a posição do Brasil como fornecedor global de alimentos.
Ao encerrar o discurso, André de Paula reconheceu o trabalho do antecessor e indicou que a base construída será mantida.
“Seguiremos avançando sobre uma estrutura sólida, técnica e estratégica que projeta o Brasil para o futuro”, afirmou.
Balanço da gestão
Durante a cerimônia, Carlos Fávaro apresentou um balanço de sua gestão, com destaque para a abertura de 555 novos mercados internacionais nos últimos três anos.
O período também foi marcado pela ampliação do crédito rural, que somou R$ 1,547 trilhão por meio dos Planos Safra, além de iniciativas voltadas à recuperação de áreas degradadas e à modernização do setor.
Fávaro deixou o ministério para concorrer à reeleição como senador pelo estado de Mato Grosso nas eleições de outubro.
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Conab aponta melhora pontual no milho, mas seca mantém risco em áreas tardias

As chuvas registradas entre 1º e 21 de maio melhoraram as condições de parte das lavouras no Brasil, mas não foram suficientes para reverter o quadro de risco no milho segunda safra plantado mais tarde no centro do país e no Matopiba. Em boletim divulgado nesta quinta-feira (22), a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou que a safra 2025/26 apresenta comportamento regional desigual, com recuperação em alguns estados e manutenção da pressão hídrica em outros.
Segundo a Conab, os maiores volumes de chuva ocorreram no norte da Região Norte, no leste do Nordeste e em parte da Região Sul. O cenário beneficiou o milho segunda safra no Pará e no Paraná, além de permitir o início da semeadura do feijão e do milho terceira safra no Sealba, região que abrange áreas de Sergipe, Alagoas e nordeste da Bahia.
Em Mato Grosso do Sul, parte de Mato Grosso e São Paulo, chuvas mais intensas em alguns períodos, combinadas com temperaturas mais baixas, ajudaram a preservar a umidade do solo e o desenvolvimento das lavouras. Em Mato Grosso, a maior parte das áreas teve precipitações suficientes para o enchimento de grãos, embora regiões do leste do estado, com plantio mais tardio, já apresentem redução de potencial produtivo.
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O quadro mais restritivo permanece em Goiás, Minas Gerais e no Matopiba. Em Goiás, a Conab informou que grande parte das lavouras entrou em fase reprodutiva sob redução ou ausência de precipitações, condição que já compromete o potencial da cultura no estado. Em Minas Gerais, chuvas fracas e irregulares também reduziram o potencial produtivo, e parte das áreas em desenvolvimento vegetativo não deverá ser colhida.
A análise por imagens de satélite mostra que o índice de vegetação ficou próximo ao da safra passada na maior parte das áreas monitoradas, com melhora em Mato Grosso do Sul e Paraná. Já em Goiás, Minas Gerais e no Matopiba, houve deterioração do indicador. No Matopiba, o boletim registra atraso no plantio, possível redução de área e antecipação do ciclo nas lavouras tardias.
Na soja, a colheita está praticamente encerrada, com 97% da área colhida no Rio Grande do Sul. No trigo, Paraná e Mato Grosso do Sul apresentam boas condições iniciais, enquanto Goiás e Minas Gerais seguem em atenção no cultivo de sequeiro. No algodão, Mato Grosso e Bahia mantêm desenvolvimento considerado satisfatório.
O boletim da Conab indica que a regularidade das chuvas nas próximas semanas seguirá como fator decisivo para consolidar ou limitar o potencial produtivo das áreas mais tardias, especialmente no milho segunda safra de sequeiro. Sem novos volumes consistentes, a recuperação tende a permanecer regionalizada.
Fonte: Estadão Conteúdo
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Feijão entra em fase de volatilidade extrema e baixa previsibilidade

O mercado brasileiro do feijão atravessa um momento raro de convergência altista entre fundamentos estruturais, risco climático e forte deterioração da oferta disponível.
Contudo, a atual escalada de preços não nasce de um único fator isolado, mas sim da soma entre redução contundente de área, atraso de colheita, quebra qualitativa, estoques apertados, dificuldades logísticas e um ambiente climático extremamente adverso para uma cultura reconhecidamente sensível.
O resultado é um mercado físico em evidente estado de estresse. O produto superior praticamente desapareceu, enquanto compradores operam sob forte pressão de reposição. Mesmo com liquidez mínima, os preços seguem renovando máximas, num ambiente em que poucos negócios acabam redefinindo toda a referência de mercado.
Mais do que um aperto quantitativo, o feijão vive hoje um aperto qualitativo. E talvez este seja o principal diferencial deste ciclo.
O avanço dos preços do feijão carioca já pode ser classificado como um dos movimentos mais agressivos dos últimos anos. No FOB, o interior paulista passou a testar R$ 500, enquanto o noroeste mineiro trabalha próximo de R$ 470.
Velocidade de valorização
O dado mais importante, porém, talvez não seja apenas o preço absoluto, mas a velocidade da valorização. Em poucas semanas, o mercado saiu de uma faixa considerada relativamente confortável para um ambiente de disputa intensa por mercadoria pronta.
Historicamente, movimentos dessa magnitude costumam ocorrer quando o mercado percebe risco concreto de desabastecimento relativo entre safras. E este parece ser exatamente o caso atual.
O Paraná, principal origem da segunda safra, sofreu uma redução extremamente severa de área. A segunda safra paranaense perdeu cerca de 24% da área total, enquanto algumas leituras do mercado apontam retrações ainda mais expressivas nas áreas efetivamente comerciais de feijão superior. Na primeira safra, a queda ultrapassou 32% no estado.
Em termos nacionais, o Brasil também recuou área tanto na primeira quanto na segunda safra, reduzindo ainda mais a margem de segurança do abastecimento interno. O agravante é que o ganho de produtividade não foi suficiente para compensar a perda estrutural de área. O clima transformou um mercado ajustado em um mercado explosivo.
Até o início de maio, o mercado já operava firme. Mas a sequência climática ocorrida no Sul do país alterou completamente a percepção de risco. As geadas registradas na primeira quinzena de maio no Paraná funcionaram como um gatilho psicológico e fundamentalista ao mesmo tempo. Regiões importantes para a segunda safra, como Campos Gerais, sudoeste e áreas de baixada, registraram temperaturas próximas de zero, além de episódios de congelamento superficial e paralisação metabólica das plantas.
O problema não está apenas na possibilidade de quebra de produtividade. O mercado teme principalmente a deterioração da qualidade física do grão. No feijão, qualidade vale prêmio. E neste momento, vale muito prêmio.
A sequência de frio intenso seguida por umidade e chuvas elevou o temor sobre perda de peneira, escurecimento precoce, manchamento, abortamento de flores, redução de peso e maior incidência de defeitos visuais.
O feijão de escurecimento lento virou praticamente uma categoria rara dentro do mercado brasileiro. A estabilidade visual passou a ser um fator central de precificação, principalmente para empacotadoras e grandes marcas.
Se o Paraná já preocupa pela quebra estrutural de área e pelo risco climático, Minas Gerais deixou de ser a válvula de escape esperada pelo mercado. O excesso de chuvas no início do ano comprometeu a janela ideal de plantio da safrinha mineira, atrasou o desenvolvimento das lavouras e reduziu o potencial produtivo em diversas regiões.
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Além disso, boa parte do volume produzido permanece dentro do próprio estado para abastecimento regional, reduzindo ainda mais a disponibilidade interestadual. O mercado, portanto, perdeu simultaneamente duas importantes origens de alívio.
Durante boa parte do primeiro trimestre, o feijão preto operou relativamente pressionado diante da forte valorização do carioca. Porém, a diferença excessiva entre os dois mercados acabou acelerando o efeito substituição. E o mercado percebeu isso rapidamente.
Feijão preto ganhou tração
Com o consumidor buscando alternativas mais acessíveis, o feijão preto ganhou tração no varejo e começou a reduzir estoques de maneira acelerada. O que inicialmente parecia apenas um movimento de migração temporária começa agora a assumir características estruturais.
No FOB, o interior paulista já rompeu R$ 260 por saca. O Paraná já trabalha com negócios acima de R$ 250, enquanto pedidas já chegam a R$ 300. Santa Catarina também entrou em forte valorização, buscando os R$ 240 por saca.
A questão mais relevante é que o feijão preto possui elevada dependência produtiva justamente das regiões que sofreram cortes de área e eventos climáticos recentes. Ou seja: o mercado começa a precificar não apenas a escassez atual, mas principalmente o risco de escassez futura.
Mesmo com preços historicamente elevados, não existe pressão real de venda. A indústria segue comprando apenas necessidades imediatas, numa estratégia defensiva clássica de mercado travado. Isso reduz liquidez, mas aumenta perigosamente a sensibilidade do mercado. Em ambientes assim, qualquer problema climático adicional, atraso logístico ou ausência pontual de lotes superiores pode provocar novas disparadas.
Ao mesmo tempo, o varejo começa a testar seus próprios limites. A grande dúvida do setor passa a ser a elasticidade do consumo. Até que ponto o consumidor conseguirá absorver um feijão carioca premium trabalhando próximo ou acima de R$ 10 por quilo na gôndola?
Essa talvez seja hoje a principal trava para movimentos ainda mais agressivos. A terceira safra deixou de ser complementar e virou estratégica. Outro ponto extremamente importante é a mudança estrutural de importância da terceira safra 2025/26. Historicamente vista como complementar, ela passa agora a assumir papel central no abastecimento brasileiro do segundo semestre.
Com produção potencial próxima de 700 mil toneladas, qualquer problema climático nessa etapa pode alterar completamente o equilíbrio nacional de oferta e demanda. E o mercado sabe disso!
As preocupações envolvendo possível consolidação de El Niño e excesso de umidade no Sul ampliam ainda mais o grau de incerteza para arroz e feijão irrigado. Neste momento, o mercado trabalha praticamente no curtíssimo prazo, avaliando semana a semana o avanço da colheita, qualidade física, comportamento do varejo, intensidade das geadas, capacidade de repasse, reposição da indústria, evolução do consumo e formação dos estoques.
Embora o ambiente seja claramente altista, também é importante evitar leituras simplistas ou excessivamente emocionais. Mercados de feijão historicamente possuem forte componente psicológico e elevada volatilidade. Movimentos abruptos de alta podem ser seguidos por períodos de travamento comercial, redução de liquidez e acomodação temporária do consumo.
Além disso, preços excessivamente elevados acabam incentivando: substituição alimentar; migração entre padrões; retração do varejo; postergação de compras; maior seletividade das empacotadoras. Ou seja, o mercado também começa a enfrentar seus próprios limites naturais de sustentação.
Ainda assim, olhando os fundamentos atuais, é difícil enxergar uma reversão consistente no curto prazo enquanto persistirem: oferta física extremamente curta; baixa disponibilidade de produto superior; cortes relevantes de área; risco climático elevado; estoques apertados; atraso de colheita e retenção por parte do produtor.
Mudança de lógica
O feijão brasileiro deixou de operar apenas sob lógica de sazonalidade e passou a trabalhar sob lógica de escassez estratégica. O que está em jogo agora não é apenas quantidade, mas principalmente qualidade, regularidade de abastecimento e capacidade de reposição.
O mercado entra nos próximos meses extremamente dependente da evolução climática, da consolidação da terceira safra e da resistência do consumo diante dos preços atuais. No curto prazo, o viés ainda permanece firme, principalmente para lotes superiores. O feijão preto também parece ter mudado definitivamente de patamar, deixando para trás o papel secundário observado em outros ciclos.
A grande questão daqui para frente será entender se o mercado conseguirá sustentar preços historicamente elevados sem destruir demanda em velocidade suficiente para provocar acomodação. Até lá, o setor continuará operando em um ambiente de elevada sensibilidade, baixa margem de erro e volatilidade extrema — exatamente o tipo de cenário em que poucos lotes disponíveis acabam definindo todo o mercado.

*Evandro Oliveira é graduado em Economia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS) e especialista de Safras & Mercado para as culturas de arroz e feijão
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Chuvas regulares favorecem lavouras em parte do país, aponta Conab

Chuvas mais regulares entre os dias 1º e 21 de maio favoreceram o desenvolvimento das lavouras em parte das regiões Norte, Nordeste e Sul do Brasil, segundo o Boletim de Monitoramento Agrícola divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) na quinta-feira (21). A análise considera cultivos de verão e de inverno da safra 2025/26. No centro do país, porém, o tempo seco manteve limitações hídricas, sobretudo para o milho segunda safra semeado mais tarde.
De acordo com a Conab, os volumes mais expressivos de precipitação foram registrados no norte da Região Norte, no leste do Nordeste e em parte da Região Sul. Esse comportamento contribuiu para a recuperação da umidade no solo e beneficiou o desenvolvimento do milho segunda safra no Pará e no Paraná. No Sealba, região formada por áreas de Sergipe, Alagoas e Bahia, as condições também permitiram o início da semeadura do feijão e do milho terceira safra.
Em Mato Grosso do Sul, parte de Mato Grosso e São Paulo, as chuvas combinadas com temperaturas menos elevadas ajudaram a manter a umidade do solo em níveis favoráveis para a maior parte das lavouras. Segundo o boletim, dados espectrais indicam condições satisfatórias em grande parte das regiões produtoras monitoradas.
Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural!
O índice de vegetação evoluiu de forma próxima à observada na safra passada em várias áreas e, em algumas localidades, se aproximou ou superou os maiores valores do ciclo anterior. Mato Grosso do Sul e Paraná apresentaram recuperação desse indicador ao longo de maio, em linha com a maior regularidade das chuvas.
Para o trigo, a Conab informa que o Paraná registra boas condições de desenvolvimento, favorecidas pela redução das temperaturas. Em Mato Grosso do Sul e São Paulo, o cenário meteorológico segue positivo para a cultura. Já em Goiás e Minas Gerais, o monitoramento mantém atenção para deficiência hídrica e temperaturas elevadas, fatores que podem limitar o avanço das lavouras.
O boletim da Conab mostra um quadro climático desigual entre as regiões produtoras neste início de maio, com melhora das condições em áreas que receberam precipitações mais regulares e manutenção do risco hídrico no centro do país. A continuidade desse cenário dependerá do comportamento das chuvas e das temperaturas nas próximas semanas, segundo os dados de monitoramento disponíveis.
Fonte: gov.br
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